terça-feira, 29 de junho de 2010

HERDEIRO DA RBS É ACUSADO DE ESTUPRO. RBS ABAFA


Um menor de 14 anos está, supostamente, sendo intimado pela 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis para depor sobre a acusação de um suposto estupro praticado contra uma menina da mesma idade, estudante de uma tradicional instituição de ensino daquela capital. O crime teria ocorrido há poucos dias, com a conivência de outro menor, filho de um delegado, mas a imprensa local estaria tratando de esconder o episódio dos noticiários. O acusado seria filho de um diretor da RBS TV em Santa Catarina, membro do Conselho de Administração da organização mafiomidiática RBS, que, não por acaso, controla absolutamente todos os meios de informação barrigas-verdes.
O caso está sendo divulgado pelo blog Tijoladas do Mosquito, que alega ter tido acesso ao documento da polícia que intima o adolescente para a oitiva

Já o tabloide Diário Catarinense, do Grupo RBS em Santa Catarina, está tratando desta maneira o episódio.
 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ZERO HORA USA PSICÓLOGOS PICARETAS PARA LINCHAR DUNGA


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O tabloide gaúcho Zero Hora, braço impresso da corporação mafiomidiática RBS, fez jus, em sua edição de ontem, 23, ao epíteto de jornalixo, carinhosamente cunhado por este blog. Em texto assinado por um certo Itamar Melo, a gazetinha alinhou-se incondicionalmente à sórdida campanha difamatória movida pelas Organizações Globo contra o técnico Dunga, da seleção brasileira de futebol.
Sob o título “Psicanalistas analisam destemperos do técnico Dunga”, Zero Hora vale-se dos pareceres de “especialistas” para pespegar no treinador as pechas de “neurótico” e “paranóico”, entre outras patologias. Na verdade, foram ouvidos dois picaretas que, no afã de conseguir seus minutinhos de glória, não hesitaram em mandar às favas o Código de Ética Profissional do Psicólogo. O documento, exarado em 2005, no XIII Plenário do Conselho Federal de Psicologia, em Brasília, diz o seguinte em seu Artigo 2 , alínea “q”: “Ao psicólogo é vedado: realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor pessoas, grupos ou organizações".
Esperar o que de um veículo que costuma basear suas reportagens em fontes cultivadas nos latões de lixo?

domingo, 20 de junho de 2010

GLOBO ASSASSINA LÍNGUA PORTUGUESA COM REQUINTES DE CRUELDADE


Mal refeitos do passamento de José Saramago, assistimos agora às Organizações Globo, por meio de seu portal G1, golpear mortalmente a Última Flor do Lácio.
Pelo jeito, eles já não se contentam apenas com os cacófatos. E ainda pretendem que os levemos à sério…

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PROCURADORA QUE QUER CALAR A BLOGOSFERA DEFENDE A BANDALHEIRA DA “GRANDE MÍDIA”


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A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que propôs ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ação cautelar contra a Google para que seja retirado do ar o blog Os Amigos do Presidente Lula, não pode ser incluída no rol das flores que podemos cheirar.
Esta mesma senhora, que anteontem, 16/6, protocolou este tosco tolete jurídico, recheado de locuções latinas de almanaque, participou, dias atrás (7/5), de um seminário promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), ao lado de Arnaldo Versiani, ministro do TSE.
Batizado de "Encontro Imprensa e Eleições", o evento contou com a gentil cobertura da Folha de S.Paulo, feita pelo repórter Ranier Bragon. A certa altura da reportagem, encontramos a seguinte passagem, com a singela manifestação do pensamento da venerável Madame Cureau:
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“Tanto Versiani quanto a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, disseram ser contra a punição de órgãos da mídia por dar maior espaço a candidatos cuja posição “exerça um poder maior de atração sobre a imprensa”.
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Se você não bota fé no que dizemos – afinal, somos apenas um blog hidrófobo - , confira aqui com seus próprios olhos.
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Como diz um sábio pensador cearense: Lends Picantis In Ânus Autrem Q'sucus Est.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

DILMA VIRA "CIDADÃ DE PORTO ALEGRE"

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A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, na sessão desta quarta-feira (16/6), Projeto de Lei que concede o título de “Cidadã de Porto Alegre” a Dilma Vana Rousseff. O PL, de autoria do vereador Engenheiro Comassetto, foi assinado por toda a bancada do PT, e contou com o apoio dos demais partidos na casa, exceto PSDB e Psol. Foram registrados 27 votos a favor da aprovação do Projeto e nenhum contrário.
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Para saber mais, clique aqui.

domingo, 13 de junho de 2010

SE JOSÉ SERRA FOSSE ELEITO (MAS NÃO SERÁ)

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Por Roni Chira,
do blog O que será que me dá?
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Se José Serra fosse eleito (mas não será), ganharia de presente um país que o PSDB, desacostumado ao êxito, jamais sonharia em construir com esforço e competência próprios – como provou em seus governos municipais, estaduais e federal. Poria as mãos num Brasil reformado, sólido e próspero, com US$ 250 bilhões em caixa e imensas obras de infra-estrutura em andamento que o fariam sentir-se 100 vezes maior que um mero gerenciador do anel viário paulista da famiglia PSDB. Um país com um mercado interno aquecido e com 27 milhões de novos consumidores emancipados nas políticas sociais. Um país que gerou 15 milhões de empregos em 8 anos e um mercado de crédito consignado superando a casa de R$ 1 trilhão.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria uma arrecadação de impostos e tributos federais da ordem de R$ 80 bilhões mensais para devolver à sociedade em forma de serviços. Arrecadação ascendente, resultante do excelente desempenho da economia deixado pelo seu antecessor.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), levaria ainda um sentimento popular de patriotismo renovado e esperançoso que – somado ao trunfo catalisador de sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos – o faria sentir-se um imperador romano.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), tudo isso saberiam muito bem capitalizar em benefício próprio o PSDB e a elite conservadora, conduzidos pelo seu novo presidente, especialista mor em se apropriar dos créditos de feitos alheios. Assinariam seus nomes nos eventos esportivos, nas obras do PAC em andamento, no sucesso internacional do país, cobrindo os verdadeiros créditos com a cumplicidade do PIG – sócio incansável, dedicado e afinado às causas de ambos – que cuidaria da tarefa de reescrever a história, reduzindo os mandatos do presidente Lula a uma insignificância extrema.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria estatais suculentas, prontas para o mercado das trapaças privatizantes conhecidas no passado pelo codinome “enxugamento do estado” ou “estado mínimo”. Trapaças travestidas de benefícios à máquina administrativa e à “nação”, orquestradas pelos mesmos maestros do período FHC, que executariam a mesma marcha fúnebre durante a sutil diluição do patrimônio brasileiro. Entre elas, é claro, estaria a grande vedete, a peça mais cobiçada a ser levada ao abate num leilão macabro de cartas marcadas: a Petrobrás. Valorizada pelo pré-sal, a empresa seria ofertada na mesma bandeja da negociatas engavetadas desde o primeiro mandato de FHC e para as mesmas multinacionais que há anos salivam em torno deste tesouro brasileiro. Negociata que movimentaria rios de dinheiro, atrairia à surdina dos bastidores os mesmos intermediários comissionados que enriqueceriam da noite para o dia. Tramóia que iria restabelecer o duto de escoamento das riquezas do nosso solo para as mãos dos mesmos banqueiros internacionais, ávidos por capital fresco que venha a socorrê-los na recente crise da qual ainda tentam se recuperar.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), não se faria de rogado: negaria o Mercosul e seus “indiozinhos caboclos”, realinhando suas prioridades financeiras a Wall Street, como nos velhos tempos. Romperia com austeridade quixotesca os laços com os governos populares latino-americanos exigindo a deposição de todos os seus presidentes aos quais acusaria de ditadores golpistas e lideraria suas nações em caravana orgulhosa rumo ao lar da velha, gentil e maternal esfera de influência do Tio Sam.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), se esforçaria em repetir a medíocre e desastrosa gestão frente ao governo de São Paulo sem obter êxito de imediato: a robustez econômica e estrutural deixada pelo seu antecessor levaria dois mandatos para ser totalmente dilapidada, pois, diferentemente de São Paulo, o país não lhe teria sido entregue já estagnado pelo fracasso dos governantes anteriores que “casualmente” pertenciam ao seu próprio partido.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), depois de extinguir ou renomear toda a obra de seu antecessor, e quando o país já estivesse devidamente “devolvido” ao século 20, pouco lhe importaria fazer sucessor, compromissado que sempre foi exclusivamente com seu próprio umbigo. Assistiria debochadamente aos caciques furiosos do PSDB/DEM digladiarem-se para ocupar seu trono, sabendo que, depois de todo o estrago feito nas areias estéreis de sua inépcia, a esquerda recuperaria o país para tentar, novamente, reparar os enormes danos deixados pelo seu governo.
Se José Serra fosse eleito (mas não será) – enfim – contrataria algum editor de livros de auto-ajuda para escrever sua última fraude: a biografia de “Um brasileiro vitorioso”. O texto seria tão épico e fantasioso que até ele, em processo de senilidade avançada, acreditaria finalmente que é o autêntico “O Cara”. Título ao qual alguns historiadores da pocilga colocariam uma destacada ressalva: que, em verdade, seu êxito só foi alcançado graças às políticas econômicas e estruturais deixadas pelo antecessor de seu antecessor: o inesquecível visionário Fernando Henrique Cardoso!

sábado, 12 de junho de 2010

DOSSIÊ SERRA – PARTE 2 – TUCANO FEZ CAIXA DE CAMPANHA COM DINHEIRO PÚBLICO ANTES DO ANÚNCIO DA CANDIDATURA


Esquema das “cartinhas” movimentou R$ 26 milhões do contribuinte paulista
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Meses antes de deixar o governo de São Paulo, José Serra já cuidava de subsidiar sua campanha à Presidência da República. Ardilosa e sorrateiramente, o tucano cuidou de contratar serviços de “pesquisa”, com o qual “cadastrou” alguns milhões de endereços e enviou inocentes cartinhas aos usuários dos serviços públicos paulistas. Por baixo, a brincadeira custou R$ 26 milhões, caixinhas à parte.
A mutreta estava – e está – toda escancarada no Diário Oficial, mas a gloriosa imprensa corporativa brasileira não quis – e continua não querendo – tocar no assunto.
Para conhecer a esperteza do economista-contraventor e engenheiro de fancaria, clique aqui.

DOSSIÊ SERRA – PARTE 1 – TUCANO PAGOU MAIS DE R$ 28 MILHÕES AO GRUPO FOLHA

















A partir de hoje, requentaremos todas as bandalheiras, pilantragens, sem-vergonhices e maroteiras que já publicamos sobre o candidato do PSDB à Presidência da República – tudo devidamente amparado pelas letras frias do Diário Oficial.
Para saber como José Serra beneficiou o Grupo Folha, mandando imprimir milhões de exemplares de apostilas-fantasmas na gráfica da Famiglia Frias, clique aqui.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

MAU EXEMPLO DE SERRA


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Por Sitônio Pinto  (o criador do "Lula lá" )
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O que terá levado o bibliotecário William Rodrigues Marques a se fantasiar de estudante de Medicina, e, assim caracterizado, deambular pelos jardins da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre? Ele estava vestido com a bata dos cirurgiões, e passeava por onde não devia: o lado de fora, área de acesso vedado às equipes de cirurgia em uniforme de campanha, devidamente esterilizadas para suas intervenções.
Que dizer: William foi pego não porque entrou, mas porque teria saído. Os cirurgiões não podem sair, e William queria sair fantasiado de cirurgião nesse período pré-carnavalesco que antecede a Copa dos Mundos. Ele veio de longe, desde Manaus, para ser preso em Porto Alegre, onde estuda biblioteconomia. Não se contentava em ser um aprendiz da gerência dos livros. Ele queria ser médico, ou acadêmico de Medicina, profissão preferencial da maioria dos jovens brasileiros -- que não se contentam em ser técnicos ou bacharéis noutros ramos do conhecimento menos prestigiados pela sociedade.
O falso brilho dos anéis seduz o jovem que não se conforma em ser operário, comerciário, agricultor, num país onde não se dá valor às profissões trabalhadoras. Quase todos querem ser doutor, mesmo que a pedra do anel tenha o brilho pobre das crisólitas. Não se dão conta que os atuais Presidente e Vice-Presidente da República não tenham títulos e anéis, e conduzido bem o País. Na primeira vez em que foi diplomado Presidente, o operário Luiz Inácio disse que aquele era o primeiro diploma que recebia na vida.
Poucos jovens se lembram disso, ou eram meninos quando o Presidente disse isso, soluçando, as lágrimas molhando o papel. Preferem seguir o exemplo de um certo Serra, ex-governador de São Paulo, que também galgou esse alto posto sem bacharelado: mesmo gestor do estado mais rico do Brasil, Serra não se conformava em não ter um diploma de bacharel e propalava, aos quatro ventos dos sete mares, que era economista e engenheiro. Podia até ter dito mais, pois foi ministro da Saúde sem ser médico, como William queria ser.
Esse é um mal que assola o País: ninguém quer ser trabalhador, só quer ser doutor. Como se o doutor não fosse um trabalhador. Um veste macacão; outro, o jaleco de cirurgião – que lhe dá acesso ao bloco cirúrgico, mas não aos jardins da Santa Casa. Se William estivesse envergando um macacão, poderia ter andado pelos jardins suspensos do Hospital, pois é livre a circulação em território nacional em tempo de paz. Aliás, ele ainda pode alegar isso em sua defesa. Atribuíram-lhe o crime de falsa identidade; outro não podiam, pois ele não cobrou por serviços nem prometeu cura por vantagem econômica.
O jovem William apenas seguiu o mau exemplo de um certo Serra, candidato a presidente da República, que diz ser formado em economia, pensando, com isso, seduzir o eleitor brasileiro – que nas duas últimas eleições preferiu um auto-didata. Pois já basta de doutores que garatujam suas receitas para esconder, nos garranchos mal-traçados, seus erros de português, escritos no jargão da ignorância.
Nove entre dez brasileiros aprovam Lula – que não é doutor, mas torneiro-mecânico, e quer Dilma, mulher de aço, para substituí-lo na oficina Brasil.

sábado, 29 de maio de 2010

EXCLUSIVO: SERRA JÁ TEM VICE



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Na última madrugada, reunida em uma festejada enoteca paulistana, a cúpula do PSDB, preocupada em encontrar um nome de peso para completar a chapa que concorrerá à presidência da república, definiu, finalmente, o parceiro ideal para o candidato Zé Chirico.
Campeão absoluto de votos na última eleição de que participou, o escolhido reúne todos os requisitos para dar cabo de sua missão cívica: esmagar a resistência enfrentada pelo ex-governador paulista em sua escalada ao Planalto. Para conhecer a gloriosa biografia do vice tucano, leia aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A NOVA DIREITA

Por Leandro Fortes, do blog Brasília, eu vi
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Três eventos distintos, separados em períodos esparsos, definiram nos últimos meses o arrazoado doutrinário e os modos da nova direita brasileira, remodelada em forma e conteúdo, mas não nas intenções, como era de se esperar. Aterrissaram em sua pista dourada intelectuais do calibre de Fernando Gabeira, Ferreira Gullar, Nelson Motta e Arnaldo Jabor, grupo ao qual se agregou, para estupefação do humor, o humorista Marcelo Madureira, do abismal Casseta & Planeta. Essa nova direita, cheia de cristãos novos e comunistas arrependidos tem no DNA um instinto de sobrevivência mais pragmático, gestado nos verdadeiros interesses em jogo, não mais na espuma do gosto popular. Não por outra razão, se ancora menos na ação parlamentar e mais na mídia, onde mantém brigadas de colunistas, e onde também atua, nas redações, de cima para baixo, de modo a estabelecer um padrão único de abordagem sobre os temas que lhe dizem respeito: dinheiro, liberdade irrestrita de negócios, dominação de classe, individualismo, acúmulo de riqueza e concentração fundiária.
Os três eventos aos quais me refiro causaram um razoável revertério na estratégia de comunicação social bolada por esse grupo neoconservador tupiniquim montado na rabeira da história dos neocons americanos. Senão, vejamos:
A surpreendente confissão de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ)
“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”
Judith, autora da fala acima, primeira mulher a assumir a presidência da ANJ, é diretora-superintendente do Grupo Folha da Manhã, responsável pela publicação do diário “Folha de S.Paulo”. Disse o que disse porque, como chefe da entidade, tinha como certo de que não haveria outra interpretação, senão à dos editoriais dos jornais que representa, todos favoráveis ao papel da imprensa anunciado por ela. Em suma, Judith Brito, embora não seja jornalista, representa bem um dos piores vícios da categoria, sobretudo no que diz respeito à cobertura política: falar exclusivamente para si e para os seus pares de ofício, prisioneira em um círculo de giz no qual repórteres escrevem para outros repórteres, certos de que uns irão repercutir os outros, escravos de uma fantasia jornalística alheia à realidade do mundo digital que está no cerne, por e xemplo, da decadência e no descrédito dos jornais impressos – não por acaso, fonte do poder e da autoridade de Judith Brito.
O acordo nuclear com o Irã, capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O sucesso da diplomacia brasileira nesse episódio criou um paradigma de atuação profissional do Itamaraty até então considerado impossível. De forma pacífica e disciplinada, a operação que resultou no acordo foi conduzida com extrema leveza, a caminhar sobre os ovos de aves agourentas distintas que se odeiam desde as primeiras luzes. Incorporou à biografia de Lula essa aura dos que lutam pela paz, requisito fundamental para a seleção dos premiados do Prêmio Nobel da Paz. Mas, antes que isso aconteça, a mídia brasileira vai finalmente descobrir que o milionário Alfred Nobel inventou a dinamite.
O resultado concretamente político dessa ação no Oriente Médio, apesar da bem sucedida pressão da extrema-direita americana sobre Barack Obama a favor de sanções contra o Irã, foi a desconstrução do discurso conservador da diplomacia brasileira, todo ele montado sobre as teses de alinhamento automático aos Estados Unidos, reação acrítica de atos de barbárie cometidos por Estados ocidentais e a submissão pura e simples às regras financeiras ditadas pelas nações ricas. Nesse aspecto, a história do chanceler Celso Amorim será extremamente mais relevante do que a de seus antecessores, torcedores vibrantes pelo fracasso do ministro com ampla visibilidade nas matérias e programas de entrevista da velha mídia nacional. Entre eles, Celso Lafer, o ministro das Relações Exteriores de FHC que acatou a ordem de tirar os sapatos no aeroporto de Washi ngton, em 2002, para entrar nos EUA. Agora, Lafer acusa Lula de ter montado um palanque eleitoral no Itamaraty e encabeça a turma de ressentidos com a nova imagem do órgão, incomodado com a natural comparação entre tempos tão próximos. A ele se juntaram os diplomatas Sérgio Amaral, ex-porta-voz de FHC, e Rubens Barbosa, embaixador nos Estados Unidos à época em que Lafer se entregou à cerimônia do lava-pés da alfândega americana.
Também perfilado com eles está Luiz Felipe Lampreia, que odiava, com razão, ser chamado de “Lampréia”, nome de uma enguia sugadora com boca de ventosa. Isso significa que o ex-chanceler de Fernando Henrique deve estar também irritado com a reforma ortográfica, já que “lampréia” virou “lampreia” mesmo. Além de secar a gestão de Amorim, Lampreia se apresenta como “um dos 100 melhores palestrantes do Brasil” no site “palestrantes.org”. Justiça seja feita, trata-se de uma lista plural e, aparentemente, preparada a partir de parâmetros profissionais estabelecidos pelo site.
Interessante, contudo, é descobrir que Lampreia se apresenta, entre outros títulos, como membro dos conselhos consultivos de multinacionais e firmas de interesse ostensivamente americanos como Coca-Cola, Unilever, Council on Foreign Relations de Nova York, Inter-American Dialogue de Washington, e Kissinger MC Larty Associates, escritório de consultoria política montado pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, primeiro chefe da comissão de investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, nomeado por George W. Bush. O outro sócio, Mack MacLarty, foi chefe-de-gabinete de Bill Clinton, na Casa Branca. A banca de Kissinger e MacLarty é filiada ao Council of the Americas, uma agremiação de defesa da livre iniciativa intimamente ligada ao movimento neoliberal e neoconservador que tanto sucesso ainda faz entre tucanos e os liberais do DEM.
Fica fácil, portanto, de entender a birra de Lampreia com a política sul-sul, independente dos EUA, encabeçada por Celso Amorim. Da mesma maneira que ficou fácil entender por que, com Amorim, passamos a nos apresentar ao mundo de cabeça erguida, apesar de manchetes em contrário.
A adequação do Bolsa Família ao discurso da oposição e o refortalecimento do Estado
O PSDB apelidou o Bolsa Família de “bolsa esmola” por duas razões. A primeira, por vingança, porque “bolsa esmola” era justamente o apelido dado pelo PT ao programa “Bolsa Escola”, do governo Fernando Henrique Cardoso, que dava 15 reais por filho matriculado na escola, no limite de três por família. Atingiu, entre 2001 e 2003, cerca de cinco milhões de famílias. Era, de fato, uma merreca. A partir de 2003, o Bolsa Escola foi incorporado ao Bolsa Família, assim como outros programa assistenciais da confusa burocracia tucano-pefelista. Desde então, virou um programa de transferência de renda centralizado no Ministério do Desenvolvimento Social, condicionado à freqüência escolar e ao cuidado com a vacinação de crianças e adolescentes. Os pagamentos variam de 22 reais a 200 reais e beneficiam perto de 13 milhões de família, ou um quart o de todas as famílias brasileiras. Daí, a segunda razão do apelido: despeito.
O potencial eleitoral do Bolsa Família está intrinsecamente ligado ao poder de transferência do prestígio e da popularidade de Lula à candidata do PT, Dilma Rousseff. A oposição percebeu isso muito cedo, mas nada pôde fazer. Simplesmente, não combina com a doutrina neoliberal a intervenção do Estado de forma tão ostensiva no combate à pobreza e à miséria. Além disso, o movimento tectônico de classes sociais provocado pelas intervenções estatais na economia incomoda em demasia o establishment, trazendo para a classe média uma população até então tratada como escória pela mesmíssima classe média. Sem falar nessa história de pobre andar de avião e comprar geladeira.
De uma hora para outra, as críticas ao Bolsa Família sumiram. O emblema dessa nova postura da oposição foi a reação nervosa do candidato tucano José Serra à pergunta, feita por um repórter da TV Brasil, sobre o futuro do Bolsa Família em um eventual governo do PSDB. Desconfortável, Serra não consegue responder a essa pergunta de forma direta e convincente. Jamais vai conseguir. Confrontado, apela para o despiste, assume um comportamento rude com os repórteres e passa a responder fazendo perguntas, um expediente tão primário quanto constrangedor. Infelizmente, às vezes dá resultado: a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Teresa Cruvinel, pediu desculpas (!) a Serra pela pergunta e prometeu um manual para cobertura das eleições. Eu pergunto, então, duas coisas:

1) Será vedado aos repórteres da EBC (TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional) perguntar ao candidatos sobre o Bolsa Família? Sob que argumento?

2) O que fazer com o Manual de Jornalismo da Radiobrás (atual EBC) lançado, em 12 de julho de 2006, pelo então presidente da empresa, Eugênio Bucci? Trata-se de um livro de 245 páginas construído em dois anos de trabalho com a participação de dezenas de grupos temáticos compostos por todos os funcionários da estatal. Esse manual perdeu a validade? E o protocolo de conduta da Radiobrás para eleições que ficava disponível na página da empresa na internet? Onde está?

E eu, ingênuo, pensei que José Serra é que devia desculpas ao repórter da EBC.

domingo, 23 de maio de 2010

PLANO B DE SERRA INCLUIRIA NOVA MÍRIAM CORDEIRO














Desesperado com a perspectiva de perder as eleições presidenciais já no primeiro turno, o tucano Zé Chirico teria ordenado aos seus sequazes que mandassem às favas o que restou dos escrúpulos e partissem para ações “mais contundentes e efetivas”.
A informação, por enquanto, não pode ser confirmada, mas também não pode ser descartada.

sábado, 22 de maio de 2010

PORQUE ZERO HORA NÃO TEM RIVAL NO RANKING DOS JORNALIXOS


Tabloide gaúcho denuncia abandono de Porto Alegre, mas poupa o responsável e omite que recursos para revitalização do centro histórico são do governo federal
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Em uma daquelas reportagens “colaborativas”, em que os leitores sugerem pautas para os editores, a edição digital de Zero Hora publicou matéria na seção “Pelas ruas” com o seguinte título: “Pedras soltas, monumentos pichados e prédios mal cuidados mancham cartão postal no Centro”.
O subtítulo, também chamado de “linha fina” no jargão dos jornalistas, que deveria complementar a informação do título, trouxe este dado: “Praça da Matriz faz parte do Projeto Momumenta (sic) Porto Alegre e deve ter a revitalização finalizada em 2011”. Ou seja: nenhuma relação entre o apêndice caudal e as calças. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
Mas, prossigamos com a leitura do primeiro parágrafo:
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“A Praça da Matriz, cartão postal de Porto Alegre, está na UTI. São monumentos pichados, pedras soltas em calçadas e prédios históricos mal conservados. Os turistas reclamam do estado da patrimônio público, que compromete o visual da cidade”.
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Devastador, não é mesmo? Parece texto saído de um Boletim Informativo do PT de Porto Alegre, publicado um mês atrás. A diferença é que Zero Hora não pronuncia o nome de José Fogaça, agora ex-prefeito, que abandonou o cargo e a cidade para tentar a sorte como governador do Estado. Na bica de virar réu em três ações criminais, Fogaça esculhambou não apenas o belo centro histórico da capital gaúcha, mas avacalhou e desarranjou o município inteiro.
Para Zero Hora, no entanto, o estrago está praticamente resolvido, graças ao Monumenta, citado na “linha fina”. Para o típico leitor de ZH, fica a certeza de que Fogaça saiu, mas deixou tudo encaminhado.
O que a xexelenta gazetinha do Grupo RBS não informa na notícia é que o Monumenta é um programa do Ministério da Cultura, que tem como foco, entre outras coisas, a recuperação e a preservação do patrimônio histórico.
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Para ler na íntegra a sensacional e esclarecedora reportagem de Zero Hora, clique aqui.
Para conhecer os detalhes do Programa (não “Projeto”) Monumenta, do governo federal, clique aqui.
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Para quem não sabe, Zero Hora é aquele mesmo veículo que costuma basear suas reportagens em supostos materiais apócrifos e anônimos encontrados em latões de lixo de estacionamentos (aqui e aqui)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

SERRA PAGOU PARA TER MOTOQUEIROS EM CARREATA


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Em sua passagem por Juazeiro do Norte, Ceará, onde foi pedir a benção de Padim Ciço, o tucano Zé Chirico foi recepcionado por uma legião de motociclistas, que o acompanhou pela cidade desde o Aerporto do Cariri. Sabemos agora o motivo da calorosa recepção: a distribuição, pela campanha de Serra, de um vale-combustível no valor de R$ 20 a cada “manifestante” sobre duas rodas.
Não é nada, não é nada, é bem mais que o  vale-cachorro-quente distribuído por Yeda Crusius aos “militantes” tucanos às portas do Palácio Piratini, em Porto Alegre.
Os detalhes da carreata serrista em Juazeiro do Norte podem ser lidos aqui.
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ATUALIZAÇÃO - O link acima está bloqueado para não-assinantes do site. No entanto, você poderá conferir a íntegra da notícia clicando aqui, no blog Veja Juazeiro.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

TUCANOS MATAM AS COBRAS (E A IMPRENSA NÃO MOSTRA O PAU)












Do blog de Guilherme Scalzilli

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Há culpados pela tragédia do Butantan
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Mesmo que os funcionários desafiem o medo de represálias por parte da truculência do governo do Estado, a mídia serrista boicotará qualquer denúncia que o responsabilize pelo incêndio que destruiu parte do Butantan. Mas alguém precisa dizer que esse absurdo de conseqüências incalculáveis teria sido evitado se a administração tucana concedesse mínimos recursos para equipamentos de segurança na instituição.
Não faltou hegemonia eleitoral para essas medidas preventivas. E não faltaram recursos. O que faltou mesmo foi vontade política, competência administrativa, preocupação com um patrimônio científico de porte mundial, construído por alguns abnegados, que em algumas horas desapareceu para sempre.
É o mesmo descaso que proporcionou as destruições das enchentes no interior. E novamente a imprensa mergulha em sua criminosa quietude eleitoreira.

SERRA CONFESSA

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