quinta-feira, 9 de abril de 2009

IDENTIDADE DO CLOAQUEIRO PODERÁ SER REVELADA EM DEBATE

Na próxima quinta-feira, 16 de abril, às 18:30h, acontecerá a "primeira atividade offline" do blog Jornalismo B. Trata-se do debate acerca do mote “Bloguismo e jornalismo: um novo caminho ou mais do mesmo?”.
O conclave contará com a participação de Marco Aurélio Weissheimer (RS Urgente), Adriano Santos (da equipe do Cel3uma) e Roger Lerina (Segundo Caderno de Zero Hora). Convidado para o certame, este Cloaca News já confirmou sua presença. Será na livraria-café Letras & Cia , avenida Osvaldo Aranha, 444 (próximo ao túnel), em Porto Alegre, RS. O blog Jornalismo B é editado por Alexandre Haubrich, Cris Rodrigues e Ale Lucchese, estudantes de Jornalismo da UFRGS.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O QUE NINGUÉM HAVIA REPARADO EM YEDA CRUSIUS

A edição digital do tablóide Zero Hora apresentou, nesta terça-feira, uma curiosa "notícia" sobre a "reaproximação" da governadora tucana do RS com o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Sob o título Yeda tenta reaproximação com Fogaça: "Temos um bem-querer danado", a nota tinha como pano de fundo o encontro ocorrido na abertura de uma reunião da governadora com prefeitos, em um hotel da capital gaúcha. Segundo o relato, a certa altura Yeda abespinhou-se com um repórter que perguntou se aquele encontro com prefeitos não era semelhante ao do presidente Lula, contestado pelo PSDB, partido da governadora. "Não tenho barba nem me chamo Dilma. Você está fazendo intriga" – asseverou a tucana.
. Ah, bom!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A SEGUNDA CARTA DE ESPINOSA (QUE A FOLHA TAMBÉM NÃO PUBLICOU)

Em respeito à inteligência dos leitores, e para amenizar os danos à imagem e à honra da ministra Dilma Roussef, aceitei a proposta do editor do Painel do Leitor para escrever uma nova carta, num espaço exíguo e em pouco mais de uma hora, mas sob o compromisso de publicação na íntegra.Segundo seu editor, o Painel só publica cartas inéditas e a que enviei, ainda no domingo, mas não publicada na edição de ontem, como seria de esperar de um jornal sério, já repercutiu reproduzida em outros veículos de imprensa, cuja leitura recomendo, para sua boa informação. Para os leitores que tiverem interesse, dou três endereços como exemplo: www.paulohenriqueamorim.com.br/, HTTP://colunistas.br/luisnassif; e http://www.zedirceu.com.br/.
Sob o título geral “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Netto”, a Folha utilizou-se de uma entrevista por telefone a uma jovem repórter. Lamento que o maior jornal brasileiro use a fonoportagem, o lamentável e preguiçoso vício da “investigação” por telefone. Segundo os editores, o seqüestro de Delfim Netto em 1969 “chegou a ter data e local definidos”. A que hora e em que local, então, ocorreria? A Folha não informa. O mais grave: acusa a Ministra pela ação, lançando uma sórdida anticampanha contra sua virtual candidatura a Presidente. É possível que Dilma, pelas suas tarefas na organização, sequer tenha sido informada sobre o levantamento realizado. Entretanto, a edição oportunista transformou um não-fato do passado (o seqüestro que não houve) num factóide do presente (o início de uma sórdida campanha), que vai desacreditar ainda mais o jornal da ditabranda.
Esclareço que Dilma pertencia, sim, à VAR-Palmares, e era uma militante séria, corajosa e humana, mas que era uma militante somente com ação política, ou seja, sem envolvimento em empreendimentos armados. E digo isto com a autoridade de quem era o responsável pelo setor militar da organização, assumindo a responsabilidade política e moral pelas iniciativas da VAR-Palmares. Por isso, desafio a Folha a esclarecer todos os pontos nebulosos da matéria do domingo e a publicar a íntegra da entrevista, de mais de três horas, para que os leitores a comparem com a imundície publicada, que constitui um dos momentos mais tristes da liberdade de imprensa e uma vergonha para a imprensa brasileira.
Antonio Roberto Espinosa
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...E O E-MAIL DE ESPINOSA AO EDITOR DA FOLHA, LUIS A. DEL TEDESCO
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Data: Tue, 7 Apr 2009 09:54:59 -0300
Assunto: Re:ENC: Re:RES: Re:RES: Dilma planejou sequestro de Delfim
. Caro senhor Tedesco,
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A cada momento fica mais claro que a Folha não tem compromisso com a verdade, mas se guia pela intenção de fabricar a verdade. A sua verdade, ou seja, a versão da ditadura (ou ditabranda, como ela gosta de intitular o regime de terror que apoiou). Age sem respeito aos leitores e fontes, inventando, maculando, praticando arbitrariedades. Publica somente as cartas que lhe convêm. E, quando não as tem, inventa! Não checa a origem das correspondências recebidas e não respeita compromissos de honra. Ou seja, não tem palavra e carece de seriedade.
Em relação ao “caso Dilma”, na segunda-feira, 6, não publicou a minha carta, ou seja, a versão da única fonte da matéria de capa da véspera, sob a desculpa esfarrapada de que teria chegado após o fechamento, como se as razões burocráticas fossem superiores à importância e verdade dos fatos. Mas publicou uma carta apócrifa, de uma pessoa que dizia que não deixaria seu filho casar-se com uma ex-guerrilheira. E confessa isso covardemente, escondidinho, na seção erramos de hoje (6/4), onde está dito que a carta assinada por um tal de Raul Guilherme do Norte Lourenço, na verdade, foi escrita e remetida por um tal de Luis Felipe de Araújo Sousa.Então a criteriosa e burocrática Folha não checa as cartas que recebe e publica qualquer coisa que confirme sua linha editorial? E quem garante que esse Luis F. A. Sousa existe? Não será mais uma invenção da redação?
Eu já lhes enviei duas cartas. A segunda, de ontem, me foi solicitada pelo senhor às 17h13. Se tinha tanta urgência de fechar a seção, por que não entrou em contato antes? Apesar disso, enviei a carta na hora que combinamos. O senhor se recorda que me ligou cinco vezes? Recorda que lhe informei que o texto estava com 2.300 caracteres e o senhor me disse que não havia problema? Recorda que é o seu computador que não abre arquivos em doc.x e, por isso, me pediu para enviar novamente. Por esse motivo o texto chegou cinco minutos depois.Ora, sejamos francos ao menos uma vez: a Folha decidiu não publicar a carta não pelos motivos burocráticos alegados, mas pelo seu conteúdo. Não publicou porque quer ter o monopólio da verdade e manipular seus leitores, sem ética e sem princípios.É irônico e ofensivo que o senhor me peça hoje uma terceira carta. Não sou empregado da Folha e não tenho salário dela para trabalhar diariamente em cartas que não serão publicadas. No passado seu jornal divulgava propaganda dizendo que teria o rabo preso com o leitor. Com o leitor, está provado, não tem, mas que tem rabo lá isso tem. E é bem longo, a ponto de chegar aos porões sombrios da década de 70.Já lhe enviei duas cartas. Não escreverei uma terceira. Ponha as desculpas burocráticas de lado, pelo menos uma vez na vida, e escolha uma delas. Ou publique as duas, o que seria muito mais honesto. Além disso, fale com seus chefetes e peça a eles que aceitem o desafio que lhes fiz de publicar a íntegra da entrevista concedida à repórter Fernanda Odilla, ou me garantam um espaço equivalente às duas páginas, com chamada de capa, em que publicaram suas imundícies de domingo.
Áh! Estou enviando cópia desta também ao ombudsman (e a outros articulistas), para checar se ele também vai colocar panos quentes em cima da barbaridade praticada por este periódico contra uma ministra de Estado e a história de nosso país.
Até logo. Antonio Roberto Espinosa (RG x.xxx.xxx-x).
PS: Por favor, telefone, mande telegrama, ou seja, cheque, confirme, para ter certeza que o autor desta é mesmo a pessoa que a assina!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

SERRA NOMEIA ASSALTANTE PARA CASA CIVIL DE SP


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Gatuno já teve passagem pelo governo FHC, como Ministro da Justiça
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O advogado paulista Aloysio Nunes Ferreira Filho, de 64 anos, podia estar roubando, podia estar matando. Mas, não.
Atualmente, ele é o secretário da Casa Civil do governo tucano de José Serra. Ferreira já foi presidente de centro acadêmico, já foi deputado estadual, já foi deputado federal, já foi vice-governador. Já foi até ministro de estado. O que poucos recordam - e, quem sabe, a Folha de S.Paulo destaque sua repórter Fernanda Odilla para "investigar" o caso - é que o brioso elemento, outrora conhecido pelo cognome "Mateus", um dia empunhou um tresoitão para ajudar a surrupiar a assombrosa quantia de NCr$ 108 milhões da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, dinheiro que seria ultilizado no pagamento dos salários dos ferroviários. O memorável assalto (ou "expropriação") ao trem-pagador deu-se no dia 10 de agosto de 1968. Segundo relatos da imprensa da época, a ação foi fulminante e sem que houvesse sido disparado qualquer tiro. Aloysio era o motorista do Fusca no qual os assaltantes deram o pira com os malotes cheios da grana. Essa, porém, não fora a primeira ação espetacular do braço direito de José Serra. No mesmo ano, ele partipara do assalto ao carro-pagador da Massey-Fergusson, interceptando uma perua Rural Willys da empresa em plena praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros. Ferreira participou destes eventos na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo. Sabe-se que, após o estrepitoso assalto ao trem, Aloysio escafedeu-se para Paris, onde, dizem, desfrutou de um "exílio de caviar", ao lado do sociólogo da USP Fernando Henrique Cardoso. Após sua volta ao Brasil, em 1979, ingressou no MDB e iniciou sua trajetória política dentro da legalidade. A despeito da relativa importância de "Mateus" na guerra contra a ditadura, este Cloaca News não pretende desdourar o passado de lutas do atual secretário tucano. Pelo contrário. Apenas ficaremos aguardando que sua heróica biografia seja brindada, com detalhes, aos leitores da Folha de S.Paulo com a mesma pompa e relevância com que foram exumados os episódios envolvendo a Ministra Dilma Rousseff.

TERRORISTA DO GRUPO DE DILMA CONFESSA

Depois de ler a abalizada opinião de um popular e onissapiente blogueiro corporativo a respeito do "material" publicado ontem pela Folha de S.Paulo, o professor e jornalista Antonio Roberto Espinosa, também conhecido no bas fond da subversão como "Hélio", resolveu encaminhar aos porões daquele jornal as seguintes linhas:
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Prezados senhores, chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar.
Esclareço preliminarmente que:
1) Não conheço pessoalmente a repórter Fernanda Odilla, pois fui entrevistado por ela somente por telefone. A propósito, estranho que um jornal do porte da Folha publique matérias dessa relevância com base somente em “investigações” telefônicas;
2) Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada. Esclareço que concedi a entrevista porque defendo a transparência e a clareza histórica, inclusive com a abertura dos arquivos da ditadura. Já concedi dezenas de entrevistas semelhantes a historiadores, jornalistas, estudantes e simples curiosos, e estou sempre disponível a todos os interessados;
3) Quem informou à Folha que o Superior Tribunal Militar (STM) guarda um precioso arquivo dos tempos da ditadura fui eu. A repórter, porém, não conseguiu acessar o arquivo, recorrendo novamente a mim, para que lhe fornecesse autorização pessoal por escrito, para investigar fatos relativos à minha participação na luta armada, não da ministra Dilma Rousseff. Posteriormente, por e-mail, fui novamente procurado pela repórter, que me enviou o croquis do trajeto para o sítio Gramadão, em Jundiaí, supostamente apreendido no aparelho em que eu residia, no bairro do Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. Ela indagou se eu reconhecia o desenho como parte do levantamento para o seqüestro do então ministro da Fazenda Delfim Neto.Na oportunidade disse-lhe que era a primeira vez que via o croquis e, como jornalista que também sou, lhe sugeri que mostrasse o desenho ao próprio Delfim (co-signatário do Ato Institucional número 5, principal quadro civil do governo ditatorial e cúmplice das ilegalidades, assassinatos e torturas).Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra). A direção do jornal (ou a sua repórter, pouco importa) tomou como provas conclusivas somente o suposto croquis e a distorção grosseria de uma longa entrevista que concedi sobre a história da VAR-Palmares. Ou seja, praticou o pior tipo de jornalismo sensacionalista, algo que envergonha a profissão que também exerço há mais de 35 anos, entre os quais por dois meses na Última Hora, sob a direção de Samuel Wayner (demitido que fui pela intolerância do falecido Octávio Frias a pessoas com um passado político de lutas democráticas).
A respeito da natureza tendenciosa da edição da referida matéria faço questão de esclarecer:
1) A VAR-Palmares não era o “grupo da Dilma”, mas uma organização política de resistência à infame ditadura que se alastrava sobre nosso país, que só era branda para os que se beneficiavam dela. Em virtude de sua defesa da democracia, da igualdade social e do socialismo, teve dezenas de seus militantes covardemente assassinados nos porões do regime, como Chael Charles Shreier, Yara Iavelberg, Carlos Roberto Zanirato, João Domingues da Silva, Fernando Ruivo e Carlos Alberto Soares de Freitas. O mais importante, hoje, não é saber se a estratégia e as táticas da organização estavam corretas ou não, mas que ela integrava a ampla resistência contra um regime ilegítimo, instaurado pela força bruta de um golpe militar;
2) Dilma Rousseff era militante da VAR-Palmares, sim, como é de conhecimento público, mas sempre teve uma militância somente política, ou seja, jamais participou de ações ou do planejamento de ações militares. O responsável nacional pelo setor militar da organização naquele período era eu, Antonio Roberto Espinosa. E assumo a responsabilidade moral e política por nossas iniciativas, denunciando como sórdidas as insinuações contra Dilma;3) Dilma sequer teria como conhecer a idéia da ação, a menos que fosse informada por mim, o que, se ocorreu, foi para o conjunto do Comando Nacional e em termos rápidos e vagos. Isto porque a VAR-Palmares era uma organização clandestina e se preocupava com a segurança de seus quadros e planos, sem contar que “informação política” é algo completamente distinto de “informação factual”. Jamais eu diria a qualquer pessoa, mesmo do comando nacional, algo tão ingênuo, inútil e contraproducente como “vamos seqüestrar o Delfim, você concorda?”. O que disse à repórter é que informei politicamente ao nacional, que ficava no Rio de Janeiro, que o Regional de São Paulo estava fazendo um levantamento de um quadro importante do governo, talvez para seqüestro e resgate de companheiros então em precárias condições de saúde e em risco de morte pelas torturados sofridas. A esse propósito, convém lembrar que o próprio companheiro Carlos Marighela, comandante nacional da ALN, não ficou sabendo do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Por que, então, a Dilma deveria ser informada da ação contra o Delfim? É perfeitamente compreensível que ela não tivesse essa informação e totalmente crível que o próprio Carlos Araújo, seu então companheiro, diga hoje não se lembrar de nada;
4) A Folha, que errou a grafia de meu nome e uma de minhas ocupações atuais (não sou “doutorando em Relações Internacionais”, mas em Ciência Política), também informou na capa que havia um plano detalhado e que “a ação chegou a ter data e local definidos”. Se foi assim, qual era o local definido, o dia e a hora? Desafio que os editores mostrem a gravação em que eu teria informado isso à repórter;
5) Uma coisa elementar para quem viveu a época: qualquer plano de ação envolvia aspectos técnicos (ou seja, mais de caráter militar) e políticos. O levantamento (que é efetivamente o que estava sendo feito, não nego) seria apenas o começo do começo. Essa parte poderia ficar pronta em mais duas ou três semanas. Reiterando: o Comando Regional de São Paulo ainda não sabia com certeza sequer a freqüência e regularidade das visitas de Delfim a seu amigo no sítio. Depois disso seria preciso fazer o plano militar, ou seja, como a ação poderia ocorrer tecnicamente: planejamento logístico, armas, locais de esconderijo etc.Somente após o plano militar seria elaborado o plano político, a parte mais complicada e delicada de uma operação dessa natureza, que envolveria a estratégia de negociações, a definição das exigências para troca, a lista de companheiros a serem libertados, o manifesto ou declaração pública à nação etc. O comando nacional só participaria do planejamento , portanto, mais tarde, na sua fase política. Até pode ser que, no momento oportuno, viesse a delegar essa função a seus quadros mais experientes, possivelmente eu, o Carlos Araújo ou o Carlos Alberto, dificilmente a Dilma ou Mariano José da Silva, o Loiola, que haviam acabado de ser eleitos para a direção; no caso dela, sequer tinha vivência militar;
6) Chocou-me, portanto, a seleção arbitrária e edição de má-fé da entrevista, pois, em alguns dias e sem recursos sequer para uma entrevista pessoal – apelando para telefonemas e e-mails, e dependendo das orientações de um jornalista mais experiente, no caso o próprio entrevistado -, a repórter chegou a conclusões mais peremptórias do que a própria polícia da ditadura, amparada em torturas e num absurdo poder discricionário. Prova disso é que nenhum de nós foi incriminado por isso na época pelos oficiais militares e delegados dos famigerados Doi-Codi e Deops e eu não fui denunciado por qualquer um dos três promotores militares das auditorias onde respondi a processos, a Primeira e a Segunda auditorias de Guerra, de São Paulo, e a Segunda Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro. . Osasco, 5 de abril de 2009
. Antonio Roberto Espinosa Jornalista, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela USP, autor de Abraços que sufocam - E outros ensaios sobre a liberdade e editor da Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe.

HERDEIRO DE JORNAL MOSTRA OS BRINQUEDOS DE SUA INFÂNCIA

E também seu álbum de figurinhas favorito:

domingo, 5 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

BELISQUE O CLOAQUEIRO: RADIALISTA DA BAND DIZ QUE SERRA E KASSAB SÃO VAMPIROS!!!

Aconteceu hoje de manhãzinha, no radiojornal Primeira Hora, exibido pela Band em cadeia nacional. Até prova em contrário, primeiro de abril foi ontem.

JATINHO DE YEDA PODE CUSTAR MAIS QUE BOEING PRESIDENCIAL

Enquanto os alunos das escolas públicas estaduais gaúchas contentam-se com uma banana passada na hora da merenda e os professores são brindados com a vultosa quantia mensal de R$35 à guisa de subsídio de alimentação, o prodigioso governo da tucana Yeda Crusius trabalha à sorrelfa para realizar o sonho do aviãozinho próprio. Mas, não pense você que qualquer porcaria - como o Citation do tucano Tasso Jereissati - está de bom tamanho. Não!!! Até mesmo as aeronaves da Embraer já estão fora de cogitação. Isso é coisa de pobre.
Na verdade, o empenho da governadora supostamente corrupta em adquirir o brinquedinho voador é tão enérgico que ela montou até uma comissão especial para tratar do assunto. Na moita, claro. Fazem parte do grupo secreto a Casa Militar, a Casa Civil, a Brigada Militar e as secretarias de Planejamento, Fazenda e Infraestrutura e Logística. Por isso mesmo, o povo do Rio Grande do Sul não deve ficar surpreso se, a qualquer momento, o Piratini reunir seus sabujos da mídia local para comunicar mais um "fato relevante": a aquisição de um aparelho como o da foto acima, um G650, da americana Gulfstream. Parece ser o favorito da tucana para bater asas por aí. Avaliado em 65 milhões de dólares, esse aeródino pode levar até 18 passageiros. Um luxo!
Para relembrar, o Airbus A319, prefixo FAB 001, da Presidência da República, com 55 lugares, custou pouco mais de 56 milhões.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

GLOBO CONTRATA CLOACA NEWS

Após cinco meses dando murro em ponta de faca, este blog não resistiu ao assédio
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Viramos a casaca. Vendemos nossa alma por uma boa causa. E não pense você que foi o dinheiro o que nos seduziu. Pesou em nossa decisão a possibilidade de, a partir de agora, figurarmos ao lado dos verdadeiros baluartes da Imprensa ética, responsável e comprometida com a verdade. Alô, alternativos!!! Ganharemos link no G1 e no portal do jornal O Globo. Gozaremos da inenarrável honraria que é figurar à côté de jornalistas de escol, como o infalível Ricardo Noblat, a esplendorosa Miriam Leitão e o iluminado Sardenberg. Seremos colegas do gigante William Waack e do virtuoso Merval Pereira. O melhor de tudo é que, em nossa sábia deliberação, ganhamos, também, a consultoria deste verdadeiro titã moral que é o colega Ali Kamel, tão injustamente atacado por certas facções do atraso entrincheiradas em blogs malcriados e descorteses. Por tabela, seremos incluídos, igualmente, no portal da RBS, esse modelar grupo de comunicação do sul de nosso país. Poderemos, enfim, sentir o doce perfume de Rosane de Oliveira bem de pertinho. E teremos o privilégio de pisar o mesmo chão que Lasier Martins, este monumento do Jornalismo isento.
Estamos eufóricos. E ansiosíssimos para iniciar esta nova fase de nosso trabalho. Talvez amanhã. Hoje não. É muita emoção para um dia primeiro de abril.

segunda-feira, 30 de março de 2009

FROTA DA FOLHA ESTARIA A SERVIÇO DE TRAFICANTES

Exemplares encontrados em esconderijo podem sugerir supostas ligações do diário com bandidos
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Operação realizada na última madrugada, na região central, desbaratou uma quadrilha de distribuição de drogas no atacado. O grupo criminoso admitiu ser especialista em logística. No local, foram encontradas dezenas de primeiras páginas, com manchetes típicas de marginais. Especialistas avaliam que, pelos antecedentes do grupo na área de transportes - eles já possuem experiência com presuntos - as peruas podem, supostamente, estar a serviço do crime organizado. Os advogados do bando impetraram habeas corpus, já deferido pelo plantonista da Corte.

sábado, 28 de março de 2009

CASCATEIRO DE TABLÓIDE GAÚCHO SILENCIA PROFESSOR DE JORNALISMO

Um batedor de chapas, com carteirinha de repórter fotográfico, obteve da Justiça, ainda em primeira instância, o direito de não ser identificado pela alcunha com que é conhecido até mesmo no local em que trabalha. Com a sentença judicial, Ronaldo Bernardi - ou Fotonaldo, como o chamam seus amigos - obrigou o Professor Wladimir Ungaretti a retirar de seu website Ponto de Vista e do blog homônimo qualquer alusão à sua pessoa e à sua obra "fotojornalística". Ungaretti, que dá aulas de Jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, notabilizou-se, entre outras virtudes, por desenredar as tramóias da imprensa diária, particularmente as perpetradas pelo tablóide gaúcho Zero Hora, do Grupo RBS (afiliado da Globo). Sua crítica ao jornalismo, porém, sempre foi didactológica, jamais ultrapassando os limites da civilidade, a despeito do tom irônico de suas opiniões. Ocorre que o Professor, sucessivas vezes, desmontou, de maneira cabal, inúmeras farsas fotográficas do lambe-lambe publicadas no jornalzinho. Entre as imposturas fotonaldianas, as mais comuns seriam os "flagrantes produzidos", cenas montadas para legitimar certas "notícias" de interesse da corporação midiática. Pela contumácia dessas práticas espurcas, alguns adjetivos acabaram ganhando relevância diretamente proporcional. É o caso do epíteto "cascateiro". Segundo Pai Aurélio, "diz-se de, ou aquele que diz ou escreve cascata". E, no jargão do Jornalismo, cascata é "matéria inconsistente, retórica, sem fatos, e geralmente longa". Parece-nos que o queixoso não ousou contestar esta pecha judicialmente. Preferiu ocupar o tempo dos magistrados com uma querela antonomásia. Cascateiro, sim; Fotonaldo, jamais!!! Retirar todas as menções feitas ao dito cujo das páginas do Ponto de Vista custaria ao Professor Ungaretti um tempo e uma paciência de que, parece, ele não dispõe. Por isso mesmo, para atender à decisão da Corte, o Mestre achou por bem retirar de circulação todo o conteúdo de seus sítios eletrônicos. Confira aqui e aqui. A blogosfera que não tem medo de cara feia está mobilizada em solidariedade a Wladimir Ungaretti. De outra parte, a mídia sabuja e lambeteira não solta um pio a respeito desse atentado à liberdade de expressão. Entre todas as manifestações que já lemos, de apoio ao Professor, nenhuma nos tocou mais que a escrita por Ariela Boaventura, do blog Bovinenses. Um verdadeiro libelo contra a estupidez, que você poderá conferir clicando aqui.

sexta-feira, 27 de março de 2009

E AÍ? BELEZA?

Deputada gaúcha do PC do B concorre ao título de "política mais linda do mundo" em site espanhol .
A deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) figura entre as indicadas na competição para escolher a mais bela parlamentar do planeta. A lista encontra-se abrigada no site espanhol 20 Minutos. Até o momento, a namorada do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) soma 13.626 pontos e encontra-se na 17ª posição. A congressista peruana Luciana Milagros León Romero lidera o prélio das beldades. A presidenta da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, também estão na parada. O concurso é meramente estético e não leva em consideração, por exemplo, as alianças políticas das belezocas. Nas últimas eleições municipais em Porto Alegre, Manuela amarrou sua candidatura a nada menos que o PPS, carregando como vice em sua chapa o deputado Berfran Rosado, atual Secretário de Meio Ambiente do governo supostamente corrupto de Yeda Crusius. Para conhecer as concorrentes e - quem sabe - dar seu voto, clique aqui.
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ATUALIZAÇÃO - Sábado - 01:20h
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Manuela saltou para a terceira posição, com 39.834 pontos.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Crônica de uma censura anunciada

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Por Leandro Fortes . Deixa ver se eu entendi. O diretor da TV Câmara, Manuel Roberto Seabra, em entrevista ao site “Comunique-se”, afirma que “assessores” do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, reclamaram do conteúdo do programa “Comitê de Imprensa”, do qual participei como convidado, para falar das investigações contra o delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, com base em uma reportagem da revista Veja. Ele afirma ter recebido “muitas reclamações” (dos assessores de Gilmar Mendes?) sobre a “matéria”. Era um programa de debates. Eu não entendo muito de televisão, mas sei diferenciar um programa de debate de uma matéria. Mas vamos adiante, porque a coisa ainda vai desandar mais.
A “matéria”, segundo Seabra, “teria sido ofensiva” ao ministro Gilmar Mendes e, mais grave ainda, “saía do tema”. Primeiro, eu gostaria de saber com que autoridade o diretor da TV Câmara, funcionário de uma emissora pública, paga pelo contribuinte, ordena a retirada do ar de um programa de debate por que o conteúdo das falas, de inteira responsabilidade de quem as pronuncia, “teria” sido ofensivo a quem quer que seja. Que diabos é isso? Um roteiro do mundo bizarro ou um conto de Lewis Caroll? Ainda que eu tivesse xingado o presidente do STF, o que não ocorreu, não caberia ao senhor Manuel Seabra determinar um ato de censura, assim, ao bel prazer. E a tal “tentativa de responder a isso”? Prestem atenção: queriam inserir entrevistas de Gilmar Mendes e de um “representante da CPI dos Grampos”, a título de direito de resposta... num programa de debate! Como não conseguiram tal proeza, optaram em colocar novamente o programa no ar. Entenderam?
Eu explico, me acompanhem: o diretor da TV Câmara recebeu uma reclamação de “assessores” do ministro Gilmar Mendes (na verdade, a reclamação foi ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Michel Temer). Em seguida, envergonhado por não ter o outro lado, ele decidiu tirar o programa do ar e retirar o link do site da internet. Na verdade, extirpar, porque nem nos arquivos da página ele podia ser encontrado. Exatamente como faziam os stalinistas, nas fotos oficiais da extinta URSS, quando os camaradas dissidentes caíam em desgraça. Nesse ínterim, entre os dias 16 e 24 de março, Manuel Seabra tentou, em vão, entrevistar Gilmar Mendes e um representante da CPI dos Grampos. Eis um detalhe curioso: os repórteres da TV Câmara não conseguiram entrevistar o presidente do STF, que dá meia dúzia de entrevistas por semana, e, mais incrível ainda, NENHUM deputado da CPI dos Grampos! Diante de tal quadro de desolação, Manuel Seabra decidiu, então, recolocar o link no site. Vencido, pois, pelo cansaço.
Inacreditável, vale ressaltar, foi a evolução das versões. No dia 19 de março, instado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, o assessor de imprensa do deputado Michel Temer, Márcio Freitas, negou qualquer participação da presidência da Câmara na censura. Argumentou que o programa entrou numa fila, foi seis vezes ao ar e depois foi retirado para dar lugar a outros programas. Nonsense total. Essa regra não existe, nunca existiu. Além disso, o assessor nada falou sobre a retirada do link. Depois, uma funcionária da TV Câmara afirmou que o link foi retirado do ar por conta de um defeito técnico. Aliás, um defeito muito peculiar, porque só atingiu um link do site inteiro – o do debate do qual participei. Não colou. No dia 24 de março, foi a vez do Secretário de Comunicação da Câmara, Sérgio Chacon, emitir uma nota dizendo que o programa foi exibido “cinco vezes” (jornalista é ruim de conta mesmo) e que não houve pressão “de quem quer que seja” para interromper a exibição. Como assim? E os “assessores” (são quantos, afinal?) do ministro Gilmar Mendes??
A entrevista do senhor Manuel Seabra, como qualquer estudante de jornalismo pode perceber, é um ato de confissão: Gilmar Mendes mandou tirar o programa “Comitê de Imprensa” do ar e extirpar o link do site. A alegação de que houve ofensas pessoais é risível, senão patética, porque, mesmo durante o período da censura, diversos blogs veicularam o programa para milhões de internautas, alheios ao devaneio da direção da TV Câmara. No vídeo, atualmente com mais de 10 mil exibições registradas em apenas um dos links do “YouTube”, não há uma única ofensa a ninguém. Sobre Gilmar Mendes, me referi, dentro do contexto da Operação Satiagraha (logo, dentro do tema “Protógenes Queiroz”), sobre o profundo desequilíbrio da cobertura da mídia, quase toda voltada para fixar no delegado a pecha de fanático por grampos ilegais (sem uma única prova) e lustrar a imagem do presidente do STF como paladino do Estado Democrático de Direito. Citei, ainda, o fato de Mendes estar me processando, e à CartaCapital, por conta de uma matéria – absolutamente jornalística – sobre o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual o ministro é sócio. Trata-se de instituição construída com dinheiro do Banco do Brasil, em terreno praticamente doado pelo governo do Distrito Federal e com contratos de mais de 2 milhões de reais firmados, sem licitação, com órgãos públicos e tribunais. Onde está a ofensa nisso?
O que ofende a todos nós, jornalistas, é essa tentativa primária de encerrar um assunto gravíssimo, baseado em prova documental (as imagens do site com e sem o link censurado), a partir de uma defesa confusa, contraditória e tardia, elaborada sem o menor compromisso com o jornalismo, a ética e a boa educação. Leio, estarrecido, que por causa desse episódio, a TV Câmara pretende “reformular” o programa “Comitê de Imprensa”, até então considerado um fórum plural e democrático de discussão entre jornalistas de diversos veículos, pensamentos e opiniões. Segundo Manuel Seabra, o programa terá pautas “mais fechadas”, seja lá o que isso signifique. E os apresentadores (quais? Não era só um?) estarão avisados “para evitar novos ataques pessoais”. Só pode ser piada. O que farão os apresentadores? Darão choques elétricos nos entrevistados? Vão acionar aquele “piiii!” usado para camuflar os palavrões proferidos pelos participantes do Big Brother Brasil?
Mesmo o mais foca dos estagiários sabe o que vai acontecer, de fato: censura prévia. Aos entrevistados, aos temas, ao programa. Algo me diz que o “Comitê de Imprensa” subiu no telhado.
Reitero, pois, meu pedido à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e ao Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal para que abracem essa causa, não em meu nome, mas de todos os jornalistas e cidadãos brasileiros, cerceados, estes, no seu direito de ter acesso a informação pública em uma emissora do Congresso Nacional, custeada pelo contribuinte. Não é pouca coisa. O Sindicato dos Jornalistas do DF abriu uma investigação pelo Comitê de Ética para apurar os fatos. Apuração, aliás, facílima. Matéria pronta, eu diria.
E viva a liberdade de expressão.
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Leandro Fortes - Jornalista
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.Brasília, 25 de março de 2009

O VERDADEIRO PROBLEMA DE YEDA CRUSIUS

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A melíflua jornalista Rosane de Oliveira, editora de Política e colunista idem do tablóide Zero Hora brindou sua legião de admiradores com mais um de seus favos xaroposos. Seu extraordinário e contagiante carisma, desta vez, foi suplantado pela agudeza da avaliação que fez sobre os números da governadora tucana Yeda Crusius apresentados ontem pelo Datafolha.
Em um vídeo de dois minutos e pouco, colado em seu blog corporativo, a abelha-rainha do Jornalismo afirmou, peremptoriamente, que a desastrosa nota 4,3 conferida à governante dos gaúchos deveu-se a "um problema de comunicação". Segundo a colunista, "Yeda tem dificuldade de se comunicar com os eleitores". Nada a ver, portanto, com a roubalheira no Detran, o sucateamento do Estado, a casa nova, a maquiagem contábil do "deficit zero", as surras de cassetete no funcionalismo, o "suicídio" do assessor em Brasília ou a arapongagem criminosa. Curiosamente, nas últimas semanas, a mesma Rosane vinha exibindo uma radiosa satisfação com o "desempenho" de Yeda, principalmente depois que o Piratini liberou uma verba de..."comunicação". Você, cara leitora, caro leitor, diria que, diante do fiasco da tucana no Datafolha, a RBS falhou na "comunicação"? Ou será que a jornalista está passando um recadinho para o governo estadual, sugerindo "flexibilizar" o numerário? Assista ao vídeo clicando aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2009

TUCANA NO BICO DO CORVO

. Pior governante do Brasil, Yeda Crusius já sente um bafo diferente em seu fidalgo cangote .
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira aponta que a tucana Yeda Crusius teve a pior avaliação entre todos os governadores brasileiros. Com "popularidade" estimada em 49%, sua nota ficou em 4,3.
Nenhuma surpresa, convenhamos. Com uma administração marcada por arroubos fascistas, sucateamento da Educação, depreciação da Saúde, menoscabo à Segurança, desvios milionários no Detran, compra de casa com dinheiro de campanha, engodos contábeis e, agora, até espionagem criminosa (não vamos incluir nesse rol o cadáver do "embaixador" gaúcho em Brasília), a inquilina do Palácio Piratini sobrevive graças aos seus sabujos da mídia local, devidamente alimentados com as generosas verbas "de comunicação" do estado. Seu partido pelintrão faz a parte que lhe cabe: reunida ontem, a Executiva estadual do PSDB, por decisão unânime, expulsou o ex-ouvidor da Segurança Pública Adão Paiani. Justamente o cidadão que denunciou o uso do sistema de escutas da Secretaria de Segurança Pública, o Guardião, para fins de extorsão política. Na Assembléia Legislativa, a bancada oposicionista - salvo honrosas exceções - anda plácida demais para o nosso gosto. Mas, temos fé que essa letargia esteja com as horas contadas. Além da banda blogosférica que não condescende com as embusteirices tucanas, os caras-pintadas já se preparam para chamar a formosa governadora na chincha. Clique aqui para conferir. E comece a cantarolar a musiquinha: Yeda vai ganhar/ uma passagem pra sair desse lugar/ não é de trem, nem de navio, nem de avião/ é algemada/ no camburão!!!

NOTA DE FALECIMENTO

terça-feira, 24 de março de 2009

TRABALHE DE GRAÇA PARA O SENADO VOCÊ TAMBÉM

Seu verdadeiro nome não vai aparecer. Afinal, ninguém precisa ficar sabendo o quão altruísta e abnegado você é.
Você tem notório saber em pagode? Em maracatu atômico? Sabe contar piadas? Qualquer que seja o seu talento, o povo brasileiro saberá reconhecê-lo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

MUTRETAS & TAL...

Ao tentar explicar suas relações promíscuas com o Senado, jornalista-barrigueiro de O Globo enrola-se ainda mais . A denúncia de que o afamado jornalista - e especialista em proeminências ventrais - Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal veio à tona no blog Os Amigos do Presidente Lula, sexta-feira última. Poucos minutos depois da primeira postagem, já era possível ler a "resposta" do blogueiro de O Globo às suspeitas levantadas contra ele. Entre outras coisas, disse que ele deve ser "o único brasileiro que até hoje doou dinheiro ao Senado" - foram R$135.600 em bondades musicais, segundo cálculos do barrigueiro. Causa-nos estranheza, no entanto, a insistência do blogueiro global em tentar convencer a platéia de que seu caridoso gesto tem, unicamente, motivação estética. De acordo com o que ele diz, "na época [1999], era medíocre a qualidade de produção da rádio Senado (sic)". Noblat, então, movido por insopitável desejo de servir à Pátria e escorado em sua invejável e milionária coleção de CDs, passou a "produzir" o programa semanal Jazz & Tal, na Senado FM. Durante 10 anos - 10 anos!!! - o filantropo Ricardo José Delgado pagou de "seu bolso" para que os milhões de ouvintes da emissora pública tivessem o privilégio de deleitar-se com sua boa música. Levou uma década para que nosso mecenas tomasse providências para sair da clandestinidade radiofônica. Coisa mais normal, não é? Você pode acompanhar o desdobramento desta incrível história clicando aqui. Você pode, também, saber um pouco mais da inatacável carreira de Noblat clicando aqui. E ainda pode clicar aqui para ler o texto da Lei 9.610/98, que trata de direitos autorais. Como todos sabemos, os CDs de música que compramos nas lojas especializadas trazem em seu corpo a seguinte advertência: "A reprodução, locação, execução pública e radioteledifusão deste disco estão proibidas".
Se Noblat usou os exemplares de sua coleção privada para inebriar os ouvidos dos brasileiros, no mínimo cometeu uma imprudência. E...será que o afamado blogueiro, de notório saber musical, lembrou-se de recolher as taxas do ECAD???

domingo, 22 de março de 2009

ONDE ANDARÁ ALBERTO DINES?

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A biografia do jornalista Alberto Dines merece o nosso maior respeito. Por tudo o que ele produziu em seus mais de 50 anos de carreira para transformar a Imprensa em algo digno, até mesmo este impertinente e desdenhoso Cloaca News tira o chapéu (se tiver tempo, veja aqui a gloriosa história do tarimbado profissional). Nos últimos tempos, todavia, o fundador do indispensável Observatório da Imprensa tem andado meio esquisitão. Seus outrora combativos artigos em prol da liberdade de expressão e do decoro na atividade jornalística foram sendo sucedidos por libelos corporativistas. Pior: o veterano homem de imprensa abdicou de "observar" a dita cuja e passou a espezinhar o Presidente Lula, atribuindo ao governo federal as pechas de autoritário, censor, intimidador, et cetera. Por ocasião da "azia" presidencial, como exemplo, Dines foi expedito em seu Alka-Seltzer (releia aqui). Estamos agora curiosos - e ansiosíssimos - para saber o que o macróbio dirá sobre a acintosa ameaça que o presidente do Supremo Tribunal Federal fez ao jornalista Altino Machado durante uma entrevista, em Rio Branco (AC). E estamos, também, impacientes para ver a fúria do Observador sobre a censura ordenada por Gilmar Mendes - e covardemente assentida pelo poltrão Michel Temer - na TV Câmara. Demorou, seu Alberto! Ô, Dines, cadê você??? Fomos ao OI só pra te ler!!!
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ILUSTRAÇÃO: CARICATURA DE BIRA DANTAS