Mostrando postagens com marcador O Globo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Globo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ENFIM, A CONEXÃO GLOBO-CACHOEIRA


As transcrições das conversas telefônicas travadas entre membros da gangue chefiada por Cachoeira e Demóstenes estão revelando, entre outras coisas, que a promiscuidade piguenta com o crime organizado não se restringe à revista Veja. Os trechos das gravações que este Cloaca News divulgou ontem, 8, (veja postagem anterior) fornecem elementos suficientes para explicar, por exemplo, o sprit de corps que permeou o inflamado editorial em defesa de Mr. Civita, o Murdoch da Marginal, publicado na terça-feira pelo jornalão O Globo.
Um leitor deste blog, que não quis revelar sua identidade, viu o relatório das escutas e observou:
“Repórter que migrou da Veja para a Época carregando a entrevista do Arruda: Diego Escosteguy - bolsista do Instituto Millenium.
"Albano" pode ser "Eumano": Eumano Silva, diretor da sucursal DF da Época, com quem conversava o Chico (Dadá)”.
E, quem seria o “Andrei” citado no resumo do relatório? Batata! Estão todos lá no expediente da revista Época, das Organizações Globo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BLOGUEIRO LIMPINHO DA GLOBO DÁ APOIO A DEPUTADO RACISTA

 
 

O tocador-de-jazz e Mestre em Proeminências Ventrais Ricardo Noblat, titular de afamado blog homiziado no portal do “jornal” O Globo, acaba de publicar um artigo de sua própria lavra (uma raridade naquele cabungo eletrônico) em que faz acalorada defesa do capitão-do-mato Jair Bolsonaro. 
Invocando a tolerância, o barrigueiro-mor da Famiglia Marinho sustenta que o deputado tem todo o direito de cometer o crime que quiser e manifestar o preconceito que lhe der na telha. Para Noblablablat, existe o “fascismo do bem”, expressão que cunhou para justificar seu apreço à liberdade de expressão – e com a qual intitula seu troçulho. 
Tape o nariz e clique aqui para ler.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O DIA EM QUE O GLOBO CURVOU-SE AOS BLOGUEIROS SUJOS

Palácio do Planalto, quarta-feira, 24 de novembro de 2010, às 12:30h: o fotógrafo Gustavo Miranda, da sucursal de O Globo em Brasília, com toda a cortesia, pergunta: “Boa tarde, Senhor Cloaca! Posso fazer uma foto sua?”
.
.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

VÁ TOMAR BANHO, MONSIEUR TOURAINE


.A formidável ducha da suíte Collection ainda não viu sinal de água desde que o festejado sociólogo francês Alain Touraine abancou seu derrière no suntuoso Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo (é que o octagenário intelectual europeu – amiguinho do peito de FHC – é tradicionalmente desafeito aos rituais primitivos de asseio que nós, selvagens dos tristes trópicos, herdamos de nossos aborígenes). Em compensação, o jornalão carioca O Globo não se fez de rogado e abriu seu conhecido escoadouro. 
Vertendo ressentimento e dor-de-cotovelo pela monumental derrota sofrida nas urnas, a gazeta da Famiglia Marinho postou-se no luxuoso albergue em que está hospedado o diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e arrancou do decrépito formulador da "sociedade pós-industrial" esta perfumadíssima e enriquecedora entrevista.

"Perigo de retrocesso no Brasil existe, diz Alain Touraine"

O GLOBO: Como o senhor vê as transformações da sociedade brasileira nos últimos 16 anos? Como avalia a vitória de Dilma Rousseff?

ALAIN TOURAINE: Uma coisa é clara. O Brasil tem um sistema político horrível, corrupto. Fernando Henrique Cardoso, em seus oito anos de governo, construiu as instituições. Fez uma transição perfeita para entregar a Presidência a seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, por sua vez, realizou transformações sociais, tirando dezenas de milhões de brasileiros da miséria e da exclusão. Graças aos dois, em igual importância, o Brasil tem os elementos básicos para desenvolver um novo tipo de sociedade. Mas não sou necessariamente otimista. Não sabemos o que acontecerá daqui para a frente. A nova presidente (Dilma) foi inventada por Lula.
O Brasil tem um longo passado de populismo e a ameaça persiste devido ao nível de desigualdade social extremamente elevado. Após 16 anos dos governos FHC e Lula, é impossível questionar o potencial do Brasil. Mas o perigo de um retrocesso existe, até porque o passado do PT está longe de ser perfeito. Lula não foi autoritário, mas segmentos do PT o são. A ideia de Dilma esquentar a cadeira por quatro anos para Lula também me desagrada. Em uma democracia, não pode haver presidente interino. A verdade é que não sabemos o que será o governo da nova presidente, porque ela não tem experiência política. Mas eu acredito que o Brasil tem tudo para ser o lugar em que uma nova sociedade surgirá. Não vejo muitos outros países no mundo que tenham chances tão boas quanto o Brasil.

José Serra, candidato derrotado do PSDB, deu a entender que fará com seu partido uma oposição mais dura ao governo Dilma, diferente da postura de seu partido frente a Lula. Como o senhor vê a polarização entre os dois maiores partidos brasileiros?

TOURAINE: Neste momento, Dilma é Lula. Ninguém sabe nada sobre ela. Ela pode ter tendências populistas ou fazer um fantástico governo, não sabemos. O fato é que, depois de Lula, era impossível para José Serra vencer. Ele é extremamente competente, honesto e sério. Na oposição, é um ativo valioso para o Brasil frente aos riscos de irresponsabilidade e populismo.

Se quiser correr o risco de ler a íntegra da “matéria”, tape o nariz e clique aqui.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SERRA LEU, ASSINOU E MENTIU

Para O Globo, o tucano Zé Chirico “não assina nada sem ler”, como se pode constatar na edição digital da xexelenta gazeta da Famiglia Marinho (clique na imagem acima para ampliá-la) .
É verdade. O próprio candidato do PSDB declara-se “um cricri” e gaba-se de sempre ter escrito seus textos.
Mas a memória deste Cloaca News não é tão curta quanto as pernas das mentiras que o engenheiro de fancaria e economista de meia-tigela conta por onde passa.
Clique sobre a imagem abaixo para conferir.

sábado, 10 de julho de 2010

VIÚVA DE ROBERTO MARINHO DECLARA VOTO EM DILMA

.

.
E agora, Ali Kamel?
.


Por Miguel do Rosário,
do blog Óleo do Diabo
.

O Globo escondeu a declaração de voto de Lily Marinho, a viúva do magnata das comunicações Roberto Marinho, mas a colunista da Folha, Mônica Bergamo, não resistiu à indiscrição.

Vou fazer 90 anos. Sou velha para votar. Mas acho que, se votasse, seria na Dilma.

A declaração é de Lily, a elegante e sedutora aristocrata que, com mais de 70 anos, conquistou o coração de Dr.Roberto. Lembro do casamento. Foi bonito ver os dois velhinhos se casando. Dona Lily é uma socialite discreta, inteligente e, até onde sei, de opiniões progressistas. Com certeza não lê os blogs da Veja, o que já é grande coisa.
Roberto Marinho, apesar do apoio que deu ao golpe militar, nunca foi um hidrófobo histérico de direita como seus filhos. Tanto é que abriu a redação do jornal para comunistas e ex-comunistas. Para ele, a ideologia da pessoa não lhe impedia de ser um bom profissional ou mesmo uma boa pessoa. Recebeu até Fidel Castro em sua casa, conforme lembra Dona Lily, provando que também Fidel sempre foi um sujeito aberto ao diálogo cordial inclusive com seus piores adversários.
O mais curioso da matéria, claro, é a declaração de voto de dona Lily. E sua afirmação de que não receberá Serra nem Marina.
No Globo, a matéria saiu fria, árida, nitidamente constrangida, sem relatar a boa impressão que Dilma causou nas ressabiadas socialites cariocas, muitas das quais, conforme revelou uma amiga de Lily à coluna de Bergamo, morriam de medo do PT e da candidata.
Essa nota é muito mais importante do que parece a primeira vista. As fotos da candidata ao lado das vips do Rio serão publicadas e republicadas em praticamente todas as revistas femininas. Deverá causar bastante impacto também sobre o imenso universo artístico da TV Globo, com seus milhares de atores, contrarregras, técnicos, operadores, etc.
Sob o chicote do carrasco Ali Kamel, que impôs regras draconianas impedindo qualquer empregado, até o mais reles faxineiro, de expor suas opiniões políticas, ainda que sutilmente, em sites de relacionamento, twitter, blogs, etc, as simpáticas declarações de Lily em favor de Dilma Rousseff representam uma prova de que essas humilhantes restrições só valem para os escravos. O contraste é gritante. Aos escravos, o silêncio, a opressão, a mordaça; aos senhores, a liberdade. Dona Lily pode falar o que quiser, pode até explicitamente apoiar Dilma. Sei que ela não trabalha no jornal, mas mesmo assim, é uma figura ligada afetivamente às organizações Globo, em virtude de carregar o sobrenome de seu proprietário e ter sido a doce companheira de "Seu" Roberto por mais de uma década. A informação correrá nos bastidores da Globo como um rastilho de pólvora: Dona Lily está com Dilma! Quantos sorrisos maliciosos, furtivos, quase vingativos, não serão vistos nas salinhas de café?
Sim, porque na verdade manifestações contra Dilma e a favor de Serra estão tacitamente liberadas na Globo. Tanto é assim que Jabor e Merval continuam babando ódio antipetista em seus respectivos espaços. Miriam Leitão, que tem uma coluna diária intitulada Panorama Econômico, hoje não fala de economia; fala só de dossiê contra Dilma, ops, contra Eduardo Jorge. Convertida em promotora pública, ou paladina da oposição, a colunista ataca duramente Dilma Rousseff e o governo de terem feito dossiê contra um zémané do PSDB. Sabe-se lá o que pretendia a "equipe de inteligência" de Dilma ao fazer um dossiê contra Eduardo Jorge.
Aliás, é engraçado chamar de "equipe de inteligência" o que, fosse verdade, não passaria de uma trupe de retardados. Que há de inteligente em fazer dossiê contra um barnabé como Eduardo Jorge e, cúmulo da estupidez, ainda entregar o material para Veja e Folha de São Paulo? Não tem sentido.
A urubóloga parece ter ficado mordida por ter sido obrigada a publicar, ontem, um texto onde seus entrevistados são só elogios para a economia brasileira. Ou então, com vistas a garantir a estabilidade em seu emprego e um outro prêmio Maria Caboots, resolveu, após a martelada no prego, dar hoje uma na ferradura.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

“JORNALISMO DE MERDA”

O GloboIndústria tem pior queda em 19 anos Valor EconômicoIndústria fecha janeiro com atividade em alta .
Recebemos de um leitor absolutamente qualificado a seguinte avaliação: “O Globo perdeu a noção de jornalismo há muito tempo e o noticiário de hoje [ontem] sobre queda na produção industrial é um exemplo dos cenários de ficção que vem exibindo na capa, pois a queda, ainda que recorde, não reflete a tendência do momento. A Folha mostra isso na capa e a maioria da imprensa registrou dessa forma. Mas o Globo vai ao limite de destacar no alto da capa. Só não foi manchete porque encontraram uma viagem mais alucinante, com uma instrução do Bolsa Família. Valor faz o contraponto para expor esse jornalismo de merda, mancheta que a indústria fechou janeiro com atividade em alta.”

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

EDITORIAL DE JORNALÃO CARIOCA PODE DAR TRÊS ANOS DE CADEIA PARA FAMIGLIA MARINHO

Para satanizar o Governo Lula, pandilha de O Globo mente, inventa e enxovalha a instituição do Jornalismo .
.
O artigo 299 do Código Penal Brasileiro, que tipifica o crime de falsidade ideológica, é muito claro: "Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante". . Em sua edição de ontem, 5 de janeiro, o jornal O Globo, principal braço impresso da maior corporação mafiomidiática brasileira, publicou, à guisa de Editorial, artigo intitulado "Ponto nevrálgico", repleto de ilações baseadas na entrevista que o Ministro Joaquim Barbosa, do STF, concedeu ao mesmo jornal na edição do último dia 3. O afamado barrigueiro e tocador-de-jazz Ricardo Delgado, como sói, reproduziu o troçulho em seu afamado blog. Primeiro, leia a entrevista:
.
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), há dois anos ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula. Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro. Em entrevista ao GLOBO, Joaquim não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Mas deixou clara sua descrença na política e sua dificuldade para escolher bons candidatos quando vai votar. E o ministro, de 55 anos, não poupou nem os tribunais: “O Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país”.
Por que aparecem a cada dia mais escândalos envolvendo políticos? A corrupção aumentou ou as investigações estão mais eficientes?
JOAQUIM BARBOSA: Há sim mais investigação, mais transparência na revelação dos atos de corrupção.Hoje é muito difícil que atos de corrupção permaneçam escondidos.
O senhor é descrente da política?
JOAQUIM: Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada.As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.
A quais instituições o senhor se refere?
JOAQUIM: Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário. A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões.Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.
Qual a opinião do senhor sobre os movimentos sociais no Brasil?
JOAQUIM: Temos um problema cultural sério: a passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção. Há tendência a carnavalizar e banalizar práticas que deveriam provocar reação furiosa na população.Infelizmente, no Brasil, às vezes, assistimos à trivialização dessas práticas através de brincadeiras, chacotas, piadas. Tudo isso vem confortar a situação dos corruptos. Basta comparar a reação da sociedade brasileira em relação a certas práticas políticas com a reação em outros países da America Latina. É muito diferente.
Como deviam protestar?
JOAQUIM: Elas deviam externar mais sua indignação.
É comum vermos protestos de estudantes diante de escândalos.
JOAQUIM: O papel dos estudantes é muito importante. Mas, paradoxalmente, quando essa indignação vem apenas de estudantes, há uma tendência generalizada de minimizar a importância dessas manifestações.
A elite pensante do país deveria se engajar mais?
JOAQUIM: Sim. Ela deveria abandonar a clivagem ideológica e partidária que guia suas manifestações.
O próximo ano é de eleições. Que conselho daria ao eleitor?
JOAQUIM: Que pense bem, que examine o currículo, o passado, as ações das pessoas em quem vão votar.
Quando o senhor vota, sente dificuldade de escolher candidatos?
JOAQUIM: Em alguns casos, tenho dificuldade. Sou eleitor no Rio de Janeiro.Para deputado federal, não tenho dificuldade, voto há muito tempo no mesmo candidato. Para governador, para prefeito, me sinto às vezes numa saia justa. O leque dos candidatos que se apresenta não preenche os requisitos necessários, na minha opinião. Não raro isso me acontece. Não falo sobre a eleição do ano que vem, porque ainda não conheço os candidatos.
.
Agora, leia o funesto Editorial d'O Globo:
.
Um dos ministros indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula, Joaquim Barbosa ganhou autoridade ao relatar de maneira cortante, fria, técnica, o caso do mensalão, com a abertura de processos contra estrelas do PT. Mais tarde, coerente, repetiu a dose com o senador tucano Eduardo Azeredo (MG), financiado em campanha pela mesma engenharia financeira ilegal de que se valeriam petistas no governo Lula. É com a experiência de atuar nesses casos que Barbosa, em entrevista publicada no GLOBO de domingo, declarou ser a atuação do Poder Judiciário uma das causas do aumento dos casos de corrupção, estimulada pela impunidade. Com “práticas arcaicas”, “interpretações lenientes” e “falta de transparência” no processo decisório, entende o ministro, a Justiça tem culpa nesse cartório. Pode-se acrescentar a leniência de certas legislações, como a eleitoral, uma enorme porta escancarada para donos de vergonhosos prontuários criminais entrarem na vida pública em busca de imunidades. Na entrevista, Joaquim Barbosa tratou, ainda, da “passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção”. Colocou o dedo em um ponto nevrálgico da atual conjuntura política: como o governo Lula abriu os cofres do Tesouro para cooptar de vez sindicatos — aliados antigos — e organizações da sociedade civil tradicionalmente ativas na fiscalização do poder público, caso da UNE. Porque todos, ou quase todos, se converteram em correias de transmissão do lulismo, paira grande e conivente silêncio no meio sindical, em organizações ditas sociais e adjacências diante de aberrações no manejo do dinheiro público e de cenas de fisiologia explícita. No mensalão do DEM, em Brasília, houve manifestações — mas porque era o DEM. No mensalão petista, silêncio quase absoluto. Até mesmo alguns “intelectuais orgânicos” criaram a figura da “imprensa golpista”, uma forma de culpar o mensageiro pelo teor da notícia, e assim tentar encobrir a responsabilidade dos mensaleiros petistas — manobra rejeitada pela Procuradoria Geral da República e pelo STF, onde Joaquim Barbosa conseguiu apoio para seu relatório. O ministro concorda que a intelectualidade — em grande parte, devido a razões ideológicas, cooptada para erguer esta cortina de proteção ao lulismo — deveria abandonar a “clivagem partidária” e se manifestar contra a corrupção. Tem óbvia razão.
.
Você que nos lê, por favor, aponte: em que trecho da entrevista o Ministro Joaquim Barbosa diz que "o governo Lula abriu os cofres do Tesouro para cooptar de vez sindicatos"? Em que parte da entrevista Joaquim Barbosa declara que organizações da sociedade civil "se converteram em correias de transmissão do lulismo"?
Em qual parágrafo da entrevista o magistrado afirma que "a intelectualidade" foi "cooptada para erguer esta cortina de proteção ao lulismo"?
Quantas vezes Joaquim Barbosa enunciou o nome do Presidente Lula e o substantivo "lulismo" em sua fala ao jornalão carioca? A pena para os incursos no artigo 299 do Código Penal é : reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa, se o documento é particular. Se houvesse penas, também, para os casos de lesa-jornalismo, lesa-verdade e lesa-inteligência, certamente os proprietários-editorialistas da corporação platinada pegariam prisão perpétua. Sem direito a sursis.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SINDICALISTA DA EDITORA GLOBO VENDEU TAPETE DA EMPRESA A SUCATEIRO

Logo após tomarmos conhecimento de que O Globo descobrira 22 ex-sindicalistas infiltrados entre os 4910 gerentes da Petrobras, chegamos a temer pelo futuro da República. A notícia de que aqueles perigosos "ex-ativistas ocupam hoje postos estratégicos na estatal" quase nos fez desistir de tudo. Por pouco não corremos até a ANP (Agência Nacional do Petróleo) para pedir uma recontagem no índice de octanas do combustível que puséramos ontem em nosso Cloacomóvel. Felizmente, porém, mantivemos a presença de espírito. "Alto lá" - pensamos; "Isso saiu em O Globo, e, a esta altura, a reporcagem já deve estar desmascarada". Dito e feito (clique aqui para conferir). Àquela altura, o plantão de nosso Departamento de Dragagem já havia detectado um escândalo de semelhante jaez, protagonizado pela gaúcha Vânia Weber, diretora administrativa da Editora Globo. Está nos anais da revista Época, edição 157(21/05/2001), este impressionante relato:
.
"A reunião de pauta termina com a inevitável volta das cadeiras ao lugar de origem. Como quase tudo na redação, a culpa pela falta do prosaico equipamento é, obviamente, coisa de Vânia Weber, de 43 anos. Gaúcha de Soledade, terra devassada por ventos e presságios, Vânia desembarcou na direção administrativa decidida a proteger cada centavo da editora como se sofresse a ameaça de ser saqueado por bandos de bárbaros. Tornou-se temida. Seu nome faz pontes de safena trepidarem, cada passo lembra legiões romanas marchando sobre territórios a conquistar. Ai de quem estiver desperdiçando metade de uma caneta Bic. Vânia descobriu, por exemplo, que pode usar 48 vezes o mesmo envelope de 8 centavos em lugar dos anteriores, que só permitiam uma utilização e custavam – atenção – 16 centavos. Tanto zelo tornou-a culpada de todas as carências da redação, inclusive afetivas. Vânia não mede esforços para arrebanhar dinheiro para a editora. Foi assim que uma relíquia de ÉPOCA aterrissou em mãos mercenárias. A administradora botou no prego o tapete vermelho desenrolado no Parque do Ibirapuera, na festa de lançamento da revista, com o objetivo de evitar que os pés de convidados especialmente ilustres pousassem na grama. Vendeu-o a um sucateiro, por R$ 500".
. Para nossa surpresa, Vânia é uma perigosa e ativa...sindicalista. Atualmente, ela integra a diretoria do SINDJORE - o Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas de São Paulo. . Clique aqui para ver que nem tudo é o que parece ser. E clique aqui para conhecer toda a chapa da combativa instituição classista a que a zelosa diretora da Globo pertence.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

LEMBRA DO RICÚPERO? AQUELE?

1994. Tempos de FHC. Antenas parabólicas captaram uma conversa informal entre o ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, e o repórter da Rede Globo, Carlos Monforte, antes da gravação de uma entrevista no estúdio da emissora, em Brasília, na noite de 1/9. No sábado, dia 3, um mês antes do primeiro turno das eleições, a Folha de S. Paulo publicou o surpreendente diálogo. Quando a gravação começa, o assunto é a taxa muito alta do IPC-r de agosto, índice que a equipe econômica encomendara ao IBGE. Ricúpero ataca o instituto: "Eles fizeram um tremendo erro metodológico. ( ... ) Há uma tese também, um grupo que diz que o IBGE é um covil do PT". Referindo-se aos empresários, confirma a queda das alíquotas de importação para segurar os preços, "o único jeito de garantir que não vai faltar produto, porque esses caras... Porque você está jogando aí com bandidos, você entende. É tudo bandido. Você conhece aquela história da máfia?" Instado pelo repórter a anunciar as indicações de uma taxa bem menor do IPC-r em setembro, alega que deveria conversar primeiro com os economistas da Fazenda, "senão eles me matam. (...) Vão dizer: 'Pô, você proibiu da vez anterior que era ruim, agora que é bom...' No fundo é isso mesmo. Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde". Monforte muda de assunto: "Uma curiosidade minha: você andou batendo no PSDB, dando umas porradinhas? ". E Ricúpero: "A única forma que eu posso provar meu distanciamento do PSDB é criticar o PSDB ". Outra pergunta: "Esse negócio da gasolina não é um pouco precipitado? Falar que pode baixar o preço e tal? ". 0 ministro justifica: "Eu faço essas coisas um pouco por instinto, sabe? De vez em quando armo uma confusão. Não tenha dúvida: esse país não é racional". Em seguida, se oferece: "Se quiser, neste fim de semana podia ver o negócio do Fantástico. Posso gravar também, se quiser alguma coisa, eu estou à disposição. Quem é que é? É o Alexandre? (...) Pode falar porque eu estou disponível. Eu vou ficar aqui o fim de semana inteiro (...) o máximo que eu puder falar eu falo ". Sobre seu futuro, esnoba: "O governo precisa muito mais de mim do que eu dele " e, "se tudo der certo ", o problema será FHC "explicar não me convidar. (...) há inúmeras pessoas que me escrevem e me procuram para dizer que votam nele por minha causa. (...) para a Rede Globo foi um achado. Em vez de terem que dar apoio ostensivo a ele, botam a mim no ar e ninguém pode dizer nada. (...) Isso não ocorreu da outra vez. Essa é uma solução, digamos, indireta, né? (...) Ouço muita gente que não votaria nele por causa do PFL e que vai votar por causa de mim".
.
Tornou-se impossível a permanência de Ricúpero no cargo. Anunciou seu pedido de demissão no dia seguinte, em uma carta lida em tom emocionado e com algumas lágrimas. Alegou que, por estar muito cansado e entretido em conversa "inteiramente particular ", teria dito "palavras que não refletem o que penso ou o que sinto. Em alguns daqueles comentários nem eu mesmo me reconheço. (...) Não hesito em pedir desculpas quando erro. Faço-o agora, por tudo o que possa ter decepcionado quem quer que seja. Faço o também pela referência aos empresários brasileiros ao generalizar comportamentos individuais que já havia condenado". Declarou que a frase sobre não ter escrúpulos se referia apenas à conveniência de divulgar indicações favoráveis sobre os índices de inflação para favorecer a estabilidade dos preços. Negou articulações com a Rede Globo: "Meus comentários pessoais sobre os possíveis efeitos do Plano Real nas eleições e sobre a cobertura do plano pelos meios de comunicação não foram mais do que impressões superficiais. Eles carecem de qualquer base concreta que os possa justificar". E terminou citando palavras de Jó e o Salmo 32. Semanas depois, intimado a depor pela Justiça Eleitoral sobre a conversa com Monforte, Ricúpero voltou a ser apenas o diplomata frio e calculista. Nem sinal do beato ou do coitado arrependido. Declarou ter citado a Globo de forma genérica, querendo tratar da mídia em geral, e que em nenhum momento falava de qualquer candidato: o pronome "ele " designava o plano econômico, e não FHC; e a frase "isto não ocorreu da outra vez" lembrava apenas a primeira fase do Plano Real, e não 1989. .
Por que o Cloaca News está recuperando esse triste episódio da vida nacional? - é a pergunta que você deve estar fazendo, não é? A resposta talvez esteja nas xexelentas páginas digitais de O Globo de hoje, sexta-feira, abrigada sob o seguinte título: 'The Economist' critica Lula e Tarso por concessão de refúgio a Battisti. É que já perdemos a conta de quantas reportagens foram publicadas pela chamada imprensa internacional com pautas positivas sobre o Brasil no Governo Lula, e que esses sicofantas do jornalismo caboclo esconderam de seus leitores. Para eles, como qualquer um pode constatar, notícia ruim é notícia boa. E vice-versa. Você bota fé nesses sem-vergonhas?

domingo, 18 de janeiro de 2009

PRATO DO DIA: NOBLAT COM BATATA ASSADA

.
Como faz rotineiramente – para encher linguiça – , o afamado jornalista Ricardo Noblat pescou no alheio algo para enfeitar seu afamado blog, homiziado no portal do jornal O Globo. No caso, Noblat foi ao site da BBC Brasil e voltou de lá com uma materiazinha fria e bobinha sobre as gafes cometidas pelo ainda presidente americano George W. Bush nos últimos oito anos. Como convém a uma respeitável organização noticiosa, o texto da BBC limitou-se a preceder sua lista com este sóbrio subtítulo: “Todos os políticos cometem gafes e falam coisas sem pensar. Mas o presidente americano, George W. Bush, conseguiu tornar-se notório por isso”. Ocorre que Noblat, esta reserva moral do jornalismo pátrio, não se contentou com a mera reprodução do artigo e resolveu “agregar valor” à mercadoria, tascando o seguinte título: “Vocês pensam que só o Lula diz bobagens?”. Como vemos, o barrigueiro-mor das Organizações Globo não enxerga qualquer problema em ultrajar o Presidente da República da maneira mais torpe e rasteira possível. Na certa, imagina o boquirroto que sua pilhéria vai contribuir para o aperfeiçoamento das nossas instituições democráticas e que seus leitores, de altíssima extração, o carregarão em triunfo por ele ter exposto o Chefe da Nação ao ridículo. Ricardo Noblat - não duvide - julga-se uma potestade da Imprensa. E deve achar, também, que a memória curta dos brasileiros já tenha deletado seu passado trevoso. Pois a memória do editor deste Cloaca News vai muito bem, obrigado. E, em nome da missão a que nos propusemos cumprir (como se lê na barra aí do lado direito), sentimos que é chegada a hora de resgatar um dos episódios mais sórdidos da vida brasileira, protagonizado à sombra por Noblat, quando este ainda era o Diretor de Redação do jornal Correio Braziliense. Vamos aos fatos. Junho de 2000 – O então senador Luiz Estevão tem seu mandato cassado. Descobre-se que no dia seguinte ao da cassação o painel de votação do Senado tivera seu sigilo violado. Autores da falcatrua: o finado Antônio Carlos Magalhães e o atual governador do DF, José Roberto Arruda (na época, líder do governo FHC no Senado).
Abril de 2001 – Numa quarta-feira, dia 18, a jornalista Valéria Blanc, colunista do Correio Braziliense, publica nota afirmando que FHC tinha pleno conhecimento da violação do painel de votação do Senado.
Assim escreveu Valéria: “No dia seguinte à cassação do mandato de Estevão, Arruda entrou no gabinete de ACM — à época o presidente do Senado —, olhou-o e disse: ‘‘O senhor está sentado?" Com sua habitual verve, ACM respondeu: ‘‘Você não está vendo que sim?!" Arruda prosseguiu: ‘‘Está comigo a lista de como os senadores votaram ontem a cassação de Luiz Estevão". ACM fitou o tucano e perguntou: ‘‘Você já mostrou isso ao presidente (da República)?" Resposta: ‘‘Já mostrei."
Como era de se esperar, ACM negou ter travado tal diálogo, mas admitiu que teve a posse da lista. A repórter do Correio jamais desdisse o que publicara. A denúncia era gravíssima, e poderia levar ao impedimento de FHC. Naquela época, este editor do Cloaca News que lhe escreve considerou estranhíssimo que o até então brioso Correio Braziliense tivesse arrefecido no aprofundamento do tema e, por e-mail, interpelou o Diretor de Redação, Ricardo Noblat. Este, por sua vez, respondeu que, com a negativa de ACM, o assunto não poderia ser levado adiante. Questionado novamente por este escriba, que quis saber se Noblat achava que sua repórter teria inventado aquela história, o Diretor de Redação foi categórico: ela não inventou. Então – replicamos – o Sr. sabe que FHC sabia da violação, mas vai ficar quieto apenas porque ACM nega o diálogo? A resposta de Noblat, - a última de nossa troca de e-mails – foi laconicamente afirmativa.
Ao juntarmos as peças, vemos que, naqueles tempos, a jornalista Rebeca Scatrut, esposa de Noblat, fora contratada com exclusividade para prestar assessoria de Imprensa ao Ministério da Reforma Agrária, então comandado pelo ministro Raul Jungmann. Um contrato milionário, é bom que se registre, maior até que um outro que Rebeca conseguira graças à intermediação do marido junto ao governo do DF, na época de Cristovam Buarque. E, veja você, cara leitora, caro leitor: nenhum jornal brasileiro falava tanto (bem, claro) do ministro Jungmann quanto o Correio Braziliense, dirigido pelo impoluto Ricardo Noblat.
Janeiro de 2007 – A Procuradoria da República no Distrito Federal denuncia Raul Jungmann e mais oito pessoas, entre elas Rebeca Scatrut, por participar de um esquema de desvio de R$ 33 milhões de verbas públicas para pagamento de contratos de publicidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) quando era ministro do Desenvolvimento Agrário na gestão de Fernando Henrique. Convém lembrar, também, que o próprio grupo Diários Associados já acusou Noblat de ter usado o cargo de diretor de Redação do jornal Correio Braziliense para beneficiar os negócios da empresa de sua cara-metade. Poderíamos continuar esse blablablá aqui, mas, você quer mesmo ouvir o resto dessas... bobagens?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A EXTRAORDINÁRIA PROEMINÊNCIA VENTRAL DE RICARDO NOBLAT

. .
Para agradar seu patrão, blogueiro da Globo quis mandar Edir Macedo para a cadeia, mas teve que se retratar
..
O relógio marcava 3h22m, ontem, quando o afamado jornalista Ricardo Noblat postou em seu afamado blog a seguinte "notícia" :
. Prisão do bispo Edir Macedo foi expedida A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público e abriu processo criminal contra o dono da TV Record, o bispo Edir Macedo, e outros seis diretores da emissora. Eles são acusados de importação fraudulenta de equipamentos, uso de documento público falso, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Grampo telefônico autorizado pela justiça foi decisiva para expedição da prisão de Edir Macedo e outros diretores da emissora, diz promotor.
. Se você não bota fé no Cloaca, clique aqui para conferir.
No meio da tarde, porém, Noblat recebeu - e foi obrigado a publicar - a informação verdadeira, da assessoria de imprensa da Rede Record. Dizia a nota: “A área jurídica da Record tem acompanhado o andamento processual da ação judiciária da 4a. Vara Criminal de São Paulo. A direção da Record tomou conhecimento da notícia publicada hoje pelo seu Blog “Prisão do bispo Edir Macedo foi expedida”, fato que não confere com a realidade. É importante esclarecer que os autos processuais foram arquivados e tanto o acionista Edir Macedo como os demais diretores foram absolvidos da acusação. Portanto, peço a sua atenção imediata no sentido de corrigir a informação divulgada evitando repercussões equivocadas por parte da Imprensa.”
. É o segundo baque em uma semana que o conglomerado da famiglia Marinho sofre por causa de seus jornalistas-blogueiros. No último dia 7, conforme este Cloaca News mostrou, a repórter Renata Malkes, correspondente no Oriente Médio e titular do blog "O Outro lado da Terra Santa" teve revelado seu passado de fervorosa militante sionista, além de seus excelsos juízos acerca de árabes em geral e palestinos em particular.
Para ler a retratação do "barrigueiro", clique aqui (antes que ele delete as postagens...).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

CARTA ABERTA À RENATA MALKES

A respeito do "escândalo" envolvendo seu nome, a jornalista Renata Malkes, correspondente no Oriente Médio do canal Globonews e do jornal O Globo, publicou em seu blog "O outro lado da Terra Santa" uma "nota de esclarecimento", que você poderá ler clicando aqui. O que nos cabe dizer é o seguinte:
.
Shalom, Rinat! O blog que primeiro divulgou as informações de seu passado militante foi o Cloaca News. Se você leu com atenção as duas postagens nossas a seu respeito, notou que EM MOMENTO ALGUM lhe fizemos qualquer "acusação", muito menos utilizamos adjetivos degradantes ou insultos. Obviamente, não deve ter sido agradável para você o reencontro com aqueles textos "do passado", principalmente em um momento como o atual. Você afirma agora "ter vergonha de determinadas posições que tive", e, acredite, não temos nenhuma razão para acreditar no contrário. Acontece que você é a correspondente do maior grupo de comunicação do país naquela região conflagrada. O material que você envia, queira ou não, está impregnado, em maior ou menor grau, com as suas vivências e envolvimentos. E aquele Balagan, seu velho companheiro de desabafos, nos mostrou a dimensão de sua militância, a ponto de ter recebido do jornal israelense Yediot Aharonot o epíteto de "warblog". Dizer AGORA que você "mudou", e que adquiriu a "percepção acerca dos fatos e do significado do sentimento de humanismo" significa admitir que nossa primeira postagem não pecou pela invenção ou pela injúria. Repare, garota, que os links que apresentamos colocam os leitores diretamente em contato com as coisas que você mesma escreveu, na íntegra, daí nosso estranhamento com essa conversa de que "diversos de seus trechos foram cortados, manipulados e interpretados de maneira maldosa". Balela! E, se nos permite dizer dessa maneira, É MENTIRA que você postava aquelas coisas "antes de atuar como repórter de O Globo ou qualquer outro veículo de comunicação por aqui". Eis a prova (role a tela para terça-feira, maio 21, 2002; sub-título "Acabou-se o que era doce"). Sobre nossa segunda postagem, com a encrenca em que você se meteu no Líbano (tentando entrar no país ocultando sua cidadania israelense), também não inventamos nada. A propósito, nesta postagem utilizamos um único adjetivo em referência à sua pessoa - "repórter-soldado" - , que, convenhamos, não é insultuoso, ofensivo ou degradante. Como era de se esperar, pelas coisas que "estavam" no Balagan, muitos comentaristas manifestaram-se, vários até com certa contundência. Para seu governo, deletamos algumas mensagens mais virulentas, em respeito à sua dignidade. O mais importante, porém, é que você talvez não tenha percebido que nosso "alvo" não era e não é você, e sim o seu empregador (se fôssemos cínicos e cruéis, estaríamos nos referindo à repercussão de seu caso como "dano colateral"; se preferir: collateral damage). Por acaso, sua chefia da Globo aqui no Brasil tinha conhecimento de suas posições humanistas sobre os árabes em geral e palestinos em particular, antes de lhe confiar a tarefa de correspondente no Oriente Médio? Como você mesma diz, "a verdade sempre vem à tona na hora certa". Bidu!!! Ex corde, Cloaca News
.
Atualização (às 19h)
Por volta das 17:45h de hoje (hora de Brasília) todos os arquivos do blog "Balagan" foram apagados do Wayback Machine.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

REPÓRTER DA GLOBO EM ISRAEL JÁ FOI PRESA NO LÍBANO POR "ESPIONAGEM"

Em julho de 2007, segundo informações divulgadas na época pelo jornal canadense Corriere Canadese, a repórter Renata Malkes, correspondente da Rede Globo no Oriente Médio, foi presa por autoridades libanesas por falsidade ideológica e "espionagem". Renata tem dupla cidadania - israelense e brasileira - e estava no sul do país, próximo a Linha Azul, que há vários anos separa o Líbano de Israel. À época, Renata também trabalhava para o jornal israelense Yediot Aharonot - o mesmo que, tempos antes, havia distinguido seu blog "Balagan" como um "warblog", pela excelência da propaganda sionista. Junto com ela também foi detida outra jornalista, Lisa Goldman, nascida no Canadá. Para ler a notícia do Corriere Canadese, clique aqui. O caso ganhou certa repercussão na imprensa dos países da região. Cobriram o episódio, entre outros veículos, o jornal Daily Star, do Líbano, a TV Al Jazeera, do Catar e uma batelada de jornais e TVs israelenses. De volta à Israel, em 16/07/2007 Renata Malkes postou a seguinte mensagem em seu blog "O outro lado da Terra Santa (o Oriente Médio que você nunca viu)", homiziado no portal do jornal O Globo: "A gente sabe que fez uma coisa grande quando abre a porta para o entregador de pizza e ele diz "Eu te vi na TV esses dias. Não foi você que esteve no Líbano?". Se não estivesse morta de fome, acho que tinha fechado a porta de tanta vergonha. É, minha visita ao Líbano deu muito o que falar aqui na Terra Santa. Além da produção de uma série especial para a TV Record e duas matérias em O Globo, publiquei ainda uma série de três reportagens no Ynet onde já trabalhei no passado, e no jornal Yediot Aharonot. Podem espiar a série aqui, aqui e aqui. Pois é. Uma rápida visita de 12 dias ao país dos cedros acabou me dando cinco minutinhos de fama aqui em Israel. Dei entrevistas em rádio e tv e trabalhei horrores para fechar o material de todos os veículos a tempo. Ao contrário do que muita gente pensa, no entanto, não deu para curtir o pequeno sucesso muito não, viu? O estresse não permitiu. Em fração de segundos, a fama cruzou fronteiras e esta humilde blogueira virou manchete ainda na Al Jazeera e na TV Al Manar, a tv do grupo guerrrilheiro xiita Hezbollah. O grupo não gostou nada de saber que uma repórter brasileira-israelense andou circulando pelo território libanês e, segundo fontes libanesas, minha cabeça está "a prêmio"por lá. Afinal, "como pode ser que um inimigo sionista circule livremente pelo Líbano?" (sic). Pena. Foi uma jornada longa e posso dizer que a mais difícil dos meus nove anos de carreira como jornalista. Mentir sobre a origem, evitar detalhes da vida em conversas informais e enganar pessoas que me ajudaram tanto foram tarefas terríveis e eu confesso ter sofrido bastante por conta disso. Foi o preço que paguei para cumprir minha missão. Ocultei e preservei todas as fontes, não revelei detalhes de locações, não falei mal de ninguém e, ainda assim, querem minha cabeça no Hezbollah pelo simples fato de ter vindo de Israel. Enfim, estou de volta. Muito chateada com toda a repercussão do caso, mas feliz por ter feito um bom trabalho. O pior de tudo isso é constatar que vivemos num mundo ruim , cheio de ódio [grifo do Cloaca]. Não que não soubesse disso, mas sentir esse ódio na pele é muito diferente. Angustiante. Desde os dias em que circulei pela cosmopolita Beirute, pelo belíssimo Vale do Beqaa e pelos vilarejos semi-destruídos do sul do Líbano, ficava imaginando qual seria a reação de dezenas de pessoas que sorriam para mim e me tratavam tão bem se soubessem de onde eu vinha. Foi uma pergunta que nunca calou. Desafios que a profissão impõe. São os chamados ossos do ofício mesmo. A partir de amanhã vou contar em alguns posts os bastidores da aventura no Líbano. A foto é em Naqura, no sul do país. A palavra do dia em hebraico hoje é "itkarvut". Em bom português, "aproximação"."
. Algumas observações deste nosso Cloaca News: ao dizer que "não falei mal de ninguém e, ainda assim, querem minha cabeça no Hezbollah pelo simples fato de ter vindo de Israel", a repórter-soldado talvez não tivesse levado em conta que os insultos que ela dirigiu aos árabes em geral ("burros", mentirosos" etc) ainda estavam disponíveis em seu "warblog" Balagan. Ela só lembrou de deletar as postagens no dia 11 de agosto.
Sobre a "palavra do dia", no final do post, só pode ser um chiste, é ou não é?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

REPÓRTER DA GLOBO NO ORIENTE MÉDIO SERVIU O EXÉRCITO DE ISRAEL

Correspondente da Globonews e do jornal O Globo não esconde seu desprezo pelos palestinos e diz que árabes são "burros" e "mentirosos"
.
Antes de ser a titular do blog "O outro lado da Terra Santa (o Oriente Médio que você nunca viu)", abrigado na versão online do jornal O Globo, a carioca Renata Malkes manteve um outro blog, chamado "Balagan", que - ela mesma esclarece - significa "bagunça". Se você clicar aqui, verá que ela abandonou o blog, retirando de circulação todo o conteúdo postado. Mas, graças a uma engenhoca chamada Wayback Machine, todas as barbaridades que a jornalista escreveu de 2002 a 2007 ficaram arquivadas, para a sorte dos céticos (clique aqui para comprovar). Não queremos fazer a caveira de ninguém, mas os pobres leitores de O Globo e os que levam a Globonews a sério deveriam ter o direito de saber quem é a repórter escalada por eles para trazer as notícias e as análises daquela parte do mundo. Aqui, Renata Malkes exulta por ter seu blog reconhecido pelo jornal israelense Yediot Aharonot como um "warblog", ou seja, de divulgação da propaganda sionista. Aqui, ela ataca os palestinos, ridiculariza os árabes e, de quebra, esculhamba a virilidade dos brasileiros. Aqui, Renatinha destila baba sobre o MST, pelo apoio dos sem-terra à causa palestina. Aqui, diz que os árabes são mentirosos. Aqui, sobrou para a Venezuela; segundo ela, são "amigos dos brimos". E aqui, cara leitora, caro leitor, você verá Renata Malkes exultante por realizar seu sonho de ser aceita no Exército de Israel. Não sabemos se a jornalista da Globo participou de alguma missão militar. Mas, a julgar pelo perfil da moça, não temos dúvidas do que ela seria capaz de fazer com um fuzil Galil na mão. Você seria capaz de imaginar pessoa mais isenta para mostrar "o Oriente Médio como você nunca viu"?