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sábado, 9 de maio de 2009

CASO YEDA: LEIA AQUI A MATÉRIA DA VEJA. DE GRAÇA.

O Caixa 2 do Caixa 2
Gravações e um depoimento da empresária Magda Koenigkan lançam uma nova sombra sobre o governo Yeda Crusius
. A governadora gaúcha Yeda Crusius, do PSDB, não tem sossego. Enfrenta acusações de ter usado caixa dois em sua campanha eleitoral desde antes de tomar posse, em janeiro de 2007. Fato espantoso, as primeiras denúncias partiram de seu vice, Paulo Feijó. Como se não bastasse, no mesmo ano, a Polícia Federal desbaratou uma máfia que desviava recursos do Detran gaúcho. Os escândalos ceifaram três secretários de governo e o chefe da representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante. Em seguida, a governadora foi obrigada a explicar onde arranjou dinheiro para comprar, no fim de 2006, uma casa em um bairro nobre de Porto Alegre. O caso, que lhe rendeu um pedido de impeachment, acabou arquivado pelos promotores gaúchos. Em fevereiro passado, a morte repentina de Marcelo Cavalcante injetou uma dose de tragédia nas agruras do governo tucano. O corpo do ex-assessor foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília. As investigações policiais indicam que ele se suicidou. Assessor de Yeda entre 2002 e 2006 e coordenador de sua campanha eleitoral, Marcelo conhecia o PSDB gaúcho na intimidade. Com seu desaparecimento, parecia ter se perdido uma das mais acuradas memórias da campanha e dos primeiros dias do governo Yeda. Era uma presunção falsa. Na mesma semana da morte de Marcelo, descobriu-se que os procuradores federais dispunham de gravações nas quais o ex-assessor relatava irregularidades na campanha e na gestão da tucana. VEJA teve acesso a parte desses áudios. A reportagem ouviu uma hora e meia das dez horas de diálogos mantidos entre Marcelo e o empresário Lair Ferst, um dos acusados de participar dos desvios no Detran gaúcho. Neles, fica claro que o ex-assessor conversava com liberdade com Ferst, que o ajudara a arrecadar dinheiro para a campanha tucana. Nos trechos analisados por VEJA, há três fatos que merecem ser investigados.
• De acordo com Marcelo, Yeda recebeu dinheiro no caixa dois depois que a eleição terminou. Ele conta que, após o segundo turno, coletou 200 000 reais da Alliance One e outros 200 000 reais da CTA-Continental. São duas fabricantes de cigarros que, segundo Marcelo, fizeram as doações em espécie. O ex-assessor diz que entregou esse dinheiro a Carlos Crusius, marido da governadora. Procurados por VEJA, os executivos da Alliance One negaram ter abastecido qualquer caixa dois e mostraram um recibo que comprova a transferência bancária de 200 000 reais para o diretório estadual do PSDB. Já a CTA-Continental contesta ter feito qualquer doação à tucana. "Se me perguntar se me pediram dinheiro, direi que sim. Mas não levaram", diz Allan Kardec Bichinho, presidente da empresa.
• Marcelo afirma que algumas despesas do comitê eleitoral de Yeda foram custeadas pela agência de publicidade DCS, que não prestava serviços à campanha nem fez doações oficiais. Segundo o ex-assessor, a DCS pagou, por exemplo, suas passagens aéreas e diárias no flat Swan Molinos, em Porto Alegre. Após a eleição, arcou com recepções oferecidas por Yeda em sua casa. Depois que ela tomou posse, a agência continuou quitando as passagens e diárias de Marcelo. Yeda renovou os contratos que o Banrisul mantinha com a DCS. A VEJA, a agência negou ter pago essas contas.
• O ex-assessor diz que avisou Yeda sobre o esquema de corrupção no Detran gaúcho e conta ter entregado à governadora uma carta de oito páginas na qual o empresário Lair Ferst descrevia o modo como os recursos eram desviados da repartição. Ferst escreveu essa carta para tentar livrar-se da suspeita de envolvimento no esquema.
A reportagem de VEJA teve acesso a esses áudios há quarenta dias. Só os divulga agora depois de ter encontrado uma fonte com credenciais suficientes para comprovar sua autenticidade. Ela é uma testemunha que também ouviu as gravações e assegura que Marcelo reconhecia como legítimo o seu conteúdo. Mais: o ex-assessor relatou-lhe os mesmos fatos. Essa testemunha, Magda Cunha Koenigkan, foi companheira de Marcelo. Dona de uma revista brasiliense, a Sras&Srs, ela relutou em revelar o que sabia. Temia perder o apoio financeiro para sua revista por parte de governos aliados de Yeda.
Magda diz que decidiu correr esse risco em nome da memória do homem com quem viveu por quinze meses. Em cinco horas e meia de entrevista a VEJA, contou que Marcelo soube da existência dos áudios, gravados por Lair Ferst, em novembro de 2007. "Lair mostrou as gravações e disse que as entregaria às autoridades para provar que os responsáveis pelos desvios no Detran eram integrantes do governo Yeda, e não ele", lembra Magda. Ao ouvir isso, seu companheiro se desesperou: "Entrou em depressão e passou a beber".
De acordo com ela, Marcelo parecia ter reencontrado o equilíbrio em janeiro deste ano, quando aceitou confirmar o conteúdo das gravações aos procuradores federais que apuram o episódio. Chegou a marcar uma data para seu depoimento, mas morreu duas semanas antes da audiência. As declarações de Magda, segundo ela ouvidas diretamente de Marcelo, são desastrosas para o governo tucano do Rio Grande do Sul. Elas mostram uso de caixa dois e desvio de recursos eleitorais para aumento de patrimônio pessoal.
A presente reportagem revela que os áudios existem e que Magda Koenigkan diz ter ouvido do namorado o atestado de sua legitimidade. Mas os áudios não são provas processuais e, a VEJA, Yeda afirmou desconfiar de sua autenticidade. O PT já coletou catorze das dezenove assinaturas necessárias para constituir uma CPI na Assembleia Legislativa com o objetivo de investigar essas suspeitas. Só a CPI e as demais autoridades podem decidir se as gravações são evidência legal dos desvios ali narrados.
A empresária Magda Koenigkan viveu quinze meses, a partir do fim de 2007, com Marcelo Cavalcante, coordenador de campanha de Yeda Crusius, encontrado morto em fevereiro passado. Ela relatou a VEJA as confidências que seu companheiro lhe fez sobre irregularidades que teriam sido cometidas em nome da governadora gaúcha.
Como era a relação de Marcelo Cavalcante com Yeda Crusius? Era assim: na campanha ela ligava para ele a todo instante e pedia: "Marcelinho, precisamos arranjar 10 000 reais para isso e aquilo". E ele arranjava. Era ele, então, quem coletava doações? Se havia um dinheiro para receber, Marcelo pegava e entregava a Carlos Crusius (marido da governadora). No começo (da campanha), tinha de convencer as pessoas a colaborar. Quando Yeda começou a subir nas pesquisas, ficou mais fácil. Vinham 200 000 reais dali, 100 000 de lá. Só que esse dinheiro não entrava para o caixa. Ia para onde? Olha, entre o fim do segundo turno eleitoral e a semana posterior à eleição, Marcelo recebeu 400 000 reais de dois fabricantes de cigarro, 200 000 de cada um. Ambos pediram para que a verba não fosse entregue oficialmente. Então, foi para o caixa dois. Marcelo falava em caixa dois? Até do caixa dois do caixa dois. Marcelo deu os 400 000 reais a Carlos Crusius no comitê da campanha. Crusius agradeceu e foi para uma sala mais reservada, enquanto Marcelo conversava com fornecedores que esperavam para receber o dinheiro que lhes deviam. Aí, Crusius apareceu e disse: "Quero me desculpar. Não conseguimos o dinheiro. Vamos precisar de mais um prazo. Espero sua compreensão". Como Marcelo reagiu? Foi tirar satisfações com Crusius. Ele sempre me repetia essa história. Contava que disse a Crusius: "Como não tem dinheiro? Entreguei na sua mão". Marcelo acreditava que Crusius escondia tudo da governadora. Mas ela justificou a história. Chegou e disse: "Marcelinho, Crusius quer pagar uma dívida antiga nossa que está apertando a gente e, se sair na mídia, não vai ser bom". Marcelo se indagava sobre que dívida era aquela. Ele, que cuidava das finanças dela, não conhecia essa dívida. O que foi feito dos 400 000 reais? Passado algum tempo, Crusius finalizou a compra de uma casa. Pelo que o Marcelo contava, usou os 400 000 reais nisso. A casa da governadora? É. O Marcelo falava que o pai de um dos secretários da governadora simulou ter comprado um apartamento dela na praia. Teria sido uma venda forjada para mostrar que ela tinha renda para comprar a casa. Contou também que a casa custou cerca de 1 milhão de reais, talvez mais. Mas esses 400 000 foram entregues por baixo do pano (ao vendedor). Marcelo relatou-lhe outras irregularidades? Sim. Quem pagava as passagens aéreas e hospedagem para o Marcelo e a equipe da campanha de Yeda? O caixa dois. Marcelo se hospedava no hotel Swan Molinos (em Porto Alegre). Quem pagava era uma agência de publicidade, a DCS. Arcava também com os jantares que a governadora fez antes e depois da eleição. Houve irregularidades antes da campanha eleitoral? Marcelo contou que, quando ela era deputada, todo mês entravam cerca de 10 000 reais de um sindicato (Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Sicepot). O dinheiro ia diretamente para a governadora. Quem pegava era uma mulher contratada pelo Marcelo, Walna Vilarins (atual coordenadora de ações administrativas do governo gaúcho). Por que Marcelo participou do governo Yeda, mesmo sabendo desses fatos? Houve um momento em que ele mudou. Em novembro do ano passado, chegou ao conhecimento dele que havia áudios em que ele falava sobre as doações de campanha, como funcionava o pagamento da hospedagem da equipe e a compra da casa. Marcelo ficou muito angustiado e apreensivo. Quem gravou esses áudios? Outro integrante da campanha de Yeda, Lair Ferst. Ele ajudou Marcelo a arrecadar dinheiro. Entre 2006 e 2007, eles se encontraram diversas vezes. Em novembro, Lair contou a Marcelo que tinha gravado todos esses diálogos e que ia entregá-los à Justiça. Marcelo avisou o governo Yeda? Sim. Sugeriu que fizessem um acordo com Lair. Disse que havia muitos indícios do caixa dois e que Lair tinha ido com ele pegar dinheiro em empresas que não aparecem em lugar nenhum na receita declarada de campanha. A senhora ouviu as gravações? Ouvi. São conversas em barzinhos. Em janeiro, Marcelo foi procurado pela Justiça para confirmar se a voz nas gravações era dele e se tudo aquilo que ele dizia nelas era verdade. Estava com depoimento marcado entre a semana do Carnaval e a seguinte, mas morreu antes disso... Marcelo lhe disse que iria confirmar que a voz das gravações era dele? Sim.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PARA COMPRAR MANSÃO, TUCANA DEU CALOTE NO PRÓPRIO MARQUETEIRO

Rememore abaixo a reportagem de Marco Aurélio Weissheimer, publicada na Carta Maior, em 14/09/2006. E ligue os pontos . .
O marqueteiro Chico Santa Rita, contratado para assessorar a candidata tucana ao governo gaúcho, Yeda Crusius, chutou definitivamente o balde e declarou guerra à sua ex-cliente. O não pagamento da primeira parte dos R$ 700 mil acertados com a coordenação da candidatura tucana levou o publicitário a abandonar a campanha, juntamente com boa parte da equipe que fazia o programa de televisão.
Mas o “chute no balde” não parou por aí. Em entrevista ao jornal Zero Hora, nesta quinta-feira (14), Chico Santa Rita pediu aos eleitores gaúchos que não votem na candidata, comparando sua candidatura a uma “lâmpada queimada”. Ao falar sobre a falta de pagamento, ele afirmou: “Faltou planejamento, faltou comando forte, firme e responsável na campanha, algo que nunca existiu. Espero é que o crescimento que essa campanha ia ter, porque era viável, seja abortado pelos gaúchos”.
O bombardeio não parou por aí: “A Justiça vai falar mais alto. Como sentia que a coisa era complicada, pedi no meu contrato o testemunho de Paulo Feijó (do PFL, vice na chapa de Yeda), de Onyx Lorenzoni (deputado federal e presidente estadual do PFL) e da própria Yeda. Eles me garantiram pessoalmente que eu ia receber. Hoje fico me questionando o que seria desse Estado, que já tem problemas, se cair na mão desse pessoal”, declarou Santa Rita.
Lâmpada queimada
O marqueteiro também atacou a incoerência entre a prática da candidatura e o conceito central da campanha de Yeda, “um novo jeito de governar”: “Contradiz completamente. Ela fala em planejamento, mas onde está o planejamento da própria campanha? Ela dizia que planejar é lançar uma luz sobre o futuro. A luz que ela lança sobre o futuro está com a lâmpada queimada”. Por fim, qualificou a campanha de Yeda como “absurda, feita sem planejamento, sem respeito humano”.
Indicado para responder às críticas de Santa Rita, Sérgio Camps de Moraes (PPS), coordenador da campanha de Yeda Crusius, também saiu atirando: “Essa atitude fala por ela mesma. Ele foi muito ausente até agora na campanha, mas vai ser muito bem pago, vai receber tudo o que foi contratado com ela (Yeda)”. A defesa da candidatura representa outro ponto de constrangimento para o conceito de “novo jeito de governar”, pois põe em xeque a capacidade de escolher bem parceiros e consultores.
Santa Rita e o "novo jeito de governar
"O marqueteiro Chico Santa Rita está longe de ser um desconhecido no cenário político nacional. Entre outros, trabalhou para Orestes Quércia, Collor, Ulysses Guimarães, Mário Covas e Romeu Tuma. Em 1989, fez a campanha de Collor e colocou no ar o ataque de Miriam Cordeiro contra Lula (ela recebeu 24 mil dólares da campanha de Collor para dizer no horário eleitoral que o petista teria lhe oferecido dinheiro para abortar Lurian).
Na época, o marqueteiro justificou o uso eleitoral de uma menina de 15 anos, dizendo que “os eleitores têm o direito de saber tudo da vida daqueles que postulam ser seus governantes”. Agora, ele usa a mesma máxima para atacar a falta de planejamento na campanha da candidata tucana, que conhecia bem o currículo de quem estava contratando. Em suas palestras, Chico Santa Rita defende que a função do marketing político é conscientizar o eleitor das propostas de um candidato.
“A função fundamental dele é apresentar uma boa proposta para que a população a entenda, aceite, participe dela, e venha, através dos candidatos, se posicionar e participar do processo político”, disse o marqueteiro em uma palestra realizada no dia 30 de agosto, no Mato Grosso do Sul. Ele repetiu, na ocasião, que não faz campanha para candidatos em quem ele próprio não votaria. As declarações de Santa Rita ao jornal Zero Hora indicam que ele mudou de idéia em relação a Yeda Crusius.
Realismo orçamentário?
A candidata tucana também parece ter cometido um engano básico na contratação de seu consultor de campanha. Um engano que danifica seriamente seu conceito de “novo jeito de governar”. A resposta de seu coordenador de campanha dizendo que Santa Rita estava ausente mesmo da campanha coloca diretamente a questão: o novo jeito de governar é compatível com a contratação de consultores que permanecem ausentes do trabalho para o qual foram contratados?Outro ponto a ser respondido é que uma das propostas da candidata para enfrentar a crise das finanças públicas do Estado do Rio Grande do Sul advoga a adoção de um realismo orçamentário: “não realizar empréstimos, antecipações de receita e autorizações de novas despesas que agravem o desequilíbrio orçamentário no futuro”, conforme diz uma de suas diretrizes de programa de governo. A julgar pela crise aberta na campanha, essa máxima do realismo orçamentário não foi aplicada dentro de casa.
O resultado dessa incoerência foi o desmantelo da equipe que fazia a propaganda de televisão da candidata. Na terça-feira, cerca de 50 profissionais abandonaram a campanha e retornaram a São Paulo. Chico Santa Rita nomeou um advogado para cobrar a dívida na Justiça. Somente com o pessoal contratado, a dívida é estimada em cerca de R$ 350 mil.
A coordenação da campanha tucana emitiu nota oficial dizendo que toda essa dívida será paga e alegou que enfrenta dificuldades para captar recursos em virtude de uma suposta pressão do governo federal e do governo estadual junto a empresários gaúchos. A alegação é estranha uma vez que o vice de Yeda é o empresário Paulo Feijó (PFL), ex-presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do RS (Federasul).Feijó, aliás, saiu-se com uma explicação peculiar sobre a crise na campanha. “Estamos sendo eficientes, fazendo mais com menos”, declarou.
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domingo, 10 de maio de 2009

TUCANOGATE: TODOS OS HOMENS DE YEDA CRUSIUS

Se você, como nós, está desconfiado das verdadeiras intenções da revista Veja com a reportagem que "compromete" o governo da tucana, é oportuno recapitular as denúncias mais cabeludas que estão no colo de Madame, e que ela, ainda, não explicou nem contestou.
* Para a campanha pelo governo do estado, em 2006, foram entregues 500 mil reais pela Mac Engenharia. Na reunião, estavam presentes Marcelo Cavalcante, Lair Ferst, Chico Fraga (do PSDB, ex-secretário de governo do município de Canoas), Aod Cunha (ex-secretário estadual de Fazenda), Delson Martini (ex-secretário-geral de governo) e Carlos Crusius (marido de Yeda Crusius). * Fumageiras de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires entregaram duas parcelas de 200 mil reais à campanha, na presença de Ferst e Aod, que enfatizaram o fato de que não dariam recibo por ordem da então candidata Yeda Crusius. * O deputado José Otávio Germano (PP-RS) doou 400 mil reais para a campanha a título de "crédito político", na presença de Marcelo Cavalcante, Ferst e da própria candidata. * Vídeo mostra toda a formatação da compra da casa da governadora eleita, com a entrega de 400 mil reais em dinheiro. Estavam presentes Ferst e um corretor de nome Alberti. * Já empossada, a governadora não aceita a distribuição do lucro do esquema no Detran, pois considera 100 mil reais mensais muito pouco. A reunião - única citada sem registro em vídeo - contou com Yeda, Ferst, Flávio Vaz Netto (ex-diretor do Detran) e Dorneu Maciel (da executiva estadual do PP e ex-diretor geral da Assembléia Legislativa). * Delson Martini e Walna Vilarins Menezes, secretária de Yeda, fazem a distribuição de "mensalinhos", na presença de Cavalcante e Ferst. * Humberto Busnello (vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) entrega 100 mil reais para Aod Cunha, na presença de Lair Ferst. * Conversa revela que contas particulares de pessoas ligadas ao governo, inclusive Yeda Crusius, são pagas por agências de publicidade, principalmente a DCS. Ferst e Cavalcante aparecem no vídeo. * Lair Ferst negocia reforma da casa da governadora com a Magna Engenharia.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

MUTRETA DE GOVERNADORA TUCANA É VETADA PELO GOVERNO FEDERAL

-Yeda Crusius quer prorrogar, sem licitação, contratos de pedágio em rodovias gaúchas.
- Ministério dos Transportes diz "não" à trapaça.
- Imprensa venal tenta desqualificar o veto . Em fax enviado ao Palácio Piratini pelo Ministério dos Transportes, nesta quarta-feira, o governo federal deu parecer contrário ao projeto de renovação das praças de pedágio no RS. Sem o aval da União, o trambique tucano vai para o beleléu, uma vez que vários dos trechos rodoviários são federais. Mal a informação tornara-se pública, os veículos do grupo RBS mobilizaram-se para fazer cumprir sua sina sevandija. A infantaria sabuja do tablóide Zero Hora, por exemplo, tascou em sua edição online o seguinte projetil: "Duplica RS: Yeda questiona conteúdo de fax enviado pelo Ministério dos Transportes". Assinada por um certo Rodrigo Orengo, da Rádio Gaúcha, a nota diz: "Após analisar o fax enviado pelo Ministério dos Transportes formalizando a negação ao projeto Duplica RS, a governadora Yeda Crusius afirmou que não entendeu o significado do documento. Para Yeda, trata-se de uma colagem e argumentos jurídicos com resultado confuso. ". Em seguida, dá voz ao secretário-chefe da Casa Civil guasca, um certo José Alberto Wenzel: " — Temos de esperar uma análise desse fax. À primeira vista me parece uma interferência indevida em um momento muito sério pelo qual o Rio Grande do Sul está passando." Por sua vez, a colunista-abelha - aquela dos melífluos sabores - ainda sem os releases de Yeda, promete em seu blog "mais detalhes na Página 10 de amanhã". Acordaremos cedo, pois.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

RBS TV E ZERO HORA SOB CENSURA

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O sagrado direito à informação - dogma do Estado Democrático de Direito - está sendo vilipendiado nas bandas do Brasil Meridional.
Dois dos mais importantes veículos de comunicação do Rio Grande do Sul - beneficiários de 80% das verbas de publicidade do governo tucano - estão calados diante da bandalheira generalizada e do acanalhamento das instituições estaduais. Na xexelenta gazetinha impressa da famiglia Sirotsky, a corrupção e a incompetência administrativa do desgoverno Yeda Crusius desapareceram das manchetes e das páginas internas. Na TV, nem se fala. Você poderá ver o porta-voz das oligarquias guascas tecendo loas a uma mesa de salames ou jubilar-se diante de uma vitrine de ametistas, mas não o ouvirá dizer palavra sobre as sem-vergonhices reinantes no Palácio Piratini. Vasculhe os arquivos recentes do tablóide gaúcho e tente encontrar algum editorial questionando o "desaparecimento" de Yeda Crusius por quase 10 dias. O máximo que conseguirá é uma notinha dizendo que ela foi vista em Canela, na Serra Gaúcha, correndo atrás de ovelhinhas - ai, que amor! Procure reportagens recentes sobre o escândalo do Detran, em que tucanos e apaniguados meteram a mão em mais de R$ 40 milhões. Procure, também, saber em que pé estão as investigações sobre a morte misteriosa de Marcelo Cavalcante, ex-colaborador de Yeda, que apareceu boiando num lago de Brasília. Procure notícias frescas sobre a Operação Solidária. Procure o desdobramento das denúncias de Lair Ferst, o lobista arrecadador da campanha eleitoral de Yeda, que acusa sua mentora de receber mesada de criminosos. Procure notícias com o nome do ex-Ouvidor Adão Paiani, que denunciou um cabeludo esquema de arapongagem institucional dentro do Palácio do governo. Procure alguma mísera matéria sobre Ricardo Lied, o chefe de gabinete de Yeda apanhado com a boquinha na garrafa. Procure, procure, procure! O povo que vê TV e lê o que chamam de jornal está impedido de saber o que se passa em seu estado. Está instalado o Reino das Trevas. Isso não pode continuar. Aguardamos as manifestações da ANJ, da OAB, da ABI, da PQP... Estão solapando a Imprensa livre.
Basta de tesoura!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

YEDA PODERÁ PAGAR ADVOGADO COM SALAMES COLONIAIS

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Desde agosto de 2008, o salário bruto de Yeda Crusius como governadora do Estado do Rio Grande do Sul é de R$ 17.343,14. Descontado o Imposto de Renda, o estipêndio da tucana diminui para R$ 13.236,72. Imaginemos, apenas para efeito de cálculo, que não incida mais nenhum abatimento sobre tal quantia, como INSS, por exemplo. Com absolutamente todas as suas despesas pessoais legalmente pagas pelo contribuinte - casa, comida, roupa lavada, flores e, principalmente, barbitúricos - Yeda tira, limpinhos, 13 paus por mês. Recentemente, a tucana contratou o advogado paulista José Eduardo Rangel de Alckmin, empregado da Escolinha do Gilmar e ex-ministro suplente do Tribunal Superior Eleitoral, para defendê-la das incontáveis denúncias de corrupção envolvendo seu governo e seu próprio nome. Causídicos desta nomeada chamados para causas de antemão perdidas não costumam levantar seus derrières das cadeiras por menos de 1 milhão de reais. Este Cloaca News, normalmente acostumado a apresentar respostas, desta vez quer saber: com que dinheiro Yeda está pagando os honorários milionários do primo do Geraldo Chuchu? Especulemos, leitores!

domingo, 22 de novembro de 2009

YEDA CONDECORA COLUNISTA DE JORNALIXO

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O cidadão Francisco Paulo Sant'Ana, vulgo Paulo Sant'Ana, colunista do tabloide Zero Hora e comentarista da RBS TV (afiliada da Globo), acaba de ingressar no panteão da glória. Graças a um decreto publicado sexta-feira no Diário Oficial do RS, assinado pela ex-governadora em exercício Yeda Crusius, o funcionário da famiglia Sirotsky cravou em seu peito varonil a expressiva "Medalha de Serviços Distintos da Brigada Militar". O édito governamental, no entanto, não informou a que "serviços distintos" refere-se o galardão. Em passado recente, Sant'Ana tornou público um tipo de "serviço" - distintíssimo - que costuma prestar: o de confidente epistolar da mandatária - trabalho que, aparentemente, nada tem a ver com as atividades da valorosa corporação policial-militar gaúcha. Na mesma leva de personalidades civis agraciadas pela tucana encontramos ninguém menos que Ricardo Luís Lied, chefe-de-gabinete de Yeda. Pessoa da maior seriedade, como podemos constatar aqui, Lied foi denunciado, recentemente, por violação do sigilo funcional e tráfico de influência, dentro do Palácio Piratini. Suspeita-se que a insígnia honorífica conquistada por Lied deva-se aos "serviços distintos" que prestou ao Denarc, na calada de certa noite do último julho. .
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A sessão Zé das Medalhas de Yeda Crusius, porém, foi mais adiante. No mesmo dia, no mesmo Diário Oficial, a tucana concedeu outra honraria do gênero a mais alguns heróis da pátria, desta vez por "Serviços Relevantes à Ordem Pública". Um dos contemplados por este apanágio foi a múmia de estimação do tabloide Zero Hora, o pensionista Paulo Brossard. Ex-senador e ministro aposentado do STF, o taura tem ocupado seu tempo escrevendo libelos sem pé nem cabeça, com o único propósito de esculhambar o Governo Lula. Outro que entrou para o rol dos magnânimos medalhados foi um certo Carlos Rivaci Sperotto. Presidente da Farsul, entidade dos fazendeiros do Rio Grande do Sul, e notório defensor dos transgênicos e da Monsanto, em anos recentes ele respondeu processo por homicídio, por causa do assassinato a tiros de seu vizinho, também proprietário de terras, em um litígio de cerca. Sperotto está mal na foto também no TCU, por desviar alguns milhões de reais do SENAR - Serviço de Aprendizagem Rural - entidade ligada à Farsul, destinada à formação de mão-de-obra no meio rural.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

YEDA USA AMBULÂNCIAS PARA FUGIR DE "FESTA DOS PETISTAS"

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Considerada uma das maiores e mais importantes obras viárias do Rio Grande do Sul dos últimos tempos, a Rodovia do Parque terá sua cerimônia de lançamento na manhã desta sexta-feira, 18, em Sapucaia do Sul, na Grande Porto Alegre, com a presença do Presidente Lula. O evento terá, também, a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e dos ministros da Justiça, Tarso Genro, e dos Transportes, Alfredo Nascimento. O investimento é de R$ 824 milhões, e a previsão para a conclusão dos trabalhos é de dois anos e meio. Curiosamente, a solenidade não contará com o ar da graça da governadora-ré Yeda Crusius.
Eis que, folheando as páginas digitais do tablóide gaúcho Zero Hora, encontramos na coluna da melíflua jornalista Rosane de Oliveira a explicação para a ausência da tucana: "Para não se misturar à festa dos petistas, Yeda Crusius estará em Ijuí entregando ambulâncias no momento em que o presidente Lula assinar a autorização para o início das obras da Rodovia do Parque. As relações estão de tal forma deterioradas que ficou impossível dividir o mesmo palco". Este Cloaca News, sempre zeloso, constatou que, sim, a agenda oficial da governante já previa que, nesta data, às 10h, Yeda cumpriria este importante compromisso: "Solenidade de início dos serviços das ambulâncias Salvar/Samu para os municípios de Ijuí, Cruz Alta, Santo Ângelo e Três Passos. Local: Hospital de Caridade de Ijuí." O que a agenda não diz, e a melíflua colunista do tablóide não informa, é que são DUAS as ambulâncias do Samu, e que as ditas cujas estão em circulação desde o dia 12 último, já tendo feito várias viagens, conforme os noticiários da Rádio Progesso e do portal Ijuí Virtual. A "festa dos tucanos" promete ser animada no interior da UTI Móvel com alguns quilômetros rodados.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PROFESSORES GAÚCHOS JÁ ESTÃO PAGANDO PELO JATINHO DE GOVERNADORA TUCANA

Os leitores habituais do tablóide Zero Hora estão tomando conhecimento, na edição de hoje do jornalzinho, de que "Yeda quer visibilidade às ações do governo". O texto da "reportagem" informa que, em reunião com seus secretários, "a governadora Yeda Crusius formatará estratégia para o governo estadual aparecer mais em 2009. Como garantir o brilho do Executivo em anúncios de medidas positivas...". Em outra matéria, na edição digital, lê-se que "Yeda diz que avião não é luxo", e mais esse desabafo da tucana: "Eu vou pegar todo dinheiro em caixa e a Yeda vai "luxar" por aí. Não, não é isso. Não se compra um avião em cash (dinheiro), a não ser que se tenha cash — disse lembrando que o governador de Santa Catarina tem três aviões, e do Paraná, oito." Disse mais a desvairada senhora: "Podem chamar de Aeroyeda, Queen Air, o que quiserem, podem continuar discutindo, o Rio Grande tem que se discutir". Enquanto isso, algumas dezenas de milhares de professores da rede estadual gaúcha estão queimando a mufa para saber onde gastar o polpudo subsídio de alimentação depositado esta semana em suas contas-correntes pelo brilhoso Executivo: algo em torno de 35 reais. Até o mês passado, tal quantia passava de 90 reais. Desse reluzente e palpitante tema, no entanto, o tablóide do grupo RBS não se ocupou. Ah! íamos nos esquecendo de mencionar este outro trecho do esplendoroso jornalismo de Zero Hora: "A partir de agora, haverá reuniões de pauta semanais com assessores de imprensa que trabalham no primeiro e segundo escalões, para afinar a melhor forma de transmitir a informação até mesmo sobre o acesso a serviços de interesse dos cidadãos".

quinta-feira, 26 de março de 2009

O VERDADEIRO PROBLEMA DE YEDA CRUSIUS

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A melíflua jornalista Rosane de Oliveira, editora de Política e colunista idem do tablóide Zero Hora brindou sua legião de admiradores com mais um de seus favos xaroposos. Seu extraordinário e contagiante carisma, desta vez, foi suplantado pela agudeza da avaliação que fez sobre os números da governadora tucana Yeda Crusius apresentados ontem pelo Datafolha.
Em um vídeo de dois minutos e pouco, colado em seu blog corporativo, a abelha-rainha do Jornalismo afirmou, peremptoriamente, que a desastrosa nota 4,3 conferida à governante dos gaúchos deveu-se a "um problema de comunicação". Segundo a colunista, "Yeda tem dificuldade de se comunicar com os eleitores". Nada a ver, portanto, com a roubalheira no Detran, o sucateamento do Estado, a casa nova, a maquiagem contábil do "deficit zero", as surras de cassetete no funcionalismo, o "suicídio" do assessor em Brasília ou a arapongagem criminosa. Curiosamente, nas últimas semanas, a mesma Rosane vinha exibindo uma radiosa satisfação com o "desempenho" de Yeda, principalmente depois que o Piratini liberou uma verba de..."comunicação". Você, cara leitora, caro leitor, diria que, diante do fiasco da tucana no Datafolha, a RBS falhou na "comunicação"? Ou será que a jornalista está passando um recadinho para o governo estadual, sugerindo "flexibilizar" o numerário? Assista ao vídeo clicando aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2009

TUCANA NO BICO DO CORVO

. Pior governante do Brasil, Yeda Crusius já sente um bafo diferente em seu fidalgo cangote .
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira aponta que a tucana Yeda Crusius teve a pior avaliação entre todos os governadores brasileiros. Com "popularidade" estimada em 49%, sua nota ficou em 4,3.
Nenhuma surpresa, convenhamos. Com uma administração marcada por arroubos fascistas, sucateamento da Educação, depreciação da Saúde, menoscabo à Segurança, desvios milionários no Detran, compra de casa com dinheiro de campanha, engodos contábeis e, agora, até espionagem criminosa (não vamos incluir nesse rol o cadáver do "embaixador" gaúcho em Brasília), a inquilina do Palácio Piratini sobrevive graças aos seus sabujos da mídia local, devidamente alimentados com as generosas verbas "de comunicação" do estado. Seu partido pelintrão faz a parte que lhe cabe: reunida ontem, a Executiva estadual do PSDB, por decisão unânime, expulsou o ex-ouvidor da Segurança Pública Adão Paiani. Justamente o cidadão que denunciou o uso do sistema de escutas da Secretaria de Segurança Pública, o Guardião, para fins de extorsão política. Na Assembléia Legislativa, a bancada oposicionista - salvo honrosas exceções - anda plácida demais para o nosso gosto. Mas, temos fé que essa letargia esteja com as horas contadas. Além da banda blogosférica que não condescende com as embusteirices tucanas, os caras-pintadas já se preparam para chamar a formosa governadora na chincha. Clique aqui para conferir. E comece a cantarolar a musiquinha: Yeda vai ganhar/ uma passagem pra sair desse lugar/ não é de trem, nem de navio, nem de avião/ é algemada/ no camburão!!!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O QUE NINGUÉM HAVIA REPARADO EM YEDA CRUSIUS

A edição digital do tablóide Zero Hora apresentou, nesta terça-feira, uma curiosa "notícia" sobre a "reaproximação" da governadora tucana do RS com o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Sob o título Yeda tenta reaproximação com Fogaça: "Temos um bem-querer danado", a nota tinha como pano de fundo o encontro ocorrido na abertura de uma reunião da governadora com prefeitos, em um hotel da capital gaúcha. Segundo o relato, a certa altura Yeda abespinhou-se com um repórter que perguntou se aquele encontro com prefeitos não era semelhante ao do presidente Lula, contestado pelo PSDB, partido da governadora. "Não tenho barba nem me chamo Dilma. Você está fazendo intriga" – asseverou a tucana.
. Ah, bom!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A FOTO MOSTRA UMA COISA. E A COLUNISTA DE ZERO HORA DIZ OUTRA.

Este blog não é de muitos rodeios. Não espere encontrar aqui ensaios epistemológicos e textos "cabeça" sobre o que quer que seja. Nossa missão é outra, como se pode ler logo à direita de quem entra. Aliás, nosso nome não é CLOACA DIPLOMATIQUE. Somos simples, talvez até intelectualmente simplórios. Mas não somos idiotas. Por isso mesmo, ao nos depararmos com a imagem acima, homiziada na coluna eletrônica de Rosane de Oliveira, a colunista-abelha do tablóide Zero Hora, estacamo-nos em meio a um surto misto de perplexidade e indignação. O título da nota assinada pela "depuradora de melífluos sabores" (leia postagem do dia 15/11) é: "De professora para professora". Assim escreveu a vespinha: "Incomodada com os protestos de um grupo de professores grevistas e integrantes do Cpers diante do Piratini nesta quarta-feira de manhã, Yeda Crusius não hesitou em pedir silêncio aos manifestantes, com o dedo à frente dos lábios. Yeda participava de um ato em homenagem ao Dia da Bandeira, com a banda da Brigada Militar executando os hinos Nacional, da Bandeira e do Rio Grande do Sul, diante do palácio. Segundo a governadora, ela pediu silêncio porque os manifestantes estavam vaiando durante a execução dos hinos. A presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, tem outra versão. Ela diz que os professores entoavam palavras de ordem, mas apenas enquanto a banda não tocava".
Observe a foto, cara leitora, caro leitor. Repare que há um camarada de terno azul amarrando uma das bandeiras a serem hasteadas. Significa que ainda não se iniciara a execução dos hinos, concorda? Observe os cavalheiros risonhos e descontraídos que circundam a governadora tucana. Convenhamos que postura deles não é a que se imagina de alguém em "posição de sentido", adequada a uma situação tão solene. Obviamente, a cena flagrada pelo fotógrafo Fernando Gomes antecede a parte musical, digamos, da cerimônia. Mas a jornalista adestrada e servil preferiu apresentar a "versão" de Yeda Crusius, a de que os manifestantes - mulheres e homens, a maioria professores - vaiaram "durante a execução dos hinos". Esta é a Editora de Política do tablóide da RBS e a "analista política mais importante do Rio Grande do Sul".

sábado, 22 de novembro de 2008

MAIS UMA PATIFARIA DO GOVERNO YEDA. RBS ESCONDE

Governo tucano do RS não quer pagar os professores. Mas a Secretária de Educação já está recebendo gratificação de quase R$ 7 mil que ainda nem passou pela Assembléia

O RBS Notícias, telejornal regional vespertino da afiliada da Globo, calou o bico. Na edição dessa noite, tratou apenas das banalidades a que já está acostumado. Nem um pio sobre mais esse escândalo do "novo jeito de governar" da tucana Yeda Crusius. A edição digital do tablóide Zero Hora, até este momento, também não toca no assunto. Um indecoroso projeto de lei que cria pagamento de função gratificada para alguns Secretários, enviado há poucos dias em regime de "urgência" pelo Piratini à Assembléia Legislativa gaúcha, sequer entrou em pauta naquela casa. Mas, ao arrepio da Lei e da Moral, a "gratificação" já vem sendo paga sistematicamente há pelo menos quatro meses aos ditos cujos. Uma mixuruquice de quase R$ 7 mil a mais por mês injetada nos contra-cheques dessas desprivilegiadas criaturas. Entre os beneficiários desse "plus a mais", está ninguém menos que a corada Mariza Abreu, a Secretária de Educação, a mesma que está sugerindo que os professores trabalhem de graça nas férias para repor os "dias parados" que não serão pagos pelo governo de Yeda Crusius. A sem-vergonhice tucana foi flagrada pelo Tribunal de Contas do Estado. O presidente da Corte, Porfírio Peixoto, já avisou: os pagamentos indevidos terão que ser suspensos imediatamente. E tudo o que já foi pago terá que ser devolvido ao Tesouro estadual.

ILUSTRAÇÃO: CHARGE DE EUGÊNIO NEVES

segunda-feira, 16 de março de 2009

ESGOTO NA MADRUGADA

Colunista de tablóide gaúcho faz hora-extra para tentar livrar a cara de Yeda Crusius de mais um escândalo .
Sabe aquelas verbas de "comunicação" que o governo fascista - e supostamente corrupto - da tucana Yeda Crusius arranjou para criar uma "agenda positiva"? Pois é. Parece que a tal dotação orçamentária está sendo utilizada, também, para outros fins. É o que podemos concluir ao visitarmos o blog de Rosane de Oliveira, a colunista-abelha do jornalzinho Zero Hora (se você está chegando agora, clique aqui e saiba de quem estamos falando).
Sempre incansável em seu afã de preservar a "boa imagem" de Yeda, a diligente jornalista tem ficado no batente até altas horas. Na madrugada de sábado, 14, quando os relógios marcavam 01:47h, a "depuradora de melífluos sabores" soltou a seguinte troça em seu diário digital: "Três versões para a queda". No texto, a risonha moça de Campos Borges trata a suposta arapongagem criminosa no governo estadual como "uso irregular" do sistema Guardião, não sem antes afirmar que a demissão do Ouvidor - autor das denúncias - ganhou "dimensão maior do que merecia". Em seguida, brinda os leitores com suas "três versões", e em todas elas - pasme! - o denunciante é o vilão. Quer começar a semana com engulhos? Então, clique aqui.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

RELATÓRIO SEM-VERGONHA DE TUCANO IDEM DIZ QUE NÃO HÁ CORRUPÇÃO NO GOVERNO SEM-VERGONHA DE TUCANA IDEM

Um certo Coffy Rodrigues, deputado tucano que lidera o ranking da sem-vergonhice no PSDB gaúcho, não teve pejo de se apresentar, ontem, diante de câmeras e microfones, lendo o que ele afirmou ser o relatório final da CPI da Corrupção, instalada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para investigar a roubalheira generalizada que campeia no governo de Yeda Crusius. Com a mesma caradura cínica observada durante as sessões da Comissão em que era o relator, nas quais aproveitava o "tempo livre" para cortar as unhas ou jogar boliche no celular, Coffy brindou os circunstantes com uma ode ao escárnio, isentando sua fada-madrinha - e toda a corriola amiga - de responsabilidades em todos os episódios de corrupção deslavada colecionados durante a gestão de Yeda. Estamos falando de desvios na casa das centenas de milhões de reais, sobre os quais os deputados sem-vergonhas aliados do Piratini manifestaram-se fugindo do plenário na hora H.
E estamos falando de escândalos fartamente ilustrados com gravações de áudio e vídeo, fotos, documentos e testemunhos, todos devidamente registrados pelo blog Zero Corrupção, criado para tal fim. A chamada "imprensa local", como sói, tratou logo de botar um rochedo sobre o assunto. Na capa do tabloide Zero Hora - a mais sem-vergonha das gazetas sem-vergonhas brasileiras - a zombaria patrocinada pelos tucanos ganhou este esclarecedor destaque na edição hoje: .

Seu concorrente, Correio do Povo, pelo menos teve a hombridade de dar nome aos bois, a despeito dos miseráveis três parágrafos que destinou à pauta. Se você quiser ler o verdadeiro relatório da CPI da Corrupção, que propõe o indiciamento de 32 sem-vergonhas - incluindo Yeda - clique aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A DIFERENÇA ENTRE ZERO HORA E UMA LATA DE TITICA

Não faz muito tempo, um filme publicitário do tablóide Zero Hora que anunciava a edição do dia seguinte terminava com o logotipo do jornalzinho cercado por uma pequena nuvem de insetos. Eram moscas. Hoje, o comercial é outro. Tiraram as varejeiras de cena. Mas, a gazetinha da RBS não mudou nada. Tomemos como exemplo a edição deste dia 16 de abril. Na página 8, de "Política", encontramos escondida uma sensacional "reportagem" sobre o milionário escândalo trazido à tona pela Polícia Federal, e que insiste em bater à porta da governadora tucana Yeda Crusius. Poderíamos escrever "clique aqui" e remeter você que nos lê diretamente à cena do crime. Ocorre que o texto da "matéria" é tão esclarecedor e tão rico que resolvemos copiá-lo na íntegra.
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GOVERNO DO ESTADO
Silêncio sobre Solidária
O Palácio Piratini evitou se manifestar ontem sobre o indiciamento da empresária Neide Bernardes em quatro inquéritos da Operação Solidária e a convicção de agentes federais de que ela e outros investigados teriam Walna Vilarins Meneses, assessora da governadora Yeda Crusius, como “elemento de ligação” com o governo.
Zero Hora deixou recados na caixa postal do assessor de imprensa do Piratini, Joabel Pereira, mas não obteve retorno. Também pediu contato com o secretário da Transparência, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, mas não houve resposta. Durante todo o dia o telefone de Walna foi atendido por uma funcionária do Piratini, que sustentou que ela estava em reunião.
O líder da bancada do PSDB na Assembleia, Adilson Troca, disse que o Piratini não deve se envolver no caso:
– Não temos conhecimento de que Walna esteja sendo investigada. Essa senhora chamada Neide é a investigada, e foi pego um contato dela com Walna. Walna faz parte do governo e cabe a ela buscar essas informações. O governo não deve se envolver nisso.
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Viu só, que maravilha o poder de síntese dos editores? E o que dizer do último parágrafo, com a fala do deputado tucano? Você entendeu? Então, vamos explicar: Walna Vilarins Meneses é o braço direito de Yeda Crusius, e é apontada pela Polícia Federal como elo do governo com a corrupção. Nas palavras do Sr. Troca, "Walna faz parte do governo", mas "o governo não deve se envolver nisso". E acabou a reportagem. Sem assinatura. Sequer um pedido de desculpas pelo mau cheiro exalado. Ah, sim, a diferença entre o tablóide da RBS e uma lata cheia de troçulhos? Está na cara. É a lata.

terça-feira, 21 de julho de 2009

EXCLUSIVO: FLAGRAMOS ASSESSOR-ESPIÃO DE YEDA COM A BOCA NA BOTIJA

. Desde que foi pilhado à frente de um suposto esquema tucano de arapongagem dentro do Palácio Piratini, o chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Luís Lied, tenta se esconder das lentes. Denunciado como espião pelo ex-Ouvidor da Segurança, Adão Paiani (demitido por Yeda pelo Diário Oficial), Lied é acusado, entre outras coisas, de violação do sigilo funcional e advocacia administrativa, mais conhecida como "tráfico de influência". Há quatro dias, o ilibado Ricardão meteu-se em nova encrenca. Na calada da noite, acompanhou integrantes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) que foram avisar o atual diretor do Detran gaúcho, Sérgio Buchmann, de que um filho dele seria preso. Desconfiado de que poderiam estar armando uma cilada para desgastá-lo no governo, Buchmann tornou pública aquela estranha visita, convocando testemunhas e avisando a imprensa. Você pode saber mais de Lied e sua mentora clicando aqui.
. Ou, para conhecer a seriedade deste integrante do primeríssimo escalão do governo tucano do Rio Grande do Sul...
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...desce mais...
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. ...desce mais um pouquinho...
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. ...desce mais...
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desce devagarinho...
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Antes que alguém vá dizendo tratar-se de montagem, ou mesmo invasão de privacidade, já vamos logo avisando: esta imagem está disponível ao público bem aqui. Se quiser, você também pode clicar aqui e arriscar uma amizade ou algo mais com o camarada. Quem sabe, ele convide para uma cervejada. Ou para uma dança malemolente... uma boquinha...

domingo, 30 de novembro de 2008

A ESCRAVA YEDA

A governadora fascista do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, queria passar alguns recados. Para isso, ordenou que o tablóide Zero Hora enviasse algum estagiário-sabujo ao seu gabinete. Da "entrevista" de uma hora e meia brotou este plangente título, encimando a "matéria":
Logo imaginamos a pobre tucana submetida a grilhões e calcetas, exibindo marcas de chibatadas em seu delicado lombo. Perscrutamos linha por linha para conhecer, afinal, quem seriam seus algozes. Mas, para fazer jus ao numeral que carrega em seu nome, a gazetinha da RBS não se ocupou desse tema, preferindo estribar-se na pauta da governante.
Se você clicar sobre o título acima, em azul, irá parar diretamente na fossa séptica virtual do jornalóide, onde está abrigada mais essa página imortal do Jornalismo de Esgoto de nossa pátria. Testemunhará o diálogo do sujo com o mal lavado - ou vice-versa. E terá que engolir algumas das farsas apresentadas pelo governo estadual como "avanços", tais como o "deficit zero", os pedágios sem licitação, o decreto fascista que institui o dedo-durismo e criminaliza os servidores públicos e até a excelente performance do coronel MendeSS, o comandante da Brigada Militar - aquele que adora quebrar a cabeça e as pernas dos trabalhadores reclamões.
O Cloaca News aproveita a ocasião para informar que os professores da rede estadual gaúcha receberam apenas uma fração de seus salários deste mês. Tiveram descontados os "dias parados" durante a recente greve. Mas estão obrigados a fazer a reposição das aulas. Trabalharão de graça. E na marra.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

FILHO DE PEDRO SIMON TEM BOQUINHA NO GOVERNO YEDA (...e na Portosol...)

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O simpático gargajola na foto ao lado é Tiago Chanan Simon.
"Advogado com Pós em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas", Tiago "já foi empresário no ramo de química e de papel e celulose" antes de ser acomodado no desgoverno de Yeda Crusius como Diretor de Desenvolvimento Empresarial da Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais - Sedai (ver Estrutura). Desconhecemos de que maneira o rapaz concilia as responsabilidades inerentes ao cargo público que ocupa com a presidência de uma certa Viaredes, uma organização congregadora de redes empresariais. Mas, como veremos a seguir, Tiago deve mesmo ter o dom da ubiqüidade. Tiago é filho do vaniloqüente senador Pedro Simon, o mesmo que, na última segunda-feira, no plenário do Senado, desconversou diante de uma pergunta boba feita pelo correligionário Renan Calheiros: "Vossa Excelência conhece a Portosol?".
. Tiago, certamente, saberia a resposta, como se pode ver aqui ou aqui.
. A "Instituição Comunitária de Crédito Portosol", com sede no centro de Porto Alegre, "não é banco nem financeira", eles vão logo avisando. E, embora tenha como "sócios" o Governo Estadual e a Prefeitura Municipal, trata-se de uma ONG, "prestadora de serviços", com a nobilíssima missão de "facilitar a criação, crescimento e consolidação de empreendimentos de pequeno porte, formais ou informais". Observe este comovente depoimento da costureira Carmen Beatriz: "...Eu já costurava, mas precisava de dinheiro pro negócio deslanchar mesmo. Aí eu bati em várias portas e todo mundo me disse não, menos a Portosol, que acreditou em mim, me ajudou, me deu apoio. Comprei 9 peças de tecido com aquele primeiro crédito e aí que meu negócio começou. Hoje eu tenho uma loja boa, reformei a casa e sigo cliente da Portosol, porque eles estão comigo pro que der e vier".
. Este Cloaca News, que não sabe em que porta bater, ficou matutando: será que Pedro Simon andou precisando de algum "pro negócio deslanchar" e foi bater na porta da Portosol? Se bateu, Tiago a abriu para o querido daddy? Se abriu, papito conseguiu sair de lá carregando consigo algumas "peças de tecido"? Especulemos mais, leitores! Por que será que Pedro Simon defende Mamãe Yeda? E por que será que o senador gaúcho não respondeu à pergunta do Tio Renan - "Vossa Excelência conhece a Portosol?". . ATUALIZAÇÃO - 13:45h - Segundo o Blog do André Machado, abrigado no sítio digital do tablóide Zero Hora, Tiago Chanan Simon não trabalha mais para o Governo do Estado. Sua exoneração foi assinada em 14 de juho e publicada no último dia 30 no Diário Oficial, mas o nome dele ainda aparecia na manhã de hoje no site da Sedai. Diz mais o blogueiro de Zero Hora: "Tiago Simon presidiu a Portosol entre março de 2006 e novembro de 2008. Deixou o cargo quando da assinatura de um convênio com o Ministério do Trabalho, o que poderia causar desconforto ao senador Simon pela relação com o Governo Federal. A assessoria do senador divulgou uma nota onde afirma que a atuação na Portosol não era remunerada. A notícia sobre a participação do filho do senador no Governo do Estado foi publicado (sic) pelo blog alternativo Cloaca News."