sexta-feira, 23 de abril de 2010

A IDADE MENDES



Por Leandro Fortes, do Brasília, eu vi
.
No fim das contas, a função primordial do ministro Gilmar Mendes à frente do Supremo Tribunal Federal foi a de produzir noticiário e manchetes para a falange conservadora que tomou conta de grande parte dos veículos de comunicação do Brasil. De forma premeditada e com muita astúcia, Mendes conseguiu fazer com que a velha mídia nacional gravitasse em torno dele, apenas com a promessa de intervir, como de fato interveio, nas ações de governo que ameaçavam a rotina, o conforto e as atividades empresariais da nossa elite colonial. Nesse aspecto, os dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, flagrado no mesmo crime que manteve o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda no cárcere por 60 dias, foram nada mais que um cartão de visitas. Mais relevante do que tudo foi a capacidade de Gilmar Mendes fixar na pauta e nos editoriais da velha mídia a tese quase infantil da existência de um Estado policialesco levado a cabo pela Polícia Federal e, com isso, justificar, dali para frente, a mais temerária das gestões da Suprema Corte do País desde sua criação, há mais cem anos.
Num prazo de pouco menos de dois anos, Mendes politizou as ações do Judiciário pelo viés da extrema direita, coisa que não se viu nem durante a ditadura militar (1964-1985), época em que a Justiça andava de joelhos, mas dela não se exigia protagonismo algum. Assim, alinhou-se o ministro tanto aos interesses dos latifundiários, aos quais defende sem pudor algum, como aos dos torturadores do regime dos generais, ao se posicionar publicamente contra a revisão da Lei da Anistia, de cuja à apreciação no STF ele se esquivou, herança deixada a céu aberto para o novo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso. Para Mendes, tal revisão poderá levar o País a uma convulsão social. É uma tese tão sólida como o conto da escuta telefônica, fábula jornalística que teve o presidente do STF como personagem principal a dialogar canduras com o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
A farsa do grampo, publicada pela revista Veja e repercutida, em série, por veículos co-irmãos, serviu para derrubar o delegado Paulo Lacerda do comando da PF, com o auxílio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se valeu de uma mentira para tal. E essa, não se enganem, foi a verdadeira missão a ser cumprida. Na aposentadoria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá tempo para refletir e registrar essa história amarga em suas memórias: o dia em que, chamado “às falas” por Gilmar Mendes, não só se submeteu como aceitou mandar para o degredo, em Portugal, o melhor e mais importante diretor geral que a Polícia Federal brasileira já teve. O fez para fugir de um enfrentamento necessário e, por isso mesmo, aceitou ser derrotado. Aliás, creio, a única verdadeira derrota do governo Lula foi exatamente a de abrir mão da política de combate permanente à corrupção desencadeada por Lacerda na PF para satisfazer os interesses de grupos vinculados às vontades de Gilmar Mendes.
O presidente do STF deu centenas de entrevistas sobre os mais diversos assuntos, sobretudo aqueles sobre os quais não poderia, como juiz, jamais se pronunciar fora dos autos. Essa é, inclusive, a mais grave distorção do sistema de escolha dos nomes ao STF, a de colocar não-juízes, como Mendes, na Suprema Corte, para julgar as grandes questões constitucionais da nação. Alheio ao cargo que ocupava (ou ciente até demais), o ministro versou sobre tudo e sobre todos. Deu força e fé pública a teses as mais conservadoras. Foi um arauto dos fazendeiros, dos banqueiros, da guarda pretoriana da ditadura militar e da velha mídia. Em troca, colheu farto material favorável a ele no noticiário, um relicário de elogios e textos laudatórios sobre sua luta contra o Estado policial, os juízes de primeira instância, o Ministério Público e os movimentos sociais, entre outros moinhos de vento vendidos nos jornais como inimigos da democracia.
Na imprensa nacional, apenas CartaCapital, por meio de duas reportagens (“O empresário Gilmar” e “Nos rincões de Mendes”), teve coragem de se contrapor ao culto à personalidade de Mendes instalado nas redações brasileiras como regra de jornalismo. Por essa razão, somos, eu e a revista, processados pelo ministro. Acusa-nos, o magistrado, de má fé ao divulgar os dados contábeis do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma academia de cursinhos jurídicos da qual Mendes é sócio. Trata-se de instituição construída com dinheiro do Banco do Brasil, sobre terreno público praticamente doado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz e mantido às custas de contratos milionários fechados, sem licitação, com órgãos da União.
Assim, a figura de Gilmar Mendes, além de tudo, está inserida eternamente em um dos piores momentos do jornalismo brasileiro. E não apenas por ter sido o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão, mas, antes de tudo, por ter dado enorme visibilidade a maus jornalistas e, pior ainda, fazer deles, em algum momento, um exemplo servil de comportamento a ser seguido como condição primordial de crescimento na carreira. Foi dessa simbiose fatal que nasceu não apenas a farsa do grampo, mas toda a estrutura de comunicação e de relação com a imprensa do STF, no sombrio período da Idade Mendes.
Emblemática sobre essa relação foi uma nota do informe digital “Jornalistas & Companhia”, de abril de 2009, sobre o aniversário do publicitário Renato Parente, assessor de imprensa de Gilmar Mendes no STF (os grifos são originais):

“A festa de aniversário de 45 anos de Renato Parente, chefe do Serviço de Imprensa do STF (e que teve um papel importante na construção da TV Justiça, apontada como paradigma na área da tevê pública), realizada na tarde do último domingo (19/4), em Brasília, mostrou a importância que o Judiciário tem hoje no cenário nacional. Estiveram presentes, entre outros, a diretora da Globo, Sílvia Faria, a colunista Mônica Bergamo, e o próprio presidente do STF, Gilmar Mendes, entre outros.”

Olha, quando festa de aniversário de assessor de imprensa serve para mostrar a importância do Poder Judiciário, é sinal de que há algo muito errado com a instituição. Essa relação de Renato Parente com celebridades da mídia é, em todos os sentidos, o pior sintoma da doença incestuosa que obriga jornalistas de boa e má reputação a se misturarem, em Brasília, em cerimônias de beija-mão de caráter duvidoso. Foi, como se sabe, um convescote de sintonia editorial. Renato Parente é o chefe da assessoria que, em março de 2009, em nome de Gilmar Mendes, chamou o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), às falas, para que um debate da TV Câmara fosse retirado do ar e da internet. Motivo: eu critiquei o posicionamento do presidente do STF sobre a Operação Satiagraha e fiz justiça ao trabalho do delegado federal Protógenes Queiroz, além de citar a coragem do juiz Fausto De Sanctis ao mandar prender, por duas vezes, o banqueiro Daniel Dantas.
Certamente em consonância com o “paradigma na área de tevê pública” da TV Justiça tocada por Renato Parente, a censura na Câmara foi feita com a conivência de um jornalista, Beto Seabra, diretor da TV Câmara, que ainda foi mais além: anunciou que as pautas do programa “Comitê de Imprensa”, a partir dali, seriam monitoradas. Um vexame total. Denunciei em carta aberta aos jornalistas e em todas as instâncias corporativas (sindicatos, Fenaj e ABI) o ato de censura e, com a ajuda de diversos blogs, consegui expor aquela infâmia, até que, cobrada publicamente, a TV Câmara foi obrigada a capitular e recolocar o programa no ar, ao menos na internet. Foi uma das grandes vitórias da blogosfera, até então, haja vista nem um único jornal, rádio ou emissora de tevê, mesmo diante de um gravíssimo caso de censura e restrição de liberdade de expressão e imprensa, ter tido coragem de tratar do assunto. No particular, no entanto, recebi centenas de e-mails e telefonemas de solidariedade de jornalistas de todo o país.
Não deixa de ser irônico que, às vésperas de deixar a presidência do STF, Gilmar Mendes tenha sido obrigado, na certa, inadvertidamente, a se submeter ao constrangimento de ver sua gestão resumida ao caso Daniel Dantas, durante entrevista no youtube. Como foi administrada pelo Google, e não pelo paradigma da TV Justiça, a sabatina acabou por destruir o resto de estratégia ainda imaginada por Mendes para tentar passar à história como o salvador da pátria ameaçada pelo Estado policial da PF. Ninguém sequer tocou nesse assunto, diga-se de passagem. As pessoas só queriam saber dos HCs a Daniel Dantas, do descrédito do Judiciário e da atuação dele e da família na política de Diamantino, terra natal dos Mendes, em Mato Grosso. Como último recurso, a assessoria do ministro ainda tentou tirar o vídeo de circulação, ao menos no site do STF, dento do sofisticado e democrático paradigma de tevê pública bolado por Renato Parente.
Como derradeiro esforço, nos últimos dias de reinado, Mendes dedicou-se a dar entrevistas para tentar, ainda como estratégia, vincular o próprio nome aos bons resultados obtidos por ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora o mérito sequer tenha sido dele, mas de um juiz de carreira, Gilson Dipp. Ministro do Superior Tribunal de Justiça e corregedor do órgão, Dipp foi nomeado para o cargo pelo presidente Lula, longe da vontade de Gilmar Mendes. Graças ao ministro do STJ, foi feita a maior e mais importante devassa nos tribunais de Justiça do Brasil, até então antros estaduais intocáveis comandados, em muitos casos, por verdadeiras quadrilhas de toga.
É de Gilson Dipp, portanto, e não de Gilmar Mendes, o verdadeiro registro moralizador do Judiciário desse período, a Idade Mendes, de resto, de triste memória nacional.
Mas que, felizmente, se encerra hoje.

24 comentários:

Anônimo disse...

A abril tá pegando pesado.

A Secretaria de Propaganda para a Juventude Fascista se chama MTV.

http://fanfraria.wordpress.com/2010/04/22/a-mtv-e-os-pequenos-fascismos/

Anônimo disse...

Belo texto, Seu Cloaca!
Aliás, já viram que a imprensa no Brasil bate a torto e a direito no executivo, bate a torto e a direito no legislativo e fica toda cagada na hora de bater no judiciário (que é o único poder que não é eleito democraticamente???)

Mafuá do HPA disse...

caro Cloaquiano
Muito bom. Finalmente chegamos ao fim da era desse representante do lado retrógrado do Brasil, Gilmar Mendes. O próximo passo é arrumar uma aposentadoria. E se assim o fizermosw estaremos arrumando para a cabeça dos habitantes da pequena cidade matogrossense onde ainda se acha coronel, pois volytará para lá de chapelão e chicote na mão. O homem é tudo de ruim, a cara do lado nefasto deste país.
Já vai mais do que tarde.
Henrique Perazzi de Aquino - Bauru SP
(www.mafuadohpa.blogspot.com)

Djalma disse...

Prezado Fortes,

primoroso, estupendo, instigante, esclarecedor e tudp mais que possa dignificar esse seu artigo, que nos traz um resumo consistente do que foi a era negra de Gilmar Mendes à frente do STF. Uma história de horror sem precedentes em termos de justiça a nível internacional.
Graças a Deus teminou essa página horrorosa na país.

marcos - rs disse...

Vade retro Satanás, digo, Gilmar !

Anônimo disse...

Não há bem que sempre dure, não há mal que nunca acabe.

E o tempo é o senhor da razão.

Agora, aguardemos que ele chegue logo aos 70 anos.

Gilmar, cria do FHC.

Anônimo disse...

Cloaca, belo "Resumo da Ópera" do pior período da nossa Côrte Suprema, feito pelo grande jornalista Leandro Fortes. Gilmar Mendes é mais um que irá para o esgoto da história tupiniquim do Judiciário. Também, o que se poderia esperar de uma criatura que tem o DNA de seu criador FHC?!

Yacov disse...

Mandou muito bem seu cloaca. Que baita texto, teu!!! Esta mer... se foi!!! Se DEUS QUISER, será a última herança maldita do FDP, digo, THC, não, FHC.

"O BRASIL não passa na GLOBO - O BRASIL pode muito mais sem os PSDBobos"

toninho disse...

Que texto do Fortes. Que maravilha e coragem! É isso aí Sr. Cloaca

Cloaca News disse...

Caro Yacov: o texto é do Leandro Fortes.

ALEX disse...

CIRO, O PATRÍCIO MORAL DA POLÍTICA
do Blog Oleo do Diabo
Estou lendo um livro do Shakespeare que, acho eu, pouca gente conhece. É uma peça política intitulada Coriolano, contando as vicissitudes de um aristocrata da Roma Antiga, um "patrício" que odiava profundamente a plebe, ainda mais porque a plebe havia obtido grandes vitórias políticas e constitucionais, como o direito de destituir os cônsules e de eleger seus próprios tribunos, que gozavam de enormes e importantes prerrogativas.

Coriolano - é o nome desse personagem - era, por outro lado, um guerreiro de extraordinário valor. Sua coragem e destreza nas difíceis guerras que Roma enfrentava a todo momento, e que fizeram a cidade viver sob o fio da navalha por séculos, sempre à beira de ser destruída por tantos inimigos, era reconhecida por todos

Ao final da guerra, Coriolano, no auge de seu prestígio, é indicado para cônsul, função máxima na Roma republicana. Para ser confirmado no cargo, no entanto, ele deveria cumprir uma tradição: pedir humildemente os votos e o apoio da plebe. Isso é uma humilhação terrível para Coriolano. Instado por amigos e familiares, ele cede e pede os votos, mas o faz com tanta má vontade que, apesar de conseguir os votos, a plebe logo depois muda de idéia e decide retirar seu apoio. Coriolano então deve voltar à praça e se humilhar perante o povo. Deve pedir desculpas e suportar ofensas e admoestações que os tribunos populares lhe fizerem. Depois de ouvir um longo sermão de sua mãe, que insiste na importância de engolir seu orgulho e fazer o que deve ser feito, Coriolano vai ao encontro da plebe.

Ciro Gomes é nosso Coriolano. É um homem corajoso, de valor inegável, com disposição para a luta, mas possuidor de um orgulho que beira a soberba. Sua verve ácida contra a política de alianças do governo Lula me lembrou muito as condenações de Coriolano à plebe sem caráter. Ciro Gomes é um aristocrata moral. Um patrício. Não tem estômago forte o suficiente para sentar-se à mesa com a plebe política que constitui o esteio do poder em Brasília. Mas é preciso. O gênio de Shakespeare deixa isso bem claro. Este é o preço da democracia, esse é o custo da liberdade. Um político com ambições de estadista não pode ser um intolerante moral. Em primeiro lugar, essa intolerância embute preconceito social e muita hipocrisia. Ciro Gomes não se insurge contra a corrupção ao redor de seu amigo, o tucano Tasso Jereissati. O "roçado de escândalos" a que Ciro se refere estará sempre na horta dos outros, nunca na sua.

Ciro Gomes cometeu graves erros políticos. Ele deveria, para começar, ter se lançado ao governo de São Paulo. O PT paulista havia se rendido. Um leque amplo de partidos estava disposto a se unir com muito entusiasmo em torno de sua candidatura. A UNE, que é sediada em São Paulo, preparava-se para se engajar encarniçadamente na campanha de Ciro para governador. Era um cálculo político perfeito. Um combate acirrado no ninho tucano obrigaria mídia e PSDB a gastarem suas energias ali mesmo, enfraquecendo-os na disputa nacional.

O deputado, todavia, pareceu se deslumbrar com as luzes que se acendiam sobre seu rosto sempre que fazia críticas ao PT. O astuto Ciro Gomes teve seus dias de inocente útil. A mídia usou-o e agora tenta apresentá-lo como carta fora do baralho.

Eu não entendo tanto de política para saber se é possível ainda lançá-lo ao governo de São Paulo. Acredito que Ciro perdeu o "time". Mas ele é ainda uma peça importantíssima no tabuleiro eleitoral. Os quase 10% de votos que ele tem representam aproximadamente 13 milhões de eleitores, e o fato de uma parte destes eleitores estarem migrando para José Serra quando Ciro não consta na pesquisa, revela quão importante será que o deputado, desde já, se posicione com mais transparência e objetividade em relação à Dilma ou Serra.

(CONTINUA..)

http://oleododiabo.blogspot.com/2010/04/ciro-o-patricio-moral-da-politica.html

Anônimo disse...

Cloaca, para variar (estava demorando), sabotaram a página do RS Urgente de novo. Como já ocorrera anteriormente, com o antigo blog, está aparecendo uma página fantasma, quando se tenta acessar o
http://rsurgente.opsblog.org/ .

Luís C. P. Prudente disse...

O juiz-empresário Gilmar Mendes, sócio de Daniel Dantas, ainda não foi defenestrado do STF, quando for será uma festa para a justiça no Brasil.

Esse juiz-empresário desonesto eticamente deixa a presidência do STF e vai para a insignificância de sua pequenez moral.

Esse sujeito já vai tarde.

Roberto disse...

Cloaqueiros: o que houve com o blog do Weissheimer, RSURGENTE ?
Foi "tirado" do ar ?

Makhul disse...

....vai viver na Caverna do Ostracismo, Fundos, junto com seu criador.

reginaldo gadelha disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Hostilio Caio Pereira da Costa disse...

O PSB é que navega na maionese!!!
Desde que o saudoso Miguel Arais faleceu que o PSB virou um partido sem identidade. Como pode a Executiva Nacional do partido acatar as baboseiras ditas pelo emplumado disfarçado Ciro Gomes? Quem não sabe de sua ligação com o tucano Tasso Jereissati? Na verdade, Ciro Gomes estava nessa disputa a serviço do PSDB. Quanto viu sua estratégia esvair pelas mãos passou a atacar o presidente Lula e a candidata petista Dilma.

Aqui no Maranhão, a coisa não é diferente, o PSB está nas mãos da família Tavares, que declaram publicamente ser Serra desde pequeninhos. O certo é que torcem por Serra, pois acham que ele acabaria com a família Sarney. Contudo, se fazem de inocentes quando o assunto é a aliança do pupilo reinadista, o “comunista burguês” Flávio Dino, com o PT emplumado de Dobingos Dutra. Aí passam a defender a candidatura Dilma. Todavia, não deixam de articular o palanque tucano no Maranhão.

Eduardo Campos, neto de Miguel Arais e atual presidente do PSB, na verdade, não sabe conduzir o partido, por isso aceita todo tipo de politiqueiro na legenda socialista. Eduardo Campos não soube conduzir essa falácia de Ciro Gomes em querer ser candidato à Presidência da República, sem nenhuma estrutura política. Ciro apenas serviria de laranja dos tucanos.

O PSB deve abrir os olhos para a legenda aqui no Maranhão, que apoiar (por baixo dos panos) a candidatura tucana.

VERA disse...

Parabéns, LEANDRO FORTES, pela coragem! Sabemos o quanto é arriscado enfrentar os CORONÉIS de um país onde a corda sempre arrebenta no lado mais fraco, mas você ousou! O que nos dá certo alento é saber que o destino final desses crápulas será a lata do lixo da História, onde estão personagens nefastos, como Hittler.

Anônimo disse...

É OU NÃO É UM BABACA?

GUERRA: DECLARAÇÕES DE CIRO FAVORECEM SERRA

O presidente nacional do PSDB, senador *Sérgio Guerra (PE), avaliou nesta sexta-feira (23) que as declarações do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) favorecem a candidatura do pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra. O senador disse que o peessebista, ao elogiar Serra, dá musculatura à candidatura do presidenciável.
(...)
*’o conde francês' – adendo nosso!
FONTE: www.bahianoticias.com.br

CONFIRMEMOS ‘O CONDE FRANCÊS’!

“José Serra é capaz de passar por cima da mãe dele, para se eleger presidente!”
“José Serra é feio de corpo e de alma!”

República Destes Bananas Imorais, Salafrários, Oportunistas, Fisiológicos, Mercenários, estelionatários e falsários de toda sorte!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

leo disse...

Vi a imagem desolada do Gilmar Mendes, parecia de uma criança que lhe tiraram o doce.
A expressão era de uma pessoa que havia sido rebaixada de cargo.
Isso é o que dá quando uma pessoa se acha superior aos outros.
Agora, terá que se recolher a sua insignificância, de onde nunca deveria ter saido.
O STF esta virando uma de suas páginas mais negras da sua história, tempos de soberba e terror.
Já vai tarde.

Teresinha Carpes disse...

Nunca gostei muito do PSB,e muito menos do Ciro,as únicas pessôas do PSB,que eu gosto ou gostei,foi o meu paí,que junto com mais de 50 pessôas fundaram o PSB aqui no Rio Grande do Sul!Eram poetas,escritores,médicos,dentistas,Técnicos como o meu pai(Auditor concursado)e o governador Arraes e o querido neto dele,que é governador de Pernambuco(também esqueci o nome)

Vldirio Guerra disse...

SERRA “O HOMEM DO CONTRA”

O candidato a presidente José Serra (PSDB-DEM-PPS) MENTE com freqüência
Serra diz que: Criou os genéricos. MENTE, os genéricos foram criados pelo saudoso senador Jamil Haddad (PSB-RJ)

Serra diz que: criou o seguro-desemprego. MENTE, o seguro desemprego já existia quando Serra foi Constituinte (1987-1988) ele fez alterações na lei.

A Oposição vive falando que é a favor de um monte de coisas, na verdade eles são contra, mentem na cara dura. Não seja enganado, Serra e os Tucanos são:

CONTRA o pré sal e a presença do Estado na economia e vida nacional;
CONTRA políticas industriais e os estímulos fornecidos pelo Estado;
CONTRA o aumento de capital e a atuação do BNDES e do Banco do Brasil, verdadeiras instituições nacionais;
CONTRA o PAC o maior programa social do Brasil;
CONTRA Minha Casa Minha Vida, maior programa de moradias voltado para os pobres;
CONTRA todas as medidas do governo para fortalecer a economia nacional e o papel do Estado, é só conferir;
CONTRA a CPMF, que tirou de uma só tacada R$ 40 bi do Orçamento-Saúde, um duro, se não o maior golpe dado na saúde pública, e sem contar que mais de 95% da população estavam isentos, não precisavam pagar aquele imposto do cheque;
CONTRA a Petrobras e o BB, pois já tentou privatiza-los, sem êxito;
CONTRA a Educação justa e para todos, pois persegue os professores e os massacram com a sua policia;
CONTRA a construção da usina de Belo Monte, para que o Lula tenha um apagão energético, igual ao do FHC;
CONTRA o controle da inflação, torce para que ela volte, para derrubar a popularidade do Lula;
CONTRA os nordestinos, por que eles ajudaram a construir São Paulo;
CONTRA a devolução do terreno que pertence ao estado, doado por ele, a Rede Globo;
CONTRA a sua própria policia, pois paga um dos piores salários do país;
CONTRA em acabar com os altos preços dos pedágios em São Paulo que são os mais caros do mundo;
CONTRA quem faz “trololó”
CONTRA a poupança, seus aliados (DEM e PPS) fizeram campanha contra, com a sua anuência, hoje a mesma poupança esta batendo recorde em arrecadação;
CONTRA a devolução do montante de dinheiro roubado do bolso do contribuinte, na venda das privatizações do FHC;
CONTRA o FHC aparecer no palanque, no decorrer da sua campanha a presidente;
CONTRA acordar antes das dez horas da manha;
CONTRA trocar o “vale coxinha” dos professores para no mínimo o “vale Bauru”;
CONTRA falar a verdade ao povo brasileiro, no famoso “Vale tudo” para ganhar as eleições, principalmente das obras do PC em SP, segundo ele, o Governo Federal não contribuiu em NADA.
CONTRA renovação de algumas corporações da policia de São Paulo, corrupta, assassina, torturadora e responsável por operações nazistas em praças publicas;
CONTRA o crescimento do Brasil, quanto pior melhor, o que vale para ele é ganhar as eleições para presidente, o resto que se dane;
CONTRA a pesquisa da Sensus só porque indicou Dilma próxima dele;
CONTRA os Mineiros, pois deu a maior rasteira no seu colega de partido, Aécio Neves.
CONTRA os trabalhadores na Constituinte, votou contra redução da jornada de trabalho para 40 horas, estabilidade de emprego, direito de greve, garantia do salário mínimo real, aviso prévio proporcional, garantia de 30 dias de aviso prévio, etc. (fonte: DIAP –Pag. 620);
NOSSA, O HOMEM SÒ É DO CONTRA e da para VOTAR numa pessoa dessa?
Falando sério, SERRÁ que depois de tudo isso ele é pelo menos a FAVOR dele mesmo?
Eu duvido e você?

Liz disse...

Por falar em censura (no caso, prévia a qualquer manifestação), não é possível adicionar comentários à entrevista do GM que está no youtube.

Luís C. P. Prudente disse...

Gilmar Mendes para sempre sem moral de ser um magistrado.

Ele não admite que se questione as suas atitudes, ele é um fascista mesmo, por isto pediu para censurar a sua entrevista ao youtube.

Gilmar Mendes, sócio de Daniel Dantas, a quem o defendeu descaradamente como presidente do STF.

Gilmar Mendes, eleitor de José Serra. Por aí se vê como é a honestidade desse cara.