Mostrando postagens com marcador RBS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RBS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de abril de 2015

EXCLUSIVO – JUSTIÇA FEDERAL DECRETA PRISÃO DE DIRETORES DO GRUPO RBS



Nas primeiras horas desta quarta-feira, em Brasília, o juiz Marco Ioffer Jahr Macieira, da 28ª Vara da Justiça Federal da 1ª Região (DF), expediu mandado de prisão preventiva contra todos os integrantes do Conselho de Administração do Grupo RBS, além dos membros da Diretoria Executiva daquela corporação. Agentes da Polícia Federal já estão voando até a capital gaúcha para cumprir a ordem judicial. A medida cautelar foi solicitada pelo Ministério Público Federal, por meio da Promotoria de Defesa da Ordem Tributária (Pdot).
Os procuradores formularam o pedido baseados nos relatórios consolidados da Operação Zelotes, da Polícia Federal. A ação, realizada no último dia 26, desbaratou um esquema criminoso bilionário que causava o sumiço de débitos tributários, desfalcando os cofres públicos. As fraudes ocorriam no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão da Fazenda onde contribuintes podem contestar administrativamente – ou seja, sem passar pela Justiça – certas tributações aplicadas pela Receita. A força-tarefa descobriu a existência de empresas de consultoria que vendiam serviços de redução ou desaparecimento de débitos fiscais no Carf. Tais consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do Carf. Elas conseguiam controlar o resultado dos julgamentos via pagamento de propinas. O esquema de sonegação seria um dos maiores já desvendados no país, e envolve valores que chegam a R$ 19 bilhões. Segundo a Polícia Federal, já foram comprovados prejuízos de cerca de R$ 6 bilhões. De acordo com a investigação, a RBS teria efetuado o pagamento de R$ 15 milhões para fazer desaparecer um débito de mais de R$ 150 milhões. No total, as investigações apontam que os débitos da RBS com o Fisco chegam a R$ 672 milhões, em valores não corrigidos. 
Informado do mandado de prisão, o advogado do Grupo, senador Lasier Martins (PRBS), ainda tentou demover o juiz de sua decisão, prometendo ao magistrado, como recompensa, uma caixa com salames coloniais e uvas premiadas de Caxias do Sul.

A chegada dos agentes federais à sede da RBS, no bairro Azenha, em Porto Alegre, está prevista para as 12h, a tempo de ser noticiada ao vivo no Jornal do Almoço, edição de hoje, 1º de abril.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

EXCLUSIVO - LASIER MARTINS É CONDENADO PELA JUSTIÇA POR OFENDER SERVIDOR PÚBLICO

.

O candidato ao Senado Lasier Martins (PDT-RS), ex-funcionário da RBS e ex-integrante da Mocidade da ARENA, foi condenado em última instância a indenizar o agente da Polícia Federal Gilnei da Costa Carvalho por ofensas pessoais no exercício de suas funções. A ação já transitou em julgado e o pagamento da indenização foi feito no início deste ano. A imprensa corporativa gaúcha fez questão de ocultar o caso da opinião pública.
Tudo começou quando o porta-voz das oligarquias guascas compareceu a um posto da Polícia Federal, no bairro Azenha, em Porto Alegre, para pedir dois passaportes em nome de suas filhas menores de idade. A certa altura do procedimento, o agente federal que o atendia solicitou que Lasier apresentasse seu RG, como determina a lei. Sem portar o documento, Lasier tentou isentar-se deste quesito, alegando que todo mundo sabia quem ele era. Diante da irredutibilidade do funcionário em relevar a exigência legal de apresentar a cédula de identidade, Lasier Martins rodou a baiana e surtou, passando a ofender o servidor, aos gritos.
De acordo com os depoimentos de Gilnei Carvalho e de mais duas testemunhas, Lasier proferiu frases chulas, como “Burocrata, vagabundo, filho da puta, recalcado, vai à merda”, entre outros impropérios. Não contente com o discurso injurioso no local de trabalho do agente federal, naquele mesmo dia Lasier ocupou o microfone da Rádio Gaúcha, durante seu programa Gaúcha Repórter, e passou toda a tarde difamando e achincalhando o servidor público, citando seu nome no ar.
O processo teve início em 1998, com três ações judiciais, sendo duas delas no âmbito da Justiça Federal. Graças ao poder econômico e a uma inacreditável sequência de chicanas jurídicas, Lasier safou-se delas, sendo beneficiado acintosamente pela ex-ministra tucana do STF (na época, ainda no TRF-4) Ellen Gracie. A ação indenizatória, no entanto, prosperou, a despeito das dezenas de recursos protelatórios impetrados pelos rábulas do radialista.
Em sua sentença, o juiz Luís Gustavo Pedroso Lacerda, da 13ª  Vara Cível de Porto Alegre, fez a seguinte alusão: “Destaco que foi oportuna a menção à expressão “Você sabe com quem está falando?”, bordão infelizmente incrustrado em nossa sociedade de “pessoas” e não “indivíduos iguais perante a lei”, sabiamente abordado na magistral obra do antropólogo Roberto da Matta (in Carnaval, Malandros e Heróis).”
A condenação judicial também alcançou a Rádio Gaúcha, do Grupo RBS. O valor da indenização, corrigido, atingiu a casa dos R$ 100 mil, para cada um, mais os honorários advocatícios.

Se tiver paciência para ler a íntegra dos processos, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

terça-feira, 16 de julho de 2013

PASSE LIVRE EM PORTO ALEGRE - ZERO HORA LEVA JORNALISMO AO FUNDO DO POÇO




O tabloide gaúcho Zero Hora, braço impresso da organização mafiomidiática RBS, conseguiu superar seu próprio recorde de sabujismo e de sem-vergonhice jornalística, além de prestar um grandioso desserviço à população. 

Na noite desta segunda-feira, 15, em sua edição digital, o jornalixo apresentou trechos de uma entrevista feita com o prefeito de Porto Alegre, o lenhador José Fortunati, a propósito da ocupação da Câmara Municipal por integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público. De joelhos dobrados, a repórter escalada para a tarefa faz a primeira pergunta, levantando a bola para o chefe do Executivo dizer o que já havia combinado com o editor, no caso, que o "prefeito descarta passe livre em Porto Alegre".

"Zero Hora — Há possibilidade de instituir o passe livre para estudantes e desempregados em Porto Alegre?"

A resposta, seca como um Merlot 2005 do Vale dos Vinhedos, trouxe uma revelação extraordinária.

"José Fortunati — Não. Em Porto Alegre nós já temos passe livre para os alunos das escolas municipais e estaduais. As pessoas não sabem disto, mas já existe."

Uau!!! O maior prefeito que a capital gaúcha já teve (1,98m) acabara de dizer que, em Porto Alegre, já existe o passe livre para os estudantes, mas que o povo dormita na ignorância do fato. Quer dizer, então, que aquele pessoal todo acampado no plenário da Câmara Municipal há dias, sem tomar banho e se alimentando de marmitex, está fazendo papel de trouxa? Ei, otários, desocupem imediatamente a Casa do Povo! Vocês estão muito mal assessorados. Não ouviram o prefeito dizer que já existe passe livre em Porto Alegre? Como é que vocês, estudantes profissionais, não sabiam disso? 

A questão é que, segundo o próprio Fortunati, "as pessoas não sabem disso". Mais curioso ainda é que a repórter, genuflexa, seguiu em frente, sem questionar o alcaide sobre a "existência" súbita de espampanante benefício. Como diria o grande humanista contemporâneo Boris Casoy, até mesmo o mais humilde gari, do alto de sua vassoura, teria replicado ao Grande Homem Público que raio de passe livre é esse!!! "Como é que nóis faiz pra usufruir desse direito, senhor doutor prefeito?", quereria saber qualquer porto-alegrense. Qualquer um, exceto Zero Hora e seu jornalismo-cidadão, preocupado mesmo é com a saúde financeira e com o lucro gordo das empresas de ônibus - permissionárias de serviço público, convém não esquecer. 

Mais adiante, já lambendo os sapatos número 45 do Magrão, a moça pergunta se ele, prefeito de Porto Alegre, já estava ciente de que, no final da tarde, uma juíza havia determinado a suspensão da ação de reintegração de posse na Câmara Municipal. "Não vi. Mas está bem", disse ele, revelando, por tabela, seu grau de interesse pelos assuntos da cidade que governa. 

Abaixo, copiamos o texto da histórica entrevista, considerando que ZH tem o saudável hábito de fazer sumir os links de suas reporcagens antológicas. 

Prefeito José Fortunati descarta passe livre em Porto Alegre
Chefe do Executivo disse município já fez tudo que podia com relação à redução da passagem

Letícia Costa
leticia.costa@zerohora.com.br

Em entrevista ao jornal Zero Hora, na noite desta segunda-feira, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, alegou que o município já fez tudo que podia com relação à redução da passagem do transporte coletivo. Mesmo com a pressão popular, com a ocupação do plenário da Câmara de Vereadores [sic] desde quarta-feira, ele alega que não há possibilidade de instituir atualmente o passe livre para estudantes e desempregados. Apostando na licitação que deve ser aberta no final do ano para uma mudança na qualidade e preços do transporte coletivo, Fortunati diz que o orçamento já está sendo prejudicado pela isenção do ISSQN que reduziu a passagem de ônibus para R$ 2,80 no começo do mês. Confira alguns trechos da entrevista:
Zero Hora — Há possibilidade de instituir o passe livre para estudantes e desempregados em Porto Alegre?
José Fortunati — Não. Em Porto Alegre nós já temos passe livre para os alunos das escolas municipais e estaduais. As pessoas não sabem disto, mas já existe.
ZH — E por que não se pode estender para desempregados?
Fortunati — Em primeiro lugar, porque é muito difícil estar acompanhando quem está desempregado ou não. Obviamente alguém tem de pagar a conta. A verba poderia vir via verba federal, pegar um recurso do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Precisa ser um política nacional.
ZH — A proposta dos manifestantes é de que as próprias empresas cubram o valor das passagens gratuitas, sem envolver governos. Isto é viável?
Fortunati — Claro que não. Vamos fazer uma licitação do transporte coletivo no final do ano e uma das condições é por menor preço. Neste momento não tem como mudar pura e simplesmente a planilha, até porque é pública. Vamos preparar a licitação e, a partir dela, quem oferecer as melhores condições vai vencer. Se algum empresário oferecer passe livre para desempregado, isso vai contar. Se algum oferecer passe livre para estudantes como vantagem vai constar como ponto positivo.
ZH — A pressão popular pode ajudar a prefeitura a avaliar uma possível mudança?
Fortunati — Não tem mais como. Já abri mão do ISS, de R$ 15 milhões que está fazendo falta no Orçamento Participativo. O que o município podia fazer, fez. O próximo passo agora é licitação do transporte coletivo.
ZH — De que forma você está se envolvendo com a ocupação da Câmara de Vereadores [sic] por manifestantes?
Fortunati — É um poder independente, só prestei minha total solidariedade, porque acho que é muito perigoso nós assistirmos ao Poder Legislativo sendo cerceado e a uma decisão judicial não sendo cumprida. São dois poderes para mim que foram afrontados.
ZH — Acha que deve ocorrer a intervenção da Brigada Militar?
Fortunati — Isso é outro poder, não é comigo.
ZH — O senhor viu que no começo da noite a Justiça desistiu da reintegração de posse?
Fortunati — Não vi. Mas está bem. Respeito as decisões judiciais. Acho que quando começamos a desrespeitar e rasgar decisões judiciais e afrontar o Legislativo, não permitindo que trabalhe normalmente, é muito perigoso. Esta história começa desta forma e termina de forma autoritária, isso me preocupa.

terça-feira, 9 de julho de 2013

RBS AUTUADA PELA RECEITA FEDERAL POR SONEGAÇÃO FISCAL E EVASÃO DE DIVISAS - DÍVIDA AO FISCO CHEGA A R$ 290 MILHÕES

Uma devassa feita pela Receita Federal na RBS Participações S/A e algumas empresas coligadas, em 2002, apontou uma série de irregularidades: suspeita de sonegação de impostos, pagamentos sub-faturados de impostos sobre operações de crédito, de transferência de juros, não pagamento de PIS e aumento de capital sem informação à Receita Federal (para não pagar mais imposto de renda).

A RBS Administração e Cobrança Ltda. surge quase sempre como originária dos chamados mútuos para as demais empresas do grupo, que são operações de triangulação de dinheiro entre elas. Ela foi autuada pela Receita Federal, em junho de 2002, em R$ 263.551.297,86. Especialmente por ter, em três exercícios, procedimentos fiscais em desacordo com as leis do país.

Em função da dívida do grupo com o Fisco, a Delegacia da Receita Federal de Porto Alegre chegou a emitir o que se chama de “averbação de gravame” sobre a alienação, transferência ou oneração de quaisquer dos bens ou direitos da empresa, medida tomada para prevenir danos ao Erário Federal. Em outras palavras, arrolou os bens da empresa, que não pode ser negociada enquanto não saldar a dívida.

Em setembro de 2002, a RBS Participações tinha uma dívida para com a Receita Federal de R$ 17,5 milhões. A DR Empresa de Distribuição e Recepção Ltda. (a NET) tinha uma dívida de R$ 7,8 milhões e a RBS Administração e Cobrança Ltda. uma dívida de R$ 263,5 milhões. Apenas estas três empresas do GRUPO RBS deviam ao Fisco quase R$ 290 milhões.

Estas e outras “curiosidades” sobre os procedimentos contábeis do conglomerado mafiomidiático mais poderoso do Sul do país estão em uma edição especial da finada revista Porém, de Porto Alegre, dedicada a desmascarar todas as mutretas, negociatas, trambiques, maracutaias, trapaças, velhacarias, logros e sem-vergonhices do Grupo RBS e seus prepostos.

Para quem ainda não sabe, a conglomerado mafiomidiático RBS opera 20 emissoras de televisão (afiliadas à Rede Globo), 21 emissoras de rádio e oito jornais diários em dois estados brasileiros (RS e SC).

Em 11 de fevereiro de 2011, este Cloaca News revelou que o empresário gaúcho Nelson Pacheco Sirotsky, capo dei capi do Grupo RBS, e seu sócio Carlos Eduardo Schneider Melzer foram denunciados, em Ação Penal movida pelo Ministério Público Federal, como incursos no artigo 21, § único, da Lei 7492/86. Trata-se da Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. O caso estava na Justiça Federal da 4ª Região (1ª Vara Criminal de Porto Alegre).

No dia 17/2,
após a repercussão do caso, as informações sobre o litígio, que estavam abertas à visitação no Portal da Justiça Federal da 4ª Região, foram curiosa e misteriosamente ocultadas do conhecimento público. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

DONOS DA RBS INSTALAM CANTEIRO DE OBRAS EM TERRENO PÚBLICO


Um terreno pertencente ao DMAE - Departamento Municipal de Águas e Esgotos - localizado na Rua Marcílio Dias, 368, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, foi entregue, de mão beijada, pela Prefeitura, para que a Maiojama (empreiteira dos donos da RBS) instalasse ali parte do canteiro das obras do edifício-garagem que está sendo construído do outro lado da rua. O terreno, que é propriedade do povo porto-alegrense, foi todo ocupado por contêineres da construtora, além de ter sido transformado em estacionamento "exclusivo" dos funcionários graduados do empreendimento privado. 
Diferentemente da privatização do espaço aéreo da Av. Praia de Belas, que foi negociado em "37 mudas" (não se sabe de quê), não há informação de que o prefeito José Fortunati tenha "exigido" algo da Famiglia Sirotsky como "compensação" pela invasão da propriedade pública.
Para quem não sabe, o nome Maiojama é a sonora mistura dos nomes de MAurício; IOne, mulher de Maurício; JAyme; e MArlene, mulher de Jayme, todos Sirotsky, donos do Grupo RBS - conglomerado mafiomidiático que opera 20 emissoras de televisão (afiliadas à Rede Globo), 21 emissoras de rádio e oito jornais diários em dois estados brasileiros (RS e SC).

sexta-feira, 1 de março de 2013

TABLOIDE DA RBS ABAFA EPIDEMIA DE DENGUE EM PORTO ALEGRE PARA BLINDAR PREFEITO


Ilustração: Depto. de Ontomologia da RBS


Diferentemente da postura adotada nos primeiros meses de 2008, quando entrou de cabeça na campanha criminosa desencadeada por uma colunista cheirosa da Folha de S.Paulo, o tabloide Zero Hora está empenhado, agora, em transformar o surto de dengue que assola a capital gaúcha em notícia de rodapé, como se fosse coisa de menor importância.
  
A despeito da divulgação do alarmante índice de infestação do mosquito transmissor em Porto Alegre (4,6%), apontado pelo Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti  -  que supera em 300% o aceitável pelo Ministério da Saúde (1%) - , a gazetinha da RBS destinou à notícia um miserável espaço no cantinho da página 46, sem direito, sequer, a uma chamadinha na capa. Repare bem: esconderam a informação na seção "Região Metropolitana", como se Porto Alegre fosse uma cidadezinha pertencente à Grande Cachoerinha...
.


Explica-se.  Em 2008, o mosquito era federal, e a responsabilidade era do governo de Luís Inácio Lula da Silva. Valia tudo, inclusive provocar pânico na população, com manchetes escandalosas e infográficos amedrontadores.

Agora, em 2013, o inseto está na jurisdição do município, e o prefeito da cidade chama-se José Fortunati, amiguinho e parceiro do conglomerado mafiomidiático da Famiglia Sirotsky.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE PRIVATIZA ESPAÇO AÉREO PARA BENEFICIAR DONOS DO GRUPO RBS - OBRA FERIU OPERÁRIO E DESTRUIU REDE ELÉTRICA

O mundo maravilhoso dos Sirotsky


Vida real: sai de baixo!

Não bastasse a entrega do Paço Municipal e do Largo Glênio Peres - dois ícones da paisagem porto-alegrense - ao controle de uma multinacional de refrigerantes, a Prefeitura de Porto Alegre, sob o comando de José Fortunati (e de seu antecessor José Fogaça), deu, de mão beijada, o comando do espaço aéreo da capital gaúcha para uma das empresas dos mesmos proprietários do Grupo RBS, no caso, a Maiojama Empreendimentos Imobiliários, braço de concreto do conglomerado da Famiglia Sirotsky (cujo capo é réu na Justiça Federal, acusado pelo MP de crime contra o Sistema Financeiro Nacional). Para quem não sabe, o nome Maiojama é a sonora mistura dos nomes de MAurício; IOne, mulher de Maurício; JAyme; e MArlene, mulher de Jayme, todos Sirotsky.

Desde o dia 4 de novembro de 2012, quem passa pela Avenida Praia de Belas, na altura do shopping center homônimo, fica estarrecido com a horrenda e ameaçadora passarela suspensa sobre a via, ligando o 3º piso do tradicional centro comercial ao 6º pavimento de um prédio-garagem que está em construção na margem direita da avenida, no sentido bairro-centro. A instalação cruza sobre a cabeça dos transeuntes a 14,40 metros de altura, em uma extensão de 62 metros. Na verdade, o edifício-garagem (uma aberração arquitetônica com 10 andares) é parte de um complexo "empresarial" que abrigará escritórios e vagas para 1800 carros. Trata-se de mais um empreendimento da Maiojama, que gaba-se por aí de seu portento, "a maior passarela metálica com vão livre da região Sul do Brasil". 

Como sói acontecer em intervenções urbanas de tamanha magnitude, o poder municipal "exigiu" uma contrapartida dos empreendedores: em troca do espaço público - a parte aérea da Avenida Praia de Belas -, a Prefeitura de Porto Alegre cobrou dos construtores, à guisa de "medida compensatória" para a cidade, o "plantio de 37 mudas", sabe-se lá de quê. Verdadeira exorbitância, convenhamos.
.
Placa na obra: tudo nos conformes

Não contente, contudo, em adonar-se do céu porto-alegrense, a empreiteira arrogou-se, também, o direito de decidir quem pode e quem não pode transitar pela quadra que vai da Rua Marcílio Dias à Rua Múcio Teixeira, no bairro Menino Deus, território da obra. Durante os três meses em que dois gigantescos guindastes içavam as pesadíssimas peças de concreto pré-moldado, para montar o lego macabro dos Sirotsky, peões eram escalados para bloquear o tráfego naquela via, transtornando a vida de moradores do bairro e de motoristas em geral. 
.
Proibido atrapalhar a obra dos patrões do Lasier Martins


Ninguém pode passar. Nem a Prefeitura, para coletar o lixo

A prerrogativa legal de fiscalizar, orientar e controlar o trânsito nas ruas da capital gaúcha é da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), uma autarquia municipal. No entanto, os "azuizinhos", como são chamados os agentes da EPTC, jamais deram as caras por ali. Exceto na tarde desta terça-feira, 26.

A quase-tragédia que ZERO HORA abafou

Eram pouco mais de 14h30 desta terça-feira quando uma enorme grua, com cerca de 25 metros de "altura", entornou sobre a Rua Marcílio Dias, arrebentando a cerca de ferro do Tribunal Regional do Trabalho e derrubando um poste, carregando consigo toda a fiação elétrica e telefônica. O equipamento estava sendo utilizado na obra do edifício-garagem da Maiojama/RBS e, ao tombar, feriu gravemente o trabalhador que o operava. Além disso, todo o bairro ficou sem energia elétrica, telefone, internet e TV a cabo. 
.
Operário caiu sobre as grades do TRT

Ah, vira, virou!

Faltou luz? A culpa é do Tarso!  


Ao noticiar o acidente em sua edição online, o tabloide Zero Hora superou-se em matéria de desfaçatez, omitindo que o fato ocorrera em uma obra da Maiojama (vamos relevar a ignorância dos redatores, que revelaram desconhecer a diferença entre um guindaste e uma grua). Como se fosse pouco, a gazetinha digital dos Sirotsky, tratou logo de transferir para a CEEE (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica) o ônus pela falta de luz. 
.
Maiojama? Não conheço!


















Não é a primeira vez que o conglomerado mafiomidiático dos Sirotsky faz lucrativos negócios com o grupo político que ocupa a Prefeitura de Porto Alegre. Em setembro de 2007, o prefeito José Fogaça, que tempos depois abdicou para a posse de Fortunati, entregou, de graça, as instalações da Usina do Gasômetro (edifício símbolo da cidade) para uma "exposição comemorativa" dos 50 anos do Grupo RBS. Durante quase três meses, os cidadãos de Porto Alegre foram privados de seu mais importante centro cultural, ocupado que fora pela festinha de aniversário dos Al Capones da Notícia

Agora, com o tétrico monstrengo de aço atravessado na Av. Praia de Belas, a população de Porto Alegre é vítima de mais um vergonhoso esbulho. O pior é que, se cair - e não temos qualquer garantia de que o trambolho é seguro - , já sabemos qual será a manchete de Zero Hora: "Com parafusos frouxos, passarela desaba sobre avenida - Petista foi visto no local com uma chave de fenda na mão."

segunda-feira, 5 de março de 2012

TABLOIDE ZERO HORA CONDENADO NA JUSTIÇA POR CAFETINAGEM DE VOVÓ


O tabloide gaúcho Zero Hora, principal braço impresso da organização mafiomidiática RBS, foi condenado judicialmente a indenizar, por dano moral, uma senhora aposentada que mora com o pai, um senhor de idade avançada, no município de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. O valor da indenização foi fixado em R$ 5 mil.
No dia 6/2/2010, o tabloide publicou, na seção de classificados, anúncio oferecendo serviços de uma acompanhante sexual, informando o número do telefone residencial da autora da ação. A veneranda chegou a receber, numa única manhã, mais de 15 ligações com propostas libidinosas e cabeludas. Por causa disso, ela entrou na justiça contra a gazetinha.
Em 1º Grau, o juiz da Comarca de Caxias do Sul deu provimento ao pedido.  ZH recorreu da decisão alegando que os classificados são coletados por prestadores de serviços terceirizados, e que as informações são fornecidas pelos anunciantes. Defendeu ainda a inexistência do dano moral, uma vez que o nome da autora não foi divulgado no anúncio, somente seu telefone.
Na sentença, o desembargador-relator disse que “a falha na publicação gerou dor e angústia a autora, que passou pela inegável humilhação de atender os interessados no anúncio, ouvindo termos típicos, considerando as características apelativas do aviso”. Além disso, ressaltou que sendo o réu responsável pela edição do jornal, responde, sim, por eventuais erros, “não havendo que se atribuir a terceiros a responsabilidade pelo evento danoso”.

Para beber diretamente na fonte da Justiça, clique aqui.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TARSO GENRO DÁ UMA PITOMBA NO QUENGO DA COLUNISTA-ABELHA DE ZERO HORA


O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, enviou nota à colunista-abelha e editora de Política do tabloide venal Zero Hora, Rosane de Oliveira, contestando a patacoada intitulada “Quem te viu, quem te vê”, publicada nesta terça-feira, 31, na coluna Página 10, assinada pela dita cuja. A nota da melíflua jornalista tenta esculhambar o governo do Estado por “não divulgar os nomes dos 17 servidores  que figuram no relatório da comissão processante como possíveis envolvidos em irregularidades”.  No caso, a hiperglicêmica colunista faz referência ao Daer – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem.

Eis a íntegra da nota de Tarso Genro:

“No editorial “Quem te viu, quem te vê”, publicado na página 10 de Zero Hora, é mencionada diretamente a postura do governo em relação à Comissão, determinada pelo próprio governo, que investigou irregularidades no DAER. Quero manifestar, em nome do governo do Estado, a nossa inconformidade com as acusações, que imputam ao governo o encobrimento de nomes.

Esclareço:


1) O próprio governo do Estado, através da Procuradoria Geral do Estado, é quem fez a investigação, por determinação direta do Governador;



2) O Governo não é contrário à divulgação dos nomes das pessoas eventualmente implicadas, mas entende que o órgão apropriado para fazer esta divulgação é o Ministério Público, que tem a responsabilidade da Ação Penal e o dever de aferir os resultados da investigação;



3) No texto estão misturadas as posições do PT com posições do Governo do Estado, como se outorgar ao MP a decisão de divulgar os nomes, fosse uma posição contrária do Governo contrária ao resultado da investigação;



4) O seu texto nega ao Estado um dever ético que é determinado pelo próprio Guia de Ética da RBS, que é uma instituição privada, e que está assim redigido:

“O mero registro policial ou a proposta de ação judicial não 
são elementos suficiente para a divulgação de nomes de suspeitos ou 
acusados, a menos que haja a devida contextualização para se 
compreender um fato de interesse público”.



5) É no mínimo curiosa a comparação com a comissão de sindicância que apontou as responsabilidades à época do Detran e a comissão processante que agora encerrou os seus trabalhos. Ocorre que a situação é diametralmente oposta.  Os apontamentos da PGE à época (2008) e a "divulgação dos nomes" se deram sete meses após a deflagração da chamada Operação Rodin, quatro meses após a conclusão de inquérito por parte da Polícia Federal e e em pleno curso de uma CPI que tratou sobre o tema.  Os nomes dos supostos envolvidos já
estavam amplamente publicizados, com o aval do Ministério Público Federal.  No caso atual, o Governo atuou na vanguarda das investigações, propiciando o ambiente institucional adequado para a realização do trabalho da comissão processante, bem diferente do que ocorreu em períodos anteriores;



6) Na verdade, as acusações ao governo, no editorial referido, partem do pressuposto que uma instituição privada tem o direito de não informar, quando entende que este é o seu dever ético, e que o Estado não deve obedecer aos mesmos pressupostos.



7) Finalmente, não faremos nenhuma objeção caso o Ministério Público decida divulgar os nomes. Pelo contrário, se a instituição verificar que há fundamento na investigação conduzida pelo Executivo, saudaremos a publiciazação de tudo o que foi apurado, inclusive os nomes.”

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

RBS MENTE (ATÉ NO SEU "GUIA DE ÉTICA")


Forte concorrente ao Prêmio Jabuti, na categoria Ficção, o recém-lançado "Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística" do Grupo RBS desponta, também, como candidato hors concours ao Troféu Pinocchio de Empulhação
Lançado com pompa na última sexta-feira, 9, o pretenso código deontológico da corporação mafiomidiática sulista não vale mais que o traque de um guaipeca, tamanha a desvergonha de seus corolários. 
A imagem que ilustra esta postagem foi capturada da página 38 da brochura distribuída pelos paladinos da ética e da transparência. Trata-se do item que "separa" o que é conteúdo editorial do que é conteúdo publicitário - portanto, pago. "Todo anúncio que possa ser confundido com conteúdo jornalístico deve trazer um aviso de que se trata de publicidade", prega o livrinho. Na prática, porém, a teoria é outra. 
Desde os primórdios deste Cloaca News, denunciamos o caráter mercantil do "jornalismo" praticado pelos veículos do Grupo RBS
Nossa postagem de 6/12/2008 já consagrava o loquaz "comentarista político" da corporação, Lasier Martins, como um talentoso vendedor de salames coloniais em festas agrícolas de cidades do interior gaúcho. Se você clicar aqui, verá que os mafiosos tiveram o cuidado de retirar o vídeo do portal, imaginando que, sem aquelas hilariantes imagens, não teríamos como comprovar o caráter venal da organização. Considerando que somos do tipo "malandro-ovelha", que já nasce de pulôver, podemos tranquilizar os leitores, visto que temos cópia daquela emissão em nosso poder. A prática do jornalismo-michê, no entanto, é recorrente entre os veículos do Grupo RBS. Para demonstrar, desafiamos você a encontrar qualquer "aviso" na "reportagem" de que tratamos nesta postagem de 8/2/2009. A matéria em questão, que ocupou mais de 50% do tempo do - perdão! - Jornal do Almoço, custou ao anunciante a baba de R$ 300 mil. Se podemos provar? Sim, podemos

sábado, 10 de dezembro de 2011

VIGARISTAS DA RBS USAM MINISTRO DO SUPREMO PARA LEGITIMAR FARSA DE UM "GUIA DE ÉTICA"


O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, caiu como um patinho na armadilha preparada pelo Grupo RBS, o conglomerado mafiomidiático sulista cujo presidente é réu na Justiça Federal, acusado pelo Ministério Público de praticar crimes contra o sistema financeiro nacional. 
Na manhã de ontem, sexta-feira, 9, o magistrado participou, na casa dos elementos, de um espetáculo batizado de Painel RBS, com o propósito de lançar um tal  "Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística do Grupo RBS",  brochura que, segundo eles mesmos, apresenta "um conjunto de orientações para servir de referência aos profissionais da área editorial da empresa com o objetivo de assegurar ao público informação independente e transparente e pluralidade de opiniões"
Conhecido - e reconhecido - pelas suas posições em defesa da liberdade de expressão, sobretudo na internet, Ayres Britto teve algumas das falas de seu discurso convenientemente pinçadas para as reporcagens disseminadas pelos inúmeros veículos da corporação, entre elas “só o público tem o direito de controlar a informação” e "o interesse público é a plenitude da liberdade de imprensa".  Como  sabemos, esta não é a praia da RBS, conforme demonstra a postagem do blog RS Urgente, publicada ontem. "Todos os meios e espaços de comunicação exercem algum tipo de controle e seleção da informação. Menos a RBS, é claro, que se apresenta como expressão do interesse público e das cláusulas pétreas da Constituição. A mistificação ideológica cultivada diariamente por essa empresa está atingindo o nível do delírio", anotou Marco Weissheimer, titular do blog.
A equipe de consultores e especialistas em pilantragem deste Cloaca News já está mergulhada no documento, e promete, para as próximas horas, pulverizar cada uma das baboseiras impressas na cartilha dos mafiosos.  Mas, para não ficar a seco, deleite-se com este aperitivo, encontrado no item 4.1.9. do tal "Guia": 
.
"A RBS não forja documentos para a realização de reportagem ou notícia."
.
Que maravilha, heim! Imagine se forjasse... Pelo sim, pelo não, clique aqui para revirar um certo latão de lixo. Depois, clique aqui para saber por que este blog tem o nome que tem.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ATENTADO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO: RBS CENSURA PASSAGEIRO DE BARCO QUE IA ELOGIAR TARSO GENRO

No último dia 28, durante a exibição do "Bom Dia Rio Grande" (até o nome do "telejornal" matutino tem dois erros grotescos), uma daquelas moças que seguram o microfone para fazer perguntas aos populares entrou ao vivo no meio de uma reporcagem a respeito da viagem inaugural do catamarã entre Porto Alegre e o município de Guaíba, sobre as águas do famoso estuário gaúcho. A ordem era encontrar alguém que elogiasse a paisagem descortinada durante a travessia.
A moça encontrou o cara. Até combinou com ele o que deveria ser dito. (Mas...bah, guria! Erraste até o nome do vivente?) Eis que o cidadão-navegante começa a falar. E, ajudado pela prenda do microfone, ele elogia a paisagem, de modo tão espontâneo e comovente, que resolveu, de última hora, agradecer ao governador Tarso Genro. Imediatamente, o diretor do programa berra no ouvido da moça para que ela interrompesse a fala do gaudério.
Conforme apuramos com um funcionário da camorra midiática sulista, os veículos do Grupo RBS estão orientados a publicar ou dizer o nome do petista apenas em situações negativas.
 
Clique no vídeo abaixo e comprove.

domingo, 23 de outubro de 2011

ORGANIZAÇÃO MAFIOMIDIÁTICA DIRIGIDA POR SUPOSTO CRIMINOSO DO COLARINHO BRANCO CRIA EDITORIA DE BANDIDAGEM JORNALÍSTICA PARA ATACAR GOVERNO DO PT


Entre as inestimáveis contribuições do tabloide Zero Hora à história do jornalismo investigativo brasileiro, figura um caso exemplar, perpetrado na edição do dia 21/9/09 da gazetinha gaúcha. Para quem chegou agora ou para quem já esqueceu, a reporcagem de capa daquela data trazia espetaculares revelações sobre "as estratégias do MST", todas elas esteadas no conteúdo de um suposto caderninho escolar, "com 26 páginas escritas à mão", encontrado dentro de um latão de lixo no estacionamento do Incra, em Porto Alegre. A despeito de não existir o mínimo indício da autenticidade de tais anotações - e sequer de sua existência - , o operoso e paranormal "repórter investigativo" de ZH produziu duas páginas de gatafunhos baseado unicamente em sua malcheirosa "descoberta". Vale lembrar que o autor da "matéria", o suposto "jornalista investigativo" Humberto Trezzi, já possuía em seu laureado currículo uma vergonhosa carraspana pública pela prática de plágio, que submeteu seu empregador ao constrangimento de uma retratação.
É em nome dessa moral de fancaria que a laboriosa "abelha-rainha" Rosane de Oliveira, editora de Política do jornaleco e titular da afamada coluna Página 10 do mesmo diário, tenta infundir entre os desavisados leitores do jornalzinho que o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, eleito em primeiro turno, "ataca a imprensa", "ataca o jornalismo investigativo" e promove uma ignominiosa "pregação contra a mídia".


Esta mesma Sra. Oliveira, que atravessou o reinado de D.Yeda Crusius, A Louca, tentando desqualificar o trabalho de investigação do Ministério Público Federal nos milionários escândalos de corrupção do governo tucano, arroga-se agora o direito de desqualificar, distorcer, descontextualizar, manipular e mentir sobre uma conferência proferida pelo governador gaúcho em um "congresso sobre corrupção" promovido pelo MP na semana que passou. Para ler o discurso de Tarso Genro na íntegra e comprovar a natureza bandida da melíflua editora e colunista de ZH, clique aqui no Café & Aspirinas.
As digitais da indigitada jornalista são nítidas também no solene Editorial de Zero Hora publicado ontem, 22, em que a organização mafiomidiática manifesta seu “estarrecimento” pelo que chama de “ataque desfechado pelo governador Tarso Genro ao jornalismo investigativo”. O texto diz que o governador sustenta uma posição que “tende a interessar mais aos corruptos do que aos cidadãos”. A resposta do governador foi imediata, e pode ser conferida nesta postagem do portal Carta Maior.

Aguardamos, com toda a paciência do Rio Grande do Sul, do Brasil e do mundo, a manifestação do conglomerado, no mesmo nobre espaço - e, quem sabe, na coluna-bandida Página 10 -, sobre a ação penal que tramita na Justiça Federal contra o seu capo, Nelson Sirotsky, por crimes contra o sistema financeiro nacional, mais precisamente evasão de divisas e sonegação fiscal. Os compromissos com a ética e com a transparência da informação são valores tão caros ao grupo RBS que, a pedido dos advogados do réu, o processo desapareceu do site do TRF4 dois dias após este Cloaca News torná-lo público.

Enganar-se-ão, porém, aqueles que acharem que o poderoso chefão do império sulista de mídia é um suposto criminoso de primeira viagem. As falcatruas deste paladino da ética e da probidade remontam a 1996, em remessas bilionárias para o Milbank, Tweed Hadley & McLoy, DR, para Bowne of New York City e para a Bourse of Luxembourg, apenas como aperitivo. As informações são fruto de investigações do Ministério Público, e serão requentadas por este cafofo cibernético ao longo da semana. Voltaremos!