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segunda-feira, 14 de abril de 2014

TUCANOS ENCONTRAM SOLUÇÃO PARA A FALTA D'ÁGUA EM SÃO PAULO

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Tucanos apostam no programa Mais Vara para São Paulo
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), determinou que a estatal SABESP distribua forquilhas de goiabeira à população da capital paulista. A medida integra o pacote antiestiagem do governo tucano, que prevê, também, cursos intensivos de radiestesia, que serão ministrados por rabdomantes trazidos da Suíça.

domingo, 12 de setembro de 2010

FALTAM TRÊS SEMANAS

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Editorial da Carta Maior
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Serra já tentou todas as máscaras; de neo-lulista a sucessor de Alvaro Uribe no comando da direita latino-americana. Fez-se passar por vítima e depois caluniou com sofreguidão. Não parou de cair nas pesquisas mas, sobretudo, algo que os isentos comentaristas fingem não ver, a forma arestosa como faz política, encharcada de falsidade quase colegial, inspira cada vez mais repulsa, mesmo entre seus pares. Serra tem 32% de rejeição, contra 27% de apoio nos levantamentos do complacente instituto de pesquisas da família Frias, cuja aderência à campanha demotucana não é mais objeto de discussão. Serra vai receber a extrema-unção política dia 3 de outubro ou em seguida, no 2º turno. O conservadorismo nativo sabe que ele é um fósforo queimado. Jamais será cogitado novamente como um líder aglutinador. A exemplo de certos colunistas e veículos, porta-vozes da direita e da extrema-direita nativa, Serra sabe que perdeu o bonde da história e quer vingança. Eles já teriam disparado a bala de prata se ela existisse. Não conseguiram uma. Resta-lhes o método da saturação. Expelir diariamente acusações, calúnias, falsas denúncias, insinuações, preconceitos, mentiras. Requentar velhos temas, criar uma nuvem de ilações descabidas. Recriar, enfim, o artifício udenista de um mar de lama em torno do governo, do PT, de Lula e Dilma na esperança de que, ao menos, sua derrota seja também uma derrota da democracia. Quem sabe capaz de reproduzir no país uma classe média de vocação golpista, a exemplo do que a direita conseguiu na Venezuela. Serra, os petizes da Veja, os aliados espalhados na mídia demotucana em geral, não têm o talento de um Carlos Lacerda. Nem a coragem dos golpistas que íam às ruas apregoar abertamente a derrubada de governos. O que eles possuem de mais perigoso no momento é a consciência de que não têm mais nada a perder. Derrotados, pior que isso, desmoralizados como incompetentes entre seus próprios pares, atingiram aquele ponto em que são capazes de qualquer coisa. Faltam três semanas para as eleições. A barragem de fogo vai se intensificar. Contra o jogral da mídia pró-Serra, o Presidente Lula terá que usar todo o peso de sua liderança popular para consumar a vitória das forças democráticas contra uma direita disposta a se transformar em carniça para incomodar até depois de morta.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ESQUEMA CRIMINOSO DE GOVERNO TUCANO ESPIONOU BLOGUEIRO GAÚCHO


















O jornalista e blogueiro Marco Aurélio Weissheimer, titular do RS Urgente, um dos blogs mais visitados, combativos e influentes do Rio Grande do Sul, também teve sua vida devassada durante as operações de espionagem executadas dentro do governo da tucana Yeda Crusius. O bisbilhoteiro, que é sargento da Brigada e servidor da Casa Militar, no Piratini, violou o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul para conseguir as informações.
Além de Weissheimer, também foram vítimas da espionagem ilegal deputados estaduais e federais do PT, um senador da base aliada do governo Lula e até o candidato ao governo estadual, Tarso Genro, também do PT, que, segundo as pesquisas, pode se eleger já no primeiro turno.
Em nota publicada na edição online do tabloide antipetista Zero Hora, no início da noite desta segunda-feira, o Secretário de Segurança do governo fascista de Yeda Crusius teve a caradura de afirmar que não houve violação, e sim “uso indevido de informações por pessoa credenciada”.
Segundo suspeita do Ministério Público,  o material seria usado para a elaboração de dossiês.
Para conferir mais essa sem-vergonhice do governo tucano, clique aqui.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

TUCANOS MATAM AS COBRAS (E A IMPRENSA NÃO MOSTRA O PAU)












Do blog de Guilherme Scalzilli

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Há culpados pela tragédia do Butantan
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Mesmo que os funcionários desafiem o medo de represálias por parte da truculência do governo do Estado, a mídia serrista boicotará qualquer denúncia que o responsabilize pelo incêndio que destruiu parte do Butantan. Mas alguém precisa dizer que esse absurdo de conseqüências incalculáveis teria sido evitado se a administração tucana concedesse mínimos recursos para equipamentos de segurança na instituição.
Não faltou hegemonia eleitoral para essas medidas preventivas. E não faltaram recursos. O que faltou mesmo foi vontade política, competência administrativa, preocupação com um patrimônio científico de porte mundial, construído por alguns abnegados, que em algumas horas desapareceu para sempre.
É o mesmo descaso que proporcionou as destruições das enchentes no interior. E novamente a imprensa mergulha em sua criminosa quietude eleitoreira.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ESTÁ DOCUMENTADO: COM SERRA, PETROBRAS SERÁ PASSADA NOS COBRES


Tucanos já acionaram o Ministério Público para garantir a privatização da empresa
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Em 2007, indignados pelo fato de a Petrobras ter adquirido a totalidade das ações ordinárias e preferenciais detidas pelos controladores da Suzano Holding no capital da Suzano Petroquímica, os correligionários de José Serra – aqueles mesmos que queriam desmontar a Petrobras osso por osso – ingressaram com uma curiosa representação contra a petroleira: queriam melar o negócio por considerá-lo uma “ofensa ao Programa Nacional de Desestatização”.
Coube ao então deputado federal Paulo Renato Souza, atual Secretário de Educação do governo paulista (unha e carne com Serra), endereçar a patacoada jurídica ao Procurador-Geral do MP junto ao Tribunal de Contas da União.
Clique aqui para ler a “representação” dos tucanos. Depois, tente imaginar o que os vendilhões fariam com esta nova descoberta.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

SERRA, O DELETÉRIO

Do blog de Luis Nassif: . Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato? .
Para quem acompanha a política paulista com olhos de observador e tem contatos com aliados atuais e ex-aliados de Serra, a razão é simples. Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. Para ele só interessava uma das seguintes alternativas: ele presidente ou; ele governador e alguém do PT presidente. Ou o PSDB dava certo com ele; ou que explodisse, sem ele. Esta foi a lógica que (des)orientou sua (in)decisão e que levou o partido a esse abraço de afogado. A ideia era enrolar até a convenção, lá analisar o que lhe fosse melhor. De lá para cá, muita água rolou. Agora, as alternativas são as seguintes: 1. O xeque que recebeu de Aécio Neves (anunciando a saída da disputa para candidato a presidente) demoliu a estratégia inicial de Serra. Agora, se desiste da presidência e sai candidato a governador, leva a pecha de medroso e de sujeito que sacrificou o partido em nome de seus interesses pessoais. 2. Se sai candidato a presidente, no dia seguinte o serrismo acaba.
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O balanço que virá
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O clima eleitoral de hoje, mais o poder remanescente de Serra, dificulta a avaliação isenta do seu governo. Esse quadro – que vou traçar agora – será de consenso no ano que vem, quando começar o balanço isento do seu governo, sem as paixões eleitorais e sem a obrigatoriedade da velha mídia de criar o seu campeão a fórceps. Aí se verá com mais clareza a falta de gestão, a ausência total do governador do dia-a-dia da administração (a não ser para inaugurações), a perda de controle sobre os esquemas de caixinha política. Hoje em dia, a liderança de Serra sobre seu governo é próxima a zero. Ele mantém o partido unido e a administração calada pelo medo, não pelas ideias ou pela liderança. Há mágoas profundas do covismo, mágoas dos aliados do DEM – pela maneira como deserdou Kassab – -, afastamento daqueles que poderiam ser chamados de serristas históricos – um grupo de técnicos de alto nível que, quando sobreveio a inércia do período FHC-Malan, julgou que Serra poderia ser o receptador de ideias modernizantes. Outro dia almocei com um grande empresário, aliado de primeira hora de Serra. Cauteloso, leal, não avançou em críticas contra Serra. Ouviu as minhas e ponderou uma explicação que vale para todos, políticos, homens de negócio e pensadores: “As ideias têm que levar em conta a mudança das circunstâncias e do país”. Serra foi moderno quando parlamentar porque, em um período de desastre fiscal focou seu trabalho na responsabilidade fiscal. No governo paulista, não conseguiu levantar uma bandeira modernizadora sequer. Pior: não percebeu que os novos tempos exigiam um compromisso férreo com o bem estar do cidadão e a inclusão social. Continuou preso ao modelito do administrador frio, ao mesmo tempo em que comprometia o aparato regulatório do Estado com concessões descabidas a concessionárias.O castigo veio a cavalo. A decisão de desviar todos os recursos para o Rodoanel provocou o segundo maior desastre coletivo da moderna história do país, produzido por erros de gestão: o alagamento de São Paulo devido à interrupção das obras de desassoreamento do rio Tietê. O primeiro foi o “apagão” do governo FHC.
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O fim das ideias
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O Serra que emergiu governador decepcionou aliados históricos. Mostrou-se ausente da administração estadual, sem escrúpulos quando tornou-se o principal alimentador do macartismo virulento da velha mídia – usando a Veja e a Folha – e dos barra-pesadas do Congresso. Quando abriu mão dos quadros técnicos, perdeu o pé das ideias. Havia meia dúzia de intelectuais que o abastecia com ideias modernizantes. Sem eles, sua única manifestação “intelectual” foi o artigo para a Folha criticando a posição do Brasil em relação ao Irã – repetindo argumentos do seu blogueiro -, um horror para quem o imaginava um intelectual refinado. É bobagem taxar o PSDB histórico de golpista. Na origem, o partido conseguiu aglutinar quadros técnicos de alto nível, de pensamento de centro-esquerda e legalistas por excelência. E uma classe média que também combateu a ditadura, mas avessa a radicalizações ideológicas. Ao encampar o estilo Maluf – virulência ideológica (através de seus comandados na mídia), insensibilidade social, (falsa) imagem de administrador frio e insensível, ênfase apenas nas obras de grande visibilidade, desinteresse em relação a temas centrais, como educação e segurança – Serra destruiu a solidariedade partidária criada duramente por lideranças como Mário Covas, Franco Montoro e Sérgio Motta. Quadros acadêmicos do PSDB, de alto nível, praticamente abandonaram o sonho de modernizar a política e ou voltaram para a Universidade ou para organizações civis que lhe abriram espaço.
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O personalismo exacerbado
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Principalmente, chamaram a atenção dois vícios seus, ambos frutos de um personalismo exacerbado – para o qual tantas e tantas vezes FHC tinha alertado. O primeiro, a tendência de chamar a si todos os méritos, não admitir críticas e tratar todos subordinados com desprezo, inclusive proibindo a qualquer secretário sequer mostrar seu trabalho. Principalmente, a de exigir a cabeça de jornalistas que o criticavam. O mal-estar na administração é geral. Em vez de um Estadista, passaram a ser comandados por um chefe de repartição que não admite o brilho de ninguém, nem lhes dá reconhecimento, não é eficiente e só joga para a torcida. O segundo, a deslealdade. Duvido que exista no governo Serra qualquer estrela com luz própria que lhe deva lealdade. A estratégia política de FHC e Lula sempre foi a de agregar, aparar resistências, afagar o ego de aliados. A de Serra foi a do conflito maximizado não por posições políticas, mas pelo ego transtornado. O uso do blogueiro terceirizado da Veja para ataques descabidos (pela virulência) contra Geraldo Alckmin, Chalita, Aécio, deixou marcas profundas no próprio partido. Alckmin não lhe deve lealdade, assim como Aloizio Nunes – que está sendo rifado por Serra. Alberto Goldmann deve? Praticamente desapareceu sob o personalismo de Serra, assim como Guilherme Afif e Lair Krähenbühl – sujeito de tão bom nível que conseguiu produzir das poucas coisas decentes do malufismo e não se sujar. No interior, há uma leva enorme de prefeitos esperando o último sopro de Serra para desvencilhar-se da presença incômoda do governador. O que segura o serrismo, hoje em dia, é apenas o temor do espírito vingativo de Serra. E um grupo de pessoas que será varrido da vida pública com sua derrota por absoluta falta de opção. Mas que chora amargamente a aposta na pessoa errada. Aliás, se Aécio Neves for esperto (e é), tratará de resgatar esses quadros para o partido. Saindo candidato a presidente e ficando claro que não terá chance de vitória, o PSDB paulista se bandeará na hora para o novo rei. Pelas possibilidades eleitorais, será Alckmin, político limitado, sem fôlego para inaugurar uma nova era. Por outro lado, o PT paulista também não logrou se renovar, abrir espaço para novos quadros, para novas propostas. Continua prisioneiro da polarização virulenta com o PSDB, sem ter conseguido desenvolver um discurso novo ou arregimentado novas alianças. O resultado final será o fim da era paulista na política nacional, um modelo que se sustentou décadas graças ao movimento das diretas e à aliança com a velha mídia. Acaba em um momento histórico, em que o desenvolvimento se interioriza e o monopólio da opinião começa a cair.A história explica grande parte desse fim de período. Mas o desmonte teria sido menos traumático se conduzido por uma liderança menos deletéria que a de Serra.

domingo, 13 de dezembro de 2009

EXCLUSIVO: SERRA LANÇA PROGRAMA SOCIAL

Durante a cerimônia, calçando galochas, o governador Zé Chirico aproveitou para anunciar também seu revolucionário Programa Esportes Pluviais. . Veja aqui um momento da entrevista.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

FHC: "FOI O SERRA"

Se você tinha alguma dúvida sobre quem são os vendilhões da pátria, a recente entrevista de FHC, concedida ao louvaminheiro Augusto Nunes, da revista Veja, sepulta o assunto.
Caso o vídeo abaixo não baste, confira a íntegra da babação aqui. Antes, porém, clique aqui e relembre quem é mesmo que queria "desmontar" a Petrobras, "osso por osso".
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ÁLVARO DIAS QUER CPI DO PINTO

Era forte o babado no gabinete do senador paranaense ontem, depois das declarações feitas pelo Ministro da Cultura, Juca Ferreira, repercutidas na tribuna do Senado pelo linguarudo da bancada opportuno-golpista (veja postagem anterior).
Depois de, supostamente, discutir com o colega Arthur Virgílio - o parlamentar mais inútil do Brasil - sobre quem protocolaria o pedido de CPI, Dias teria tido a primazia por considerarem-no com mais pendores para lidar com a coisa. O tucano já teria avisado que pretende ir fundo na apuração da verdade, e que, se for o caso, fará ele próprio a aferição do alinhamento dos órgãos do ministro. "Quando eu pego uma coisa, pego pra valer. Não gosto de moleza" - teria afirmado Dias.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

TUCANOS FAZEM PASSEATA A FAVOR DO CÂNCER DE PELE

Um grupo de pouco mais de 100 pessoas ligadas ao Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros e Institutos de Beleza e Similares do Rio Grande do Sul - SINCA-RS - conquistou generosos espaços editoriais, com direito a foto, nas páginas nobres dos principais veículos de nossa imprensa corporativa.
Reunidos ontem na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, os manifestantes bradavam furiosas palavras de ordem e portavam curiosos cartazes protestando contra a proibição das câmaras de bronzeamento artificial pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Como se sabe, o órgão tomou a decisão baseado em um estudo da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou para a elevação do risco da doença. De acordo com a pesquisa científica, a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. Nas capas dos principais portais noticiosos brasileiros, a foto que ilustra as reportagens mostra uma jovem senhora portando um singelo cartazete com a nova grafia tucana para nosso país, lançada oficialmente, em setembro último, durante um seminário sobre educação promovido pelo PSDB, em Natal, RN, com as ilustres presenças do branquelo Zé Chirico e do bronzeado Narizinho.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

COM APOIO DOS MARGINAIS QUATROCENTÕES, SENADOR INÚTIL PEDIRÁ CPI DO BLECAUTE

Considerado pela organização não-governamental Transparência Brasil o mais improlífero parlamentar brasileiro, o senador amazonense Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto, do PSDB, nos dá mostras, hoje, de que é, também, uma das mais patéticas e toscas figuras da vida pública do país. Na noite desta terça-feira, já com o fornecimento de energia elétrica praticamente restaurado nas áreas afetadas pelo blecaute, o sáfaro nortista não perdeu tempo e apresentou-se ao Estadão para zurrar sua costumeira catilinária. Confira aqui e, depois, responda: a que horas o tucano foi ouvido pela reportagem do jornalão da famiglia Mesquita, a tempo de a "matéria" entrar na edição impressa? O que comia o líder tucano no momento em que " jantava com alguns amigos em um restaurante em Brasília quando foi avisado num telefonema sobre a falta de energia em pelo menos 12 Estados, além de parte do Distrito Federal e do Paraguai"? Se o valentão amazônico diz que não seria "leviano" de utilizar o termo "apagão", por que o próprio jornal empregou o termo na manchete principal de sua edição de hoje?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

SECRETÁRIO-LOBISTA DE SERRA QUER COBRAR MENSALIDADE EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Em recente entrevista de aluguel à repórter Monica Weinberg, da revista Veja, o empresário-lobista Paulo Renato Souza - que, nas horas vagas, é também o Secretário da Educação do Estado de São Paulo - mostrou-se defensor convicto da cobrança de mensalidades nas universidades públicas brasileiras. Falando em tom professoral, enquanto meneava as taturanas que lhe servem de sobrolhos, o ex-ministro de FHC aproveitou a deixa e elogiou a si próprio pela genialidade de seu projeto que prevê aumento salarial dos professores mediante aprovação em provas de avaliação. Para você não gastar seu dinheiro comprando porcaria, leia abaixo - de graça - a íntegra da entrevista em que o tucano afirma ser "bobagem" esse negócio de universidade pública gratuita.
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Um relatório recente da OCDE mostra que o Brasil foi o país que mais aumentou o investimento na educação em proporção ao total dos gastos públicos - mas muitos se queixam de falta de dinheiro nas escolas. Estão certos?
. O maior problema no Brasil não é a falta de dinheiro, mas como esses recursos são empregados - em geral, de maneira bastante ineficaz. Daria para obter resultados infinitamente superiores apenas fazendo melhor uso das verbas já existentes. Prova disso é que, com orçamento idêntico, algumas escolas públicas oferecem ensino de ótima qualidade e outras, de péssimo nível.
. O que explica isso?
. As boas são comandadas por diretores com uma visão moderna de gestão, coisa raríssima no país. Não existe no Brasil nada como um bom curso voltado para treinar esses profissionais a liderar equipes ou cobrar resultados, o básico para qualquer um que se pretenda gestor. Quem se sai bem na função de diretor, em geral, é porque tem algo como um dom inato para a chefia. A coisa funciona no improviso.
. As avaliações sempre chamam atenção para o despreparo dos professores brasileiros. A que o senhor atribui isso?
. Às universidades que pretendem formar professores, mas passam ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a questões mais teóricas. Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário predominante não passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria. O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista. É uma situação difícil de mudar. A resistência vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.
. Como isso se reflete nas escolas?
. Muitos professores propagam em sala de aula uma visão pouco objetiva e ideológica do mundo. Alguns não dominam sequer o básico das matérias e outros, ainda que saibam o necessário, ignoram as técnicas para passar o conhecimento adiante. Vê-se nas escolas, inclusive, certa apologia da ausência de métodos de ensino. Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer ciência pressupõe um método. No ensino superior, há também inúmeras mostras de como a ideologia pode sobrepor-se à razão.
. O senhor daria um exemplo?
. Existe um terrível preconceito nas universidades públicas contra o setor privado. Ali, qualquer contato com as empresas é visto como um ato de "venda ao sistema". Como se as instituições públicas fossem sustentadas por marcianos e não pelo dinheiro do governo, que vem justamente do sistema econômico. O resultado é que, distantes das empresas, as universidades se tornam menos produtivas e inovadoras.
. Em muitos países, as universidades públicas cobram mensalidade dos estudantes que têm condições de pagar. Seria bom também para o Brasil?
. Sem dúvida. Só que esse é um tabu antigo no país. Se você defende essa bandeira, logo o identificam como alguém que quer privatizar o sistema. Preservar a universidade gratuita virou uma questão de honra nacional. Bobagem. É preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia.
. Na semana passada, foi aprovado em São Paulo um novo plano de carreira para professores e diretores. Esse tipo de medida tem potencial para revolucionar o ensino nas redes públicas?
. Planos de carreira são essenciais para tornar essas profissões novamente atraentes, de modo que os melhores alunos saídos das universidades optem por elas. Sem isso, é difícil pensar em bom ensino. O plano de São Paulo não apenas eleva os salários, o que é um chamariz por si só, mas faz isso reconhecendo, por meio de avaliações, o mérito dos melhores profissionais. Ou seja: esforço e talento serão premiados, um estímulo que a carreira não tinha. A meritocracia consta de qualquer cartilha de gestão moderna, mas é algo ainda bem novo nas escolas brasileiras.
. Os principais adversários do projeto foram os sindicatos desses profissionais. Que lógica há nisso?
. É uma manifestação de puro corporativismo. Pela nova lei, só poderão pleitear aumento de salário aqueles professores assíduos ao trabalho - um pré-requisito mais do que razoável. É o mínimo esperar que, para alguém almejar ascender na carreira, ao menos compareça ao serviço. Apenas o sindicato não vê desse jeito. Ele encara as "faltas justificadas" como um direito adquirido. E ponto. Não quer perdê-lo. Mas repare que eu não estou dizendo que os professores ficarão sem esse direito. Só estou tentando fornecer um estímulo adicional para que eles deem suas aulas. O último levantamento que fizemos mostra que a média de ausências na rede estadual de São Paulo é altíssima: foram trinta faltas por docente apenas em 2008. Ao resistir a uma medida que premia a presença na escola, o sindicato dá mais uma mostra de como o espírito corporativista pode sobrepor-se a qualquer preocupação com o ensino propriamente dito.
. O movimento sindical passa ao largo da preocupação com o bom ensino?
. É exatamente isso. Está claro que os sindicatos estão focados cada vez mais no próprio umbigo e menos nas questões relativas à educação. Entendo, evidentemente, que lutem pelos interesses da categoria, propósito de qualquer organização do gênero. Mas a qualidade do ensino, que é de responsabilidade social deles, deveria vir em primeiro lugar. Em 1984, quando fui secretário da Educação em São Paulo pela primeira vez, já se via essa forte tendência nos sindicatos. Em reuniões com os professores, palavras como aluno ou ensino jamais eram mencionadas por eles. Apenas se discutiam ali os interesses da categoria. E esse problema só piora.
. O que causa a piora?
. O movimento sindical politizou-se a um ponto tal que não se acham mais nele pessoas realmente interessadas em educação. Estas debandaram. Hoje, os sindicatos estão tomados por partidos radicais de esquerda sem nenhuma relevância para a sociedade. Para essas agremiações insignificantes, o sindicalismo serve apenas como um palanque, capaz de lhes dar uma visibilidade que jamais teriam de outra maneira. É aí que tais partidos aparecem e fazem circular seu ideário atrasado e contraproducente para o ensino. Repare que esses sindicalistas são poucos - e estão longe de expressar a opinião da maioria. Mas têm voz.
. Com a nova lei fica determinado que, para pular de nível na carreira, o professor seja submetido a uma prova. Por que os sindicatos rejeitaram a ideia?
. É lamentável que um grupo de professores critique a existência de uma prova. Veja o absurdo. Eles alegam que um exame os obrigaria a estudar mais e que não têm tempo para isso. A crítica expressa também uma resistência à avaliação, que até hoje se vê arraigada em certos setores da sociedade brasileira.
. Nisso o Brasil destoa de outros países?
. Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-saxã, as aferições do nível dos professores e do próprio ensino não são apenas bem-aceitas como têm ajudado a melhorar as escolas, na medida em que fornecem um diagnóstico dos problemas. Os professores brasileiros que agora resistem a passar pela avaliação certamente não estão atentos a isso. Sua maior preocupação é lutar por direitos iguais para todos - velha bandeira que ignora qualquer noção de meritocracia. Por isso, eles se posicionaram contra uma regra do projeto que limita o número de promoções por ano: não mais do que 20% dos profissionais poderão subir de nível. É um teto razoá-vel: evita um rombo no orçamento e, ao mesmo tempo, promove uma bem-vinda competição. Demandará mais empenho e estudo dos professores - o que não lhes fará mal.
. No campo salarial, premiar o mérito significa romper com o conceito da isonomia de ganhos para todos os funcionários. Esse não é um valor que deveria ser preservado?
. Não. Já é consenso entre especialistas do mundo todo que aumentos concedidos a uma categoria inteira, desprezando as diferenças de desempenho entre os profissionais, não têm impacto relevante no ensino. O que faz diferença, isso sim, é conseguir premiar os que se saem melhor em sala de aula. A isonomia é uma bandeira velha.
. Há experiências no Brasil com a concessão de bônus aos melhores professores. Isso funciona?
. Sem dúvida. Quando há um sistema feito para reconhecer e premiar os talentos individuais, a eficácia das políticas públicas para a educação aumenta. Coisa de quinze anos atrás, o Brasil estava a anos-luz disso. Não havia informação sobre nada - nem mesmo se sabia o número de escolas no país. O dado variava entre 190 000 e 230 000 colégios, dependendo da fonte. Hoje, já dá até para comparar o ensino de Capão Redondo, na periferia de São Paulo, com o das escolas da Finlândia. Desse modo, é possível traçar metas bem concretas para a educação e cobrar por elas - alicerces para uma boa gestão em qualquer setor.
. Já se formou um consenso no Brasil de que esse é o caminho acertado?
. Acho que sim. Nos primeiros anos de governo Lula, os petistas chegaram a pôr em xeque a ideia de que a qualidade do ensino precisa ser aferida com base em dados objetivos. Foi um retrocesso. Mas hoje o MEC norteia suas políticas com base em avaliações, metas e cobrança de resultados. Diria que eles chegam até a exagerar na dose, divulgando rankings que, como ministro, eu mesmo preferia não trazer a público. É o caso do Enem.
. O Enem não é um bom indicador da qualidade do ensino em escolas públicas e particulares?
. O problema é que, como só faz o exame quem quer, ele não necessariamente traduz a qualidade de ensino na escola como um todo. E se apenas os bons alunos de determinado colégio se submeterem à prova? O retrato sairá distorcido. Grosso modo, o Enem até espelha bem a realidade. Mas, como a amostra de alunos de cada escola é aleatória, há espaço para que se cometam injustiças. Em tese, qualquer colégio particular que se sentisse prejudicado pelo ranking poderia processar o MEC. De modo geral, porém, sou absolutamente favorável a que se lance luz sobre os resultados. O monitoramento deve ser constante.
. No começo do ano, flagraram-se em material que seria distribuído às escolas pela Secretaria Estadual da Educação erros crassos, tais como a inclusão de dois Paraguais num mapa da América do Sul. Faltou fiscalização por parte do governo?
. Sem dúvida. Ainda que o material não seja produzido pela secretaria, é de responsabilidade dela que não passem erros. Não há o que argumentar aí. Depois do episódio, os cuidados foram redobrados. Cada livro é revisado de três a quatro vezes. Apostila com erro é um desserviço à educação - e desperdício de dinheiro público.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

JUÍZA ACEITA AÇÃO DE TUCANO E CONDENA BLOGUEIRO A TRABALHOS FORÇADOS

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Tida como a "Capital Mundial das Uvas Finas" e habitat natural do mono-carvoeiro - "o maior primata das Américas", a cidade paulista de São Miguel Arcanjo, a 180 quilômetros da capital, acaba de conquistar outra ufania: o lugar em que uma juíza rústica condena um jornalista a trabalhos forçados pelo fato de ele ter se referido ao chefe do Executivo local como "prefeito sombra e água fresca". A terrível ofensa foi cometida pelo jornalista Roberto Mendez, em seu flamejante blog "Tempo Quente" . O prefeito, no caso, chama-se Antônio Celso Mossin. Não por acaso, é tucano. E, curiosamente, atende pelas iniciais ACM. Assim como o original baiano, o ACM são-miguelense também tem um santo forte no Poder Judiciário, no caso, a magistrada Patrícia Inigo Funes e Silva, da comarca local. A história pode ser compactada assim: durante discurso proferido na cerimônia de abertura da tradicional Festa da Uva do município, ACM dissera que "o sol nasceu para todos, mas a sombra era para poucos", referindo-se, supostamente, ao seu desejo de proporcionar "sombra" a todos os funcionários. Em uma de suas postagens, Mendez resgatou o episódio e referiu-se ao prefeito utilizando o famoso chavão "sombra e água fresca", consagrado sinônimo de "boa vida". ACM ficou "ofendido e magoado", e, segundo os autos, "interpretou que o acusado estava chamando o declarante de vagabundo". Eis o que prolatou a eminente juíza Patrícia em sua iluminada sentença: "Em princípio, a expressão usada pelo acusado pode provocar dano à honra subjetiva do ofendido, uma vez que fere a auto-estima, ofendendo a reputação e dignidade". Em seguida condenou Roberto Mendez a "01 mês e 10 dias de detenção", substituindo a pena restritiva de liberdade por trabalhos forçados na comunidade. Tão certo como Ali Kamel estrelou o cult movie "Solar das Taras Proibidas", o jornalista Roberto Mendez jamais empregou o termo "vagabundo" em suas diatribes contra o prefeito tucano. Por isso mesmo, o titular do Tempo Quente já está recorrendo à instância judicial superior. Para quem não sabe, Mendez foi um dos mais aguerridos membros da Comissão de Mobilização nas históricas greves de 1978, 79 e 80, em São Bernardo do Campo. Ao lado de Lula, ajudou - e continua - a mudar a história deste país, sem medo de cara feia. De sua parte, o publisher e CEO deste Cloaca News - cujo avô materno é natural de São Miguel Arcanjo - já renomeou um dos filmes de sua videoteca, um clássico que, a partir de hoje, será localizado na estante pelo título "A Dama e o Prefeito Sombra e Água Fresca". Agora, só nos resta aguardar pelo processo da cachorrada.

domingo, 13 de setembro de 2009

SUA BENÇÃO, TIA CARMELA

Tia Carmela conhece o menino Zezinho desde os tempos da Mooca. Aproveite que é domingo e vá até lá conhecer as histórias da macróbia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O JEITO TUCANO DE ASSUMIR RESPONSABILIDADES

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Ontem, enquanto o governador Zé Chirico ocupava espaços nos jornais e TVs para culpar a "natureza rebelde" pela mais recente tragédia paulista, recebíamos de um leitor a sugestão do vídeo abaixo, produzido em 2006 pelo programa Dateline, do canal SBS, da Austrália. Em pauta, a semana dos ataques do PCC, em que 492 pessoas foram mortas por armas de fogo no estado de São Paulo, a maioria por grupos de extermínio comandados pela polícia tucana. Geraldo Alkcmin acabara de deixar o cargo de governador, após seis anos de exercício na função. Falando para os aborígenes da Oceania, Chuchu declarou o seguinte:
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