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domingo, 24 de fevereiro de 2013

EX-AJUDANTE DE IBRAHIM SUED LEVA UMA BIABA DE TARSO GENRO

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.“O alto comissário do Golbery não toma jeito”

por Tarso Genro, in RS Urgente

Como Elio Gaspari foi do velho Partidão e depois se tornou confidente do General Golbery, fazendo, a partir daí, uma carreira de jornalista mordaz e corregedor de todos os hábitos do país, ele se dá o direito de não só inventar tolices nas suas colunas, como também enganar os mais desavisados.

Defende as suas teses principalmente a partir da falsificação da posição dos seus adversários de opinião. Para defendê-las, Elio sempre desqualifica os seus adversários com textos de estilo ferino, que não raro beiram a difamação. Os que se sentem agredidos raramente se defendem, não só porque ele não publica as respostas na sua coluna, mas porque talvez temam despertar nele uma ira ainda maior, que também não abre espaços para o contraditório.

Já fui alvo algumas vezes das suas distorções e falsificações, mas sobre este tema da reforma política preciso responder formalmente, porque se trata de um assunto extremamente relevante para o aperfeiçoamento democrático do país, sobre o qual existem divergências elevadas, tanto dentro da esquerda como da direita democrática.

A estratégia usada por Elio Gaspari para promover suas crônicas foi muito comum na época da ditadura, quando o SNI – através de articulistas cooptados – recheava de informações manipuladas a grande imprensa, sobre a “subversão” e as “badernas estudantis”. O regime tentava, desta forma, tanto manter o controle da opinião pública, como dividir a oposição legal e a clandestina, num cenário em que povo já estava cansado do regime. Elio Gaspari parece que se contaminou com este vício e combinou-o com uma arrogância olímpica: desqualifica todo mundo, não respeita ninguém, o que pode significar uma volúpia de desrespeito a si mesmo, ensejada pela sua trajetória como jornalista com idéias muito próximas de um ceticismo anarco-direitista.

Vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da situação – da direita e da esquerda – que não estão satisfeitos com o sistema político atual, debatem uma saída: uma reforma política para melhorar a democracia no país. Todos sabemos que não existe um sistema ideal e perfeito, mas que é possível uma melhora no sistema atual, que pode tornar mais decente a representação e os próprios partidos. Este debate para melhorar a democracia e dar maior coerência ao sistema de representação tem despertado a santa ira de Elio Gaspari, que dispara para todos os lados, mas nunca diz realmente qual é a sua posição sobre o assunto.

No seu artigo “O comissariado não toma jeito”, no qual sou citado nominalmente como defensor de fisiologismos, ele atinge o auge na deformação das opiniões de pessoas que ele não concorda. Vincula, inclusive de maneira sórdida estas opiniões a dirigentes políticos condenados na ação penal 470, para aproveitar a onda midiática que recorre diariamente a estas condenações, não só para desmoralizar a política e os partidos, mas para tentar recuperar os desastrados anos do projeto neoliberal no país, nos quais, como todos sabemos, não ocorreu nenhuma corrupção ou fisiologismo.

As deformações de Elio são explícitas quando ele examina dois pontos importantes da reforma política: o “voto em lista fechada” e o “financiamento público” das campanhas eleitorais. Sobre o voto em lista “fechada” ele argumenta, em resumo, que a “escolha deixa de ser do eleitor”, que vota numa lista preparada pelo Partido, que captura o seu direito de escolha.

Pergunto: será que Elio não sabe que a escolha na “lista aberta” (sistema atual), é feita, também, a partir de uma relação de nomes que é organizada pelos Partidos? E mais: será que Elio não sabe que a diferença entre um e outro sistema é que, no atual, o voto vai para a “fundo” de votos da legenda e acaba premiando qualquer um dos mais votados da lista, sem o mínimo nexo com a vontade do eleitor? Repito, qualquer um da lista, sem que o eleitor possa saber quem ele está ajudando eleger!

Na lista fechada é exatamente o contrário. O eleitor sabe em quem ele está votando. E sabe da “ordem de preferência”, que o seu voto vai chancelar, a partir do número de votos que o Partido vai amealhar nas eleições. O eleitor faz, então, previamente, uma opção partidária – inclusive a partir da qualidade da própria lista que os Partidos apresentaram – e fica sabendo, não só quem compõe a lista do seu partido, mas também a ordem dos nomes que vão ter a preferência do seu voto.

Na lista aberta, ao invés de crescer o poder político dos partidos – que Elio parece desprezar do alto da sua superioridade golberyana – o que aumenta é o poder eleitoral pessoal de candidatos que, neste sistema de lista aberta, carreiam os votos dos eleitores para qualquer desconhecido. Por mais respeito humano que se tenha por figuras folclóricas que ajudam eleger pessoas com meia dúzia de votos, não se pode dizer que a sua influência pessoal possa ser melhor que a influência das comunidades partidárias, por mais defeitos que elas tenham.

A tegiversação sobre o financiamento público das campanhas não é ridícula, porque é simplesmente uma falcatrua argumentativa. Elio diz que este tipo de financiamento não acabará com o “caixa 2” e que tal procedimento vai levar a conta para o povo, que ele chama gentilmente de “patuléia”. Vejamos se estes argumentos são sérios.

Primeiro: ninguém tem a ilusão de acabar com o “caixa 2”, que acompanhará as campanhas, enquanto tivermos eleições. O que devemos e podemos buscar é um sistema que possa diminuí-la, substancialmente, através – por exemplo – de um controle “on line”, de todos os gastos das campanhas, num sistema financiado por recursos conhecidos e previamente distribuídos aos partidos.

Este sistema certamente diminuirá a dependência dos partidos em relação aos empresários e permitirá um controle mais detalhado dos gastos, pois cada partido terá um valor previamente arbitrado, para ser fiscalizado à medida que os recursos forem sendo gastos. Reduzir, portanto, a força do poder econômico sobre as eleições, este é o objetivo central do financiamento público.

Quanto à transferência das despesas para o povo, qualquer aluno do General Golbery – digo aqui da modesta situação de fisiológico que me foi imputada – sabe que as contribuições dadas pelas empresas aos partidos e aos políticos, são “custos” de funcionamento de uma empresa, que integram o preço dos seus produtos e serviços, que são comprados pelo consumidor comum ou pelo Estado.

Quem paga por tudo, sempre, é o povo que trabalha e compra e o Estado que encomenda, compra e paga. O defensor da patuléia, portanto, não está defendendo nem a “viúva” metafórica nem o Estado concreto. Está, sim, defendendo a atual influência do poder econômico sobre os processos eleitorais, de uma forma aparentemente moralista, mas concretamente interessada: acha que o sistema assim está bem. Uma forma de fisiologismo altamente disfarçado. O alto comissário do Golbery não toma jeito.

terça-feira, 17 de maio de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONSELHO DE COMUNICAÇÃO DEVE SAIR ATÉ O FIM DO ANO, DIZ TARSO GENRO


Tarso Genro e a secretária de Comunicação e Inclusão Digital, Vera Spolidoro, durante entrevista  a blogueiros (foto: Caco Argemi)

Em entrevista concedida exclusivamente a blogueiros, na manhã de ontem (5/4), no Palácio Piratini, o governador gaúcho falou sobre déficit zero, mulheres no Governo, questão fundiária, juventude e obras da Copa 2014, entre outros temas. Inscrito para a coletiva, o titular deste Cloaca News foi um dos sorteados para inquirir o mandatário.
Veja como foi.

CN - O seu governo vai se aproximando do centésimo dia, ou seja, 7 por cento de seu mandato, e alguns conglomerados de comunicação já dão sinais de certa impaciência, até mesmo implicância, com relação a algumas promessas feitas durante a campanha eleitoral, todas elas, por sinal, gravadas em seu Programa de Governo. Então, me permito, igualmente, manifestar uma certa ansiedade pela concretização de uma delas, que também está aqui no seu Programa de Governo, mas que, curiosamente, não faz parte do rol de cobranças da oligarquia midiática. Eu me refiro à criação do Conselho Estadual de Comunicação Social.
Numa escala de zero a dez, que grau de emergência o senhor vai atribuir à instituição desse Conselho?
O senhor teme uma reação das corporações de mídia, que podem querer colar em seu governo a pecha de autoritário, que quer calar a Imprensa, como aconteceu com o ex-presidente Lula?
Mais ainda: esses grupos empresariais têm o que temer com o Conselho de Comunicação?

Tarso Genro - Se eu tivesse algum temor reverencial desse tipo de possibilidade, eu não teria dado refúgio ao Battisti, e nem pedido o julgamento dos torturadores. Eu acho que ninguém foi tão atacado - dos ministros do Presidente Lula - por posições políticas, como eu fui quando era ministro da Justiça. Obviamente, o indivíduo que opera na cena pública da política, que opera na cena política, ele tem, sim, que levar em consideração o que vão dizer os meios de comunicação. Mas não só um meio de comunicação. Tem que levar em consideração o que dizem as redes sociais, o que dizem os outros grupos de comunicação, o que dizem os companheiros comunicadores em geral, porque ele tem que ser eficaz na sua ação política. A ação política de Estado tem que ser eficaz para ter respeitabilidade. Ela tem que causar efeitos na sociedade, e efeitos positivos segundo uma visão de mundo e segundo um programa. Então, todo o quadro político – e eu não fujo à regra – leva em consideração, nos movimentos que faz, como esses movimentos vão ser mediados para a sociedade através de todos os meios de comunicação. A comunicação, inclusive, não é um dos espaços da política. A comunicação, hoje, é o espaço da política, privilegiado, para todos os setores da sociedade. Não é de graça que vocês, por exemplo, constituem os blogs para poder interferir na formação da opinião e reproduzir e divulgar os conceitos de vocês.
Nós já formamos, no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, a Câmara Temática de Comunicação, e ali nós vamos discutir a montagem do Conselho. Por quê? Porque nós não queremos exatamente que seja a vista a proposta do Conselho como uma proposta arbitrária do governo. E que vocês possam compartilhar, interferir, os demais comunicadores e órgãos de comunicação possam interferir também, colocar a sua opinião de maneira adequada, no foro adequado, seja contra ou seja a favor, para que possamos montar esse Conselho de maneira adequada. E um Conselho desse tipo não tem a finalidade de interferir nos meios de comunicação, de cercear opinião, de promover censura ou de proporcionar qualquer tipo de lesão ao direito à informação e o direito à liberdade. Ele tem como finalidade exatamente olhar o processo de comunicação em geral, não somente como uma questão relacionada com a liberdade de opinião, mas com liberdade de circulação da opinião, que é uma coisa fundamental numa sociedade democrática madura. De zero a dez, estou convencido de que até o fim do ano, na pior das hipóteses, teremos uma proposta formal para montar o nosso Conselho de Comunicação Social.

Para saber mais sobre a coletiva de Tarso Genro aos blogueiros, clique aqui.

Abaixo, trechos da entrevista em vídeo gravado pelo Coletivo Catarse.
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sábado, 2 de outubro de 2010

GAUCHADA FARÁ BARBA, CABELO E BIGODE

Pesquisas divulgadas neste sábado apontam que Tarso Genro deve lavar a égua já no primeiro turno.
Confira os vaticínios no Armarinho da Política.

domingo, 19 de setembro de 2010

VIGARISTA DA RBS É NOCAUTEADO POR TARSO GENRO, AO VIVO

Na última sexta-feira, 17, o “jornalista”, comentarista “político” e agenciador de salames coloniais Lasier Martins entrevistou o candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, durante o Jornal do Almoço, o indigesto noticioso exibido pela RBS TV (afiliada da Globo).
De saída, o porta-voz do império mafiomidiático guasca tentou encostar o petista nas cordas. O velhaco, no entanto, levou um contragolpe certeiro, como você poderá conferir abaixo.
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Quem levantou a bola foi o Zé do Armarinho, titular do novo e promissor blog Armarinho da Política, que já integra nosso rol de sujos e pés-de-chulé.