segunda-feira, 29 de junho de 2009

FOLHA DE S.PAULO É CANALHA, ATESTAM LAUDOS

DA REPORTAGEM LOCAL
Dois laudos técnicos, produzidos pelos professores Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha, do Instituto de Computação da Universidade de Campinas, foram entregues pela Ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Folha de S.Paulo, a propósito da velhacaria publicada por essa gazeta na capa da edição do último dia 5 de abril. Naquela ocasião, a mando de seu Diretor de Redação, o poltranaz Otavio Frias Filho, o diário paulista estampou uma imagem fraudulenta do que seria uma "ficha do Dops" de Dilma, com a descarada intenção de pespegar à ministra a pecha de "terrorista". Além de desmascarar de maneira cabal a falsidade da "ficha", os documentos elaborados pelos dois peritos serviram, também, para demonstrar a propensão dolosa e o espírito patife dos responsáveis pelo "jornal". É o que se pode provar pela leitura do texto abaixo, publicado ontem pelos Al Capones da notícia, e que reproduzimos na íntegra, para que você não tenha que gastar seu dinheiro assinando porcaria.
.
Dilma contrata laudos que negam autenticidade de ficha
. Imagem ilustrava reportagem da Folha; peritos não se basearam no jornal impresso
.
Professores compararam imagens reproduzidas pela internet com papéis do Arquivo Público; Folha reconheceu que ficha chegou por e-mail
DA REPORTAGEM LOCAL
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou à Folha dois laudos técnicos, por ela custeados, que apontaram "manipulações tipográficas" e "fabricação digital" em uma ficha reproduzida pela Folha na edição do último dia 5 de abril.
A ficha contém dados e foto de Dilma e lista ações armadas feitas por organizações de esquerda nas quais a ministra militou nos anos 60. Dilma nega ter participado dessas ações. A imagem foi publicada pela Folha com a seguinte legenda: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".
O laudo produzido pelos professores do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade de Campinas) Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha concluiu: "O objeto deste laudo foi digitalmente fabricado, assim como as demais imagens aqui consideradas. A foto foi recortada e colada de uma outra fonte, o texto foi posteriormente adicionado digitalmente e é improvável que qualquer objeto tenha sido escaneado no Arquivo Público de São Paulo antes das manipulações digitais".
O laudo produzido pelo perito Antonio Nuno de Castro Santa Rosa da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à UnB (Universidade de Brasília), chega às mesmas conclusões.
A ministra anexou o laudo da Unicamp em carta ao ombudsman da Folha. "Diante da prova técnica da falsidade do documento, solicito providências no sentido de que seja prestada informação clara e precisa acerca da "ficha" fraudulenta, nas mesmas condições editoriais de publicação da matéria por meio da qual ela foi amplamente divulgada, em 5 de abril de 2009", escreveu Dilma.
Em reportagem publicada no dia 25 de abril, intitulada "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada", a Folha reconheceu ter cometido dois erros na reportagem original. O primeiro foi afirmar, na Primeira Página, que a origem da ficha era "o arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebera a imagem por e-mail. O segundo foi tratar como verdadeira uma ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada.
O jornal também publicou um Erramos com os mesmos esclarecimentos. A ministra se disse insatisfeita, questionou a nova reportagem e decidiu contratar um parecer técnico.
Para a análise, os professores descartaram a imagem da ficha reproduzida pela Folha em sua edição impressa. Captaram na internet cinco imagens "com conteúdo similar ao utilizado pelo jornal Folha de S.Paulo". Dentre elas, escolheram como "objeto do laudo" a imagem divulgada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha, que reproduz artigos que criticam o jornal e questionam a autenticidade da ficha.
Para os peritos, a imagem do blog era a que tinha "a maior riqueza de detalhes". Goldenstein disse à Folha que "todas as imagens são de uma mesma família" e que a qualidade da imagem publicada pelo jornal não é boa o suficiente para "análise nenhuma".
Os professores compararam a imagem com documentos reais que supostamente teriam alguma semelhança (papel, caracteres) com a ficha questionada. Trata-se de cópias de fichas de presos pela ditadura, hoje abrigadas no Arquivo Público paulista. Escolheram as produzidas entre 1967 e 1969.Contudo, no Erramos e na reportagem publicados no final de abril, a Folha havia explicado que a origem da ficha não era o Arquivo Público. A imagem não é datada -relaciona eventos ocorridos entre 1967 e 1969, mas pode ter sido produzida em data posterior.
Para concluir que a fotografia foi "recortada e colada", os professores compararam a foto de Dilma com fotos que encontraram no mesmo arquivo. A ficha questionada não informa que a foto de Dilma foi obtida naquele arquivo.
Sobre a impressão digital contida na ficha, os peritos apontaram não ser possível nenhuma conclusão, devido à baixa qualidade da imagem.
.
Crimes negados
.
Ouvido pela Folha na última quinta-feira, Goldenstein disse que não leu o blog do jornalista em que captou a imagem analisada e tampouco a reportagem original da Folha. "Não estou criticando o que a Folha fez. Vou ser bem sincero, eu nem li a reportagem original da Folha. Não cabe a mim julgar absolutamente nada. Meu papel é analisar essas imagens digitais que estão circulando na internet. O que a ministra me pediu: "É possível verificar, é possível um laudo sobre a autenticidade/origem da imagem? É possível dizer se vieram ou não do Arquivo Público?"."
Doutor em ciência da computação pela Universidade de Pennsylvania (EUA), ele diz que foi o primeiro laudo externo que produziu em sua carreira. A ficha questionada era uma das imagens que ilustrava a reportagem original cujo título foi: "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".Na carta à Folha, Dilma escreveu: "Reitero que jamais fui investigada, denunciada ou processada pelos atos mencionados nesse documento falso e de procedência inidônea, ao qual não se pode emprestar nenhuma credibilidade".
A Folha tem procurado checar a autenticidade da ficha. Foram contatados três peritos de larga experiência na análise de documentos e um especialista em imagens digitais.Todos disseram que teriam dificuldades em emitir um laudo, pois necessitavam do original da ficha, que nunca esteve em poder da reportagem. Disseram que a análise de uma imagem contida num e-mail não seria suficiente para identificar uma eventual fraude.

9 comentários:

karandiru disse...

É, a única coisa que resta quando a Ministra ocupar o seu lugar na história aqui no Brasil, será, com o nosso mais irrestrito e com tudo o que é NECESSÁRIO para garantir este apoio irrestrito, é usar a pholha como exemplo em praça pública.
Estou cansado! É terrível esperar mais de 20 anos para termos algo decente neste país e uns endemonhados como os proprietários dessa desgraça que se acha um jornal fazer tais coisas. Falta é vergonha na cara. Aquele imbecil da rede Bandalha, o tal de boris não sei o que (aquele que já devia estar com um terço não rezando e esperando a morte do resto do corpo chegar, pois o cérebro já está morto clinicamente a muito tempo) deveria dizer isto para os energúmenos instalados naquele órgão conspirador. Mas deixa, 2010 está ai.

Paulo disse...

Tal safadeza não me surpreende. Isso tem cara de "provas" forjadas. Esses velhacos ardilosos farão uso das mais canalhas artimanhas para tentar manchar a imagem do Lula e da Dilma.

Mostraremos nossa opinião nas urnas...

Angélica Matos disse...

Por dois dias seguidos (ontem e hoje), os vendedores do Estadão me telefonaram tentando me enviar – a qualquer preço – o jornal ESTADÃO. Por duas vezes tive o PRAZER de explicar para eles que de nada me adiantaria ler um jornal sem credibilidade nenhuma. No final da conversa, repeti para eles o que já havia falado para um vendedor da FOLHA DE SÃO PAULO recentemente, num telefonema similar a este: ESTADÃO?????? Obrigada senhora, mas este jornal eu não quero NEM DE GRAÇA!!!!!!!

Tiago disse...

Gostaria de chamar a atenção sobre três pontos em especial:

1) o jornal atribuiu ao arquivo do DOPS um documento recebido por e-mail. Poderia muito bem ser um spam e até mesmo uma pegadinho do malandro, mas não... foi um "arquivo exclusivo" de uma "fonte". A diferença entre SPAM e FONTE é a mesma entre AMADORISMO E PROFISSIONALISMO.

2) para corrigir esse 'probleminha' bastou uma nota na seção "erramos". A ministra tem razão em não se sentir 'satisfeita': chamada de capa não se compara com três linhas na página 3. Até a mosca da propaganda da folha sabe que isso fere o direito de resposta.

3) O que verdadeiramente me intriga é o fato de essa matéria simplesmente não ser assinada.


O jornalista nem precisava do Gilmar Mendes pra explicar que é semelhante ao cozinheiro. Tá aí a FSP vendendo comida estragada.

Jean Scharlau disse...

Caro editor-chefe do Cloaca, quando abro teu blog, abre outra página do Mercado Livre. Podes me informar se é um acordo comercial com a empresa? Ou será vírus?

Cloaca News disse...

Caro Jean, esta página do Mercado Livre é uma praga. Não chega a ser um vírus, visto que é inofensiva. Curiosamente, ela só abre para alguns navegantes, às vezes até para o próprio cloaqueiro aqui.

Naofil disse...

MSM (Movimento dos Sem Mídia) representará ao MPF contra Folha de São Paulo
http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Adriano Matos disse...

Complementando a informação do colega Naofil acima, dentre os pontos que o MSM irá requerer investigação do Ministério Público a respeito dessa 'reporcagem', estão os seguintes:

1) Quem é o remetente do e-mail de onde foi extraída a 'ficha' da Dilma.

2) Qual o nome desses três 'peritos' contatados pela FSP para pronunciar-se sobre os laudos enviados pela Min. Dilma.

Ademais, desnecessário dizer, mas somente por prazer, essa reportagem, como a original, é uma autêntica canalhice, digna daquele folhetim tucano que em suas reportagens políticas insinua todo tempo, como velhas comadres.

zejustino disse...

Prezados Cloaca e Jean Scharlau,

Só para confirmar o Cloaca: a página do Mercado (arghhh!!!) Livre não abre em meu Firefox quando entro aqui neste sitio. Ainda bem, porque a pagininha é um verdadeiro bicudo no canal deferente de um cidadão normal incansável.