quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O ESTILO BONNER E DILMA

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Por Urariano Mota
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A maioria dos brasileiros observou o comportamento agressivo de William Bonner contra a candidata Dilma Roussef no Jornal Nacional. Aquela entrevista mereceria mais o nome de cilada, ou armadilha, se surpresa houvesse no caráter do apresentador. Mas não, se o homem é naquilo que ele faz, o âncora deus-nos-acuda há muito é um ser revelado.
Um breve perfil de William Bonner não deixaria de notar, em primeiro lugar, que ele é um jornalista medíocre. Surpresa? Não, ainda não. Em um meio em que a primeira condição de sucesso é não ter muitas ideias, e, de preferência, nenhuma, Bonner seria medíocre por estar na média. (Na mídia, ele diria.) Depois, de passagem, na sua média mediocridade seria notado e anotado que ele possui uma fidelidade, não a do gênero canino, porque os cães, até mesmo eles, sofrem lapsos de confiança quando atacados pelo vírus da raiva. Bonner é um jornalista de fidelidade maquinal, de obediência automática ao comando do nome Marinho. Surpresa? Não, ainda não. Os astros da Globo mantêm isso com o um distintivo, um crachá que atravessa o peito e atinge a própria alma, como um sinete de qualidade.
Então, se tudo nele é médio, por que o seu alto cargo, de editor do Jornal Nacional? Antes que responda, “bem, alguém tinha que ocupar”, poderia responder que ele obedece à lei geral de, para aparecer na tela, o jornalista deve possuir um ar de bom moço, que mantenha aparências de dignidade mesmo quando chancele as maiores canalhices. O rosto simpático e nome de galã de filme B longe estão de um específico, de um caráter, digamos. Ainda que este parágrafo venha a lhe dar um aumento de salário e promoção na empresa Globo, devo dizer: o específico de William Bonner vem da rara condição de que ele é cria, criado e criatura da ilha de edição do Jornal Nacional. Um algo que somente pode viver e sobreviver naquela redoma, um ser que dorme com a sua apresentadora e acorda com a vinheta, a logomarca e a voz de anúncio, “Jornal Nacional !”. William Bonner ali não trabalha, ele é, somente é, somente pode ser ali.
Bonner e o Jornal Nacional são uma só e uma mesma coisa. (Nova promoção para o rapaz.) Isso explica por que ele, WB, e JN sejam capazes de coisas inomináveis, sem engulhos, sem trauma ou vinco no rosto. Quem assiste ao Jornal Nacional percebe que o mundo ali vem desmontado entre caras e bocas, em dramatização de telenovelas. Chega-se ao limite do uso de trilhas sonoras, como todos devem lembrar das imagens editadas dos desastr es e tragédias de aviões. Planos, tomadas, cortes, luzes, a revolta dos passageiros, a indignação dos parentes…
Lembram? Em cada edição, eram mostrados capítulos de telenovela, como breves documentários, como autênticos momentos-verdade, como um conjunto de imagens espetaculares, fogo, choro, convulsões, desespero, e reconstituições por recursos de computador, que misturados à narração do… repórter …. eram uma aula, uma lição de insuflar emoção nas… reportagens. Lágrimas, choros, prantos, fotos de crianças mortas, de jovens sem vida no vigor dos seus anos, e a culpa toda, insinuada e declarada, era do caos aéreo, e de Lula.
De carniceiro de tragédias, como no acidente da TAM, à última “entrevista” com a candidata Dilma Roussef, quando ele, WB ou JN, submeteu uma pessoa digna a vexames e interrupções o tempo todo, para que ela não falasse, nem completasse um só pensamento, há uma reta inflexível da máquina William Bonner. Assim como ele repetiu de outra maneira, na entrevista com a candidata Marina, ontem, quando fez dela parede para bater no PT, a falar do mensalão, mensalão,mensalão. E, justiça seja feita, a moça da ecologia Natura até que aceitou o ventríloquo e sparring. Ali, ele não era Bonner. Ali era Ali, Kamel. Ali ele não era Bonner, se é que alguma vez tenha sido tal apelido e nome “artístico” antes se chamar Jornal Nacional.
A esta altura, enquanto escrevo este artigo, não sei como será a entrevista com o vendedor de ilusões Serra, logo mais à noite. “Não sei” é modo de dizer. Mas sei, porque bem posso imaginar, que sempre é uma forma de saber, quando imaginamos em cima da experiência observada. O bravo William Bonner, ou o Jornal Nacional, fingirá que pergunta, enquanto Serra fingirá que responde, afetando surpresa. Assim manda a experiência de outras campanhas e edições WB ou JN. Surpresa? Não, mais uma vez não. A diferença é que desta vez, com a liberdade da web, todo o Brasil perceberá a farsa do teatrinho manipulador Jornal Nacional.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CRUELDADE TUCANA: ALCKMIN CORTOU RECURSOS PARA APAES EM SÃO PAULO


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Instituições privadas sem fins lucrativos – como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) – que oferecem atendimento educacional especializado para alunos tiveram recursos cortados durante a gestão do tucano Alckmin no governo de São Paulo (2003-2006).
Mais de R$ 12 milhões previstos, entre 2004 e 2006, não foram aplicados em educação a alunos com deficiência e foi descumprida a meta de ampliar o número de atendimentos em 18% - 42.863 crianças deixaram de obter benefício. Nos Orçamentos de 2003 a 2006 a previsão de atendimento era para 239.925 crianças.  O governo estadual, no entanto, cumpriu apenas 197.062.
A gestão Alckmin caminhou no sentido contrário à política de inclusão do governo federal, que aumentou o repasse de recursos federais destinados a melhorar as condições das instituições especializadas em alunos com deficiência. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) passou a contar em dobro as matrículas das pessoas com deficiência que estudam em dois turnos, sendo um na escola regular e outro em instituições de atendimento educacional especializado.
Este ano, o valor total repassado por meio do Fundeb ao atendimento educacional especializado em instituições privadas será de R$ 293.241.435,86. Em 2009, foram encaminhados R$ 282.271.920,02. O número de matrículas atuais nessas unidades conveniadas é de 126.895.
Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) envia recursos às instituições filantrópicas para merenda, livro e aqueles originários do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Nos últimos três anos, foram repassados R$ 53.641.014,94 destinados a essas ações.

domingo, 8 de agosto de 2010

ALIADOS POTIGUARES ESCONDEM APOIO A SERRA EM PEÇAS DE CAMPANHA












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Acredite: este cartaz é falso
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A senadora Rosalba Ciarlini (PFL, ex-Arena), candidata do Demo ao governo do Rio Grande de Norte, está fugindo de Zé Chirico como o Tinhoso da cruz. Tanto é que as peças publicitárias de sua campanha eleitoral não estavam sequer fazendo menção ao tucano, como é de praxe nos materiais das coligações partidárias.
Não estavam. Agora estão, mas na marra. De acordo com informação publicada pelo blog rio-grandense-do-norte Fator RRH, o cartaz que você vê acima – aparentemente, dentro da “normalidade” – é fake, não-oficial, obra de “gente contratada pra fazer o jogo sujo” ou de “algum canalha desocupado”. Ainda segundo o blog, “embora a senadora não esconda o seu apoio ao candidato tucano” a confecção e distribuição do cartazete está sendo considerada uma “artimanha desonesta”.
Por sua vez, indignado com a ausência da cara e do nome de Serra nos materiais de campanha de Rosalba, um eleitor local resolveu produzir uma singela peça (veja abaixo) para reparar a injustiça cometida contra o candidato do PSDB à presidência da república. No pôster, que está se alastrando pelo estado como um rabo-de-palha queimado, também o senador Agripino Maia, candidato à reeleição, é igualmente cobrado por não assumir seu apoio a Zé Chirico.
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sábado, 7 de agosto de 2010

COMUNICADO À PRAÇA


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O titular deste Cloaca News comunica que esteve fora do ar durante os últimos dias por causa de seu “inferno astral”, período que se encerra hoje, 7 de agosto, data de seu natalício.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SERRA CRIA COMANDO DE CAÇA AO ACARAJÉ

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Sem rumo, sem projeto, sem noção, sem ideias próprias e, sobretudo, sem-vergonha, o candidato do atraso à presidência da república, Zé Chirico, resolveu agora criar uma brigada de “repórteres e cinegrafistas”, com a missão de percorrer o país procurando “boatos” que possam desestabilizar sua campanha. A notícia foi publicada na coluna vadia do jornalista vagabundo Josias de Souza, aquele mesmo que, nos tempos de FHC, produzia reportagens de aluguel contra o MST, com tudo pago pelo Incra.
De acordo com a nota, o tucano decidiu, “ele próprio”, desmontar as “supostas aleivosias” perpetradas por “cabos eleitorais petistas”. Há rumores de que a iniciativa foi motivada pela repercussão de uma promessa de José Serra, feita no sul da Bahia, de que, se eleito, ele criaria um ministério exclusivo para os quitutes típicos daquele estado nordestino.
A estratégia do candidato do PSDB já está em curso – recentemente, Serra declarou que não é o Pai dos Genéricos, nem foi o responsável pela criação do Programa Nacional de DST e AIDS.

terça-feira, 27 de julho de 2010

PROMESSA DE SERRA SOBRE ESCOLAS TÉCNICAS É UM EMBUSTE

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Candidato do atraso à presidência da República, Zé Chirico demonstra, a cada compromisso que assume como “programa de governo", ter perdido completamente o senso de ridículo – se é que algum dia o teve. Sem rumo, sem projeto, sem ideias próprias e, sobretudo, sem-vergonha, o tucano não sabe mais o que inventar para abastecer a Imprensa Golpista e Pestilenta de manchetes ribombantes. Onde quer que chegue com seu séquito de xeleléus, Serra vai logo dizendo que faz-e-acontece, que é o bambambã da parada, o rei das cocadas, que não tem para ninguém. E, sem qualquer pejo, passa a desenfiar as mais estapafúrdias promessas, imediatamente guindadas às primeiras páginas dos jornalões e dos tabloides de todo o país. “Eu vou fazer a ponte do Guaíba”, estampou, outro dia, a gazetinha do Grupo RBS, como se não houvesse ponte alguma unindo as margens opostas do encantador estuário gaúcho.
A verdade é que Serra dirá sempre qualquer coisa sobre qualquer coisa, visto que caberá aos conglomerados mafiomidiáticos que o sustentam dourar suas falas e fazê-las parecer exequíveis ou verossímeis.
No último sábado, 24, José Serra andou batendo perna no interior do Paraná. Na cidade de Paranavaí, discursando para uma multidão de, aproximadamente, 90 pessoas, o tucano levou seu desvario ao paroxismo, prometendo “entupir o Brasil de cursos técnicos”. De acordo com a versão edulcorada do comício, publicada n’O Estado de S. Paulo, o candidato afirmou que “se for eleito irá criar o Programa do Ensino Técnico (Protec), com 1 milhão de vagas em quatro anos”. Ainda conforme a notícia, “o Protec seguiria o modelo do Programa Universidade Para Todos (Prouni), em que as universidades particulares oferecem bolsas de estudos subsidiadas pelo governo federal para os estudantes sem recursos”.
Não é bonito isso? Serra vai dar bolsas de estudos para os alunos das escolas técnicas brasileiras, praticamente todas estatais, públicas e gratuitas. Talvez seja a senha de que ele pretende, antes, privatizar os CEFETs. Ou, provavelmente, seja mais um de seus desvarios da boca para fora – dos quais os brasileiros sérios já estão entupidos de ouvir.

domingo, 25 de julho de 2010

IMPRENSA GOLPISTA MAQUIA NOVA PROMESSA DE SERRA

  Dias depois de pagar mico histórico, o portal da organização antipetista O Estado de S.Paulo resolveu edulcorar as declarações de seu candidato à presidência da república, Zé Chirico. Preocupado com a proliferação de promessas “absurdas”, difundidas na rede por “sites antitucanos”, o jornalão antipetista da Famiglia Mesquita resolveu dar tintas mais suaves ao discurso do ex-governador de São Paulo.

Veja como o Estadão noticiou o juramento feito por José Serra, em sua passagem por Paranavaí, noroeste paranaense:

















(Não tem Photoshop; clique aqui para ler)
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E veja a absurda manchete dada por um veículo local, sobre o mesmo evento:
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(Não tem truque; clique aqui para ler)
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Como diz a sabedoria popular: gato escaldado tem medo de água fria. Ou: cachorro picado por cobra tem medo de linguiça.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SERRA ASSUME ESTAR CERCADO PELA FINA FLOR DA PILANTRAGEM

O candidato do PSDB à presidência da república, Zé Chirico, resolveu abrir seu coração de pedra e revelar o apreço que tem pelos seus correligionários e apoiadores. Em um raro arroubo de franqueza – talvez provocado pela ingestão de acarajés-da-verdade – , o tucano proferiu a frase acima, que acabou estampada no site de seu próprio partido, com muito orgulho, com muito amor (clique sobre a imagem para ampliá-la).
De nossa parte, jamais tivemos dúvidas acerca da índole das companhias de José Serra, a começar por seu dileto amigo de fé, irmão-camarada, o atual secretário-lobista da Educação de São Paulo. Tem também o Preciado, o Arruda, o Agripino, o Maia pai, o Maia Filho, o coronel Guerra, o Otavinho…
De fato, nesse quesito Serra nem precisa disputar o torneio para vencê-lo de forma acachapante e irretorquível.

(O que desconhecíamos é que Zé Chirico tenha usurpado a candidatura de Dilma Rousseff, como se nota pela assinatura da proverbial sentença.)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ACARAJÉ PROVOCA DISENTERIA NA IMPRENSA GOLPISTA




















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A organização mafiomidiática O Estado de S.Paulo, propriedade dos marginais quatrocentões do Tietê, publicou ontem, em sua edição digital, uma curiosa reporcagem sobre o fac-símile do jornal A Tarde, de Salvador, publicado originalmente por este Cloaca News no último sábado, a propósito da passagem do candidato Zé Chirico pelo sul da Bahia. De acordo com o título da matéria, “sites” estariam divulgando “notícia falsa de que Serra criaria Ministério do Acarajé”. Diz o texto: “A manchete nunca existiu, tampouco a absurda promessa teria sido feita pelo tucano, que esteve na Bahia no último final de semana. Trata-se de uma grosseira montagem com a logomarca do jornal feita pelo site antitucano “Cloaca News” no sábado, difundida na rede com tom de verdade, sobretudo entre apoiadores da petista”.
Para o jornalão antipetista paulista, que destacou dois repórteres para a espinhosa missão de desqualificar uma “grosseira montagem”, tratava-se de um “boato”. Parabéns, Estadão, por apurar com rigor uma informação antes de botar a mão no fogo por ela. Pena que esta salutar prática investigativa não seja observada quando se trata de “repercutir” as capas da revista Veja, por exemplo.
Neste momento, por sinal, o disc-jockey e colunista Ricardo Noblablablat, titular de blog homiziado no portal de O Globo, está reproduzindo, ipsis verbis, a matéria dos ribeirinhos paulistanos. E, com a criatividade que lhe é peculiar, atribuindo ao “PIG – Partido da Internet Golpista” a autoria da série de “atentados” contra o candidato que ele e seu patrão, descaradamente, tentam favorecer diariamente.

sábado, 17 de julho de 2010

SERRA FAZ DISCURSO HISTÓRICO EM ITABUNA E PROMETE O CÉU AOS BAIANOS






















Em sua apoteótica passagem pelo município de Itabuna, terra natal de Jorge Amado, no sul da Bahia, o tucano Zé Chirico fez hoje um dos mais densos e contundentes discursos de toda sua vida pública. O registro foi feito pelo portal Bahia Notícias, do jornalista Samuel Celestino. Clique aqui para ler.
Mais cedo, ao desembarcar em Ilhéus, o candidato do PSDB à presidência da república esculhambou o aeroporto local, garantindo, no entanto, que vai “enfrentar esse problema para que, em um prazo de cinco anos, a situação esteja refeita". As corporações mafiomidiáticas locais e nacionais preferiram não apimentar o debate, optando por manchetes mais propositivas.

SERRA MENTE TAMBÉM SOBRE PROGRAMA CONTRA AIDS

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Por Dalva Teodorescu, do blog Mulheres de Fibra

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Cinco centrais sindicais soltaram um manifesto dizendo que o candidato José Serra teria mentido quando anunciou que a emenda vinculando o PIS/PASEP ao seguro-desemprego seria criação sua, assim como ele seria o criador do FAT.
Em resposta, o senador Sérgio Guerra saiu em defesa do governador dizendo que ele teria participado com outros do projeto, e se enrolou todo na explicação. Não convenceu. O Estadão de hoje, claro, saiu também na tentativa de explicar o inexplicável.
Na verdade, José Serra gosta se apropriar de realizações que não são suas. Serra vem afirmando e convencendo até os editores do Jornal da TV Brasil de que ele criou o programa federal de prevenção e combate à AIDS. Imagine!
O primeiro programa de prevenção e combate à doença foi criado em 1983, em São Paulo, pelo médico Paulo Teixeira, no governo de Franco Montoro, do então MDB, com o apoio do então Secretário da Saúde João Yunes.
Em 1986, a bióloga Lair Guerra assume a coordenação do Programa Nacional de DST e AIDS e o expande para todos os estados da federação.
Em 1991, o ministro Alceni Guerra inicia a compra de medicamentos antirretrovirais. Seu sucessor, o ministro Adib Jatene, daria continuidade a essa compra, em 1992.
Em 1996, foi aprovada a lei garantindo aos pacientes de AIDS o acesso universal ao tratamento com antirretrovirais.
No início de 1996, o ministro Adib Jatene passa a incentivar as discussões para a produção de antirretrovirais genéricos para tratamento de AIDS.
No início da gestão do ministro Carlos Albuquerque (1996-1998) tiveram início as primeiras consultas sobre a possibilidade de se fabricar genéricos antirretrovirais pelo laboratório Farmanguinhos.
O primeiro medicamento genérico fabricado por Farmanguinhos, o comprimido DDI, se torna disponível para os pacientes em 1998.
No final dos anos 90, o Brasil é pioneiro entre os países em desenvolvimento no fornecimento gratuito dos antirretrovirais, e assume,gradualmente, a liderança internacional na promoção do tratamento com antirretrovirais.
O país passa a ser uma referência para governos de países em desenvolvimento e para o movimento da sociedade civil internacional.
José Serra assume o Ministério da Saúde no final de 1998, quando o processo de produção de genéricos já tinha sido iniciado.
No ano 2000, quase 20 anos depois do surgimento do primeiro programa de AIDS, e de reconhecido sucesso do programa de AIDS brasileiro no âmbito internacional, a produção de antirretrovirais genéricos desencadearia o debate global sobre a propriedade intelectual dos medicamentos, que levou a um acordo internacional contido na declaração sobre patentes e saúde pública, assinada em dezembro de 2001 em Doha, Qatar, por todos os membros da OMC.
Nessa ocasião, de fato, José Serra era o ministro da saúde e encampou a disputa com a OMC, do qual o Brasil saiu vitorioso.
Serra simplesmente deu continuidade a uma linha de trabalho adotada desde o início pelo Programa Nacional de DST e AIDS, independentemente de mudanças na sua coordenadoria e da mudança de governos ao longo dos anos.
Serra mentiu sobre sua participação no programa de combate à AIDS como mentiu quando disse que era o criador do FAT e da vinculação do PIS/PASEP ao seguro-desemprego.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

EXTRA!!! SERRA DISTRIBUI COICES EM ENTREVISTA COLETIVA

Na entrevista que concedeu em sua passagem pelo Maranhão, o candidato do PSDB à Presidência da República, Zé Chirico, sustentou, descaradamente, que é o criador do FAT – Fundo de Assistência ao Trabalhador – e que sempre atuou em prol da classe trabalhadora. Indagado sobre recente nota divulgada por TODAS as centrais sindicais do país, que desdiz e desmonta a falácia do tucano, o ex-governador paulista perdeu as estribeiras e, tremelicando de cólera, passou a escoicear os presentes com respostas furibundas.
O áudio abaixo foi captado do Blog do Décio. As fotos que aparecem no vídeo são de Biaman Prado, que registrou a passagem de Serra por São Luís.
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URGENTE - SERRA MANDA INVESTIGAR REPÓRTERES NO MARANHÃO

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Do Blog do Décio, direto do Maranhão
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A assessoria do presidenciável tucano José Serra (PSDB) investigou a vida de vários repórteres – além de o próprio candidato ter destratado profissionais de imprensa - que acompanharam sua visita ao Maranhão, nesta terça-feira. Segundo uma fonte da própria campanha tucana, as vidas pregressas do jornalista Hornório Jacometto, correspondente da TV Globo no Maranhão, e do cinegrafista Miguel Nery, foram investigadas. A fonte relatou que a assessoria do tucano toma essa medida em todas as cidades que o ex-governador visita.
Durante solenidade na Associação Comercial, onde recebeu o título de Cidadão Ludovicense, jornalistas foram empurrados de forma grosseira pela segurança do tucano. Uma das vítimas foi o próprio assessor do candidato Jackson Lago (PDT), jornalista Humberto Fernandes. Ele foi impedido de entrar na sala da entidade, após a solenidade, onde o presidenciável respondia às perguntas dos repórteres. Eu, por exemplo, não consegui nem chegar perto do tucano.
A agressividade do ex-governador de São Paulo se mostrou com mais evidência durante entrevista à noite na Rádio Capital, de propriedade do deputado Roberto Rocha (PSDB). Serra foi extremamente grosso com o repórter Mário Carvalho, da Rádio Mirante AM, de propriedade da família Sarney.
Serra se chateou primeiro com uma pergunta sobre nota das centrais sindicais divulgada no final de semana criticando-o por vir afirmando ser “pai” do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do Seguro Desemprego. Em resposta, Serra chamou as centrais de “pelegas”.
O tucano deu um verdadeiro “piti” quando questionado por Mário Carvalho sobre como faria para diminuir sua rejeição no Nordeste, segundo apontam vários institutos de pesquisas.
- Onde você viu essa informação? Você está fazendo campanha para Dilma – irritou-se o presidenciável;
- No Ibope e no Datafolha – respondeu o repórter.
- De qual emissora você é? – quis saber o tucano.
- Da Mirante AM – respondeu o jornalista.
- Não é rádio do Sarney? – quis saber Serra. – Eu não sei onde você viu isso. Vamos fazer uma coisa, você quer fazer propaganda pra Dilma? Eu acho legítimo que sua rádio e você faça campanha para Dilma. Não tenho nada a me opor. Agora não venha falar mentira. Tudo bem, faz a campanha direto (pra Dilma) – completou o tucano já quase aos gritos.
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Leia mais no blog do Mário Carvalho.

SERRA LEU, ASSINOU E MENTIU

Para O Globo, o tucano Zé Chirico “não assina nada sem ler”, como se pode constatar na edição digital da xexelenta gazeta da Famiglia Marinho (clique na imagem acima para ampliá-la) .
É verdade. O próprio candidato do PSDB declara-se “um cricri” e gaba-se de sempre ter escrito seus textos.
Mas a memória deste Cloaca News não é tão curta quanto as pernas das mentiras que o engenheiro de fancaria e economista de meia-tigela conta por onde passa.
Clique sobre a imagem abaixo para conferir.

sábado, 10 de julho de 2010

VIÚVA DE ROBERTO MARINHO DECLARA VOTO EM DILMA

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E agora, Ali Kamel?
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Por Miguel do Rosário,
do blog Óleo do Diabo
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O Globo escondeu a declaração de voto de Lily Marinho, a viúva do magnata das comunicações Roberto Marinho, mas a colunista da Folha, Mônica Bergamo, não resistiu à indiscrição.

Vou fazer 90 anos. Sou velha para votar. Mas acho que, se votasse, seria na Dilma.

A declaração é de Lily, a elegante e sedutora aristocrata que, com mais de 70 anos, conquistou o coração de Dr.Roberto. Lembro do casamento. Foi bonito ver os dois velhinhos se casando. Dona Lily é uma socialite discreta, inteligente e, até onde sei, de opiniões progressistas. Com certeza não lê os blogs da Veja, o que já é grande coisa.
Roberto Marinho, apesar do apoio que deu ao golpe militar, nunca foi um hidrófobo histérico de direita como seus filhos. Tanto é que abriu a redação do jornal para comunistas e ex-comunistas. Para ele, a ideologia da pessoa não lhe impedia de ser um bom profissional ou mesmo uma boa pessoa. Recebeu até Fidel Castro em sua casa, conforme lembra Dona Lily, provando que também Fidel sempre foi um sujeito aberto ao diálogo cordial inclusive com seus piores adversários.
O mais curioso da matéria, claro, é a declaração de voto de dona Lily. E sua afirmação de que não receberá Serra nem Marina.
No Globo, a matéria saiu fria, árida, nitidamente constrangida, sem relatar a boa impressão que Dilma causou nas ressabiadas socialites cariocas, muitas das quais, conforme revelou uma amiga de Lily à coluna de Bergamo, morriam de medo do PT e da candidata.
Essa nota é muito mais importante do que parece a primeira vista. As fotos da candidata ao lado das vips do Rio serão publicadas e republicadas em praticamente todas as revistas femininas. Deverá causar bastante impacto também sobre o imenso universo artístico da TV Globo, com seus milhares de atores, contrarregras, técnicos, operadores, etc.
Sob o chicote do carrasco Ali Kamel, que impôs regras draconianas impedindo qualquer empregado, até o mais reles faxineiro, de expor suas opiniões políticas, ainda que sutilmente, em sites de relacionamento, twitter, blogs, etc, as simpáticas declarações de Lily em favor de Dilma Rousseff representam uma prova de que essas humilhantes restrições só valem para os escravos. O contraste é gritante. Aos escravos, o silêncio, a opressão, a mordaça; aos senhores, a liberdade. Dona Lily pode falar o que quiser, pode até explicitamente apoiar Dilma. Sei que ela não trabalha no jornal, mas mesmo assim, é uma figura ligada afetivamente às organizações Globo, em virtude de carregar o sobrenome de seu proprietário e ter sido a doce companheira de "Seu" Roberto por mais de uma década. A informação correrá nos bastidores da Globo como um rastilho de pólvora: Dona Lily está com Dilma! Quantos sorrisos maliciosos, furtivos, quase vingativos, não serão vistos nas salinhas de café?
Sim, porque na verdade manifestações contra Dilma e a favor de Serra estão tacitamente liberadas na Globo. Tanto é assim que Jabor e Merval continuam babando ódio antipetista em seus respectivos espaços. Miriam Leitão, que tem uma coluna diária intitulada Panorama Econômico, hoje não fala de economia; fala só de dossiê contra Dilma, ops, contra Eduardo Jorge. Convertida em promotora pública, ou paladina da oposição, a colunista ataca duramente Dilma Rousseff e o governo de terem feito dossiê contra um zémané do PSDB. Sabe-se lá o que pretendia a "equipe de inteligência" de Dilma ao fazer um dossiê contra Eduardo Jorge.
Aliás, é engraçado chamar de "equipe de inteligência" o que, fosse verdade, não passaria de uma trupe de retardados. Que há de inteligente em fazer dossiê contra um barnabé como Eduardo Jorge e, cúmulo da estupidez, ainda entregar o material para Veja e Folha de São Paulo? Não tem sentido.
A urubóloga parece ter ficado mordida por ter sido obrigada a publicar, ontem, um texto onde seus entrevistados são só elogios para a economia brasileira. Ou então, com vistas a garantir a estabilidade em seu emprego e um outro prêmio Maria Caboots, resolveu, após a martelada no prego, dar hoje uma na ferradura.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

SERRA NÃO DECLARA AO TSE MANSÃO MILIONÁRIA QUE POSSUI EM SÃO PAULO


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Na Declaração de Bens que Zé Chirico entregou ao Tribunal Superior Eleitoral, no início da noite desta segunda-feira, não se faz menção à nababesca residência em que vive o tucano, no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste paulistana.
Como se sabe, o candidato do PSDB à presidência da República é o feliz morador de um palacete situado na rua Antônio de Gouveia Giudice, a poucos metros do chiquérrimo Shopping Villa-Lobos. Naquela região, conhecida pelo ostentoso luxo das residências e pelo altíssimo padrão de vida de seus habitantes, os imóveis mais modestos raramente custam menos de R$ 2 milhões.
No dia 6/2/2009, o jornal O Globo Globo chegou a noticiar um assassinato ocorrido nas proximidades da suntuosa morada de Serra, fazendo uma alusão ao endereço ilustre.
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Fonte do reino animal ligada ao tucanato insinua que o verdadeiro dono da aparatosa moradia é ninguém menos que um certo Gregório Marin Preciado, espanhol naturalizado brasileiro, casado com a prima de José Serra, Vicencia Talan Marin.
Serra, em sociedade com sua filha Verônica, teve uma empresa de consultoria denominada ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda. O negócio sempre funcionou no prédio da empresa Gremafer, especializada em trambiques (Rua Simão Álvares, 1020, Pinheiros, São Paulo), de propriedade de Gregório Preciado. Curiosamente, por ocasião da campanha presidencial de 2002, o tucano “esqueceu” de declarar a empresa entre seus bens, fato que obrigou o advogado Arnaldo Malheiros a divulgar uma enroladíssima nota à imprensa, como se pode ler no site Universo Jurídico.
Nessa mesma nota, sentindo o cheiro de queimado, o causídico apressou-se em dar explicações sobre “a casa em que o casal reside em São Paulo”, que, segundo ele, “é de propriedade de sua filha, Verônica Allende Serra, que a adquiriu em 2001, como declarou à Receita Federal neste ano. Ela teve rendimentos declarados à Receita Federal nos dois últimos anos-bases, em valor bem superior ao pago pelo imóvel, conforme documentos em meu poder”.
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Para saber mais  sobre as relações de José Serra com seus amiguinhos jaguaras, leia o que publicou o insuspeito site Consultor Jurídico, tempos atrás.

terça-feira, 29 de junho de 2010

HERDEIRO DA RBS É ACUSADO DE ESTUPRO. RBS ABAFA


Um menor de 14 anos está, supostamente, sendo intimado pela 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis para depor sobre a acusação de um suposto estupro praticado contra uma menina da mesma idade, estudante de uma tradicional instituição de ensino daquela capital. O crime teria ocorrido há poucos dias, com a conivência de outro menor, filho de um delegado, mas a imprensa local estaria tratando de esconder o episódio dos noticiários. O acusado seria filho de um diretor da RBS TV em Santa Catarina, membro do Conselho de Administração da organização mafiomidiática RBS, que, não por acaso, controla absolutamente todos os meios de informação barrigas-verdes.
O caso está sendo divulgado pelo blog Tijoladas do Mosquito, que alega ter tido acesso ao documento da polícia que intima o adolescente para a oitiva

Já o tabloide Diário Catarinense, do Grupo RBS em Santa Catarina, está tratando desta maneira o episódio.
 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ZERO HORA USA PSICÓLOGOS PICARETAS PARA LINCHAR DUNGA


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O tabloide gaúcho Zero Hora, braço impresso da corporação mafiomidiática RBS, fez jus, em sua edição de ontem, 23, ao epíteto de jornalixo, carinhosamente cunhado por este blog. Em texto assinado por um certo Itamar Melo, a gazetinha alinhou-se incondicionalmente à sórdida campanha difamatória movida pelas Organizações Globo contra o técnico Dunga, da seleção brasileira de futebol.
Sob o título “Psicanalistas analisam destemperos do técnico Dunga”, Zero Hora vale-se dos pareceres de “especialistas” para pespegar no treinador as pechas de “neurótico” e “paranóico”, entre outras patologias. Na verdade, foram ouvidos dois picaretas que, no afã de conseguir seus minutinhos de glória, não hesitaram em mandar às favas o Código de Ética Profissional do Psicólogo. O documento, exarado em 2005, no XIII Plenário do Conselho Federal de Psicologia, em Brasília, diz o seguinte em seu Artigo 2 , alínea “q”: “Ao psicólogo é vedado: realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor pessoas, grupos ou organizações".
Esperar o que de um veículo que costuma basear suas reportagens em fontes cultivadas nos latões de lixo?

domingo, 20 de junho de 2010

GLOBO ASSASSINA LÍNGUA PORTUGUESA COM REQUINTES DE CRUELDADE


Mal refeitos do passamento de José Saramago, assistimos agora às Organizações Globo, por meio de seu portal G1, golpear mortalmente a Última Flor do Lácio.
Pelo jeito, eles já não se contentam apenas com os cacófatos. E ainda pretendem que os levemos à sério…

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PROCURADORA QUE QUER CALAR A BLOGOSFERA DEFENDE A BANDALHEIRA DA “GRANDE MÍDIA”


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A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que propôs ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ação cautelar contra a Google para que seja retirado do ar o blog Os Amigos do Presidente Lula, não pode ser incluída no rol das flores que podemos cheirar.
Esta mesma senhora, que anteontem, 16/6, protocolou este tosco tolete jurídico, recheado de locuções latinas de almanaque, participou, dias atrás (7/5), de um seminário promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), ao lado de Arnaldo Versiani, ministro do TSE.
Batizado de "Encontro Imprensa e Eleições", o evento contou com a gentil cobertura da Folha de S.Paulo, feita pelo repórter Ranier Bragon. A certa altura da reportagem, encontramos a seguinte passagem, com a singela manifestação do pensamento da venerável Madame Cureau:
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“Tanto Versiani quanto a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, disseram ser contra a punição de órgãos da mídia por dar maior espaço a candidatos cuja posição “exerça um poder maior de atração sobre a imprensa”.
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Se você não bota fé no que dizemos – afinal, somos apenas um blog hidrófobo - , confira aqui com seus próprios olhos.
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Como diz um sábio pensador cearense: Lends Picantis In Ânus Autrem Q'sucus Est.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

DILMA VIRA "CIDADÃ DE PORTO ALEGRE"

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A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, na sessão desta quarta-feira (16/6), Projeto de Lei que concede o título de “Cidadã de Porto Alegre” a Dilma Vana Rousseff. O PL, de autoria do vereador Engenheiro Comassetto, foi assinado por toda a bancada do PT, e contou com o apoio dos demais partidos na casa, exceto PSDB e Psol. Foram registrados 27 votos a favor da aprovação do Projeto e nenhum contrário.
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Para saber mais, clique aqui.

domingo, 13 de junho de 2010

SE JOSÉ SERRA FOSSE ELEITO (MAS NÃO SERÁ)

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Por Roni Chira,
do blog O que será que me dá?
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Se José Serra fosse eleito (mas não será), ganharia de presente um país que o PSDB, desacostumado ao êxito, jamais sonharia em construir com esforço e competência próprios – como provou em seus governos municipais, estaduais e federal. Poria as mãos num Brasil reformado, sólido e próspero, com US$ 250 bilhões em caixa e imensas obras de infra-estrutura em andamento que o fariam sentir-se 100 vezes maior que um mero gerenciador do anel viário paulista da famiglia PSDB. Um país com um mercado interno aquecido e com 27 milhões de novos consumidores emancipados nas políticas sociais. Um país que gerou 15 milhões de empregos em 8 anos e um mercado de crédito consignado superando a casa de R$ 1 trilhão.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria uma arrecadação de impostos e tributos federais da ordem de R$ 80 bilhões mensais para devolver à sociedade em forma de serviços. Arrecadação ascendente, resultante do excelente desempenho da economia deixado pelo seu antecessor.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), levaria ainda um sentimento popular de patriotismo renovado e esperançoso que – somado ao trunfo catalisador de sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos – o faria sentir-se um imperador romano.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), tudo isso saberiam muito bem capitalizar em benefício próprio o PSDB e a elite conservadora, conduzidos pelo seu novo presidente, especialista mor em se apropriar dos créditos de feitos alheios. Assinariam seus nomes nos eventos esportivos, nas obras do PAC em andamento, no sucesso internacional do país, cobrindo os verdadeiros créditos com a cumplicidade do PIG – sócio incansável, dedicado e afinado às causas de ambos – que cuidaria da tarefa de reescrever a história, reduzindo os mandatos do presidente Lula a uma insignificância extrema.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria estatais suculentas, prontas para o mercado das trapaças privatizantes conhecidas no passado pelo codinome “enxugamento do estado” ou “estado mínimo”. Trapaças travestidas de benefícios à máquina administrativa e à “nação”, orquestradas pelos mesmos maestros do período FHC, que executariam a mesma marcha fúnebre durante a sutil diluição do patrimônio brasileiro. Entre elas, é claro, estaria a grande vedete, a peça mais cobiçada a ser levada ao abate num leilão macabro de cartas marcadas: a Petrobrás. Valorizada pelo pré-sal, a empresa seria ofertada na mesma bandeja da negociatas engavetadas desde o primeiro mandato de FHC e para as mesmas multinacionais que há anos salivam em torno deste tesouro brasileiro. Negociata que movimentaria rios de dinheiro, atrairia à surdina dos bastidores os mesmos intermediários comissionados que enriqueceriam da noite para o dia. Tramóia que iria restabelecer o duto de escoamento das riquezas do nosso solo para as mãos dos mesmos banqueiros internacionais, ávidos por capital fresco que venha a socorrê-los na recente crise da qual ainda tentam se recuperar.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), não se faria de rogado: negaria o Mercosul e seus “indiozinhos caboclos”, realinhando suas prioridades financeiras a Wall Street, como nos velhos tempos. Romperia com austeridade quixotesca os laços com os governos populares latino-americanos exigindo a deposição de todos os seus presidentes aos quais acusaria de ditadores golpistas e lideraria suas nações em caravana orgulhosa rumo ao lar da velha, gentil e maternal esfera de influência do Tio Sam.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), se esforçaria em repetir a medíocre e desastrosa gestão frente ao governo de São Paulo sem obter êxito de imediato: a robustez econômica e estrutural deixada pelo seu antecessor levaria dois mandatos para ser totalmente dilapidada, pois, diferentemente de São Paulo, o país não lhe teria sido entregue já estagnado pelo fracasso dos governantes anteriores que “casualmente” pertenciam ao seu próprio partido.
Se José Serra fosse eleito (mas não será), depois de extinguir ou renomear toda a obra de seu antecessor, e quando o país já estivesse devidamente “devolvido” ao século 20, pouco lhe importaria fazer sucessor, compromissado que sempre foi exclusivamente com seu próprio umbigo. Assistiria debochadamente aos caciques furiosos do PSDB/DEM digladiarem-se para ocupar seu trono, sabendo que, depois de todo o estrago feito nas areias estéreis de sua inépcia, a esquerda recuperaria o país para tentar, novamente, reparar os enormes danos deixados pelo seu governo.
Se José Serra fosse eleito (mas não será) – enfim – contrataria algum editor de livros de auto-ajuda para escrever sua última fraude: a biografia de “Um brasileiro vitorioso”. O texto seria tão épico e fantasioso que até ele, em processo de senilidade avançada, acreditaria finalmente que é o autêntico “O Cara”. Título ao qual alguns historiadores da pocilga colocariam uma destacada ressalva: que, em verdade, seu êxito só foi alcançado graças às políticas econômicas e estruturais deixadas pelo antecessor de seu antecessor: o inesquecível visionário Fernando Henrique Cardoso!

sábado, 12 de junho de 2010

DOSSIÊ SERRA – PARTE 2 – TUCANO FEZ CAIXA DE CAMPANHA COM DINHEIRO PÚBLICO ANTES DO ANÚNCIO DA CANDIDATURA


Esquema das “cartinhas” movimentou R$ 26 milhões do contribuinte paulista
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Meses antes de deixar o governo de São Paulo, José Serra já cuidava de subsidiar sua campanha à Presidência da República. Ardilosa e sorrateiramente, o tucano cuidou de contratar serviços de “pesquisa”, com o qual “cadastrou” alguns milhões de endereços e enviou inocentes cartinhas aos usuários dos serviços públicos paulistas. Por baixo, a brincadeira custou R$ 26 milhões, caixinhas à parte.
A mutreta estava – e está – toda escancarada no Diário Oficial, mas a gloriosa imprensa corporativa brasileira não quis – e continua não querendo – tocar no assunto.
Para conhecer a esperteza do economista-contraventor e engenheiro de fancaria, clique aqui.

DOSSIÊ SERRA – PARTE 1 – TUCANO PAGOU MAIS DE R$ 28 MILHÕES AO GRUPO FOLHA

















A partir de hoje, requentaremos todas as bandalheiras, pilantragens, sem-vergonhices e maroteiras que já publicamos sobre o candidato do PSDB à Presidência da República – tudo devidamente amparado pelas letras frias do Diário Oficial.
Para saber como José Serra beneficiou o Grupo Folha, mandando imprimir milhões de exemplares de apostilas-fantasmas na gráfica da Famiglia Frias, clique aqui.