sábado, 19 de setembro de 2009

CINE CLOACA

Vamos logo avisando: estamos copiando, descaradamente, a idéia de La Vieja Bruja, um dos biscoitos finíssimos da blogosfera, e por quem, orgulhosamente, botamos a mão no fogo. Foi lá que soubemos que o projeto Porta Curtas Petrobras está disponibilizando para a internet todo o seu acervo de curtas-metragens, com as melhores produções brasileiras do gênero. Para mais informações sobre o projeto, e, quem sabe, também embarcar na parceria, clique aqui.
Para nossa sessão inaugural, o campeoníssimo Ilha das Flores, do gaúcho Jorge Furtado, produzido em 1989 e eleito, em 1995, pela crítica européia, "um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século XX".
Após o "curta", que dura 13 minutos, apresentamos um "longa", no caso, a palestra proferida por Furtado na abertura do I Simpósio Estudos de Cinema e Audiovisual, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, no último dia 16.
Anotações para a mesa de abertura do I Simpósio Estudos de Cinema e Audiovisual. Realização: Mestrado em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi Coordenação: Profa. Dra. Bernadette Lyra Organização: Profa. Dra. Sheila Schvarzman e Prof. Dr. Rogério Ferraraz São Paulo, 16 de Setembro de 2009. . Aceitei este convite por três motivos. Primeiro, a parceria da mesa e fato de o convite ter partido de pessoas cujo trabalho eu admiro. Segundo, o hábito (ou desejo, ou necessidade) que tenho de, quando dá tempo, parar para pensar, de preferência por escrito, sobre o que faço ou deixo de fazer. Terceiro, o título da mesa e do simpósio: “A experiência do cinema e do audiovisual brasileiro hoje”, para mim tão incompreensível que a curiosidade de desvendá-lo com vocês me fez sair de casa e viajar estes dois mil quilômetros.

O que distingue o discurso acadêmico dos outros é a necessidade de que aqui definam-se os termos. Definir nossos termos, portanto, a começar pelo termo “cinema”, é tarefa que passo a exercitar.

A melhor definição de cinema que eu conheço é a de Abel Gance: “Cinema é a música da luz”. Que esta luz dance numa tela de pano, num lençol esticado, numa parede de tijolos ou de madeira, numa chapa de vidro ou cristal líquido, pouco me importa. Note-se que pouco me importa não quer dizer que não me importe, quer dizer que me importa pouco.

Me importa muito mais, às custas da linguagem cinematográfica e seu time de onze elementos – a saber: personagem, cenário, enquadramento, luz e duração; movimento, som e falas, ação dramática, plano e corte – me importa, através do arranjo e combinação destes elementos, compartilhar prazeres, surpresas, desejos, dores.

Me importa bem mais a possibilidade de contar boas histórias, de apresentar aos espectadores bons personagens, conflitos que os iluminem, imagens e músicas das quais não esqueçam, dúvidas que os informem, os transformem, os façam crescer.

Me importa bem mais que o sal de prata ou o chip, bem mais que o tamanho ou material da tela, investigar formas narrativas, “Era uma vez e não era uma vez, e ainda assim era uma vez”. Me importa apresentar ao público o sempre comovente trabalho dos grandes atores. Me importa trabalhar com bons profissionais.

Na lista dos muitos pontos de interesse que para mim tem o ato de fazer cinema, o meio ou suporte em que ele será exibido ocupa, portanto, um lugar discreto. Neste critério, o “como se vê”, uma sala escura, com tela grande, público que saiu de casa principalmente para isso e não tem na mão um controle remoto, ainda é o espaço mais nobre, com muitas vantagens (o tamanho da tela, a atenção dos espectadores, a ritualização do ato de ver, o espaço público compartilhado, celulares quase sempre desligados) e algumas desvantagens (preço, disponibilidade, horários rígidos, distâncias longas a percorrer, celulares nem sempre desligados, publicidade inevitável, trailers inevitáveis, projeção deficiente).

A idéia de que “cinema” só tem sentido numa sala de cinema é insustentável. Tomo por exemplo a obra de Billy Wilder, um dos maiores mestres da história do cinema. Já vi todos os seus filmes, alguns várias vezes, e só um, uma vez, no cinema, uma cópia de “Sabrina” que assisti, por curiosidade, num pequeno cinema quase vazio.

A chance de um filme ser visto aumenta muito na televisão e, embora parte significativa do público preste pouca atenção, a parte que presta atenção supera amplamente o público das salas de cinema.

Meu filme de maior bilheteria no cinema foi “O Homem que copiava”, com cerca de 660 mil espectadores, no Brasil. Quando passou na televisão o filme foi visto por mais de 20 milhões de espectadores. Não tenho idéia de quantas pessoas viram em dvd ou quantas baixaram o filme nos muitos links na internet.

Comecei na televisão e um dos motivos que me levaram ao cinema foi o desejo de dar ao trabalho maior durabilidade. Os dvds e os arquivos digitais atenuaram muito a vantagem que, neste aspecto, o cinema tinha sobre a televisão. E estes dias li uma entrevista do grande fotógrafo Vittorio Storaro, dizendo que hoje prefere fazer televisão, já que a imagem melhorou muito e as telas cresceram, ao contrário do cinema, onde as projeções muitas vezes são deficientes e as telas estão diminuindo.

O título deste encontro fala em “cinema e audiovisual”, expressão que a mim soa tautológica como “quindins e doces”, “futebol e esportes”, “gaúchos e seres humanos”. Pois se podemos dizer que o cinema é algo, podemos dizer que ele é “audiovisual”. Olfato, gosto e tato, ficam para a escultura, a culinária, o teatro. No cinema temos imagem e som, e é o que no basta.

Crises de linguagem denunciam, sempre, crises de pensamento. Se vocês, acadêmicos, pessoas sérias, inteligentes, movidas pelas melhores intenções, excluem o que chamam de cinema daquilo que chamam de audiovisual, universo ao qual o cinema inequivocamente pertence, é porque a idéia de cinema está em crise. E é claro que está.

Tenho 50 anos. Não sou saudosista, acho que hoje é melhor que ontem em quase tudo, mas o cinema que eu conheci na infância e adolescência não existe mais. Imagino que a maioria dos presentes não tenha visto o mundo antes do vhs e talvez até haja no recinto alguém que já não sabe do que se trata, mas o cinema, até o longínquo ano de 1982, tinha mais a ver com teatro do que com televisão.

Borges ensina que a mente humana é resistente aos argumentos e mais facilmente seduzida por poemas ou histórias. Seguindo seu conselho, defendo minha tese não com argumentos, mas com um caso exemplar.

Havia uma prática no Brasil, talvez ainda haja, de se queimar as cópias dos filmes quando terminada a validade do certificado de exibição, que era de cinco anos. A fogueira – acompanhei uma - era feita em local público, com laudo do corpo de bombeiros, garantia exigida pelas distribuidoras americanas que não queriam ver suas cópias circulando por aí. Em Porto Alegre havia um cinema, o Bristol, programado pelo meu amigo e futuro colega de trabalho, Romeu Grimaldi, que fazia sessões dos filmes na véspera da queima da cópia, sempre nas sextas-feiras, dez da noite. Era a última chance de assistir o filme, que seria queimado no sábado, pela manhã. Vi muitos filmes nestas sessões, lembro imediatamente de “Sétimo Selo”, “Providence”, “Barbarela” e “Woodstock”.

Com o vídeo ainda por ser inventado, aquelas sessões eram um acontecimento, um cinema lotado de pessoas que achavam que aquela seria muito provavelmente a última chance na vida de se ver um filme. Quem estava lá viu, quem não viu não veria nunca mais, como o “Macunaima” do Antunes Filho, o “Rasga Coração” com Raul Cortez, o “Asdrubal trouxe o trombone” com a Regina, o Luis Fernando, o Evandro, a Patrícia.

Mesmo sem a carga dramática de uma morte anunciada na fogueira, toda sessão de cinema era, em algum grau, um acontecimento. O ritual cinematográfico, a tal “experiência do cinema”, sobrevive e sobreviverá entre aficionados, como o “Bumba Meu Boi” ou o aeromodelismo.

No final do século passado, com os dvds já vendidos em bancas ao preço de uma revista, um amigo fez uma piada profética: “O bom de comprar os filmes e levar para casa é que você não precisa vê-los”.

Se é fato que ter o filme na prateleira não substitui o prazer ou o infortúnio de assisti-lo, também é fato que ter o filme disponível para ser visto a qualquer tempo muda inteiramente sua relação com ele.

Vamos fazer um teste. Hoje é dia 12 de setembro de 2009, estou em Porto Alegre, chove, 16 graus. Digamos que eu queira ver o curta que o Alain Resnais fez sobre o Paul Gaugin, um dos poucos filmes dele que não tenho em dvd. Estou conectado e vou tentar encontrar o filme. São 11 e 11.

São 11 e 14. Achei vários curtas de Resnais no Youtube (Noite e Nevoeiro e outros, todos que eu já tenho), mas não o sobre o Gaugin. Achei muitas referências ao filme (IMDB foi a primeira, via Google). O filme tem 14 minutos, foi feito em 1950, vi faz tempo numa mostra da Aliança Francesa, junto com Guernica e Van Gogh, dois outros curtas do Resnais. (Dos três, o melhor é Guernica, mas nenhum deles se compara com suas obras-primas em curta metragem, “Toda a memória do mundo”, “Noite e nevoeiro” e “O canto do estireno”).

São 11 e 21 e escrevo vendo o filme, uma tela para o Word e outra para o Firefox. O endereço:

http://www.dailymotion.com/video/xqyh4_alain-resnais-paul-gauguin-dvdrip...

Levei 10 minutos para encontrá-lo, é uma raridade. A qualidade de imagem e som não é muito boa, mas é bem melhor que a da projeção que vi na Aliança, num barulhento super-oito.

Até hoje só baixei dois filmes de longa metragem na internet, isso depois de procurá-los por alguns anos em balaios e sites. Foram eles: “Vida em Família”, do Ken Loach, um extraordinário relato sobre a construção de uma esquizofrenia, a história de uma filha saudável e inteligente enlouquecida por pais doentes, e “Next stop: Greenvich Village” (no Brasil, “Próxima parada: bairro boêmio”), um dos primeiros filmes de Paul Mazursky (que depois se tornaria um diretor, sejamos gentis, irregular), excelente roteiro onde brilham as interpretações de Shelley Winters (que faz uma mãe judia para dar inveja ao Woody Allen), da jovem, talentosa e bela Ellen Greene, e que marca a estréia no cinema de Christopher Walken no papel de maluco assustador. Baixei não sei de onde, numa noite, passei para um dvd, vi estes dias, seguem sendo dois grandes filmes.

Lembrei agora de um filme que não vejo faz tempo e que nunca vi em vídeo ou dvd, “Jonas que no ano 2000 terá 25 anos”, do suíço Alain Tanner. Procurei agora o filme na Amazon, achei, um dvd duplo com “Amantes no meio do mundo”, também um bom filme, paguei com cartão, chega em duas semanas, no máximo.

Pronto. Posso ver a qualquer momento todos os filmes que eu quero ver ou rever. A não ser que eu esteja completamente enganado e não só exista vida após a morte mas também maneiras de acessar de lá arquivos do lado de cá, tenho perto de mim, no momento em que escrevo, mais bons filmes que conseguirei ver um dia. Se é que vou tentar vê-los um dia, já que eles ocupam uma pequena parte das prateleiras, quase que inteiramente tomadas pelos livros que jamais conseguirei ler.

Se é assim, para que ver filmes novos? E para que fazer filmes novos?

Se não há um motivo para o novo, é preciso inventá-lo. Um bom motivo para o novo é lembrar que, como bem diz Lenine - o músico pernambucano, não o líder soviético - “a vida não pára”. E se a vida não pára, as formas de representar a vida também não param.

O cinema - ou audiovisual, ou seja lá que nome queiram dar a esta “música da luz” - me interessa como forma de representar a vida, é a melhor que há. Isto não é minha opinião, é um fato científico. O neurologista António Damásio esclarece: “A narrativa sem palavras é natural”.

“Os filmes são a representação exterior mais próxima da narrativa dominante que ocorre em nossa mente. O que acontece em cada plano, o enquadramento diferente de um assunto que o movimento da câmera pode mostrar, o que se passa na transição de planos, produto da edição, e o que ocorre na narrativa construída por uma específica justaposição de planos é comparável, em alguns aspectos, ao que está se passando na mente, graças ao mecanismo incumbido de produzir imagens visuais e auditivas e aos numerosos níveis de atenção e de memória operacional.

A narrativa sem palavras é natural. A representação imagética de seqüências de eventos cerebrais, que ocorre em cérebros mais simples do que o nosso, é o material de que são feitas as histórias. Uma ocorrência natural de narrativa pré-verbal pode muito bem ser a razão pela qual acabamos por criar a arte dramática e finalmente os livros, o que hoje leva boa parte da humanidade a passar tanto tempo de suas vidas diante das telas de tevê e do cinema.

Contar histórias, no sentido de registrar o que acontece na forma de mapas cerebrais, é provavelmente uma obsessão do cérebro e talvez tenha início relativamente cedo, no que concerne tanto ao processo evolutivo como à complexidade das estruturas neurais necessárias para criar narrativas. Contar histórias precede a linguagem, pois é, na verdade, uma condição para a linguagem”.

Atenção para a última frase:

“Contar histórias precede a linguagem, pois é, na verdade, uma condição para a linguagem”.

Gosto de contar histórias, e também de ouvir, ler, ver histórias. Qualquer linguagem conta uma história, mesmo que não queira.

Nova citação, agora de Ernesto Sabato, em seus extraordinários diálogos com Borges:

“A arte é para a comunidade o que o sonho é para o indivíduo. Talvez sirva para salvar a comunidade da loucura. E essa seria a grande missão da arte (...) Os personagens de Shakespeare, ou seja, Shakespeare, assassinam, traem, torturam, violam, suicidam-se, enlouquecem. Por muito menos que isso a sociedade o jogaria na prisão ou no manicômio. Mas levanta monumentos para ele. Estranho, não é mesmo? A única explicação é que a sociedade intui que esse criminoso louco preserva todos nós do crime e da loucura. Quanto aos que não podem ser Shakespeare, sonham à noite.”

Todo ser humano tem necessidade de ouvir histórias, são a aeróbica da alma: educam, divertem, informam, emocionam e fazem pensar. Contar e ouvir histórias é fundamental para a saúde. Pelas histórias compartilhamos nossos medos e desejos e nos tornamos mais próximos. Nosso senso moral, traços de nossa humanidade comum estão menos representados nas notícias dos jornais, em nossas leis ou preceitos religiosos do que em nossa produção ficcional.

Citação, Iris Murdoch:

“Em muitos aspectos, ainda que não em todos, fazemos os mesmos tipos de juízo moral que os gregos faziam, e reconhecemos pessoas boas ou decentes em épocas e literaturas muito distantes das nossas. A invariável bondade de Pátroclo. A fidelidade de Cordélia. Alyosha dizendo ao pai que não temesse o inferno. É tão importante que Pátroclo fosse bondoso com as mulheres cativas quanto que Emma fosse bondosa coma srta. Bates, e sentimos essa importância de modo imediato e natural em ambos os casos apesar de que quase 3 mil anos separam os autores. E isso, quando refletimos, é um notável testemunho da existência de uma natureza humana única e durável”.

Talvez esperassem de mim um relato mais objetivo sobre a experiência do “fazer” cinema ou televisão no Brasil hoje.

Produzimos – nós, brasileiros - mais de cem filmes por ano, 150 no ano passado, o que é bom. Muito poucos são vistos por mais 30 mil pessoas nas salas de cinema, público que não paga nem o preço das cópias e do cartaz, o que é ruim.

Há uma enorme diversidade de títulos e gêneros, o que é bom.

Há poucos filmes que dão lucro a ponto de capitalizar o produtor para fazer outro filme, o que é ruim.

Há uma enorme dificuldade de se conseguir salas para exibição dos filmes, um espaço quase inteiramente dominado pela indústria americana, o que é ruim, mas isso faz tempo, não é de hoje.

Há um número crescente de canais de televisão a cabo, diversificando a produção, o que é bom. Há um número crescente de outras mídias, dvd, internet, celulares, o que é bom, e uma crescente dificuldade de remunerar os produtores, o que é ruim.

Acho que há uma progressiva degradação artística, intelectual e moral da televisão aberta, por pretender alcançar sempre um público muito amplo, o que é ruim, talvez inevitável.

Minha última experiência na tevê talvez seja um bom estudo de caso para a compreensão do quadro atual. Escrevi e dirigi, com várias parcerias, “Decamerão”, uma série produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre e exibida pela TV Globo em cinco episódios. A série era baseada nas novelas de Boccaccio e os roteiros foram inteiramente escritos em versos, com rimas, custaram um ano de trabalho. Dez excelentes atores ensaiaram por dois meses para as filmagens, que levaram cerca de dois meses. A equipe envolvida da criação à finalização foi de mais de duzentas pessoas, 50 delas no set de filmagem, em locações na serra gaúcha. A série foi filmada em película e finalizada em alta-definição, vídeo de 2 k de resolução.

Os cinco episódios, 30 minutos cada, foram exibidos nas sextas-feiras, depois do Globo Repórter, terminando sempre depois da meia-noite. Nossa média de Ibope foi de 17 pontos, com 33 de share, na medição feita em São Paulo. (1 ponto de Ibope representam cerca de 1 milhão de espectadores no país). Ficamos sempre em primeiro lugar com alguma folga, mas enfrentamos dura concorrência de dois programas, o humorístico “Pânico”, da Rede TV, e o reality-show “A Fazenda”, da TV Record.

Nunca tinha visto nossos concorrentes e, durante os intervalos, dei uma espiada nos dois. “Pânico” – pelo menos a parte em que eu vi - é basicamente um programa de humor-pegadinha, onde apresentadores do programa contracenam com “pessoas reais” em situações constrangedoras e supostamente engraçadas. “A Fazenda” é um “reality show”, onde semi-celebridades confinadas disputam um prêmio em dinheiro e exibem seus corpos.

Vi pouco mais de um minuto de cada um.

Em “Pânico” vi uma cena onde um apresentador/repórter, magro, vestindo apenas uma sunga prateada e tendo o corpo inteiro pintado de tinta cor de prata, segurava um microfone e tentava convencer um porteiro, de terno e gravata, a deixá-lo entrar numa festa. O porteiro não disse uma palavra, apenas ficou sério, encarando o apresentador que, em seu ouvido, dizia coisas como “Que rapaz bonitinho...” e cantarolava algo como “nã-nã-ni-nã”, isto por mais de um minuto. Quando falo em “mais de um minuto” não é uma expressão, foram mais de 60 segundos de “nã-nã-ni-nã”, e nada mais.

Em “A Fazenda” a cena era um jovem apelidada de “Mulher Samambaia”, espécie de vênus calipígia que, de biquini, banhava-se num chuveiro ao ar livre. A cena, muda, também durou cerca de 1 minuto.

A ultra-lucrativa humilhação de pessoas reais, geralmente de origem humilde, em programas de pegadinhas como “Pânico” e tantos outros, ou a pornografia soft de “A Fazenda” – pornografia como tantas outras - concorreram e perderam para uma dramaturgia inspirada num clássico medieval, feita em versos, fato que poderia parecer auspicioso, mas não é.

É fato que ganhamos, mas a que custo? Se 10 milhões de pessoas assistem a uma dramaturgia de elaboração cara e demorada - e aqui lembro também da série “Som e Fúria”, produzida pela O2 e também exibida pela TV Globo, com média de audiência semelhante a de Decamerão – e 5 milhões de pessoas assistem ao banho de chuveiro da “Mulher Samambaia” e outras 5 milhões preferem ver pessoas pobres em situações constrangedoras, quem venceu? Quanto custa um banho de chuveiro, uma sunga prateada e um mínimo de vergonha na cara? E quanto custam os anúncios comerciais? E quanto rendem?

Para terminar: é curioso pensar que o Decamerão, de Giovanni Boccaccio, obra inaugural do realismo escrita no século 14, é fortemente anti-clerical, foi proibida pela igreja e considerada pornográfica. Hoje, sete séculos de civilização depois, a série baseada no Decamerão enfrenta o banho de chuveiro da Mulher Samambaia num programa produzido por uma emissora de televisão que é de propriedade de uma igreja.

Como diriam os trafalmadorianos, “Coisas da vida”.

Jorge Furtado

Porto Alegre, 12 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

YEDA USA AMBULÂNCIAS PARA FUGIR DE "FESTA DOS PETISTAS"

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Considerada uma das maiores e mais importantes obras viárias do Rio Grande do Sul dos últimos tempos, a Rodovia do Parque terá sua cerimônia de lançamento na manhã desta sexta-feira, 18, em Sapucaia do Sul, na Grande Porto Alegre, com a presença do Presidente Lula. O evento terá, também, a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e dos ministros da Justiça, Tarso Genro, e dos Transportes, Alfredo Nascimento. O investimento é de R$ 824 milhões, e a previsão para a conclusão dos trabalhos é de dois anos e meio. Curiosamente, a solenidade não contará com o ar da graça da governadora-ré Yeda Crusius.
Eis que, folheando as páginas digitais do tablóide gaúcho Zero Hora, encontramos na coluna da melíflua jornalista Rosane de Oliveira a explicação para a ausência da tucana: "Para não se misturar à festa dos petistas, Yeda Crusius estará em Ijuí entregando ambulâncias no momento em que o presidente Lula assinar a autorização para o início das obras da Rodovia do Parque. As relações estão de tal forma deterioradas que ficou impossível dividir o mesmo palco". Este Cloaca News, sempre zeloso, constatou que, sim, a agenda oficial da governante já previa que, nesta data, às 10h, Yeda cumpriria este importante compromisso: "Solenidade de início dos serviços das ambulâncias Salvar/Samu para os municípios de Ijuí, Cruz Alta, Santo Ângelo e Três Passos. Local: Hospital de Caridade de Ijuí." O que a agenda não diz, e a melíflua colunista do tablóide não informa, é que são DUAS as ambulâncias do Samu, e que as ditas cujas estão em circulação desde o dia 12 último, já tendo feito várias viagens, conforme os noticiários da Rádio Progesso e do portal Ijuí Virtual. A "festa dos tucanos" promete ser animada no interior da UTI Móvel com alguns quilômetros rodados.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

JORNAL FRANCÊS SURFA NA MAROLINHA E IMPRENSA GOLPISTA BRASILEIRA TOMA CALDO

Deu no conservador diário francês Le Monde, neste jeudi: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha". Deleite-se aqui, no site da BBC Brasil.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

JUÍZA ACEITA AÇÃO DE TUCANO E CONDENA BLOGUEIRO A TRABALHOS FORÇADOS

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Tida como a "Capital Mundial das Uvas Finas" e habitat natural do mono-carvoeiro - "o maior primata das Américas", a cidade paulista de São Miguel Arcanjo, a 180 quilômetros da capital, acaba de conquistar outra ufania: o lugar em que uma juíza rústica condena um jornalista a trabalhos forçados pelo fato de ele ter se referido ao chefe do Executivo local como "prefeito sombra e água fresca". A terrível ofensa foi cometida pelo jornalista Roberto Mendez, em seu flamejante blog "Tempo Quente" . O prefeito, no caso, chama-se Antônio Celso Mossin. Não por acaso, é tucano. E, curiosamente, atende pelas iniciais ACM. Assim como o original baiano, o ACM são-miguelense também tem um santo forte no Poder Judiciário, no caso, a magistrada Patrícia Inigo Funes e Silva, da comarca local. A história pode ser compactada assim: durante discurso proferido na cerimônia de abertura da tradicional Festa da Uva do município, ACM dissera que "o sol nasceu para todos, mas a sombra era para poucos", referindo-se, supostamente, ao seu desejo de proporcionar "sombra" a todos os funcionários. Em uma de suas postagens, Mendez resgatou o episódio e referiu-se ao prefeito utilizando o famoso chavão "sombra e água fresca", consagrado sinônimo de "boa vida". ACM ficou "ofendido e magoado", e, segundo os autos, "interpretou que o acusado estava chamando o declarante de vagabundo". Eis o que prolatou a eminente juíza Patrícia em sua iluminada sentença: "Em princípio, a expressão usada pelo acusado pode provocar dano à honra subjetiva do ofendido, uma vez que fere a auto-estima, ofendendo a reputação e dignidade". Em seguida condenou Roberto Mendez a "01 mês e 10 dias de detenção", substituindo a pena restritiva de liberdade por trabalhos forçados na comunidade. Tão certo como Ali Kamel estrelou o cult movie "Solar das Taras Proibidas", o jornalista Roberto Mendez jamais empregou o termo "vagabundo" em suas diatribes contra o prefeito tucano. Por isso mesmo, o titular do Tempo Quente já está recorrendo à instância judicial superior. Para quem não sabe, Mendez foi um dos mais aguerridos membros da Comissão de Mobilização nas históricas greves de 1978, 79 e 80, em São Bernardo do Campo. Ao lado de Lula, ajudou - e continua - a mudar a história deste país, sem medo de cara feia. De sua parte, o publisher e CEO deste Cloaca News - cujo avô materno é natural de São Miguel Arcanjo - já renomeou um dos filmes de sua videoteca, um clássico que, a partir de hoje, será localizado na estante pelo título "A Dama e o Prefeito Sombra e Água Fresca". Agora, só nos resta aguardar pelo processo da cachorrada.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

GENOCÍDIO IMINENTE: YEDA MANDA POLÍCIA ISOLAR FAMÍLIAS DE SEM-TERRA

De acordo com postagem do Diário Gauche, um grupo de 450 trabalhadores rurais sem-terra acampados no munícipio de São Gabriel, interior do RS, está sendo impedido de ter acesso a qualquer espécie de gênero alimentício, graças a uma barreira formada pela Brigada Militar. O bloqueio à comida imposto pela polícia tucana já estaria provocando casos de inanição entre as crianças. Diz mais o relato: "Os policiais também dificultam a saída de pessoas doentes do acampamento. As poucas pessoas que, depois de muita insistência, conseguem ir ao hospital da cidade, ainda passam por interrogatório exaustivo pelos policiais no próprio hospital. As famílias estão em um verdadeiro presídio a céu aberto". É grande o temor por uma nova carnificina na região. No último dia 21 de agosto, em uma ação brutal de reintegração de posse, no mesmo município, o agricultor Elton Brum da Silva foi fuzilado com um tiro nas costas pela mesma Brigada Militar. Até agora, o nome do assassino não foi divulgado pelo governo da ré tucana Yeda Crusius.

domingo, 13 de setembro de 2009

SUA BENÇÃO, TIA CARMELA

Tia Carmela conhece o menino Zezinho desde os tempos da Mooca. Aproveite que é domingo e vá até lá conhecer as histórias da macróbia.

sábado, 12 de setembro de 2009

A PRAGA DO MERCADO LIVRE

Se você utiliza o navegador Firefox, é provável que já tenha se abespinhado ao clicar em qualquer parte deste Cloaca News. Isso porque, já há alguns dias, uma página do site Mercado Livre surge do nada para perturbar a leitura. Não sabemos como essa porcaria se instalou neste blog. Tampouco sabemos o que fazer para nos livrar dos indesejáveis invasores. Se você tiver a solução para este problema, por favor, escreva-nos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

YEDA É A FAVOR DO IMPEACHMENT

Palavras da Excelentíssima Ré Tucana: "...porque a imensa maioria do povo brasileiro é feita de pessoas honestas e trabalhadoras, e para essa imensa maioria da população vale a pena estudar, trabalhar, lutar. Essas pessoas não merecem que a cúpula da organização social – que é a política, aquela que organiza a consulta sobre prioridades da população, quando se faz uma eleição, e escolhe quem vai dirigi-las – as traia..." "...assumimos um desafio quando coisas desse tipo, como as denúncias sequenciais, acontecem; quando o Congresso tem de parar para investigar, denunciar, ouvir denúncias e não ter medo de intimidações..." "...quando nos param no aeroporto, na calçada; quando damos palestra; quando falamos com gente de todo tipo, gente simples, iletrada e letrada, e a pergunta é: - Não é caso de impeachment? Por menos, já não se disse que a pessoa que coordena com o seu partido esquema que se está transformando em aberto e teima em recusar sua responsabilidade não está sujeita a impeachment?..." "...e nós, com nossa ação política, do PSDB, dizemos: olha, se todos, Câmara dos Deputados, Senado Federal, imprensa, Governo Federal, Ministério Público, respondermos dizendo sim, com seriedade e responsabilidade, às investigações; se todos pudermos juntos, acima dos partidos, enfrentar o que precisa ser mudado para consertar o estrago, pode-se sim chegar à conclusão de ser caso de impeachment..." "...a Casa deve ser respeitada. Deve recuperar o seu respeito. O alerta que faço é sobre a oportunidade de, com essa crise, podermos consertar as estruturas que corrompem o poder. Estamos vivendo uma crise moral que está sendo repassada para os partidos políticos..." Dos Anais da Câmara dos Deputados. Brasília, 14 de julho de 2005. Discurso em plenário da deputada federal Yeda Rorato Crusius (PSDB, RS).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ASSEMBLÉIA GAÚCHA ACEITA IMPEACHMENT DE YEDA

O presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan, acabou de anunciar que o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius, protocolado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, está aceito pelo Poder Legislativo.
Conforme Pavan, ao analisar a possível responsabilidade da governadora com o esquema criminoso montado no Rio Grande do Sul para desviar recursos públicos foram "encontradas 26 situações que indicam fortes indícios desta ligação".
Para consolidar esta decisão, o deputado e a comissão de técnicos destacada para analisar a documentação liberada pela Justiça avaliaram depoimentos prestados em sindicâncias internas do Executivo, dados relativos à Operação Rodin, informações produzidas pela CPI do Detran, a denúncia do Ministério Público Federal por improbidade administrativa contra a governadora e o depoimento do ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann à Polícia Federal.
A decisão será lida no plenário na próxima semana, quando será formada a comissão composta por 36 deputados, que passa a ter a responsabilidade pela condução do processo. A comissão é definida proporcionalmente ao número de parlamentares de cada bancada. Deu no Zero Corrupção.

O JEITO TUCANO DE ASSUMIR RESPONSABILIDADES

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Ontem, enquanto o governador Zé Chirico ocupava espaços nos jornais e TVs para culpar a "natureza rebelde" pela mais recente tragédia paulista, recebíamos de um leitor a sugestão do vídeo abaixo, produzido em 2006 pelo programa Dateline, do canal SBS, da Austrália. Em pauta, a semana dos ataques do PCC, em que 492 pessoas foram mortas por armas de fogo no estado de São Paulo, a maioria por grupos de extermínio comandados pela polícia tucana. Geraldo Alkcmin acabara de deixar o cargo de governador, após seis anos de exercício na função. Falando para os aborígenes da Oceania, Chuchu declarou o seguinte:
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

POLTRÕES DE YEDA FOGEM DA RAIA

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Você, que não vive no Rio Grande do Sul, ou você que vive mas não assistiu à sessão da CPI da Corrupção, transmitida pela TV Assembléia, ontem, não pode imaginar o quão degradante e constrangedor foi o espetáculo de esvaziamento de quorum patrocinado pela tropa de aliados da tucana Yeda Crusius.
Durante o debate que antecedeu à manobra, esse grupo de lorpas e chapetões esbanjava valentia ao tentar intimidar a deputada Stela Farias, presidenta da Comissão. Estufavam o peito, falavam de dedo em riste, vociferavam, coléricos, com o único e indisfarçável propósito de melar qualquer investigação sobre a roubalheira que corre solta no Rio Grande do Sul desde o início da administração tucana. Bastou, porém, Stela passar ao início da votação dos requerimentos para a convocação de depoentes, a manada debandou num átimo. Foi aquele tropel, que nos evocou a imagem de cães sarnentos fugindo da "carrocinha". Aceite uma sugestão: para acompanhar tintin por tintim os trabalhos da CPI da Corrupção e saber como agem os deputados da Bancada dos Pusilânimes para livrar a cara da desgovernada, sintonize este canal. Logo de saída você conhecerá quem é quem no mosaico de fotos acima. Não por acaso, alguns dos velhacos fujões a que nos referimos estão marcados em marrom. Para combinar com certa imprensa local, que não destinou uma única linha sobre o assunto na capa de sua edição de hoje.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

ARTIGO DE PORTAL TUCANO COMPARA TARSO GENRO A HITLER

O portal oficial do PSDB gaúcho está dando acolhida, com direito a manchete na página inicial, a um ignominioso texto, ofensivo à honra e à dignidade de Tarso Genro, Ministro da Justiça e pré-candidato ao governo estadual do Rio Grande do Sul. O opróbrio é da lavra de um certo Luiz Fernando Hoffmann, que se identifica como “vice-presidente do PSDB de Lagoa Vermelha” e “presidente do Secretariado Municipal da Juventude do PSDB”. Depois de gastar os três parágrafos iniciais fazendo um primário arrazoado do nazismo, o calunga perpetrou a seguinte passagem: . “Assim, a insanidade de Hitler hoje é reconhecida pela humanidade. E certamente aprendemos uma grande lição. Mas isso não nos livra de sermos enganados por psicopatas que com sagacidade e nenhum escrúpulos (sic) farão de tudo para obter o poder. Isso me deixa preocupado quando penso na maneira maliciosa com que o Ministro da Justiça e pré-candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro (PT), usa sua posição para secretamente pulverizar boatos malditosos contra o Governo do PSDB”. . Para o bronco, que integra as divisões de base do tucanato, até mesmo a Polícia Federal estaria transformada numa “Gestapo”. Não por acaso, o mesmo portal tucano apresenta ainda outra garranchosa obra, esta de autoria de um certo Diego Tormes, “secretário do PSDB de Farroupilha”. Diz ele, a certa altura, que os movimentos sociais são “manipulados e financiados pela esquerdopatia gaúcha que os incita ferozmente, como incitava Hitler seus soldados na Alemanha nazista”. . Confira aqui e aqui o que escreveram os dois jovens morganhos no cortelho dos correligionários da Yeda Crusius. Depois, clique aqui e deixe seu recado.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

OS VÂNDALOS DE JOSÉ SERRA

O programa Domingo Espetacular, da Rede Record, exibiu na noite de ontem uma contundente reportagem de Paulo Henrique Amorim sobre o Massacre de Heliópolis, ocorrido há poucos dias, em São Paulo.
Se você não viu, veja agora. A matéria completa tem 17 minutos de duração, que apresentamos abaixo em duas partes. .
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sábado, 5 de setembro de 2009

BESTUNTO DE TV BANDALHA ESPANCA GEOGRAFIA

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No crepúsculo desta sexta-feira, enquanto apresentava o "noticioso" Band Cidade, diretamente dos pavilhões da feira agropecuária Expointer, o espanéfico jornalista Felipe Vieira deixou vazar para sua audiência uma verdadeira bomba: a divisão geopolítica do território brasileiro fora remanejada, e a Região Sul do país passara a contar com "quatro Estados". Ao ouvirmos a estrondosa revelação, corremos para a frente do écran, para a confirmação do fato. E não é que o sapiente profissional de imprensa repetiu a asneira, convicto? "Nos quatro estados da Região Sul..." Antes, porém, que deitássemos ao lixo nossas coleções de Atlas, mantivemos a presença de espírito e ponderamos: "o homem está falando ao vivo da Expointer, está cercado de muares e toda espécie de cavalgaduras...Vai ver que isso é o que chamam de informação de cocheira, e ele está dando em primeira mão" - avaliamos. "Ou, então, ele andou estudando nos livros de Geografia de José Serra, aqueles dos dois Paraguais..." - reavaliamos. "Além do mais - ponderamos - tem dinheiro público patrocinando o telejornal...o homem deve saber das coisas. Vai ver, São Paulo virou sulista e ainda não soubemos. Ou reincorporaram a antiga Província Cisplatina ao torrão verde-amarelo - e, nesse caso, o mapa de José Serra sem o Uruguai já estava corretíssimo".
Para quem não sabe, o Sr. Vieira é o mesmo que ficou dodói com uma postagem do blog Nova Corja e resolveu apresentar uma "queixa-crime" contra os blogueiros, alegando sentir-se "ofendido em sua dignidade pessoal e profissional, sendo interpelado até pelas pessoas mais próximas e tendo que dar explicações sobre o quanto lhe é imputado, injustamente" e que "está propenso a ver abalada a sua auto-estima e a sua paz de espírito". Seu advogado é Norberto Flach, o mesmo que defende alguns dos réus nas bandalheiras do governo da tucana Yeda Crusius, recentemente denunciados à Justiça pelo Ministério Público Federal. Da parte deste Cloaca News, ficaremos aguardando que o preclaro jornalista nos informe, na próxima edição, o nome do "quarto Estado" brasileiro a integrar a Região Sul do país. Estamos pensando até em notificá-lo. Extrajudicialmente, claro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TELA QUENTE

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Graças a Leandro Fortes, do blog Brasília, eu vi, tomamos conhecimento desta nova superprodução cinematográfica. Desta vez, porém, não tem mulher pelada.
Criação e direção do Blog Bueno.
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TEM BLOG NOVO NA NOSSA LISTA

Tinindo de novo, o Leitura Global já nasce grande, direto na Série A. No artigo inaugural, uma bela bordoada na oposição. Leitura obrigatória.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PADRÃO "TARAS PROIBIDAS" CHEGA AO JORNAL NACIONAL

Por ocasião do lançamento do livro "Jornal Nacional - Modo de Fazer", ocorrido na noite desta quarta-feira, 2, o autor da obra, William Bonner (apresentador e editor-chefe do noticioso), acabou não revelando ao grande público a "receita básica" do programa, mas deu bastante ênfase às sensações sápidas que o telejornal "mais importante" do país proporciona aos brasileiros. Disse ele: "Qual é o sabor? O sabor quente da notícia do dia. A nossa vocação, isso é de 69".
Confira aqui o deleitoso depoimento.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

TUCANA RESSUSCITA DOI-CODI

O governo quadrilheiro da Yeda Crusius acaba de assumir, sem disfarces, seu caráter despótico e totalitário. Depois de fuzilar, pelas costas, um trabalhador sem-terra na semana passada, o aparato repressivo da desgovernada anuncia agora o indiciamento criminal de duas importantes lideranças sindicais gaúchas. É o que informa a lacônica nota mandada publicar na edição digital do tablóide Zero Hora, braço midiático e house organ da matula. "A medida confirma a transformação dos órgãos de segurança do Estado em polícia política da governadora tucana", avalia Marco Aurélio Weissheimer, do RS Urgente. Curiosamente, o "Rio Grande dá exemplo de segurança" , segundo um laureado sabujo - e notório plagiador - do jornalzinho da RBS, delírio devidamente triturado pelo sempre argucioso Diário Gauche. Parafraseando a sombria previsão meteorológica de antológica capa de jornal de um passado que julgávamos enterrado: “Tempo negro, temperatura sufocante, o ar está irrespirável. O Rio Grande do Sul está sendo varrido por fortes ventos”.

JÁ ESTÁ NO AR O BLOG DO PLANALTO

http://blog.planalto.gov.br .
Marque em seus favoritos. Ou vá até lá usando o link em nossa barra lateral. Na foto, junto do Presidente Lula e do Ministro Franklin Martins, a equipe responsável pela produção e manutenção do blog. Nossas boas-vindas e nossas felicitações pela iniciativa.

domingo, 30 de agosto de 2009

VESTAL DA GLOBO POSOU SEMINU PARA REVISTA DE SACANAGEM

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Em outubro de 1980, quando prestava serviços à ditadura militar na qualidade de porta-voz do general-presidente João Figueiredo, o jornalista gaúcho Alexandre Garcia, no apogeu de seus 40 anos, destilava testosterona. Logo após ter sido entrevistado pela incipiente revista Playboy, Garcia foi assediado pela publicação concorrente - a revista Ele & Ela, que queria, também, fotografá-lo. O próprio Alexandre narra o episódio em uma entrevista concedida, em agosto de 2006, a Marcone Formiga, do Brasília em Dia: " Eu havia sido entrevistado para a “Playboy” e aí o Flavinho Cavalcante, na época da Bloch, disse que a “Ele & Ela” também queria uma entrevista. Só que maior, com fotos. Fui perguntar para o meu guru, o ministro Golbery, que respondeu: “Pode, sim. Vamos, em breve, tirar o Farhat. Vamos extinguir a Secretaria de Comunicação Social e queremos que você fique como secretário de Imprensa. Nada como dar uma entrevista para uma revista masculina para projetar mais o seu nome, para virar depois secretário de Imprensa”. Dei a entrevista, revisei, praticamente copidesquei. Então aquilo que está lá é meu mesmo. O Flavinho me trouxe o primeiro exemplar que entreguei para o Figueiredo ler. O Figueiredo leu a bordo de um Búfalo em uma viagem a Pindamonhangaba. Até aconteceu uma coisa engraçada...
Marcone Formiga - O que foi? Ah, conta...
Alexandre Garcia - Estourou um cano do sistema hidráulico do avião sujando as calças do presidente... Quando ele foi trocar as calças olhou para mim e disse: “É perigoso tirar as calças na sua frente”! (risos) Foi a única observação que ele me fez a respeito da entrevista."
. Na reportagem da Ele & Ela, que exibiu o jornalista deitado em uma cama, de cueca, cuidadosamente recoberto por uma felpuda toalha, Garcia revelou que era ali que ele "abatia suas lebres", aludindo à locução cunhada por Carlos Imperial para referir-se às mulheres com quem mantivera conjunções lascivas. Fiel à sua tradição de matar a cobra, o Cloaca News apresenta agora, diretamente de seu baú de bizarrices, a lúbrica pose do homem em seu leporídeo matadouro.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

JÁ NAS BANCAS

Sobre o que não é moral: "Sabe o que é imoral? Imoral é a fome, são nossos irmãos do nordeste morrendo de fome. Imoral são tantos cada vez mais pobres e uns poucos cada vez mais ricos. Fazer amor não é imoral. É o pouco a que temos direito". (in "Solar das Taras Proibidas", Roberto Mauro, 1984)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

SUPOSTA ADVOGADA DE SUPOSTO JORNALISTA ALI KAMEL TENTA, SUPOSTAMENTE, CENSURAR CLOACA NEWS

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No lusco-fusco desta terça-feira, quando retornávamos da faina diária de revolver o lixão de nossa imprensa escrita, falada e televisada, eis que encontramos em nossa caixa postal esta ameaçadora correspondência, intitulada...
NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL.
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Prezados,
. Na qualidade de procuradora do jornalista ALI KAMEL, diretor da Central Globo de Jornalismo, venho pela presente NOTIFICAR os senhores a respeito do que segue:
. Foi constatado que nesse blog há postagem datada de 16/08/2009, com o título “As taras proibidas de Ali Kamel”, disponível no endereço http://cloacanews.blogspot.com/2009/08/as-taras-proibidas-de-ali-kamel.html. Tal postagem faz alusão ao jornalista Ali Kamel como ator em um filme pornô, nos anos 80, disponibilizando trecho da obra retirada do site Youtube.
. Não restam dúvidas de que o notificante nunca exerceu atividade profissional diversa da carreira jornalística, razão pela qual o conteúdo da postagem é inverídico.
. Pelo exposto, sem prejuízo de quaisquer outras providências que possam ser levadas a efeito, venho pela presente notificá-los para que sejam tomadas as seguintes providências:
. a) que seja removido IMEDIATAMENTE o conteúdo acima citado desse site;
. b) que se abstenham de repetir o erro em quaisquer meios hoje disponíveis (impressos ou eletrônicos).
. Atenciosamente,
. Jxxxxxx Mxxxxxx OAB/RJ nº 100.xxx
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Orientados pela nossa douta banca de jurisconsultos, respondemos à suposta causídica - com cópia para Deus e todo o mundo - o que segue.
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Prezada Jxxxxxx, suposta “procuradora do jornalista Ali Kamel”, . Na qualidade de autor e editor responsável pelo blog denominado “Cloaca News”, doravante apenas “Cloaca”, valho-me da presente para, igualmente, NOTIFICAR a senhora – e seu cliente – a respeito da equivocidade abrigada em sua mensagem eletrônica enviada nesta terça-feira, 25 de agosto de 2009, às 19:04h, sob o espampanante título “Notificação extrajudicial”. . Data venia, se é inegável que o Cloaca postou um artigo em 16/08/2009, com o título “As taras proibidas de Ali Kamel” (http://cloacanews.blogspot.com/2009/08/as-taras-proibidas-de-ali-kamel.html), há um clamoroso equívoco fático em sua afirmação peremptória de que “Tal postagem faz alusão ao jornalista Ali Kamel como ator em um filme pornô...etc”. . Reproduzo abaixo, ipsis verbis, o texto publicado na referida postagem: . Um tia ninfomaníaca e suas sobrinhas estão de luto por causa da morte de um cachorro. Diretor de famosa rede de TV e seu amigo pilantra fingem que são primos e vão consolá-las. Entre os pontos altos da película, a magistral interpretação do galã no take "isso, gostosa!" e o momento em que ele, no afã de arrastar a moça pro matinho, discorre sobre a moralidade - "Sabe o que é imoral? Imoral é a fome, são nossos irmãos do nordeste morrendo de fome. Imoral são tantos cada vez mais pobres e uns poucos cada vez mais ricos. Fazer amor não é imoral. É o pouco a que temos direito".Produção de 1984, de Roberto Mauro, o mesmo diretor de "Eu compro essa Virgem" (1979) e "As Cangaceiras Eróticas" (1974). . Como vê, trata-se da sinopse da obra cinematográfica “Solar das Taras Proibidas”, da lavra de conhecido diretor, prolífero em décadas passadas. Sua asserção de que aludimos a um “jornalista”, portanto, carece de lastro veraz. Tampouco procede que tenha sido utilizada a expressão “filme pornô” nesta ou em qualquer outra postagem do Cloaca, mesmo porque consideramos tal linguagem absolutamente inadequada. . Da mesma forma, causa-nos estupefação seu argumento de que “Não restam dúvidas de que o notificante nunca exerceu atividade profissional diversa da carreira jornalística, razão pela qual o conteúdo da postagem é inverídico”. Não conheço o “notificante” que a senhora diz representar, portanto nada sei de sua vida atual ou pregressa. No caso de nossa postagem, objeto de sua extravagante interpelação, prestamos uma singela homenagem ao cinema brasileiro de tempos remotos, e o trecho exibido diretamente do website Youtube destaca a atuação de alguns jovens e talentosos atores, todos devidamente apresentados nos créditos iniciais da película “Solar das Taras Proibidas”. Não há, pois, qualquer conteúdo “inverídico” postado pelo Cloaca. . Pelo exposto, e sem prejuízo de quaisquer outras providências que possam ser levadas a efeito, NOTIFICO-A, prezada Jxxxxxx, para que tome as seguintes providências: . a) que se retrate, IMEDIATAMENTE, por este mesmo meio, por ter me imputado conduta que, efetivamente, não tive;
. b) que se abstenha de repetir o erro de tentar intimidar quem quer que seja, inda mais utilizando meio eletrônico, com o expediente da “notificação extrajudicial”. . Atenciosamente, . Cloaca News http://cloacanews.blogspot.com/

terça-feira, 25 de agosto de 2009

TUCANO QUE SONEGOU HARAS NÃO É MANCHETE NO JORNAL DOS PATIFES

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No último dia 12 de julho, denunciamos aqui que, em 2002, quando se elegeu senador, o pernambucano Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, não declarou ao Fisco ser o dono do badalado e milionário Haras Pedra Verde, no município de Limoeiro. A Declaração de Bens e Direitos do tucano relaciona a Fazenda Pedra Verde, onde o haras está instalado, como "terra nua". É mentira das grossas, provada com a exibição de documento da Receita Federal e com as várias reportagens publicadas na imprensa de Pernambuco sobre o empreendimento do senador loroteiro. Para a Folha de S.Paulo, gazeta mafiosa especializada em acobertar todas as canalhices de seus amigos gângsteres, isso não é notícia, nem nunca será. É que Elvira Lobato só tem uma, Limoeiro é muito distante de Rio Branco e o jatinho de Tasso Jereissati encontra-se em manutenção no hangar do Senado Federal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

SERRA SUPERFATUROU PAPEL HIGIÊNICO NA BOLÍVIA

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Lançado em 1989, pela Editora Terceiro Mundo, o livro “O pilão da madrugada - Neiva Moreira, um depoimento a José Louzeiro” é, ainda hoje, um grande celeiro de curiosas revelações. Jornalista e ex-deputado federal, Neiva Moreira é um homem de muita história (veja aqui ou aqui).
Logo após o golpe militar de 1964, Moreira encontrou seu primeiro refúgio na Bolívia, onde viveu por um bom tempo. Desse período, narrado por Neiva no livro, destacamos o trecho abaixo, pinçado das páginas 208, 209 e 210.
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.(...) Quando, em 1964, cheguei exilado com o Kurt ao aeroporto de El Alto, recebi os cumprimentos de um assessor do presidente Estenssoro, que voltara ao poder (Siles estava então em seu 15º exílio) e o convite para que o visitasse em palácio. . Kurt entre o "soroche" e o papel higiênico .
O Kurt complicou a nossa chegada. Ao descer do avião no aeroporto de El Alto, a mais de 4000 metros de altitude, caiu duro e passou quase dez dias na cama, hospitalizado. Pagara o seu tributo ao "soroche", ou o mal das alturas que eu próprio iria conhecer depois, nas andanças pela cordilheira. Ficamos alguns dias num hotel e logo alugamos um apartamento, com José Maria Rabelo, Carlos Olavo da Cunha Pereira e José Serra. Rabelo e Olavo são jornalistas e políticos em Minas Gerais. Estavam, até então, dispersos em hotéis e pensões de La Paz. Marcelo Cerqueira, alojado numa pensão, estava frequentemente reunido ao nosso grupo. Diretor do jornal político-humorístico Binômio e militante socialista, Rabelo deixara a direita mineira em apuros com seu jornalismo cáustico e documentado, que provocou não poucas complicações. Olavo, com um jornal em Governador Valadares, O Combate, teve corajosa atuação nas lutas camponesas do vale do rio Doce; José Serra havia sido presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e continuava seus estudos de economia que o levaria, anos mais tarde, ao cargo de secretário do Planejamento de São Paulo e, posteriormente, deputado federal constituinte pelo PMDB paulista. ..
E o alemão? . Você não esquece o nosso Kurt. Era (e é) realmente uma figura. Ele se juntou ao nosso grupo no aluguel do apartamento da Avenida Arce, e com ele dividíamos a gestão da casa. Cada um de nós a administrava durante sete dias, e eu me recordo que a última semana anterior à dele tinha sido conduzida pelo Serra. O Kurt, germanicamente, quando foi receber a administração, fez a exigência de uma auditoria meticulosa. Ele queria informações de tudo. Uma das coisas que desejava saber é se tinha havido alguma disenteria na semana anterior. "Que eu saiba, não, respondeu o José Maria, Por que?". - Porque tem aqui 400 a 500 metros de papel higiênico, gasto que o sr. Serra não quer explicar. O Serra ficou furioso e até hoje fica de mau humor quando se fala a respeito. Kurt se aposentou do serviço secreto - não tão secreto -, ficou no Brasil e me visitou na revista, para lembrar os velhos tempos. Em um desfile de carnaval do Rio, reencontrei Serra, que já estava no governo de São Paulo. Ficamos juntos, recordando o exílio boliviano. "Não consigo ainda desculpar esse alemão por causa do tal papel higiênico. Pensando que eu tivesse ficado com o papel. Era só o que faltava!", me disse. (...)
.Antes que você nos deixe um comentário iracundo, acusando-nos de patrocinar picuinhas contra o pobre Zé Chirico, saiba que o governo tucano de São Paulo anda fazendo, à sorrelfa, curio$as negociações com uma importante indústria gráfica mineira, embrulho que trataremos de desempacotar, detalhadamente, nos próximos dias.
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Com a colaboração do leitor Fernando C. M. Andrade, de Niterói - RJ

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

APRECIE COM MODERAÇÃO

Para fazer seu pedido, clique aqui.

"Recomenda-se que seja servido com o cuidado indispensável para não turvar".

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CRÔNICA DE UMA MUTRETA ANUNCIADA: SERRA USARÁ VERBA DA EDUCAÇÃO PARA MONTAR PALANQUE

Como já estamos carecas de demonstrar, o governador Zé Chirico e seu secretário-lobista Paulo Renato Souza não costumam dar ponto sem nó. A nova marotagem da dupla tucana, para o bem da educação pública de qualidade, é a inocente contratação de empresa para "Planejamento, Organização, Produção e Execução de Eventos". Publicado no Diário Oficial paulista, em 14 de agosto, o "pregão presencial de tomada de preços", com seu respectivo Edital, sugere que os finórios não estão pensando pequeno. Pelo contrário. "Parece que desejam trazer os Rolling Stones, ou ressuscitar o Michael Jackson", especula o atento blog NaMaria News, desbaratador da treta. "A troco de qual bárbara hipótese o edital poderia prever a necessidade de palcos de pequeno, médio e grande porte com iluminação e som compatíveis, tendas piramidais, ambulâncias UTI e básicas, geradores, banheiros químicos, canhões de luz e de fumaça, máquinas de jogar papel picado, fotógrafos e videomakers profissionais etc.? Por que haveriam de querer brigadistas de incêndio, seguranças, motoristas, copeiros, garçons...? O troço, amigos, promete ser de arromba" - continua NaMaria. De fato, nenhum detalhe dos comícios foi esquecido pelo documento. Prosegue o blog: "Não há necessidade de levar canetas, pastas, papel, já que tudo será graciosamente ofertado - juntamente com as camisetas coloridas e brancas, bonés, mochilas, pins, adesivos, cartazes, folders... Tudo será nitidamente visto, pois que usarão telões e projetores poderosos. Em se havendo reuniões privadas de cúpula ou grupos de trabalho, as aconchegantes salas anexas estarão à espera, guarnecidas com equipamentos de informática última geração, telefones e tudo mais. Caso venham convidados estrangeiros, José Serra e Paulo Renato Souza querem que todos os recados sejam compreendidos perfeitamente, portanto estarão lá tradutores/intérpretes do Inglês, Francês e Espanhol. O bom gosto imperará, já que até o enxoval de cada ocasião foi escolhido à altura dos padrões educacionais públicos paulistas.Tudo, absolutamente tudo, foi previsto para que os 30 eventos mensais (necessidade básica), sejam eles quais forem, obtenham um arraso de sucesso estrondoso – afinal, Educação de qualidade é isto mesmo, uma festa por dia". Para conhecer a íntegra do copioso Pregão e saber o que mais está por trás desta singular contratação do governo tucano de São Paulo, vá ao NaMaria News.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

PERÍCIA ATESTA: ALI KAMEL É ALI KAMEL


Após horas de minuciosa análise, e utilizando equipamentos de última geração, uma junta de especialistas convocada por este Cloaca News chegou à seguinte conclusão: o pornoastro identificado como Ali Kamel nos créditos da obra cinematográfica "Solar das Taras Proibidas" é, verdadeiramente, esta pessoa.
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Desde domingo, a exibição de excerto de tal filme por este blog vem provocando candentes altercações entre os amantes da Sétima Arte - uns dizem que é ele, outros dizem que não pode ser. Tanta celeuma mobilizou o talentoso ator no sentido de sustar a exibição de "Solar" no circuito Youtube, providência que se mostrou inútil diante da nova versão - mais light - que continua a cativar o grande público. Aguarda-se para os próximos dias a revelação de outra película estrelada pelo jovem Ali Kamel, e que promete, desde já, transformar-se em cult.

domingo, 16 de agosto de 2009

AS TARAS PROIBIDAS DE ALI KAMEL

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Um tia ninfomaníaca e suas sobrinhas estão de luto por causa da morte de um cachorro. Diretor de famosa rede de TV e seu amigo pilantra fingem que são primos e vão consolá-las.
Entre os pontos altos da película, a magistral interpretação do galã no take "isso, gostosa!" e o momento em que ele, no afã de arrastar a moça pro matinho, discorre sobre a moralidade - "Sabe o que é imoral? Imoral é a fome, são nossos irmãos do nordeste morrendo de fome. Imoral são tantos cada vez mais pobres e uns poucos cada vez mais ricos. Fazer amor não é imoral. É o pouco a que temos direito". Produção de 1984, de Roberto Mauro, o mesmo diretor de "Eu compro essa Virgem" (1979) e "As Cangaceiras Eróticas" (1974).
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DIRETO DO NINHO

Que conste dos autos: a jornalista Sonia Racy - "diferente, apimentada e politizada" - titular de afamada coluna de política e economia no jornal O Estado de S.Paulo e ex-Menina do Jô, é também uma das "instituidoras" da ilibada Fundação Mario Covas, "uma pessoa jurídica de direito privado, sem vínculo com partidos políticos e governos". Claro, claro! Esta lista com os colegas de "instituição" da bela e laboriosa mulher de imprensa não nos deixará imaginar o contrário.