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sábado, 16 de maio de 2009
YEDA APRESENTA NOVA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
AMAZONENSE VALENTÃO INVADE MESA DO SENADO E RODA A BAIANA
O senador mais inútil da República, o tucano Arthur Virgílio Neto, protagonizou agora há pouco, no plenário do Senado Federal, um dos mais patéticos espetáculos da história parlamentar brasileira.
Após o encerramento da sessão ordinária, feito pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), Virgílio - também chamado de O Boto pelas cunhãs de algumas ribeiras nortistas - avançou sobre a Mesa Diretora e tentou reabrir, na marra, os trabalhos para aprovar o requerimento que instauraria a chamada "CPI da Petrobras".
O episódio picaresco foi relatado pelo repórter Ivan Richard, da Agência Brasil. Clique aqui para ler.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
JORNALISTA DA GLOBO ESTÁ NA FOLHA DE PAGAMENTOS DE GILMAR MENDES
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Em suas horas vagas, o apresentador e repórter político da Rede Globo, Heraldo Pereira, 47 anos, também costuma batalhar uns extras no IDP, a escolinha do Doutor Gilmar, em Brasília. Pereira, que é "mestrando em Direito pela UnB", é o responsável pelo módulo VI do Curso de Introdução ao Direito para Profissionais de Comunicação naquela modelar instituição de ensino. Você sabia?
A prova está aqui.
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Heraldo Pereira
NOVO ADVOGADO DE YEDA TAMBÉM É EMPREGADO DE GILMAR MENDES
O advogado paulista José Eduardo Rangel de Alckmin, 54 anos, foi ministro suplente do Tribunal Superior Eleitoral entre 1991 e 1993, tomando posse como efetivo em 1996.
São obscuros os motivos do desligamento do causídico daquela Egrégia casa. Sabemos, no entanto, que o leguleio tem feito uns bicos como professor de Direito Eleitoral no Instituto Brasiliense de Direito Público - IDP, escolinha criada e dirigida por Gilmar Mendes, presidente do STF.
Em sua carreira como defensor, coleciona os seguintes casos-clientes:
- Severino Cavalcanti : perdeu
- Jackson Lago : perdeu
- Ronaldo Cunha Lima: perdeu
- Em 2006, representando o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, entra com um pedido de investigação da participação do presidente Lula na tentativa de compra de um dossiê que envolveria o ex-ministro da Saúde José Serra na máfia das ambulâncias. Sifu.
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FURAMOS A COLUNISTA DE ZERO HORA (COM TODO O RESPEITO)
Logo após informar aos seus leitores que Scarlett O’Hara, personagem do fime E o Vento Levou, é "a mais nova fonte de inspiração de Yeda Crusius", a apícola jornalista Rosane de Oliveira, editora de Política do tablóide Zero Hora, publicou em sua coluna Página 10 de hoje, a seguinte nota:
"Os instrumentos do governo para convencer os aliados a não assinarem a o requerimento da nova CPI vão além do argumento de que as acusações são requentadas."
Se você der uma roladinha até nossa postagem anterior, publicada ontem, verá que a carismática colunista daquela gazeta comeu mosca. Ou abelha, como preferir.
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terça-feira, 12 de maio de 2009
PIRATINI ENVIA EMI$$ÁRIO$ PARA QUE DEPUTADOS NÃO ASSINEM CPI
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Fonte fidedigna deste blog revela que é forte, neste momento, a movimentação de carregadores nos gabinetes dos deputados estaduais gaúchos indecisos quanto a apor seu jamegão no rol daqueles que pedem a instalação de uma CPI para investigar as inúmeras falcatruas da governadora tucana Yeda Crusius.
O ARTIGO 287 DO CÓDIGO PENAL E O EDITORIAL BANDIDO DA RBS
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Código Penal - CP - DL 002.848-1940
Parte Especial
Título IX
Dos Crimes Contra a Paz Pública
Apologia de Crime ou Criminoso
Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:
Pena - detenção, de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa.
Para ler o editorial bandido, clique aqui.
A esse respeito, subscrevemos incondicionalmente o demolidor artigo de Marco Aurélio Weissheimer, publicado no indispensável blog RS Urgente.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
POR YEDA (E UNS PILAS), SABUJO AVACALHA VIÚVA
Um certo Políbio Braga, conhecido no Rio Grande do Sul, entre outras coisas, por pagar micos na Justiça, publicou em seu blog nota com o seguinte título: "Conheça melhor a mulher que ataca Yeda".
O texto, preparado sob encomenda para enxovalhar a reputação de Magda Koenigkan, diz que "o PSDB gaúcho levantou a ficha completa da publisher da revista Srs. & Sras." .
No arremate, apresenta um link para o site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios em que o nome da viúva de Marcelo Cavalcante é mencionado em algumas ações de execução fiscal, indenização e despejo. O famoso sevandija faz questão de tratar essas informações como "o prontuário jurídico de Magda", tentando produzir no leitor a imagem de uma "condenada", alguém que não merece crédito pelo que diz.
Como você verá aqui, os proventos deste amouco são oriundos de patrocínios do Banrisul - banco estatal gaúcho - e da ilibadíssima papeleira Aracruz Celulose.
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domingo, 10 de maio de 2009
OS DOADORES OFICIAIS DE YEDA
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Veja aqui quem financiou, legalmente, a campanha eleitoral da tucana, em 2006. Tem cheiro de tudo. Menos de tabaco.
TUCANOGATE: TODOS OS HOMENS DE YEDA CRUSIUS
Se você, como nós, está desconfiado das verdadeiras intenções da revista Veja com a reportagem que "compromete" o governo da tucana, é oportuno recapitular as denúncias mais cabeludas que estão no colo de Madame, e que ela, ainda, não explicou nem contestou.
* Para a campanha pelo governo do estado, em 2006, foram entregues 500 mil reais pela Mac Engenharia. Na reunião, estavam presentes Marcelo Cavalcante, Lair Ferst, Chico Fraga (do PSDB, ex-secretário de governo do município de Canoas), Aod Cunha (ex-secretário estadual de Fazenda), Delson Martini (ex-secretário-geral de governo) e Carlos Crusius (marido de Yeda Crusius).
* Fumageiras de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires entregaram duas parcelas de 200 mil reais à campanha, na presença de Ferst e Aod, que enfatizaram o fato de que não dariam recibo por ordem da então candidata Yeda Crusius.
* O deputado José Otávio Germano (PP-RS) doou 400 mil reais para a campanha a título de "crédito político", na presença de Marcelo Cavalcante, Ferst e da própria candidata.
* Vídeo mostra toda a formatação da compra da casa da governadora eleita, com a entrega de 400 mil reais em dinheiro. Estavam presentes Ferst e um corretor de nome Alberti.
* Já empossada, a governadora não aceita a distribuição do lucro do esquema no Detran, pois considera 100 mil reais mensais muito pouco. A reunião - única citada sem registro em vídeo - contou com Yeda, Ferst, Flávio Vaz Netto (ex-diretor do Detran) e Dorneu Maciel (da executiva estadual do PP e ex-diretor geral da Assembléia Legislativa).
* Delson Martini e Walna Vilarins Menezes, secretária de Yeda, fazem a distribuição de "mensalinhos", na presença de Cavalcante e Ferst.
* Humberto Busnello (vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) entrega 100 mil reais para Aod Cunha, na presença de Lair Ferst.
* Conversa revela que contas particulares de pessoas ligadas ao governo, inclusive Yeda Crusius, são pagas por agências de publicidade, principalmente a DCS. Ferst e Cavalcante aparecem no vídeo.
* Lair Ferst negocia reforma da casa da governadora com a Magna Engenharia.
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sábado, 9 de maio de 2009
CASO YEDA: LEIA AQUI A MATÉRIA DA VEJA. DE GRAÇA.
O Caixa 2 do Caixa 2
Gravações e um depoimento da empresária Magda Koenigkan lançam uma nova sombra sobre o governo Yeda Crusius
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A governadora gaúcha Yeda Crusius, do PSDB, não tem sossego. Enfrenta acusações de ter usado caixa dois em sua campanha eleitoral desde antes de tomar posse, em janeiro de 2007. Fato espantoso, as primeiras denúncias partiram de seu vice, Paulo Feijó. Como se não bastasse, no mesmo ano, a Polícia Federal desbaratou uma máfia que desviava recursos do Detran gaúcho.
Os escândalos ceifaram três secretários de governo e o chefe da representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante. Em seguida, a governadora foi obrigada a explicar onde arranjou dinheiro para comprar, no fim de 2006, uma casa em um bairro nobre de Porto Alegre. O caso, que lhe rendeu um pedido de impeachment, acabou arquivado pelos promotores gaúchos.
Em fevereiro passado, a morte repentina de Marcelo Cavalcante injetou uma dose de tragédia nas agruras do governo tucano. O corpo do ex-assessor foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília. As investigações policiais indicam que ele se suicidou. Assessor de Yeda entre 2002 e 2006 e coordenador de sua campanha eleitoral, Marcelo conhecia o PSDB gaúcho na intimidade. Com seu desaparecimento, parecia ter se perdido uma das mais acuradas memórias da campanha e dos primeiros dias do governo Yeda.
Era uma presunção falsa. Na mesma semana da morte de Marcelo, descobriu-se que os procuradores federais dispunham de gravações nas quais o ex-assessor relatava irregularidades na campanha e na gestão da tucana. VEJA teve acesso a parte desses áudios. A reportagem ouviu uma hora e meia das dez horas de diálogos mantidos entre Marcelo e o empresário Lair Ferst, um dos acusados de participar dos desvios no Detran gaúcho. Neles, fica claro que o ex-assessor conversava com liberdade com Ferst, que o ajudara a arrecadar dinheiro para a campanha tucana. Nos trechos analisados por VEJA, há três fatos que merecem ser investigados.
• De acordo com Marcelo, Yeda recebeu dinheiro no caixa dois depois que a eleição terminou. Ele conta que, após o segundo turno, coletou 200 000 reais da Alliance One e outros 200 000 reais da CTA-Continental. São duas fabricantes de cigarros que, segundo Marcelo, fizeram as doações em espécie. O ex-assessor diz que entregou esse dinheiro a Carlos Crusius, marido da governadora. Procurados por VEJA, os executivos da Alliance One negaram ter abastecido qualquer caixa dois e mostraram um recibo que comprova a transferência bancária de 200 000 reais para o diretório estadual do PSDB. Já a CTA-Continental contesta ter feito qualquer doação à tucana. "Se me perguntar se me pediram dinheiro, direi que sim. Mas não levaram", diz Allan Kardec Bichinho, presidente da empresa.
• Marcelo afirma que algumas despesas do comitê eleitoral de Yeda foram custeadas pela agência de publicidade DCS, que não prestava serviços à campanha nem fez doações oficiais. Segundo o ex-assessor, a DCS pagou, por exemplo, suas passagens aéreas e diárias no flat Swan Molinos, em Porto Alegre. Após a eleição, arcou com recepções oferecidas por Yeda em sua casa. Depois que ela tomou posse, a agência continuou quitando as passagens e diárias de Marcelo. Yeda renovou os contratos que o Banrisul mantinha com a DCS. A VEJA, a agência negou ter pago essas contas.
• O ex-assessor diz que avisou Yeda sobre o esquema de corrupção no Detran gaúcho e conta ter entregado à governadora uma carta de oito páginas na qual o empresário Lair Ferst descrevia o modo como os recursos eram desviados da repartição. Ferst escreveu essa carta para tentar livrar-se da suspeita de envolvimento no esquema.
A reportagem de VEJA teve acesso a esses áudios há quarenta dias. Só os divulga agora depois de ter encontrado uma fonte com credenciais suficientes para comprovar sua autenticidade. Ela é uma testemunha que também ouviu as gravações e assegura que Marcelo reconhecia como legítimo o seu conteúdo. Mais: o ex-assessor relatou-lhe os mesmos fatos. Essa testemunha, Magda Cunha Koenigkan, foi companheira de Marcelo. Dona de uma revista brasiliense, a Sras&Srs, ela relutou em revelar o que sabia. Temia perder o apoio financeiro para sua revista por parte de governos aliados de Yeda.
Magda diz que decidiu correr esse risco em nome da memória do homem com quem viveu por quinze meses. Em cinco horas e meia de entrevista a VEJA, contou que Marcelo soube da existência dos áudios, gravados por Lair Ferst, em novembro de 2007. "Lair mostrou as gravações e disse que as entregaria às autoridades para provar que os responsáveis pelos desvios no Detran eram integrantes do governo Yeda, e não ele", lembra Magda. Ao ouvir isso, seu companheiro se desesperou: "Entrou em depressão e passou a beber".
De acordo com ela, Marcelo parecia ter reencontrado o equilíbrio em janeiro deste ano, quando aceitou confirmar o conteúdo das gravações aos procuradores federais que apuram o episódio. Chegou a marcar uma data para seu depoimento, mas morreu duas semanas antes da audiência. As declarações de Magda, segundo ela ouvidas diretamente de Marcelo, são desastrosas para o governo tucano do Rio Grande do Sul. Elas mostram uso de caixa dois e desvio de recursos eleitorais para aumento de patrimônio pessoal.
A presente reportagem revela que os áudios existem e que Magda Koenigkan diz ter ouvido do namorado o atestado de sua legitimidade. Mas os áudios não são provas processuais e, a VEJA, Yeda afirmou desconfiar de sua autenticidade. O PT já coletou catorze das dezenove assinaturas necessárias para constituir uma CPI na Assembleia Legislativa com o objetivo de investigar essas suspeitas. Só a CPI e as demais autoridades podem decidir se as gravações são evidência legal dos desvios ali narrados.
A empresária Magda Koenigkan viveu quinze meses, a partir do fim de 2007, com Marcelo Cavalcante, coordenador de campanha de Yeda Crusius, encontrado morto em fevereiro passado. Ela relatou a VEJA as confidências que seu companheiro lhe fez sobre irregularidades que teriam sido cometidas em nome da governadora gaúcha.
Como era a relação de Marcelo Cavalcante com Yeda Crusius?
Era assim: na campanha ela ligava para ele a todo instante e pedia: "Marcelinho, precisamos arranjar 10 000 reais para isso e aquilo". E ele arranjava.
Era ele, então, quem coletava doações?
Se havia um dinheiro para receber, Marcelo pegava e entregava a Carlos Crusius (marido da governadora). No começo (da campanha), tinha de convencer as pessoas a colaborar. Quando Yeda começou a subir nas pesquisas, ficou mais fácil. Vinham 200 000 reais dali, 100 000 de lá. Só que esse dinheiro não entrava para o caixa.
Ia para onde?
Olha, entre o fim do segundo turno eleitoral e a semana posterior à eleição, Marcelo recebeu 400 000 reais de dois fabricantes de cigarro, 200 000 de cada um. Ambos pediram para que a verba não fosse entregue oficialmente. Então, foi para o caixa dois.
Marcelo falava em caixa dois?
Até do caixa dois do caixa dois. Marcelo deu os 400 000 reais a Carlos Crusius no comitê da campanha. Crusius agradeceu e foi para uma sala mais reservada, enquanto Marcelo conversava com fornecedores que esperavam para receber o dinheiro que lhes deviam. Aí, Crusius apareceu e disse: "Quero me desculpar. Não conseguimos o dinheiro. Vamos precisar de mais um prazo. Espero sua compreensão".
Como Marcelo reagiu?
Foi tirar satisfações com Crusius. Ele sempre me repetia essa história. Contava que disse a Crusius: "Como não tem dinheiro? Entreguei na sua mão". Marcelo acreditava que Crusius escondia tudo da governadora. Mas ela justificou a história. Chegou e disse: "Marcelinho, Crusius quer pagar uma dívida antiga nossa que está apertando a gente e, se sair na mídia, não vai ser bom". Marcelo se indagava sobre que dívida era aquela. Ele, que cuidava das finanças dela, não conhecia essa dívida.
O que foi feito dos 400 000 reais?
Passado algum tempo, Crusius finalizou a compra de uma casa. Pelo que o Marcelo contava, usou os 400 000 reais nisso.
A casa da governadora?
É. O Marcelo falava que o pai de um dos secretários da governadora simulou ter comprado um apartamento dela na praia. Teria sido uma venda forjada para mostrar que ela tinha renda para comprar a casa. Contou também que a casa custou cerca de 1 milhão de reais, talvez mais. Mas esses 400 000 foram entregues por baixo do pano (ao vendedor).
Marcelo relatou-lhe outras irregularidades?
Sim. Quem pagava as passagens aéreas e hospedagem para o Marcelo e a equipe da campanha de Yeda? O caixa dois. Marcelo se hospedava no hotel Swan Molinos (em Porto Alegre). Quem pagava era uma agência de publicidade, a DCS. Arcava também com os jantares que a governadora fez antes e depois da eleição.
Houve irregularidades antes da campanha eleitoral?
Marcelo contou que, quando ela era deputada, todo mês entravam cerca de 10 000 reais de um sindicato (Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Sicepot). O dinheiro ia diretamente para a governadora. Quem pegava era uma mulher contratada pelo Marcelo, Walna Vilarins (atual coordenadora de ações administrativas do governo gaúcho).
Por que Marcelo participou do governo Yeda, mesmo sabendo desses fatos?
Houve um momento em que ele mudou. Em novembro do ano passado, chegou ao conhecimento dele que havia áudios em que ele falava sobre as doações de campanha, como funcionava o pagamento da hospedagem da equipe e a compra da casa. Marcelo ficou muito angustiado e apreensivo.
Quem gravou esses áudios?
Outro integrante da campanha de Yeda, Lair Ferst. Ele ajudou Marcelo a arrecadar dinheiro. Entre 2006 e 2007, eles se encontraram diversas vezes. Em novembro, Lair contou a Marcelo que tinha gravado todos esses diálogos e que ia entregá-los à Justiça.
Marcelo avisou o governo Yeda?
Sim. Sugeriu que fizessem um acordo com Lair. Disse que havia muitos indícios do caixa dois e que Lair tinha ido com ele pegar dinheiro em empresas que não aparecem em lugar nenhum na receita declarada de campanha.
A senhora ouviu as gravações?
Ouvi. São conversas em barzinhos. Em janeiro, Marcelo foi procurado pela Justiça para confirmar se a voz nas gravações era dele e se tudo aquilo que ele dizia nelas era verdade. Estava com depoimento marcado entre a semana do Carnaval e a seguinte, mas morreu antes disso...
Marcelo lhe disse que iria confirmar que a voz das gravações era dele?
Sim.
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YEDA RESPIRA POR INSTRUMENTOS
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Podridão do governo gaúcho vem à tona e deixa governadora tucana com o pé na cova
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Desta vez, não é "coisa do PT". As revelações sobre as bandalheiras de Yeda Crusius - desde antes e durante seu governo - estão na edição desta semana da revista Veja que, como sabemos, é um dos house organs do PSDB. Sujeira tão grossa, que ficou impossível ser varrida para baixo do tapete (talvez a RBS tente um boca-a-boca em troca de uns pilas a mais na conta da "agenda positiva"...).
A reportagem completa está disponível apenas na versão impressa, mas só o tira-gosto da edição digital já é suficiente para mandar a tresloucada para a UTI. É o fim da linha para as empulhações e para o autoritarismo de Madame Zureta.
Clique aqui para conferir, enquanto preparamos a mortalha.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
O REI DA VELA
A impagável sacada é do Jurandir Paulo, titular do blog Abunda Canalha, que visitamos amiúde.
Gostou? Então, vá até lá conferir a "versão extended".
FOLHA ENVIA FLORES À MISSA DE TORTURADOR
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Na última quarta-feira, 6, os órfãos da ditadura, comovidos, patrocinaram Missa de Réquiem em memória do "Doutor Barreto", o carniceiro que, na vida civil, atendia por Sérgio Paranhos Fleury, delegado da polícia paulista e proficiente colaborador da OBAN - Operação Bandeirante. A solenidade ocorreu nas dependências da Igreja N. Sra. de Fátima, no bairro do Sumaré, zona oeste paulistana.
Entre as coroas florais que ali abundavam, chamava a atenção um arranjo de crisântemos, gérberas e copos-de-leite com um bilhetinho manuscrito* : "Tio, você continua vivo em meu coração, e farei o que for possível para reabilitar a grandeza de sua biografia. Que saudade daqueles passeios que a gente fazia nas peruas C14 de papai...Ass: O.F.F".
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*A autenticidade do documento não pode ser assegurada - bem como não pode ser descartada.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
A RBS E O MUNDO ENCANTADO DO JABÁ
Conforme este Cloaca News já denunciou e provou aqui e aqui, o mais importante telejornal da RBS TV, afiliada gaúcha da Globo, é, na verdade, uma grande central de jornalismo-michê. Nesta quinta-feira, por exemplo, os telespectadores do Jornal do Almoço que pretendiam informar-se dos alarmantes casos de febre amarela no Estado, ou dos vários escândalos de corrupção e incompetência administrativa envolvendo a governadora tucana Yeda Crusius, ou mesmo das conseqüências da impiedosa estiagem que esturrica o Rio Grande do Sul tiveram que esperar quase 12 (doze!!) minutos até que o cast de jornalistas da emissora terminasse de apresentar a reluzente reportagem-boquete negociada com uma feira comercial de Soledade, município a 220 quilômetros de Porto Alegre, tradicional entreposto de pedras semipreciosas.
Quase a metade do tempo "útil" do "noticioso" prestou-se a um acintoso informe publicitário travestido de reportagem. E que momento glorioso da televisão brasileira avistar o comentarista político e porta-voz dos Barões Sirotsky desfilar pelos corredores da ExpoSol entrevistando ametistas e citrinos! Logo ele que, da última feita, não economizou panegíricos a uma mesa de salames em evento doutra freguesia. "Estamos aqui neste mundo encantado das pedras coloridas!", exultou o veterano profissional, que não se deixou ofuscar pelos perendengues de turmalinas e berilos.
Não tivemos acesso, desta vez, às cifras oficiais da negociação. Mas podemos afirmar, peremptoriamente, que a penúltima investida do "jornalismo" da RBS beliscou, limpinhos, nada menos que trezentos mil reais.
Confira aqui mais essa jóia da imprensa venal.
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MEA CULPA: FRAUDAMOS
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A despeito do caráter galhofeiro exibido pelo "recibo" que postamos ontem (veja abaixo), constatamos que, mesmo assim, vários leitores o tomaram como um documento digno de fé. Alguns, mais atentos, notaram que o CPF do "recebedor" possuía "12 dígitos, quando o certo é 11", ou mesmo quem informasse que "o CPF é inválido". Na verdade, aquele número é o telefone de um jornalão paulista, famoso por estampar lixo de internet em sua primeira página. Mesmo o campo "Matrícula (CGC OU INSS)" continha outra brejeirice: trata-se do Código de Endereçamento Postal - CEP - de certo imóvel da Alameda Barão de Limeira, na capital paulista.
O título da postagem, por sua vez, trazia o verbo no tempo futuro do pretérito, recurso idêntico ao de que se vale certa imprensa de coloração castanha para lançar suspeitas sobre alguém sem, no entanto, fazer uma acusação.
Curiosamente, a única verdade apresentada em nossa postagem estava no texto abaixo da imagem, por ironia, idêntico ao publicado recentemente pela gazeta serrista ao se "desculpar" por ter publicado uma ficha absolutamente falsa da Ministra Dilma Rousseff na capa de uma de suas edições dominicais.
Perdão, leitores. Mentimos. Ou não.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
EXCLUSIVO: JORNAL ESTARIA PAGANDO BÔNUS A COLUNISTAS QUE ESCULHAMBAM GOVERNO LULA
A veracidade da informação e a autenticidade do documento acima não podem ser asseguradas - bem como não podem ser descartadas.
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O ESCALAFOBÉTICO PLANO DA TUCANA ESTRAMBÓTICA PARA SEPULTAR A EDUCAÇÃO (e a fuleiragem de um jornalzinho sabujo)
O tablóide gaúcho Zero Hora (aquele que recebe 80% das verbas publicitárias estaduais de mídia impressa) publica uma fenomenal reportagem em sua edição de hoje.
Diante do anúncio feito pela apombocada senhora Mariza Abreu, secretária de Educação de Yeda Crusius (aquela supostamente corrupta), de que pretende agrupar todas as disciplinas dos ensinos Fundamental e Médio do Rio Grande do Sul em apenas quatro áreas, o jornalóide da RBS apresenta o ribombante título: "O que vai mudar na sala de aula". Em seguida, transcreve o press release governamental, enfileirando as "mudanças": professores de Química, por exemplo, passarão a lecionar, também, Física e Biologia. Professores de Português deverão ir para as quadras ministrar aulas de Educação Física - e vice-versa, claro. Coisa pouca, como vemos.
E, qual seria "o modelo em que a Secretaria de Educação se baseia?" - indaga a gazetinha para si própria, à guisa de jornalismo interpretativo? Por favor, não ria da resposta: "É inspirado em experiências de escolas paulistas, mineiras, portuguesas e argentinas".
Na edição impressa, esse portentoso feito de reportagem ocupa cerca de 2/3 (dois terços) de página, e, como sabemos, um tablóide é um tablóide.
Considerando que a leitura de tal peça não ocupará muito de seu tempo, sugerimos que você clique aqui e testemunhe o lúgubre anúncio do passamento da Educação pública gaúcha. O jornalismo, não custa salientar, desceu à cova faz tempo.
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FOTO: BOLO NEGA MALUCA
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