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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
domingo, 14 de dezembro de 2008
A VOCAÇÃO LATRINÁRIA DE JOSIAS DE SOUZA
Não custa relembrar, embora você já esteja careca de saber, quem é Josias de Souza.
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Forjado nas manilhas pestilentas da Folha de S.Paulo, Josias escalou rapidamente as fossas da alameda Barão de Limeira até tornar-se o cão-de-guarda favorito da direita hidrófoba e editorialista informal do jornalão.
É em seu blog, porém, que ele destila seu rancor, seu ressentimento e seu ódio por ter perdido as boquinhas do tempo de FHC, quando produzia "reportagens" com "tudo pago".
Neste sábado, 13/12, Josias mostrou a que ponto chegou o desespero daqueles que não suportaram publicar os 70% de aprovação de Lula e o PIB de 6,8% no terceiro trimestre.
Em um artiguete sobre o "aniversário" do AI 5, o colunista-tenióide apelou para a "falta de memória" do povo brasileiro a respeito daquela efeméride maldita. E sapecou: "A santa do esquecimento protege os deserdados da história. Permite que protagonistas de um passado sujo desfilem pelo presente com prontuários limpos. Muitos deles estão aí mesmo, ao lado de Lula, posando de heróis da resistência".
Pelo visto, Notre Dame de l'Oubli abençoou o inopioso jornalista com uma mui conveniente amnésia histórica. Do contrário, teria escrito que, naquele tempo, enquanto Josias brincava de Falcon e colecionava soldadinhos Toddy, as caminhonetes da Folha estavam a serviço da OBAN (Operação Bandeirante), entregando presos políticos ao DOI-CODI para serem torturados.
Vá até lá (clique aqui) e procure pelo título "8 em cada 10 brasileiros não ouviram falar do AI-5". Mas, leve creolina.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
JOSIAS, MUTILADO MORAL
Sem pauta,
cão-de-guarda da direita
hidrófoba e ressentida
não se faz de rogado
Todo mundo já está careca de saber quem é Josias de Souza. Cria da Folha de S.Paulo, galgou vários postos na Cosa Nostra da Barão de Limeira até encostar o lombo em um dos blogs da organização. Para refrescar a memória: no ano 2000, plena era FHC, Josias foi ao Paraná e escreveu uma de suas reportagens de encomenda esculhambando o MST. Descobriu-se, à época, que sua viagem e toda a logística do trabalho foram subsidiados pelo INCRA daquele estado, inclusive com o pagamento de diárias e cessão de carro oficial e combustível. Verdadeiro escárnio. Sobre esse desventurado jornalista, assim escreveu Altamiro Borges, certa vez: "Tão servil diante do governo FHC, Josias de Souza virou um raivoso crítico do presidente Lula. Ele nunca perdoou o fato do atual governante vestir o boné do MST, dialogar com o sindicalismo e não criminalizar as lutas sociais. Nos últimos quatro anos, postou-se como um “fiscalizador” das contas das organizações sociais – do MST, da CUT, da UNE, das ONGs progressistas e de tudo que não reze do dogma neoliberal. Para ele, os recursos públicos devem servir para bancar a publicidade da mídia privada e para financiar as entidades filantrópicas das elites; não podem, nunca, servir para fortalecer os movimentos sociais".
No último sábado, 22, Josias devia estar arrancando os cabelos pela falta do que dizer contra o governo federal. Bolou, então, algo genial: no caso da querela com o Equador, tratou de mostrar o que Lula deveria fazer a respeito, dizendo justamente o que Lula já havia acabado de ordenar. Veja você, que espertalhão: "Lula deveria gastar um naco de seu tempo na leitura da nota expedida pelo BNDES, de onde o repórter retirou as informações contidas nesta notícia". E segue com seu embuste: "À luz dos fatos, fica claro que o caso não é de “mal-estar”. Trata-se de cobrar uma dívida que o devedor, depois de reconhecer, finge não existir".
Esqueceu-se o cérbero de dizer que, já na véspera, Lula mandara chamar à Brasilia nosso Embaixador em Quito. E que tal gesto, na "linguagem diplomática", equivale a umas pitombas no quengo do virtual caloteiro.
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