domingo, 19 de abril de 2009

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE FRANKLIN MARTINS

Enquanto os golpistinhas de plantão queimam a mufa atrás de factóides, este Cloaca News traz até você o imperdível depoimento que o capixaba Franklin de Souza Martins deu ao Projeto Memória do Movimento Estudantil sobre sua participação na luta contra a ditadura. A entrevista é longa, mas você nem vai perceber que meia hora passou voando. Clique aqui para ler.
Depois, se tiver curiosidade e paciência, clique aqui e leia o que disse José Serra ao mesmo projeto.
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Atualizado às 13:30h - O Google Docs, onde abrigamos o texto integral do depoimento, está com problemas. Para ler a entrevista de Franklin Martins, abra o arquivo PDF que você encontrará clicando aqui.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

TORTURADOR

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra
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Antes que a Folha de S.Paulo resolva reescrever a História à sua maneira, convém relembrar que, entre setembro de 1970 e janeiro de 1974, Ustra comandou o DOI-CODI de São Paulo, central de torturas precedida pela OBAN - Operação Bandeirante, que utilizava em sua logística veículos gentilmente cedidos pela famiglia Frias. Para rememorar o episódio da condenação judicial do facínora, ocorrida há poucos meses, clique aqui.

QUEM VENCEU O DEBATE

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Evento realizado em Porto Alegre na noite de ontem, por iniciativa do blog Jornalismo B, reuniu cerca de 60 pessoas na livraria-café Letras & Cia. O mote “Bloguismo e jornalismo: um novo caminho ou mais do mesmo?” foi explanado por Marco Aurélio Weissheimer (do RS Urgente), Adriano Santos (da equipe do Cel3uma) e Roger Lerina (Segundo Caderno de Zero Hora).
Você poderá ler a narração "ao vivo" do certame clicando aqui. E poderá ver algumas imagens da reunião aqui. Não houve derramamento de sangue. Pelo contrário, a discussão desenvolveu-se em elevado clima de civilidade, sem altercações. Primeiro a chegar e um dos últimos a sair, este cloaqueiro manteve a incógnita acerca de sua identidade civil e teve o privilégio de testemunhar o início de uma bem-vinda aglutinação da blogosfera independente em defesa da qualidade da informação. A verdadeira campeã da noite, pois, foi a cidadania.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A DIFERENÇA ENTRE ZERO HORA E UMA LATA DE TITICA

Não faz muito tempo, um filme publicitário do tablóide Zero Hora que anunciava a edição do dia seguinte terminava com o logotipo do jornalzinho cercado por uma pequena nuvem de insetos. Eram moscas. Hoje, o comercial é outro. Tiraram as varejeiras de cena. Mas, a gazetinha da RBS não mudou nada. Tomemos como exemplo a edição deste dia 16 de abril. Na página 8, de "Política", encontramos escondida uma sensacional "reportagem" sobre o milionário escândalo trazido à tona pela Polícia Federal, e que insiste em bater à porta da governadora tucana Yeda Crusius. Poderíamos escrever "clique aqui" e remeter você que nos lê diretamente à cena do crime. Ocorre que o texto da "matéria" é tão esclarecedor e tão rico que resolvemos copiá-lo na íntegra.
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GOVERNO DO ESTADO
Silêncio sobre Solidária
O Palácio Piratini evitou se manifestar ontem sobre o indiciamento da empresária Neide Bernardes em quatro inquéritos da Operação Solidária e a convicção de agentes federais de que ela e outros investigados teriam Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora Yeda Crusius, como “elemento de ligação” com o governo.
Zero Hora deixou recados na caixa postal do assessor de imprensa do Piratini, Joabel Pereira, mas não obteve retorno. Também pediu contato com o secretário da Transparência, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, mas não houve resposta. Durante todo o dia o telefone de Walna foi atendido por uma funcionária do Piratini, que sustentou que ela estava em reunião.
O líder da bancada do PSDB na Assembleia, Adilson Troca, disse que o Piratini não deve se envolver no caso:
– Não temos conhecimento de que Walna esteja sendo investigada. Essa senhora chamada Neide é a investigada, e foi pego um contato dela com Walna. Walna faz parte do governo e cabe a ela buscar essas informações. O governo não deve se envolver nisso.
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Viu só, que maravilha o poder de síntese dos editores? E o que dizer do último parágrafo, com a fala do deputado tucano? Você entendeu? Então, vamos explicar: Walna Vilarins Meneses é o braço direito de Yeda Crusius, e é apontada pela Polícia Federal como elo do governo com a corrupção. Nas palavras do Sr. Troca, "Walna faz parte do governo", mas "o governo não deve se envolver nisso". E acabou a reportagem. Sem assinatura. Sequer um pedido de desculpas pelo mau cheiro exalado. Ah, sim, a diferença entre o tablóide da RBS e uma lata cheia de troçulhos? Está na cara. É a lata.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O JORNALISMO-BOQUETE DO CARCAMANO

Não contente com a missão que lhe foi confiada - de avacalhar o Governo Lula -, o biógrafo oficial da ditadura e ex-assistente do lendário fofoqueiro Ibrahim Sued deu agora para outras práticas despundonorosas. Os jornalões que o acoitam estão aí, para quem quiser ver.

CIDADE GAÚCHA PROMOVE FESTIVAL DA MENTIRA (não, não é o Encontro dos Jornalões)

Na próxima sexta-feira, 17, terá início o Festival da Mentira, em Nova Bréscia, pequeno município do interior gaúcho, a 160 km de Porto Alegre. O evento, em sua 15ª edição, promete "um carro zero" para o mais convincente contador de lorota e "uma moto" para o vice. Representantes da mídia corporativa lamentaram que alguns de seus principais colaboradores tivessem suas incrições recusadas. A alegação dos organizadores do certame para a negativa foi a de que "seria uma covardia", e que não teria graça, afinal, trata-se de uma competição apenas para amadores. Para certificar-se de que Nova Bréscia existe,sim, clique aqui. E, se quiser concorrer ao carango, ligue para este número: 0_ _51- 3757-1122.

terça-feira, 14 de abril de 2009

BEM FEITO!!!

Leia aqui.

TUCANO VALENTÃO DO AMAZONAS É O SENADOR MAIS INÚTIL DA REPÚBLICA

A organização não-governamental Transparência Brasil divulgou, nesta segunda-feira, um interessante estudo sobre a produção legislativa do Senado Federal desde 2003. Entre outras coisas, o trabalho revela que 38% do que se produziu naquele sodalício nesse período - quase 22 mil propostas - dizia respeito a matérias de "baixo impacto", ou seja, proposituras irrelevantes e sem qualquer conexão com a vida real dos brasileiros - por exemplo: homenagens a pessoas e instituições, batismos de logradouros, pedidos de convocação de sessões solenes, datas comemorativas etc. O resultado do estudo mostra que o campeão nacional absoluto e disparado de baboseiras é o intrépido senador amazonense Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto, do PSDB. Entre moções de bater palmas e de assoar o nariz, Virgílio - também conhecido pelas cunhãs de algumas ribeiras nortistas como O Boto - emplacou nada menos que 867 "proposições".
. Para ler na íntegra, e sem intermediários, o relatório da Transparência Brasil, clique aqui. Para conhecer a vasta produção legislativa do parlamentar telecatch, clique aqui.
. Em tempo: temos dúvidas se o relatório inclui entre os feitos do tucano o voto que ele deu na CPMI da Pedofilia, em 2004, livrando a cara de seu amigo Omar Aziz (PFL),então vice-governador do Amazonas, investigado por suposto envolvimento com redes de exploração sexual infanto-juvenil.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A MANCHETE DO ANO

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A reporcagem* da Folha de S.Paulo pretendia demonstrar o caráter persecutório da Polícia Federal contra os impolutos e angelicais partidos da oposição ao Governo Lula. O título encontrado para encimar a tese é o que podemos chamar, verdadeiramente, de "fogo amigo". Clique aqui e veja se o beatíssimo deputado Rodrigo Maia terá razão em pedir direito de resposta.
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* Reporcagem - Brilhante neologismo criado pelo Antônio Mello, titular do antenado Blog do Mello.

TABLÓIDE GAÚCHO: FHC DEFENDE LULA EM NOVA IORQUE

Notícia estapafúrdia publicada em jornalzinho da RBS dá indícios de que estão botando alguma substância estranha no café da Redação
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A edição digital do papelucho Zero Hora estampou uma curiosa notícia neste domingo pascoal. Sob o título "Serra critica Lula nos EUA", o subtítulo arrematava: "Socialistas temem que José Serra vença disputa em primeiro turno". Vê-se, de saída, que a preocupação com o nexo não faz parte da rotina daquela gazeta. É o típico caso em que o apêndice caudal não apresenta qualquer relação com as bombachas. Mas, em se tratando de Zero Hora, vale tudo - inclusive um grotesco erro de Português logo na primeira palavra do texto. A nota refere-se a uma "palestra" proferida pelo tucano José Serra em um "evento de tributo à ex-primeira- dama Ruth Cardoso", ocorrido em Nova Iorque, a uma "plateia de americanos". Tudo a ver, não é mesmo? E, a julgar pela narrativa do tablóide, Serra foi tão "veemente" em sua peroração que o viúvo de Dona Ruth viu-se na obrigação de intervir em defesa do Presidente Lula. Clique aqui para conferir. E, por favor, volte para dizer se nós é que andamos bebendo demais.
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Na foto: o imortal Sérgio Marcos Rangel Porto, aliás, Stanislaw Ponte Preta, autor do Samba do Crioulo Doido e do FEBEAPÁ, o Festival de Besteiras que Assola o País.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

IDENTIDADE DO CLOAQUEIRO PODERÁ SER REVELADA EM DEBATE

Na próxima quinta-feira, 16 de abril, às 18:30h, acontecerá a "primeira atividade offline" do blog Jornalismo B. Trata-se do debate acerca do mote “Bloguismo e jornalismo: um novo caminho ou mais do mesmo?”.
O conclave contará com a participação de Marco Aurélio Weissheimer (RS Urgente), Adriano Santos (da equipe do Cel3uma) e Roger Lerina (Segundo Caderno de Zero Hora). Convidado para o certame, este Cloaca News já confirmou sua presença. Será na livraria-café Letras & Cia , avenida Osvaldo Aranha, 444 (próximo ao túnel), em Porto Alegre, RS. O blog Jornalismo B é editado por Alexandre Haubrich, Cris Rodrigues e Ale Lucchese, estudantes de Jornalismo da UFRGS.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O QUE NINGUÉM HAVIA REPARADO EM YEDA CRUSIUS

A edição digital do tablóide Zero Hora apresentou, nesta terça-feira, uma curiosa "notícia" sobre a "reaproximação" da governadora tucana do RS com o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Sob o título Yeda tenta reaproximação com Fogaça: "Temos um bem-querer danado", a nota tinha como pano de fundo o encontro ocorrido na abertura de uma reunião da governadora com prefeitos, em um hotel da capital gaúcha. Segundo o relato, a certa altura Yeda abespinhou-se com um repórter que perguntou se aquele encontro com prefeitos não era semelhante ao do presidente Lula, contestado pelo PSDB, partido da governadora. "Não tenho barba nem me chamo Dilma. Você está fazendo intriga" – asseverou a tucana.
. Ah, bom!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A SEGUNDA CARTA DE ESPINOSA (QUE A FOLHA TAMBÉM NÃO PUBLICOU)

Em respeito à inteligência dos leitores, e para amenizar os danos à imagem e à honra da ministra Dilma Roussef, aceitei a proposta do editor do Painel do Leitor para escrever uma nova carta, num espaço exíguo e em pouco mais de uma hora, mas sob o compromisso de publicação na íntegra.Segundo seu editor, o Painel só publica cartas inéditas e a que enviei, ainda no domingo, mas não publicada na edição de ontem, como seria de esperar de um jornal sério, já repercutiu reproduzida em outros veículos de imprensa, cuja leitura recomendo, para sua boa informação. Para os leitores que tiverem interesse, dou três endereços como exemplo: www.paulohenriqueamorim.com.br/, HTTP://colunistas.br/luisnassif; e http://www.zedirceu.com.br/.
Sob o título geral “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Netto”, a Folha utilizou-se de uma entrevista por telefone a uma jovem repórter. Lamento que o maior jornal brasileiro use a fonoportagem, o lamentável e preguiçoso vício da “investigação” por telefone. Segundo os editores, o seqüestro de Delfim Netto em 1969 “chegou a ter data e local definidos”. A que hora e em que local, então, ocorreria? A Folha não informa. O mais grave: acusa a Ministra pela ação, lançando uma sórdida anticampanha contra sua virtual candidatura a Presidente. É possível que Dilma, pelas suas tarefas na organização, sequer tenha sido informada sobre o levantamento realizado. Entretanto, a edição oportunista transformou um não-fato do passado (o seqüestro que não houve) num factóide do presente (o início de uma sórdida campanha), que vai desacreditar ainda mais o jornal da ditabranda.
Esclareço que Dilma pertencia, sim, à VAR-Palmares, e era uma militante séria, corajosa e humana, mas que era uma militante somente com ação política, ou seja, sem envolvimento em empreendimentos armados. E digo isto com a autoridade de quem era o responsável pelo setor militar da organização, assumindo a responsabilidade política e moral pelas iniciativas da VAR-Palmares. Por isso, desafio a Folha a esclarecer todos os pontos nebulosos da matéria do domingo e a publicar a íntegra da entrevista, de mais de três horas, para que os leitores a comparem com a imundície publicada, que constitui um dos momentos mais tristes da liberdade de imprensa e uma vergonha para a imprensa brasileira.
Antonio Roberto Espinosa
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...E O E-MAIL DE ESPINOSA AO EDITOR DA FOLHA, LUIS A. DEL TEDESCO
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Data: Tue, 7 Apr 2009 09:54:59 -0300
Assunto: Re:ENC: Re:RES: Re:RES: Dilma planejou sequestro de Delfim
. Caro senhor Tedesco,
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A cada momento fica mais claro que a Folha não tem compromisso com a verdade, mas se guia pela intenção de fabricar a verdade. A sua verdade, ou seja, a versão da ditadura (ou ditabranda, como ela gosta de intitular o regime de terror que apoiou). Age sem respeito aos leitores e fontes, inventando, maculando, praticando arbitrariedades. Publica somente as cartas que lhe convêm. E, quando não as tem, inventa! Não checa a origem das correspondências recebidas e não respeita compromissos de honra. Ou seja, não tem palavra e carece de seriedade.
Em relação ao “caso Dilma”, na segunda-feira, 6, não publicou a minha carta, ou seja, a versão da única fonte da matéria de capa da véspera, sob a desculpa esfarrapada de que teria chegado após o fechamento, como se as razões burocráticas fossem superiores à importância e verdade dos fatos. Mas publicou uma carta apócrifa, de uma pessoa que dizia que não deixaria seu filho casar-se com uma ex-guerrilheira. E confessa isso covardemente, escondidinho, na seção erramos de hoje (6/4), onde está dito que a carta assinada por um tal de Raul Guilherme do Norte Lourenço, na verdade, foi escrita e remetida por um tal de Luis Felipe de Araújo Sousa.Então a criteriosa e burocrática Folha não checa as cartas que recebe e publica qualquer coisa que confirme sua linha editorial? E quem garante que esse Luis F. A. Sousa existe? Não será mais uma invenção da redação?
Eu já lhes enviei duas cartas. A segunda, de ontem, me foi solicitada pelo senhor às 17h13. Se tinha tanta urgência de fechar a seção, por que não entrou em contato antes? Apesar disso, enviei a carta na hora que combinamos. O senhor se recorda que me ligou cinco vezes? Recorda que lhe informei que o texto estava com 2.300 caracteres e o senhor me disse que não havia problema? Recorda que é o seu computador que não abre arquivos em doc.x e, por isso, me pediu para enviar novamente. Por esse motivo o texto chegou cinco minutos depois.Ora, sejamos francos ao menos uma vez: a Folha decidiu não publicar a carta não pelos motivos burocráticos alegados, mas pelo seu conteúdo. Não publicou porque quer ter o monopólio da verdade e manipular seus leitores, sem ética e sem princípios.É irônico e ofensivo que o senhor me peça hoje uma terceira carta. Não sou empregado da Folha e não tenho salário dela para trabalhar diariamente em cartas que não serão publicadas. No passado seu jornal divulgava propaganda dizendo que teria o rabo preso com o leitor. Com o leitor, está provado, não tem, mas que tem rabo lá isso tem. E é bem longo, a ponto de chegar aos porões sombrios da década de 70.Já lhe enviei duas cartas. Não escreverei uma terceira. Ponha as desculpas burocráticas de lado, pelo menos uma vez na vida, e escolha uma delas. Ou publique as duas, o que seria muito mais honesto. Além disso, fale com seus chefetes e peça a eles que aceitem o desafio que lhes fiz de publicar a íntegra da entrevista concedida à repórter Fernanda Odilla, ou me garantam um espaço equivalente às duas páginas, com chamada de capa, em que publicaram suas imundícies de domingo.
Áh! Estou enviando cópia desta também ao ombudsman (e a outros articulistas), para checar se ele também vai colocar panos quentes em cima da barbaridade praticada por este periódico contra uma ministra de Estado e a história de nosso país.
Até logo. Antonio Roberto Espinosa (RG x.xxx.xxx-x).
PS: Por favor, telefone, mande telegrama, ou seja, cheque, confirme, para ter certeza que o autor desta é mesmo a pessoa que a assina!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

SERRA NOMEIA ASSALTANTE PARA CASA CIVIL DE SP


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Gatuno já teve passagem pelo governo FHC, como Ministro da Justiça
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O advogado paulista Aloysio Nunes Ferreira Filho, de 64 anos, podia estar roubando, podia estar matando. Mas, não.
Atualmente, ele é o secretário da Casa Civil do governo tucano de José Serra. Ferreira já foi presidente de centro acadêmico, já foi deputado estadual, já foi deputado federal, já foi vice-governador. Já foi até ministro de estado. O que poucos recordam - e, quem sabe, a Folha de S.Paulo destaque sua repórter Fernanda Odilla para "investigar" o caso - é que o brioso elemento, outrora conhecido pelo cognome "Mateus", um dia empunhou um tresoitão para ajudar a surrupiar a assombrosa quantia de NCr$ 108 milhões da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, dinheiro que seria ultilizado no pagamento dos salários dos ferroviários. O memorável assalto (ou "expropriação") ao trem-pagador deu-se no dia 10 de agosto de 1968. Segundo relatos da imprensa da época, a ação foi fulminante e sem que houvesse sido disparado qualquer tiro. Aloysio era o motorista do Fusca no qual os assaltantes deram o pira com os malotes cheios da grana. Essa, porém, não fora a primeira ação espetacular do braço direito de José Serra. No mesmo ano, ele partipara do assalto ao carro-pagador da Massey-Fergusson, interceptando uma perua Rural Willys da empresa em plena praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros. Ferreira participou destes eventos na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo. Sabe-se que, após o estrepitoso assalto ao trem, Aloysio escafedeu-se para Paris, onde, dizem, desfrutou de um "exílio de caviar", ao lado do sociólogo da USP Fernando Henrique Cardoso. Após sua volta ao Brasil, em 1979, ingressou no MDB e iniciou sua trajetória política dentro da legalidade. A despeito da relativa importância de "Mateus" na guerra contra a ditadura, este Cloaca News não pretende desdourar o passado de lutas do atual secretário tucano. Pelo contrário. Apenas ficaremos aguardando que sua heróica biografia seja brindada, com detalhes, aos leitores da Folha de S.Paulo com a mesma pompa e relevância com que foram exumados os episódios envolvendo a Ministra Dilma Rousseff.

TERRORISTA DO GRUPO DE DILMA CONFESSA

Depois de ler a abalizada opinião de um popular e onissapiente blogueiro corporativo a respeito do "material" publicado ontem pela Folha de S.Paulo, o professor e jornalista Antonio Roberto Espinosa, também conhecido no bas fond da subversão como "Hélio", resolveu encaminhar aos porões daquele jornal as seguintes linhas:
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Prezados senhores, chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar.
Esclareço preliminarmente que:
1) Não conheço pessoalmente a repórter Fernanda Odilla, pois fui entrevistado por ela somente por telefone. A propósito, estranho que um jornal do porte da Folha publique matérias dessa relevância com base somente em “investigações” telefônicas;
2) Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada. Esclareço que concedi a entrevista porque defendo a transparência e a clareza histórica, inclusive com a abertura dos arquivos da ditadura. Já concedi dezenas de entrevistas semelhantes a historiadores, jornalistas, estudantes e simples curiosos, e estou sempre disponível a todos os interessados;
3) Quem informou à Folha que o Superior Tribunal Militar (STM) guarda um precioso arquivo dos tempos da ditadura fui eu. A repórter, porém, não conseguiu acessar o arquivo, recorrendo novamente a mim, para que lhe fornecesse autorização pessoal por escrito, para investigar fatos relativos à minha participação na luta armada, não da ministra Dilma Rousseff. Posteriormente, por e-mail, fui novamente procurado pela repórter, que me enviou o croquis do trajeto para o sítio Gramadão, em Jundiaí, supostamente apreendido no aparelho em que eu residia, no bairro do Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. Ela indagou se eu reconhecia o desenho como parte do levantamento para o seqüestro do então ministro da Fazenda Delfim Neto.Na oportunidade disse-lhe que era a primeira vez que via o croquis e, como jornalista que também sou, lhe sugeri que mostrasse o desenho ao próprio Delfim (co-signatário do Ato Institucional número 5, principal quadro civil do governo ditatorial e cúmplice das ilegalidades, assassinatos e torturas).Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra). A direção do jornal (ou a sua repórter, pouco importa) tomou como provas conclusivas somente o suposto croquis e a distorção grosseria de uma longa entrevista que concedi sobre a história da VAR-Palmares. Ou seja, praticou o pior tipo de jornalismo sensacionalista, algo que envergonha a profissão que também exerço há mais de 35 anos, entre os quais por dois meses na Última Hora, sob a direção de Samuel Wayner (demitido que fui pela intolerância do falecido Octávio Frias a pessoas com um passado político de lutas democráticas).
A respeito da natureza tendenciosa da edição da referida matéria faço questão de esclarecer:
1) A VAR-Palmares não era o “grupo da Dilma”, mas uma organização política de resistência à infame ditadura que se alastrava sobre nosso país, que só era branda para os que se beneficiavam dela. Em virtude de sua defesa da democracia, da igualdade social e do socialismo, teve dezenas de seus militantes covardemente assassinados nos porões do regime, como Chael Charles Shreier, Yara Iavelberg, Carlos Roberto Zanirato, João Domingues da Silva, Fernando Ruivo e Carlos Alberto Soares de Freitas. O mais importante, hoje, não é saber se a estratégia e as táticas da organização estavam corretas ou não, mas que ela integrava a ampla resistência contra um regime ilegítimo, instaurado pela força bruta de um golpe militar;
2) Dilma Rousseff era militante da VAR-Palmares, sim, como é de conhecimento público, mas sempre teve uma militância somente política, ou seja, jamais participou de ações ou do planejamento de ações militares. O responsável nacional pelo setor militar da organização naquele período era eu, Antonio Roberto Espinosa. E assumo a responsabilidade moral e política por nossas iniciativas, denunciando como sórdidas as insinuações contra Dilma;3) Dilma sequer teria como conhecer a idéia da ação, a menos que fosse informada por mim, o que, se ocorreu, foi para o conjunto do Comando Nacional e em termos rápidos e vagos. Isto porque a VAR-Palmares era uma organização clandestina e se preocupava com a segurança de seus quadros e planos, sem contar que “informação política” é algo completamente distinto de “informação factual”. Jamais eu diria a qualquer pessoa, mesmo do comando nacional, algo tão ingênuo, inútil e contraproducente como “vamos seqüestrar o Delfim, você concorda?”. O que disse à repórter é que informei politicamente ao nacional, que ficava no Rio de Janeiro, que o Regional de São Paulo estava fazendo um levantamento de um quadro importante do governo, talvez para seqüestro e resgate de companheiros então em precárias condições de saúde e em risco de morte pelas torturados sofridas. A esse propósito, convém lembrar que o próprio companheiro Carlos Marighela, comandante nacional da ALN, não ficou sabendo do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Por que, então, a Dilma deveria ser informada da ação contra o Delfim? É perfeitamente compreensível que ela não tivesse essa informação e totalmente crível que o próprio Carlos Araújo, seu então companheiro, diga hoje não se lembrar de nada;
4) A Folha, que errou a grafia de meu nome e uma de minhas ocupações atuais (não sou “doutorando em Relações Internacionais”, mas em Ciência Política), também informou na capa que havia um plano detalhado e que “a ação chegou a ter data e local definidos”. Se foi assim, qual era o local definido, o dia e a hora? Desafio que os editores mostrem a gravação em que eu teria informado isso à repórter;
5) Uma coisa elementar para quem viveu a época: qualquer plano de ação envolvia aspectos técnicos (ou seja, mais de caráter militar) e políticos. O levantamento (que é efetivamente o que estava sendo feito, não nego) seria apenas o começo do começo. Essa parte poderia ficar pronta em mais duas ou três semanas. Reiterando: o Comando Regional de São Paulo ainda não sabia com certeza sequer a freqüência e regularidade das visitas de Delfim a seu amigo no sítio. Depois disso seria preciso fazer o plano militar, ou seja, como a ação poderia ocorrer tecnicamente: planejamento logístico, armas, locais de esconderijo etc.Somente após o plano militar seria elaborado o plano político, a parte mais complicada e delicada de uma operação dessa natureza, que envolveria a estratégia de negociações, a definição das exigências para troca, a lista de companheiros a serem libertados, o manifesto ou declaração pública à nação etc. O comando nacional só participaria do planejamento , portanto, mais tarde, na sua fase política. Até pode ser que, no momento oportuno, viesse a delegar essa função a seus quadros mais experientes, possivelmente eu, o Carlos Araújo ou o Carlos Alberto, dificilmente a Dilma ou Mariano José da Silva, o Loiola, que haviam acabado de ser eleitos para a direção; no caso dela, sequer tinha vivência militar;
6) Chocou-me, portanto, a seleção arbitrária e edição de má-fé da entrevista, pois, em alguns dias e sem recursos sequer para uma entrevista pessoal – apelando para telefonemas e e-mails, e dependendo das orientações de um jornalista mais experiente, no caso o próprio entrevistado -, a repórter chegou a conclusões mais peremptórias do que a própria polícia da ditadura, amparada em torturas e num absurdo poder discricionário. Prova disso é que nenhum de nós foi incriminado por isso na época pelos oficiais militares e delegados dos famigerados Doi-Codi e Deops e eu não fui denunciado por qualquer um dos três promotores militares das auditorias onde respondi a processos, a Primeira e a Segunda auditorias de Guerra, de São Paulo, e a Segunda Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro. . Osasco, 5 de abril de 2009
. Antonio Roberto Espinosa Jornalista, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela USP, autor de Abraços que sufocam - E outros ensaios sobre a liberdade e editor da Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe.

HERDEIRO DE JORNAL MOSTRA OS BRINQUEDOS DE SUA INFÂNCIA

E também seu álbum de figurinhas favorito:

domingo, 5 de abril de 2009