quinta-feira, 7 de maio de 2009

A RBS E O MUNDO ENCANTADO DO JABÁ

Conforme este Cloaca News já denunciou e provou aqui e aqui, o mais importante telejornal da RBS TV, afiliada gaúcha da Globo, é, na verdade, uma grande central de jornalismo-michê. Nesta quinta-feira, por exemplo, os telespectadores do Jornal do Almoço que pretendiam informar-se dos alarmantes casos de febre amarela no Estado, ou dos vários escândalos de corrupção e incompetência administrativa envolvendo a governadora tucana Yeda Crusius, ou mesmo das conseqüências da impiedosa estiagem que esturrica o Rio Grande do Sul tiveram que esperar quase 12 (doze!!) minutos até que o cast de jornalistas da emissora terminasse de apresentar a reluzente reportagem-boquete negociada com uma feira comercial de Soledade, município a 220 quilômetros de Porto Alegre, tradicional entreposto de pedras semipreciosas.
Quase a metade do tempo "útil" do "noticioso" prestou-se a um acintoso informe publicitário travestido de reportagem. E que momento glorioso da televisão brasileira avistar o comentarista político e porta-voz dos Barões Sirotsky desfilar pelos corredores da ExpoSol entrevistando ametistas e citrinos! Logo ele que, da última feita, não economizou panegíricos a uma mesa de salames em evento doutra freguesia. "Estamos aqui neste mundo encantado das pedras coloridas!", exultou o veterano profissional, que não se deixou ofuscar pelos perendengues de turmalinas e berilos.
Não tivemos acesso, desta vez, às cifras oficiais da negociação. Mas podemos afirmar, peremptoriamente, que a penúltima investida do "jornalismo" da RBS beliscou, limpinhos, nada menos que trezentos mil reais.
Confira aqui mais essa jóia da imprensa venal.

MEA CULPA: FRAUDAMOS

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A despeito do caráter galhofeiro exibido pelo "recibo" que postamos ontem (veja abaixo), constatamos que, mesmo assim, vários leitores o tomaram como um documento digno de fé. Alguns, mais atentos, notaram que o CPF do "recebedor" possuía "12 dígitos, quando o certo é 11", ou mesmo quem informasse que "o CPF é inválido". Na verdade, aquele número é o telefone de um jornalão paulista, famoso por estampar lixo de internet em sua primeira página. Mesmo o campo "Matrícula (CGC OU INSS)" continha outra brejeirice: trata-se do Código de Endereçamento Postal - CEP - de certo imóvel da Alameda Barão de Limeira, na capital paulista. O título da postagem, por sua vez, trazia o verbo no tempo futuro do pretérito, recurso idêntico ao de que se vale certa imprensa de coloração castanha para lançar suspeitas sobre alguém sem, no entanto, fazer uma acusação.
Curiosamente, a única verdade apresentada em nossa postagem estava no texto abaixo da imagem, por ironia, idêntico ao publicado recentemente pela gazeta serrista ao se "desculpar" por ter publicado uma ficha absolutamente falsa da Ministra Dilma Rousseff na capa de uma de suas edições dominicais. Perdão, leitores. Mentimos. Ou não.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Em Brasília, 19 horas...

EXCLUSIVO: JORNAL ESTARIA PAGANDO BÔNUS A COLUNISTAS QUE ESCULHAMBAM GOVERNO LULA

A veracidade da informação e a autenticidade do documento acima não podem ser asseguradas - bem como não podem ser descartadas.

O ESCALAFOBÉTICO PLANO DA TUCANA ESTRAMBÓTICA PARA SEPULTAR A EDUCAÇÃO (e a fuleiragem de um jornalzinho sabujo)

O tablóide gaúcho Zero Hora (aquele que recebe 80% das verbas publicitárias estaduais de mídia impressa) publica uma fenomenal reportagem em sua edição de hoje.
Diante do anúncio feito pela apombocada senhora Mariza Abreu, secretária de Educação de Yeda Crusius (aquela supostamente corrupta), de que pretende agrupar todas as disciplinas dos ensinos Fundamental e Médio do Rio Grande do Sul em apenas quatro áreas, o jornalóide da RBS apresenta o ribombante título: "O que vai mudar na sala de aula". Em seguida, transcreve o press release governamental, enfileirando as "mudanças": professores de Química, por exemplo, passarão a lecionar, também, Física e Biologia. Professores de Português deverão ir para as quadras ministrar aulas de Educação Física - e vice-versa, claro. Coisa pouca, como vemos. E, qual seria "o modelo em que a Secretaria de Educação se baseia?" - indaga a gazetinha para si própria, à guisa de jornalismo interpretativo? Por favor, não ria da resposta: "É inspirado em experiências de escolas paulistas, mineiras, portuguesas e argentinas". Na edição impressa, esse portentoso feito de reportagem ocupa cerca de 2/3 (dois terços) de página, e, como sabemos, um tablóide é um tablóide. Considerando que a leitura de tal peça não ocupará muito de seu tempo, sugerimos que você clique aqui e testemunhe o lúgubre anúncio do passamento da Educação pública gaúcha. O jornalismo, não custa salientar, desceu à cova faz tempo.
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FOTO: BOLO NEGA MALUCA

segunda-feira, 4 de maio de 2009

COMO A DITADURA SUFOCOU A IMPRENSA NANICA

Reportagem do Estadão de hoje, assinada por Wilson Tosta. .
Uma operação secreta de uso da Receita Federal para exterminar a imprensa alternativa foi desencadeada entre 1976 e 1978 pelo governo Ernesto Geisel (1974-1979), mostram documentos sigilosos da extinta Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça (DSI-MJ) obtidos pelo Estado.
Embora notabilizado pela suspensão da censura a jornais, pelo fim da tortura de presos políticos e pela distensão "lenta, segura e gradual", o general, penúltimo ditador do ciclo militar de 1964, autorizou a ofensiva contra os pequenos veículos em despachos com o então ministro da Justiça, Armando Falcão. O ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, concordou com a ação, proposta pelo II Exército - hoje Comando Militar do Sudeste, de São Paulo.
A autorização de Geisel para um ataque fiscal ao jornal Versus está documentada em ofício de 1º de setembro de 1978. Nele, o chefe de gabinete do Ministério da Justiça, Walter Costa Porto, transmite pedido da Polícia Federal para liberar a ação. A resposta vem manuscrita. "Confidencial. Conversei, no despacho de hoje, com o Exmo. Sr Presidente da República, que aprovou a medida", escreve Falcão. "Prepare-se, assim, o competente expediente ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda. Em 11.9.1978. A. Falcão." Uma lista com Versus e outras 41 publicações que deveriam sofrer o mesmo processo da Receita, entre elas O Pasquim e Movimento, integra o dossiê.
Nos documentos, a operação secreta é tratada com naturalidade pelos ministros e por integrantes de órgãos de repressão, em correspondências oficiais de 1976 a 1978. Simonsen, por exemplo, em ofício de 1º de abril de 1977, solicita que "as indicações das empresas a serem auditadas sejam acompanhadas de todas as informações disponíveis no Ministério da Justiça e nos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Informações, bem como sejam instruídos os órgãos regionais e sub-regionais do Departamento de Polícia Federal (...)." E expõe o objetivo: "Subsidiar a aplicação de providências legais (...) no sentido de promover, se for o caso, o encerramento de atividades desse tipo de empresa".
Em outro ofício, de 26 de abril de 1978, Costa Porto encaminha informação do "senhor ministro-chefe do SNI" - João Figueiredo, posteriormente presidente da República. Ele reproduz o texto de Figueiredo: "Considerando que a imprensa nanica continua proliferando, conclui-se que a operação dos Ministérios da Fazenda e Justiça, visando a retirar de circulação esses jornais cuja viabilidade econômica é questionável, está resultando infrutífera".
O mesmo Costa Porto, em documento de 1º de setembro de 1978, mostra que Geisel acompanhou a operação contra os alternativos por muito tempo. Ele lembra a Falcão que, em 1º de agosto de 1977, o ministro da Justiça levara o assunto ao presidente, que "decidira, verbalmente, aguardar".
Humberto Barreto, ex-secretário de Imprensa do presidente, nega ter sabido dela. "Por mim, não passou", diz. O ex-senador e ex-ministro Jarbas Passarinho também diz desconhecer a articulação. "O que eu ouvia dos líderes do presidente é que ele tinha aberto a liberdade de imprensa, exceto para a imprensa nanica", explica. "Ela era muito violenta." Falcão foi procurado, por intermédio de familiares, mas não deu entrevista. Em seu livro Tudo a Declarar, não menciona o ataque fiscal, mas reconhece que centralizou a censura. Geisel morreu em 1996, e Simonsen, em 1997.
O processo "de caráter sigiloso" foi iniciado no Ministério da Justiça pelo Ofício 341/Sec/Gab, de 9 de setembro de 1976. No texto, o diretor-geral da PF, Moacyr Coelho, envia a Falcão documentação do II Exército "contendo sugestão de emprego dos órgãos fazendários, dentro da área de esfera de suas atribuições, na fiscalização de publicação de influência ou orientação esquerdista".
A Informação número 1.343/76-CB, de 23 de agosto de 1976, da 2ª Seção do Comando da Força em São Paulo, alertava que a ação policial da censura vinha criando uma série de incidentes que desgastavam o governo e serviam de "bandeira para as esquerdas mobilizarem a classe jornalística". Acrescenta, ainda, ser "mais eficaz a censura fiscal", que poderia determinar "o fechamento de tais publicações pela atividade de fiscalização".
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O jornal promete para amanhã apresentar documentos da ditadura sobre a prisão e a morte do deputado Rubens Paiva.

domingo, 3 de maio de 2009

DOMINGÃO DO CLOACÃO

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Enquanto a imprensa cabocla esfalfa-se atrás de uma peste para derrubar o Presidente Lula, desopile-se aqui
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Selecionamos mais uma singela crônica do escritor e jornalista maranhense Lago Burnett, do livro "A Língua Envergonhada", coletânea publicada em 1976, “revista e aumentada” em 1991. O texto a seguir foi publicado originalmente em 14 de abril de 1971, no finado Diário de Notícias, do Rio de Janeiro.
OS PALAVRÕES Não é pouco o que o homem sofre, desde o nascimento. Na doce algazarra do Veloso, meditávamos, um domingo, Carlos Alberto Teixeira e eu, partindo de uma observação dele sobre os muitos insultos que a gente é obrigado a levar para casa. Admira que a censura, tão zelosa na contenção dos palavrões, não tenha ainda retirado de circulação centenas de nomes feios que jamais deveriam ter saído daquele "estado de dicionário" a que se refere Drummond. Mal (ou bem) nascidos, tacham-nos de nascituros e até a morte, quando nos acondicionam em féretros, são muitas as humilhações vocabulares. Se casamos, viramos cônjuges; se permanecemos solteiros, nos chamam de celibatários. Na rede bancária é, com certeza, onde a descortesia nos atinge mais impiedade: somos tomadores, sacados, endossantes. Na Justiça ou polícia, não passamos de depoentes, manteúdos, de cujos, declarantes ou liticonsortes. Até mesmo no edifício onde moramos temos cognome: somos condôminos. Escritor que entra na Academia vira recipiendiário, enfermo é paciente, poeta é vate, menestrel bardo, aedo ou rapsodo. Quem não tem casa é inquilino ou locatário. Para aumentar a confusão, já houve quem quisesse, neste país, que motorista fosse tratado por cinesíforo, piquenique por convescote e futebol por balipodo. Meu Brasil, eu te amo! Ai, que saudade de São Luís, onde a vida decorre tão sem pressa, que as pessoas se dão ao luxo de usar polissílabos e paroxítonos! Humilha saber que, na vida, não passamos de usuários, optantes, aficcionados, litigantes, querelantes, contribuintes, emitentes, circunscritos, mutuários, segurados, beneficiários, convocados, confrades, correligionários, pensionistas, cooperativados, inadimplentes. Como sair desse preciosismo gongórico? O jeito é revidar. Como dizia aquele torcedor pouco letrado, ante a iminente derrota do seu time: "Arrecua os rafes pra evitar a catastre!" Se, alhures, alguém obtemperar, de inopino, de forma assaz peremptória, que é improfícuo o embate, a gente, de bom alvitre, se escafede e dá às de Vila Diogo, não obstante o óbvio e ingente afã de ir à liça. Dizer palavrões, afinal, não é privilégio só do Estado e das instituições, como diz Leila Diniz. Dela por exemplo, diz-se que que os emprega com muita propriedade: fá-lo com graça. E não disputa, na Praça Tiradentes, a volta do teatro picaresco. E, por falar em teatro, diante de tudo aqui exposto, teve razão de ser, algum dia, a campanha "Vamos ao Teatro"? Se, aqui fora, na rotina do dia-a-dia, estamos sujeitos a toda sorte de insultos, inclusive cardíacos, por que buscá-los nas casas especializadas do ramo? Mero signatário no momento, postulante de uma vida melhor quase sempre, sou, como toda gente, uma vítima de rótulos eventuais. Mas, ao fim de um dia de inevitáveis classificações, consola constatar, a sós, despidos de etiquetas e letreiros, que não somos requerentes, apelantes, promitentes, votantes ou recenseados. Somos gente, simplesmente. E é nessa humilde condição que reivindicamos à Comissão Internacional dos Direitos do Homem a inclusão de um item contra esse abuso discriminatório que avilta a espécie e despersonaliza o indivíduo.
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O Departamento de Dragagem do Cloaca News informa: agora, na Folha de S.Paulo, os restaurantes também voam.
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sábado, 2 de maio de 2009

ESSE CARA FOI "O MELHOR MINISTRO DA SAÚDE QUE O BRASIL JÁ TEVE"...

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Governador tucano Zé Chirico, explicando cientificamente aos brasileiros como se dá o contágio pelo vírus da influenza A (H1N1) - nova forma adotada para chamar a gripe suína:
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"Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho algum".
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