quinta-feira, 28 de abril de 2011

ZERO HORA CASSA MANDATO DE BRIZOLA NETO

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Clique na imagem acima para ampliá-la. 
Ou clique aqui para ir à página do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) no portal da Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O ENCONTRO DE BLOGUEIROS DO RS


Os organizadores do BlogProgRS estão mais faceiros que mosca em tampa de xarope. Está certo que fazer um evento desses é mais complicado que receita de creme Assis Brasil. Estamos sofrendo mais que joelho de freira na Semana Santa. Ainda bem que o pessoal aqui é sério que nem cusco em chalana. Corremos o risco até de lotar as dependências da Câmara Municipal de Porto Alegre, palco da grande reunião, e o lugar ficar mais apertado que coleira de guaipeca. 
Pelo sim, pelo não, garanta sua vaga. Não tem mistério. Você clica aqui no BlogProgRS, toma pé das atividades programadas e já faz sua inscrição na hora. Mole, mole. Mais fácil que tirar doce de guri.
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sábado, 23 de abril de 2011

UMA CANÇÃO SINGELA PARA AÉCIO NEVES

Descoberta do DJ Ênio Barroso, o impagável maquinista do Ptrem das 13

MELÔ DO AÉCIM
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ALELUIA!!!

Acabamos de verificar nosso contador de acessos ...
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 Obrigado por insistir em prestigiar este nosso tugúrio digital.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

EXCLUSIVO: AÉCIO JÁ CONSEGUE FAZER UM 4

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COLUNISTA DE ZERO HORA SERVE MEL CONTAMINADO AOS LEITORES

No último dia 8, a “mais importante colunista do Rio Grande do Sul” fez uma troça em sua Página 10, escarnecendo do governo estadual por causa de um deslize ortográfico cometido em algum documento saído do Palácio Piratini. Sem qualquer pejo, a editora de Política do tabloide Zero Hora chegou mesmo a sugerir “reforço escolar” aos funcionários da sede do governo, como bem registrou o blog Café & Aspirinas.
Rosane de Oliveira não é mais a mesma dos tempos da ré tucana Yeda Crusius, quando praticava um jornalismo hiperglicêmico, de textos xaroposos e laudatórios. Bastou Tarso Genro se eleger governador do RS para ela iniciar uma insidiosa campanha difamatória, em doses homeopáticas, contra a nova gestão (antes até da posse do petista, a melíflua já destilava seu ressentimento, retirando das tumbas dos noticiários o famigerado Caso Ford). 
Desde janeiro, a moça de recados da direita magoada não tem perdido a oportunidade de espicaçar o governo do PT, lançando mão de todo tipo de picuinhas e remoques para desgastar a nova administração estadual. Tem sobrado, inclusive, para a Assembleia Legislativa, de maioria governista. Ontem, terça-feira, ao ver aprovado um infeliz, inoportuno e irrelevante projeto de lei do deputado Raul Carrion (PC do B), que veda o uso de estrangeirismos em textos oficiais, Rosane de Oliveira, do alto de sua inatingível erudição, tascou em seu Twitter a maravilha que você vê na imagem acima. Pouco depois, o portal do Grupo RBS – aquele mesmo que não se responsabiliza pela idoneidade do que publica – perpetrava outro crime de lesa-língua tratando do mesmo assunto (clique na imagem abaixo para ampliá-la).
Daqui a pouco, vão achar que estamos pegando no pé da moça injustamente. Antes que isso aconteça, clique aqui e reveja o case history desta mélea profissional da imprensa gaudéria.

Agradecemos ao Dr. Cardoso de Figueiredo (@advogadonovato) pelo flagrante acima. O portal corrigiu a besteira apenas duas horas depois.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

JORNALISMO DA GLOBO SONDA ATOR PORNÔ PARANAENSE PARA CARGO DE CHEFIA



Identificado pelos amantes da Sétima Arte como um dos protagonistas da obra cinematográfica “A outra metade”, o paranaense  Valter Pagliosa foi demitido sumariamente da diretoria regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), cargo para o qual fora nomeado recentemente. Desde então, seu telefone não parou de tocar. Fonte próxima ao “núcleo duro” da Central Globo de Jornalismo garante que boa parte das chamadas tem origem na emissora carioca, que estaria interessada em contratá-lo para uma das chefias daquele departamento. 
Dizem as boas línguas do Jardim Botânico que a mobilização pelo passe do astro aumentou assim que um poderoso executivo da rede recebeu cópia da capa e da contracapa do DVD, com a sinopse do filme. “Esse cara é o máximo, tem tudo a ver com nosso projeto editorial. Quero ele aqui, como meu braço direito, minha outra metade”, teria confidenciado o capo a alguns colaboradores que privam de sua intimidade. 

Veja aqui a notícia da exoneração de Valter Pagliosa.
E veja abaixo porque o currículo do rapaz teria seduzido membros da cúpula da Vênus Platinada (clique na imagem para ampliá-la).
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Para conhecer uma película igualmente palpitante, com reluzente elenco, clique aqui.

domingo, 10 de abril de 2011

JORNALÃO PEDE DESCULPAS POR PUBLICAR NOTÍCIA MENTIROSA (NÃO, NÃO FOI A FOLHA)

Para evitar sanções mais duras, como levar o dono para a cadeia, o jornal boliviano La Voz, de Cochabamba, pediu desculpas públicas por disseminar uma notícia falsa sobre a suposta quebra de um banco local. O caso foi parar na Justiça da Bolívia. A lei penal daquele país, no entanto, exime o sentenciado da pena se este se retrata publicamente e a parte afetada aceita as desculpas. O comunicado do La Voz foi publicado hoje, em espaço pago, nas páginas do concorrente Página Siete (clique na imagem acima para ampliá-la).
Aqui deste lado da Cordilheira, uma corrida da população aos postos de saúde provocada por informações falsas e alarmistas sobre uma epidemia de febre amarela causou a morte de várias pessoas, que se vacinaram sem necessidade. Seus autores continuam soltos e impunes.

BOLSONARO FEZ JURAS DE AMOR A JOSÉ SERRA

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Lamentamos por estragar o seu domingo, mas alguém precisa fazer o trabalho sujo.
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Para vomitar de vez, não perca este impressionante relato feito pelo Blog do Tsavkko, sobre a manifestação de grupos neonazistas em favor de Bolsonaro, ocorrida na avenida Paulista, em São Paulo.

sábado, 9 de abril de 2011

Sai, capeta! - PAPA CONCLAMA BLOGUEIROS PARA ENCONTRO MUNDIAL NO VATICANO


Enquanto a blogosfera brasileira realiza seus encontros estaduais, preliminares do II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, a Santa Sé acaba de convocar, por meio do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, um encontro mundial de “blogueiros do Senhor”, marcado para acontecer em Roma no próximo dia 2 de maio. 
Ao apresentar a iniciativa, o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho de Cultura, disse que “no geral, os blogueiros são um pouco provocadores”. Ao mesmo tempo, questionou: “Como seria possível ignorá-los? São sujeitos fundamentais da nova comunicação”.
O encontro acontecerá um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a presença de alguns blogueiros carolas na capital italiana. 
Você, que é filho de Deus, pode participar. Basta enviar um e-mail para blogmeet@pccs.it, colocando o link de seu blog. José Serra já confirmou que levará o ar de sua graça ao certame.
Para beber a notícia diretamente da sacrossanta fonte, clique aqui.
Para acompanhar a organização do II Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, clique aqui.
Para saber em que pé está o I Encontro de Blogueiros e Tuiteiros do RS, clique aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONSELHO DE COMUNICAÇÃO DEVE SAIR ATÉ O FIM DO ANO, DIZ TARSO GENRO


Tarso Genro e a secretária de Comunicação e Inclusão Digital, Vera Spolidoro, durante entrevista  a blogueiros (foto: Caco Argemi)

Em entrevista concedida exclusivamente a blogueiros, na manhã de ontem (5/4), no Palácio Piratini, o governador gaúcho falou sobre déficit zero, mulheres no Governo, questão fundiária, juventude e obras da Copa 2014, entre outros temas. Inscrito para a coletiva, o titular deste Cloaca News foi um dos sorteados para inquirir o mandatário.
Veja como foi.

CN - O seu governo vai se aproximando do centésimo dia, ou seja, 7 por cento de seu mandato, e alguns conglomerados de comunicação já dão sinais de certa impaciência, até mesmo implicância, com relação a algumas promessas feitas durante a campanha eleitoral, todas elas, por sinal, gravadas em seu Programa de Governo. Então, me permito, igualmente, manifestar uma certa ansiedade pela concretização de uma delas, que também está aqui no seu Programa de Governo, mas que, curiosamente, não faz parte do rol de cobranças da oligarquia midiática. Eu me refiro à criação do Conselho Estadual de Comunicação Social.
Numa escala de zero a dez, que grau de emergência o senhor vai atribuir à instituição desse Conselho?
O senhor teme uma reação das corporações de mídia, que podem querer colar em seu governo a pecha de autoritário, que quer calar a Imprensa, como aconteceu com o ex-presidente Lula?
Mais ainda: esses grupos empresariais têm o que temer com o Conselho de Comunicação?

Tarso Genro - Se eu tivesse algum temor reverencial desse tipo de possibilidade, eu não teria dado refúgio ao Battisti, e nem pedido o julgamento dos torturadores. Eu acho que ninguém foi tão atacado - dos ministros do Presidente Lula - por posições políticas, como eu fui quando era ministro da Justiça. Obviamente, o indivíduo que opera na cena pública da política, que opera na cena política, ele tem, sim, que levar em consideração o que vão dizer os meios de comunicação. Mas não só um meio de comunicação. Tem que levar em consideração o que dizem as redes sociais, o que dizem os outros grupos de comunicação, o que dizem os companheiros comunicadores em geral, porque ele tem que ser eficaz na sua ação política. A ação política de Estado tem que ser eficaz para ter respeitabilidade. Ela tem que causar efeitos na sociedade, e efeitos positivos segundo uma visão de mundo e segundo um programa. Então, todo o quadro político – e eu não fujo à regra – leva em consideração, nos movimentos que faz, como esses movimentos vão ser mediados para a sociedade através de todos os meios de comunicação. A comunicação, inclusive, não é um dos espaços da política. A comunicação, hoje, é o espaço da política, privilegiado, para todos os setores da sociedade. Não é de graça que vocês, por exemplo, constituem os blogs para poder interferir na formação da opinião e reproduzir e divulgar os conceitos de vocês.
Nós já formamos, no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, a Câmara Temática de Comunicação, e ali nós vamos discutir a montagem do Conselho. Por quê? Porque nós não queremos exatamente que seja a vista a proposta do Conselho como uma proposta arbitrária do governo. E que vocês possam compartilhar, interferir, os demais comunicadores e órgãos de comunicação possam interferir também, colocar a sua opinião de maneira adequada, no foro adequado, seja contra ou seja a favor, para que possamos montar esse Conselho de maneira adequada. E um Conselho desse tipo não tem a finalidade de interferir nos meios de comunicação, de cercear opinião, de promover censura ou de proporcionar qualquer tipo de lesão ao direito à informação e o direito à liberdade. Ele tem como finalidade exatamente olhar o processo de comunicação em geral, não somente como uma questão relacionada com a liberdade de opinião, mas com liberdade de circulação da opinião, que é uma coisa fundamental numa sociedade democrática madura. De zero a dez, estou convencido de que até o fim do ano, na pior das hipóteses, teremos uma proposta formal para montar o nosso Conselho de Comunicação Social.

Para saber mais sobre a coletiva de Tarso Genro aos blogueiros, clique aqui.

Abaixo, trechos da entrevista em vídeo gravado pelo Coletivo Catarse.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

BLOGUEIRO LIMPINHO DA GLOBO DÁ APOIO A DEPUTADO RACISTA

 
 

O tocador-de-jazz e Mestre em Proeminências Ventrais Ricardo Noblat, titular de afamado blog homiziado no portal do “jornal” O Globo, acaba de publicar um artigo de sua própria lavra (uma raridade naquele cabungo eletrônico) em que faz acalorada defesa do capitão-do-mato Jair Bolsonaro. 
Invocando a tolerância, o barrigueiro-mor da Famiglia Marinho sustenta que o deputado tem todo o direito de cometer o crime que quiser e manifestar o preconceito que lhe der na telha. Para Noblablablat, existe o “fascismo do bem”, expressão que cunhou para justificar seu apreço à liberdade de expressão – e com a qual intitula seu troçulho. 
Tape o nariz e clique aqui para ler.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

FOLHA: “A GENTE SÓ APOIAVA E FINANCIAVA A DITADURA”


O que a falácia da ditabranda revela

Por Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior

Em um editorial publicado no dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo utilizou a expressão “ditabranda” para se referir à ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Na opinião do jornal, que apoiou o golpe militar de 1964 que derrubou o governo constitucional de João Goulart, a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes similares na América Latina.
Como já se sabe, a Folha não foi original na escolha do termo. Em setembro de 1983, o general Augusto Pinochet, em resposta às críticas dirigidas à ditadura militar chilena, afirmou: “Esta nunca foi uma ditadura, senhores, é uma dictablanda”. Mas o tema central aqui não diz respeito à originalidade. O uso do termo pelo jornal envolve uma falácia nada inocente. Uma falácia que revela muita coisa sobre as causas e consequências do golpe militar de 1964 e sobre o momento vivido pela América Latina.
É importante lembrar em que contexto o termo foi utilizado pela Folha. Intitulado “Limites a Chávez”, o editorial criticava o que considerava ser um “endurecimento do governo de Hugo Chávez na Venezuela”. A escolha da ditadura brasileira para fazer a comparação com o governo de Chávez revela, por um lado, a escassa inteligência do editorialista. Para o ponto que ele queria sustentar, tal comparação não era necessária e muito menos adequada. Tanto é que pouca gente lembra que o editorial era dirigido contra Chávez, mas todo mundo lembra da “ditabranda”.
A falta de inteligência, neste caso, parece andar de mãos dadas com uma falsa consciência culpada que tenta esconder e/ou justificar pecados do passado. Para a Folha, a ditadura brasileira foi uma “ditabranda” porque teria preservado “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”, o que não estaria ocorrendo na Venezuela. Mas essa falta de inteligência talvez seja apenas uma cortina de fumaça.
O editorial não menciona quais seriam as “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça” da ditadura militar brasileira, mas considera-as mais democráticas que o governo Chávez que, em uma década, realizou 15 eleições no país, incluindo aí um referendo revogatório que poderia ter custado o mandato ao presidente venezuelano. Ao fazer essa comparação e a escolha pela ditadura brasileira, a Folha está apenas atualizando as razões pelas quais apoiou, junto com a imensa maioria da imprensa brasileira, o golpe militar contra o governo constitucional de João Goulart.
Está dizendo, entre outras coisas, que, caso um determinado governo implementar um certo tipo de políticas, justifica-se interromper a democracia e adotar “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”. A escolha do termo “ditabranda”, portanto, não é acidental e tampouco um descuido. Trata-se de uma profissão de fé ideológica.
Há uma cortina de véus que tentam esconder o caráter intencional dessa escolha. Um desses véus apresenta-se sob a forma de uma falácia, a que afirma que a nossa ditadura não teria sido tão violenta quanto outras na América Latina. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se elas não mantivessem relação entre si, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a região.
O golpe militar de 1964 e a ditadura militar brasileira alimentaram política e materialmente uma série de outras ditaduras na América Latina. As democracias chilena e uruguaia caíram em 1973. A argentina em 1976. Os golpes foram se sucedendo na região, com o apoio político e logístico dos EUA e do Brasil. Documentos sobre a Operação Condor fornecem vastas evidências dessa relação.
Recordando. A Operação Condor é o nome dado à ação coordenada dos serviços de inteligência das ditaduras militares na América do Sul, iniciada em 1975, com o objetivo de prender, torturar e matar militantes de esquerda no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
O pretexto era o argumento clássico da Guerra Fria: "deter o avanço do comunismo internacional". Auxiliados técnica, política e financeiramente por oficiais do Exército dos Estados Unidos, os militares sul-americanos passaram a agir de forma integrada, trocando informações sobre opositores considerados perigosos e executando ações de prisão e/ou extermínio. A operação deixou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos na Argentina, entre 3 mil e 7 mil no Chile e mais de 200 no Uruguai, além de outros milhares de prisioneiros e torturados em todo o continente.
Na contabilidade macabra de mortos e desaparecidos, o Brasil registrou um número menor de vítimas durante a ditadura militar, comparado com o que aconteceu nos outros países da região. No entanto, documento secretos divulgados recentemente no Paraguai e nos EUA mostraram que os militares brasileiros tiveram participação ativa na organização da repressão em outros países, como, por exemplo, na montagem do serviço secreto chileno, a Dina. Esses documentos mostram que oficiais do hoje extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) ministraram cursos de técnicas de interrogatório e tortura para militares chilenos.
Em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo (30/12/2007), o general Agnaldo Del Nero Augusto admitiu que o Exército brasileiro prendeu militantes montoneros e de outras organizações de esquerda latino-americanas e os entregou aos militares argentinos. “A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso”, justificou na época o general. Humildade dele. Além de prender e entregar, os militares brasileiros também torturavam e treinavam oficiais de outros países a torturar. Em um dos documentos divulgados no Paraguai, um militar brasileiro diz a Pinochet para enviar pessoas para se formarem em repressão no Brasil, em um centro de tortura localizado em Manaus.
Durante a ditadura, o Brasil sustentou política e materialmente governos que torturaram e assassinaram milhares de pessoas. Esconder essa conexão é fundamental para a Folha afirmar a suposta existência de uma “ditabranda” no Brasil. A ditadura brasileira não teve nada de branda. Ao contrário, ela foi um elemento articulador, política e logisticamente, de outros regimes autoritários alinhados com os EUA durante a guerra fria. O editorial da Folha faz eco às palavras do general Del Nero: “a gente só apoiava e financiava a ditadura; não há crime nisso”.
Não é coincidência, pois, que o mesmo jornal faça oposição ferrenha aos governos latino-americanos que, a partir do início dos anos 2000, levaram o continente para outros rumos. Governos eleitos no Brasil, na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai passam a ser alvos de uma sistemática oposição midiática que, muitas vezes, substitui a própria oposição partidária.
A Folha acha a ditadura branda porque, no fundo, subordina a continuidade e o avanço da democracia a seus interesses particulares e a uma agenda ideológica particular, a saber, a da sacralização do lucro e do mercado privado. Uma grande parcela do empresariado brasileiro achou o mesmo em 64 e apoiou o golpe. Querer diminuir ou relativizar a crueldade e o caráter criminoso do que aconteceu no Brasil naquele período tem um duplo objetivo: esconder e mascarar a responsabilidade pelas escolhas feitas, e lembrar que a lógica que embalou o golpe segue viva na sociedade, com um discurso remodelado, mas pronto entrar em ação, caso a democracia torne-se demasiadamente democrática.

quinta-feira, 31 de março de 2011

DEPUTADO RACISTA DOBROU PATRIMÔNIO ENTRE DOIS MANDATOS










As declarações de bens do pústula Jair Messias Bolsonaro apresentadas à Justiça Eleitoral revelam um dado assombroso: entre as eleições de 2006 e 2010, o patrimônio oficial do abjeto parlamentar cresceu 90,5%. A informação está na página Excelências, da ONG Transparência Brasil.  

quarta-feira, 30 de março de 2011

ÍNTEGRA DA REPRESENTAÇÃO DOS DEPUTADOS CONTRA O DESPREZÍVEL CAPITÃO-DO-MATO



Os parlamentares infra-assinados vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência representar contra o deputado JAIR BOLSONARO pelas razões de fato e de direito na seguinte:

REPRESENTAÇÃO DOS FATOS

Na noite de 28 de março de 2011 foi ao ar o programa da TV Bandeirantes entitulado CQC – Custe o Que Custar, no qual foi veiculada uma entrevista com o Deputado Jair Bolsonaro no quadro do CQC denominado “O povo quer saber”.  No decorrer da entrevista, o referido parlamentar, ao ser indagado pela artista e promotora Preta Gil “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?” Eis a resposta literal do entrevistado: “ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu” (!).
Esta resposta caracterizada por evidente cunho racista culminava uma série de afirmações em desapreço a diversos grupos sociais e em apologia a graves violações de direitos humanos, no decorrer de toda a referida entrevista.
Na realidade tem sido recorrentes as manifestações de cunho racista proferidas pelo Sr. Jair Bolsonaro nesta Casa e fora dela, contra diversos grupos sociais e organizações defensoras de direitos humanos, dentre as quais a própria Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da qual ele é membro suplente por designação do partido a que é filiado, o PP.

DO DIREITO

A difusão de conteúdos ideológicos por meio da mídia eletrônica é de conhecido poder de multiplicação, principalmente quando se trata de programa que conta com significativa audiência, como o CQC.  O Sr. Jair Bolsonaro ao utilizar-se de um espaço midiático para propagar atos que configuram crimes, extrapola a liberdade de expressão para ofender a dignidade, a autoestima e a imagem não só da pessoa que fez a pergunta naquele momento, mas de toda a sociedade, uma vez que os direitos e princípios constitucionais ofendidos pertencem à toda a sociedade.
A Lei 7.716, de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, inclui, no seu Art. 20, “que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” é crime passível de reclusão de um a três anos e multa.
Essa Lei decorre de tratados internacionais de que o Brasil é signatário. A Constituição Cidadã é explícita ao repudiar o racismo como prática social, considerando-o como crime imprescritível e inafiançável.  O Art. 1º da Carta Magna, que define como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil “III – a dignidade da pessoa humana.”
O Art. 3º, que enumera os objetivos fundamentais da República, contempla “IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Já o Art. 4º , que estabelece os princípios pelos quais se regem as relações internacionais do país, VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo (…).
O Art. 5º da Constituição Cidadã, por sua vez, define que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (…). O mesmo Artº 5º, em seu Inciso XLII, prevê que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, com base no Recurso Especial 157805/DF, prevê que “Incitar, consoante a melhor doutrina é instigar, provocar ou estimular e o elemento subjetivo consubstancia-se em ter o agente vontade consciente dirigida a estimular a discriminação ou preconceito racial. Para a configuração do delito, sob esse prisma basta que o agente saiba que pode vir a causá-lo ou assumir o risco de produzi-lo (dolo direto ou eventual).”
Por sua vez, o Código Penal, define o crime de injúria no Art. 140, estabelecendo que se trata de injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro. O § 3º da mesma lei,estabelece que “se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a pena é de reclusão de um a três anos e multa.
Ante o exposto, requerem os representantes se digne V. Excelência determinar, em respeito aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Carta Magna de 1988 e da Lei vigente, a instauração do devido procedimento contra o Deputado JAIR BOLSONARO, para que seja:
1)    Avaliada se a conduta do Deputado Jair Bolsonaro configura efetivamente a prática do crime de racismo;
2)    Determinadas providências para requisição de vídeo tape do programa CQC à TV Bandeirantes exibido na noite de 28 de março de 2011 para melhor exame do caso;
3)    Determinadas providências para requisição de transcrições de discursos do referido deputado nos quais se demonstram as práticas recorrentes de injúrias, ofensas à dignidade e incitação da discriminação e preconceitos, inclusive contra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias;
4)    Encaminhe à Corregedoria e, posteriormente, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abertura de processo sobre eventual quebra de decoro parlamentar.

Brasília(DF), 29 de março de 2011

Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) – presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Brizola Neto (PDT-RJ)
Chico Alencar (PSol-RJ)
Domingos Dutra (PT-MA)
Édson Santos (PT-RJ)
Emiliano José (PT-BA)
Érika Kokay (PT-DF)
Fernando Ferro (PT-PE)
Ivan Valente (PSol-SP)
Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
Jean Wyllys (PSol-RJ)
Luiz Alberto (PT-BA)
Luiz Couto (PT-PB)
Marina Santanna (PT-GO)
Perpétua Almeida (PCdoB-AC) 

Para apoiar a manifestação, escreva para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (cdh@camara.gov.br).

terça-feira, 29 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

EXCLUSIVO: OBAMA FALA AO CLOACA

Veja a íntegra:

- Mr. Obama, please, could you say something to the readers of Cloaca News?
- No.

quarta-feira, 23 de março de 2011

SAI, CAPETA! BISPO CATÓLICO QUE TENTOU FAZER CAVEIRA DE DILMA NA ELEIÇÃO PROCESSA JORNAL DE SÃO BERNARDO (E PEDE SIGILO DE JUSTIÇA!!!)

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Deu no ABCD Maior

Depois de sustentar, em 2010, campanha para identificar com a defesa do aborto a então candidata à presidência Dilma Rousseff, o bispo da Diocese de Santo André, Nelson Westrupp, resolveu pedir indenização, em dinheiro, ao jornal ABCD Maior. O bispo alega ter sofrido danos morais por conta de reportagens publicadas pelo jornal. Além de aceitar a denúncia, o Poder Judiciário atendeu ao pedido do bispo de segredo de justiça ao processo.
Para o advogado Rui Carneiro, que defende o Jornal ABCD Maior, “é uma perigosa aventura jurídica com caráter meramente vingativo em razão da vitória da presidente Dilma, além de tentar usar o Poder Judiciário para calar a imprensa e cercear o livre debate de assuntos de interesse público, o que é inadmissível no atual Estado Democrático de Direito.”
Santa Inquisição - De acordo com o jornalista Celso Horta, diretor do jornal, o que o bispo está querendo é “ressuscitar a Santa Inquisição. Até o sigilo de justiça está sendo invocado para pedir indenização pecuniária, um gesto muito contraditório com quem se diz ofendido em sua dignidade de religioso. O que, afinal, o bispo quer esconder atrás do sigilo? Será que os fiéis da Igreja Católica aceitam que um bispo lave sua honra com uma indenização em vil metal?”, perguntou o jornalista.
Westrupp, que também é presidente do Conselho Regional Sul da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), denuncia ainda o jornalista Júlio Gardesani, autor das reportagens. Pouco antes do final do primeiro turno, uma carta assinada por Westrupp e outros dois bispos foi distribuída nas igrejas de São Paulo e por simpatizantes da candidatura de José Serra (PSDB). No documento, Westrupp pediu aos fiéis que não votassem em candidatos que defendiam o aborto, citando por cinco vezes o PT como partido que defendia.
A carta tumultuou a campanha eleitoral. Trouxe debates religiosos como a condenação do aborto e tirou o foco da discussão dos problemas nacionais. Enquanto a candidata, hoje presidente Dilma Rousseff, do PT, se defendia, José Serra, do PSDB, explorava o posicionamento da igreja. Dilma teve de se reunir com lideranças religiosas e preparar uma nota afirmando que não era a favor do aborto. O PT também teve de desmentir as afirmações de Westrupp.
A seção nacional da CNBB publicou, em seu site, texto contrariando o documento de Westrupp. “Lamentamos profundamente que o nome da CNBB (...) tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. A CNBB não indica nenhum candidato (...) a escolha é um ato livre”.
Evangélicos - As informações sobre o envolvimento de Westrupp com as cartas também foram publicadas por outros jornais do ABCD e pela mídia impressa e eletrônica do País e internacional. Westrupp também se sentiu “ofendido” pela reportagem que citava a preocupação confessada pelo bispo em correspondência ao papa Bento 16 com o crescimento dos evangélicos e dos ateus em São Paulo.
Todas as reportagens publicadas pelo Jornal ofereceram espaço ao bispo mas em nenhuma delas ele aceitou falar pessoalmente. A assessora, Irmã Marinéia, chegou a se manifestar em nome de Westrupp, conforme registra a edição, número 253, de 13 de outubro de 2010.
Em relação à carta sobre o aborto, através de e-mail, o assessor de imprensa de Westrupp, Humberto Pastore, não só confirmou a autenticidade, como a encaminhou em anexo para o jornalista Júlio Gardesani. Em seguida, o bispo enviou ao jornal carta respondendo às reportagens, mas eivada de ofensas. “O jornalista Júlio Gardesani demonstra muito mais interesse em criar factóides e contendas do que informar (...) Creio que não é desse jeito que se faz jornalismo, Sr. Júlio Gardesani”, diz Westrupp.
A correspondência do bispo foi publicada na íntegra pelo Jornal (edição número 260, de 05 de novembro de 2010). Para ler a carta do bispo publicada pelo jornal, clique aqui.
Jornalista critica Westrupp - O presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Guto Camargo, afirmou que a tentativa de Dom Nelson Westrupp de censurar o ABCD Maior é política e prejudica, principalmente, o leitor do jornal. Guto é o primeiro representante da sociedade ouvido pelo ABCD Maior sobre o processo movido pelo bispo contra o jornal e o jornalista Júlio Gardesani.
“Essa é uma situação que muito nos preocupa ultimamente. Essa tentativa de interferência no trabalho da imprensa não é judicial, mas política. Isso porque, desde que derrubaram e Lei de Imprensa, não a substituíram por nenhuma outra. Assim, as decisões são subjetivas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Jornalistas.
Privação de informação - No entanto, o processo judicial movido por Dom Nelson Westrupp acerta diretamente o direito da população de se informar, explicou o presidente. “É um problema para o público leitor, que pode ser privado de uma informação por uma situação mal esclarecida”.
O presidente do Sindicato ainda garantiu que nunca viu a Igreja Católica processando diretamente um jornal em São Paulo. “É o primeiro problema de tentativa de censura à liberdade de imprensa partindo da própria Igreja Católica que eu tenho conhecimento”.

quinta-feira, 17 de março de 2011

JORNALISMO CHAPADO DA FOLHA, PODE CRER, MALUCO!





















Olha só, que louco, meu! Os caras da Folha publicaram uma parada esquisitona, tá ligado? Está aqui, no caderno Cotidiano, da edição online, edição de ontem, 16/3. Saca o título: “Cookies de maconha viram febre em balada de Buenos Aires”. Até aí, beleza. Estava rolando um clima maneiro nas primeiras linhas: “Brownies e cookies de maconha viraram febre em uma das baladas mais agitadas de Buenos Aires. As "galletitas mágicas" (biscoitinhos mágicos) são atração nas noites de segunda num centro cultural em Balvanera (região central). O local é bastante frequentado por turistas, principalmente brasileiros”.
Mas, aí, brô, pintou um lance estranho, ó: “Na Argentina, é crime o porte e consumo de drogas, não importando a quantidade e a forma de uso”. Pô, mano, qualé??? Tá me tirando pra comédia? Quer me zoar? Tirar uma da minha cara? A mesma Folha de S.Paulo publicou o seguinte título no dia 25/8/2009: “Justiça argentina descriminaliza porte de maconha para consumo pessoal”. Dizia o texto dos carinhas: "A Corte Suprema de Justiça da Argentina declarou nesta terça-feira inconstitucional punir adultos em posse de pequenas quantidades de maconha, cujo consumo "não coloque em risco outras pessoas". Que bagulho de jornal é esse? 

sábado, 12 de março de 2011

VERGONHA!!! CONCESSIONÁRIA GAÚCHA IGNORA TRAGÉDIA E COBRA PEDÁGIO DUPLO EM RODOVIA INTERROMPIDA POR ENCHENTE


Em entrevista concedida à RadioCom, emissora comunitária de Pelotas, a deputada estadual Miriam Marroni (PT), líder do governo na Assembleia gaúcha, denunciou a postura imoral e criminosa da concessionária de rodovias Ecosul. No apogeu da tragédia que arrasou o município de São Lourenço do Sul nesta quinta-feira, a empresa cobrou pedágio duas vezes de motoristas que rumavam pela BR 116, rumo a Porto Alegre, mesmo com o trânsito já interrompido logo à frente, na altura de Turuçu, por causa do desmoronamento de um trecho da estrada.
Centenas de motoristas de carros e caminhões tiveram que retornar a Pelotas e, na volta, foram obrigados a pagar novamente pelo pedágio de uma via que não puderam utilizar.
"A PRF deu o alerta às 2h da manhã do mesmo dia, depois que um caminhão caiu no vão da estrada; todos estavam informados da interrupção da rodovia. Mesmo assim, a Ecosul continuou deixando veículos passarem, cobrando pedágio de ida  e volta", disse Miriam. "Saí às 6h, passei pelo pedágio. Em Turuçu, com a queda da ponte, havia filas e filas de motoristas dando volta. A empresa sabia desde a madrugada e não colocou nenhuma barreira esclarecendo os motoristas, como está agora. Foi uma grande irresponsabilidade da Ecosul saber desde o início da madrugada que não havia passagem pela rodovia e não avisar seus usuários”, continuou a deputada.
A indignação era grande. Centenas de pessoas que passaram pela praça, pagaram o pedágio, percorreram cerca de 30 quilômetros para esperar na fila, retornar e novamente pagar o pedágio. “É um grande absurdo, é caso de denúncia para o Ministério Público e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). É revoltante observar que numa situação como essa, em que a interrupção da rodovia foi informada pela Polícia Rodoviária Federal nas primeiras horas da madrugada, a Ecosul não tenha orientado os operadores das cancelas a informar e orientar os usuários”, afirmou Miriam.
Foto: Nauro Júnior
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Ouça a íntegra da entrevista:
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REPÓRTER-TODDYNHO ENTALA COM CANUDINHO


Não é de hoje que a organização mafiomidiática Folha de S. Paulo mantém em Brasília um setorista-mirim plantado na saída do Palácio do Planalto. Sua missão: produzir futricadas diárias contra o governo federal, desde que este seja do PT.
O gargajola, em passado recente, notabilizou-se por uma reporcagem que atribuía à recem-eleita presidenta Dilma Rousseff a contratação de uma “cabeleireira” para o governo de transição que se instalara. Naquela ocasião, fizemos barba, cabelo e bigode com a jactanciosa mentira engendrada pelo párvulo. Foi da lavra do mesmo empertigado frangainho, registre-se, a cobertura da entrevista coletiva concedida pelo então presidente Lula a um grupo de blogueiros, em novembro último. O titular deste Cloaca News, que integrava a comitiva, foi abordado na marquise do Planalto pelo guri, encontro que produziu o substancioso diálogo que você poderá recuperar aqui.
Eis que a grande promessa da Imprensa planetária para o século XXI nos brinda neste 11/3 com a ribombante informação estampada no Portal da Ditabranda: o governo federal – que escândalo! – vai gastar cerca de 43 mil reais em canudos de papelão. “O Planalto decidiu enviar 12.000 fotos da presidente "para todo o Brasil" que irão substituir as fotos do ex-presidente Lula em repartições públicas”, explicou o estrênuo caçador de notícias. Repare que “para todo o Brasil” está entre aspas, uma provável senha para sinalizar que ele sabe mais que o que está relatando. Talvez os petistas planejem enviar a foto oficial de Dilma também para as nossas representações diplomáticas no exterior – falcatrua na certa!
Sete parágrafos e exatos 1019 caracteres depois, ficamos sabendo que “não existe qualquer legislação que determine que um quadro com a foto da presidente deva ser pendurado nas salas de funcionários públicos”.
Tadinho do repórter, que não conseguiu encontrar na internet copioso artigo publicado em 30/6/1999, pela – perdão! – revista Veja, sobre o “novo” retrato oficial de – perdão de novo! –  Fernando Henrique Cardoso. Vai ver, na época ele ainda estava na fase do Nestogeno Plus.
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Foto: Zeza/Café & Aspirinas