quarta-feira, 7 de abril de 2010

CALÃO INUNDA PORTAL DA GLOBO















Veja o link mais de perto:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1557862-5606,00-CHOVE-PARA-CARALHO-NO-RIO-DE-JANEIRO.html

ATUALIZAÇÃO - 16:30h
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CLOAQUEIRO CAI COMO PATINHO NO CONTO DO BUG
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Como se pode observar na área de comentários desta postagem, o titular deste blog viveu seu momento Noblat, visto que o sistema de publicação do portal G1 (o mesmo do Terra, por exemplo) permite que parte da URL seja editada sem comprometer o destino. Vamos deixar a postagem como está e pagar esse mico. No entanto, para que você não perca a viagem, clique aqui e rememore outro episódio envolvendo o mesmo portal, em que se evidencia o enorme apreço dispensado pelo G1 à nossa língua-mãe.

domingo, 4 de abril de 2010

MANSÃO DE SERRA EM SÃO PAULO NÃO FOI DECLARADA AO FISCO, NEM À JUSTIÇA ELEITORAL


















Na Declaração de Bens que o ex-governador Zé Chirico entregou à Justiça Eleitoral, em 2006, não foi feita menção à nababesca residência do tucano no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste paulistana.
Como se sabe, o pré-candidato do PSDB à presidência da República é o feliz proprietário de um palacete situado na rua Antônio de Gouveia Giudice, a poucos metros do chiquérrimo Shopping Villa-Lobos. Naquela região, conhecida pelo altíssimo padrão de vida de seus habitantes, os imóveis raramente custam menos de R$ 2 milhões.
Há pouco mais um ano, o jornal O Globo chegou a noticiar um assassinato ocorrido nas proximidades da suntuosa morada de Serra, fazendo uma alusão ao endereço ilustre.
Recentemente, a máfia midiática que infesta nosso país difundiu notícias de que o PT já teria encontrado uma "mansão" em Brasília para "acomodar" a ex-ministra Dilma Rousseff. Segundo a Folha, "o imóvel é térreo, tem três quartos e não fica de frente para o lago" , o que nos deu a dimensão da luxuosidade e do fausto exigido pela candidata petista ao Planalto.
Em matéria imobiliária, no entanto, os tucanos nadam de braçada. Em 2008, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, realizou o sonho da mansão própria antes mesmo de tomar posse no cargo, e até mesmo a mobília lhe saiu na faixa.

sábado, 3 de abril de 2010

A MALHAÇÃO DO JUDAS



.Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?
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Sorocaba, SP, 20 de maio de 2000 - Flagrante do fotógrafo Luciano Quirino, na Praça Coronel Fernando Prestes, em frente do Clube União Recreativo, onde aconteceria um encontro regional do PSDB.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ZERO HORA DÁ FURO MAS ESCONDE O BURACO














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Para proteger o candidato do PRBS ao governo estadual, tabloide transforma bomba em traque jornalístico
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A notícia explodiu, precisamente, às 13:26h de hoje, conforme a gabação do “Blog do Editor” , abrigado na edição digital da gazetinha. Tanto era tema relevante, que o simples fato de o veículo jactar-se por tal primazia já fornecia a verdadeira dimensão do fato novo.
Ao apresentar a denúncia contra oito pessoas suspeitas do assassinato do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, o Ministério Público gaúcho não usou meias-palavras: o crime foi encomendado, motivado por vingança, diferentemente do que concluiu a Delegacia de Homicídios e Desaparecidos da polícia tucana de Yeda, que encerrou o caso concluindo que o crime foi latrocínio, descartando, peremptoriamente, a hipótese de execução.
Por ocasião da morte do Secretário, o “jornalismo” do Grupo RBS não poupou energias para que o episódio não fosse caracterizado como “queima de arquivo”. Por aqueles dias, a melíflua colunista política de ZH, em instante de raro açodamento, chegou a escrever em sua Página 10: “Já sei que os adeptos da teoria da conspiração vão acusar a polícia de estar abafando o caso, mas os elementos levantados pela polícia indicam que Eliseu Santos foi apenas mais uma vítima da violência que grassa em Porto Alegre”.
Como se sabe, a administração do agora ex-prefeito José Fogaça esteve mergulhada em um verdadeiro festival de falcatruas e escândalos de corrupção, e o Secretário assassinado era o pivô de vários casos – em um deles, envolvendo um desvio de R$ 9,6 milhões, o próprio Fogaça é apontado como conivente pelo MPE. Por isso mesmo, uma verdadeira força-tarefa empenhou-se, com afinco, em mandar o “Caso Eliseu” para o limbo. De lembrar que este mesmo Cloaca News já havia demonstrado, de maneira cabal e irrefutável, que a ordem de Zero Hora é “aliviar Fogaça”.
Pois, hoje, ao anunciar clangorosamente a denúncia do Ministério Público, que apresenta uma reviravolta no episódio, o tabloide surtou. Veja, na imagem acima (clique para ampliá-la), que o furo jornalístico de ZH – ufania de todo profissional de imprensa – não mereceu a manchete principal na capa de sua edição eletrônica. A frase que poderia ser, em letras garrafais, “Secretário de Fogaça foi executado por vingança, diz Ministério Público”, ou “Assassinato de Eliseu foi encomendado, diz MP”, ficou reduzida a uma legendinha anódina, sem-vergonha mesmo.
Já podemos até imaginar a capa da edição impressa, que circulará na Sexta-Feira Santa, mas vamos nos resguardar. Porque o “jornalismo” de Zero Hora é sempre uma caixinha de surpresas em que o buraco é, invariavelmente, mais embaixo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

UM BRINDE AOS GOLPISTAS

 
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Veja, abaixo, trecho do discurso do Presidente Lula proferido na tarde desta quarta-feira, no Palácio Itamaraty, em Brasília, durante a cerimônia de posse dos 10 novos ministros do governo. A cervejinha acima, produzida em certo país insular do Oceano Índico, é cortesia da casa.
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terça-feira, 30 de março de 2010

NEM A RBS AGUENTA A RBS



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O barulho provocado por um show dentro do Parque da Festa da Uva, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, era tamanho que chegou a abespinhar moradores de vários bairros vizinhos ao local. Tão estrepitoso era o fandango que até a imprensa foi chamada para testemunhar o descalabro sonoro.
O tabloide Pioneiro, integrante do complexo mafiomidiático da Famiglia Sirotsky, compareceu à estrondosa festa no pavilhão vitícola munido de um estrambótico decibelímetro. Sua equipe constatou uma média de insuportáveis 100 decibéis no local, número superior ao dobro do permitido por lei naquela cidade, naquele horário. A reportagem intitulada “Barulho tira o sono de moradores”, estampada na edição de ontem do Pioneiro, não ocultou sua indignação pelo ruidoso e inconveniente evento. Porém, ai, porém, o Pioneiro fez-se de mouco sobre os autores do bulício: uma festa da Rádio Atlântida, emissora do…Grupo RBS. Sobre isso, O Caxiense não silenciou.

domingo, 28 de março de 2010

JORNALISTA DA FOLHA RECEBEU MAIS DE R$ 3,7 MILHÕES PARA BAJULAR DEMOTUCANOS



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O baba-ovo profissional Gilberto Dimenstein, o Gibinha, membro do Conselho Editorial da organização mafiomidiática Folha de S. Paulo, é também o dono de uma certa Associação Cidade Escola Aprendiz, empreendimento supostamente dedicado a "criar e articular oportunidades que fortaleçam a educação integral de crianças e jovens por meio da utilização de tecnologias sociais inovadoras".
Em operação desde 1997, o negócio de Gibinha só deslanchou mesmo a partir de 2006, quando o tucano Zé Chirico elegeu-se governador de São Paulo e o demo Kassab herdou a prefeitura da capital paulista. Curiosamente, foi a partir daquele momento que os artigos e comentários de Dimenstein na Folha e na CBN (do Sistema Globo) adquiriram a tonalidade castanha que os distinguem até hoje.
A lembrança daquele repórter audaz da Era Collor esmaeceu-se definitivamente quando Gibinha passou a assinar toletes com os títulos "Parabéns, Serra" e "Professores dão aula de baderna", como exemplo. A coleira de Gilberto Dimenstein, no entanto, não foi comprada numa pet shop qualquer, não. Segundo o rastreamento feito pelo blog NaMaria News, publicado ontem, Gibinha recebeu, de 2006 até o momento, nada menos que R$ 3.725.222,74 em bondades da prefeitura de Kassab e do governo estadual tucano.
Tudo informado pelo nosso jornal favorito, o Diário Oficial, que NaMaria News exibe aqui.

sábado, 27 de março de 2010

JORNALISTA DÁ AULA DE SABUJICE










Conforme noticiamos no dia 3 de janeiro de 2009, Gilberto Dimenstein, o Gibinha, cursou jornalismo na Fundação Gilberto Dimenstein, criada por ele mesmo, em homenagem a ele mesmo. Teve aulas com ele mesmo e, muitas vezes, discutiu com ele mesmo, sendo mandado para fora da sala, diversas vezes, por ele mesmo.
Gibinha, ex-aprendiz de baba-ovo, é hoje Doutor em Ciências Louvaminheiras e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, onde exercita seu mister com rara competência. Prova disso está em sua mais recente coluna eletrônica, disponível no site Folha Online.
Precisando mostrar serviço aos seus donos, Gibinha não se vexou em qualificar os professores da rede estadual paulista de "baderneiros" e de "minoria organizada e motivada, em parte, pelas eleições deste ano", pouco a ele importando a situação precária em que se encontram os profissionais da Educação de São Paulo. Para Gibinha, as balas "de borracha" e as bombas de fragmentação lançadas ontem pelas tropas de José Serra na cabeça dos professores devem ser mais que merecidas, visto que "nem remotamente, a agressividade daquela manifestação representa os professores".
Para alguém que, outro dia, publicou artigo com o título "Parabéns, Serra", estranhamos apenas que, no texto de hoje, Gibinha não tivesse, antes, tomado a benção de seu padrinho.

O MASSACRE DO MORUMBI – IMAGENS ESTARRECEDORAS



Professor conta como sobreviveu ao ataque das tropas de José Serra
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Do blog Eco-Subversivo
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Nesta tarde de sexta-feira (26/03/2010) presenciei o horror que é a repressão policial a manifestações. Foi na Assembléia dos Professores Estaduais de São Paulo que ocorreu na frente do estádio do Morumbi, onde o intuito era chegar à frente do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual paulista). A movimentação da polícia militar (PM) era intensa e esta colocou barricadas nas ruas que levavam a sede do governo para impedir qualquer um de se aproximar do local.
Depois de tomar uma chuva intensa e após começar a assembléia, nós começamos a subir outra rua, mas havia uma barreira de policiais do choque para impedir todos de passarem. Em outra rua adjacente também estava formada outra barreira de policiais da Rocam, ou seja, eles cercaram todos os acessos. Ai que entra o maior erro que é do governo em não garantir o direito democrático de ir e vir dos cidadãos, mesmo em uma passeata. Era uma manifestação de professores, pacífica e não de vândalos. Onde está a democracia? É democrático impedir uma manifestação de chegar perto da sede de um governo?
Então começou haver uma aglomeração do lado da barreira do choque. A tensão estava no ar e muitos membros do sindicato estavam alertando todos para não haver qualquer confronto ou provocação. Mas a polícia ja parecia pré-disposta para o confronto. Eu estava chegando perto e sabia que qualquer pequeno motivo, ou seja, qualquer "palito" que fosse jogado contra a polícia seria o motivo para esses começarem com a violência.
Foi o que aconteceu, pois quando cheguei perto pude ver alguns policiais já descendo o cassetete em cima dos manifestantes e também já começaram a jogar bombas de gás lacrimogêneo e atirar balas de borracha. O estouro das bombas era ensurdecedor e o pior era o gás que intoxicava todos e fazia arder os olhos fortemente. Muitos se feriram gravemente com as balas de borracha, o que foi uma atitude covarde por parte da polícia. Teve até uma bomba, que não era de gás lacrimogêneo, que estourou perto de mim que estilhaçou para todo lado. Foi um absurdo ver professoras e professores de idade que estavam ali saírem correndo como se fossem marginais (…)
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Mais vídeos aqui e aqui.

EU VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR

Policial militar ferida é carregada por  suposto paisano infiltrado no dia em que os professores grevistas da rede estadual de São Paulo levaram pau da milícia de José Serra.

sexta-feira, 26 de março de 2010

BOLETIM DO PT CENSURADO POR TRIBUNAL GAÚCHO VIRA SENSAÇÃO NA INTERNET

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Depois que uma liminar açodada e arbitrária do TRE gaúcho mandou tirar de circulação uma publicação periódica do PT de Porto Alegre - fato que a imprensa venal dos pagos sulistas noticiou à farta - , um curioso fenômeno passou a ser observado na capital gaúcha: cada exemplar daqueles que já haviam sido distribuídos passou a ser disputado a tapa pelas pessoas que ainda não o tinham lido. Com isso, as falcatruas envolvendo o governo do prefeito José Fogaça - todas denunciadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público - estão se tornando conhecidas por um número infinitamente maior de leitores.
Segundo relato de testemunhas, até mesmo o Oficial de Justiça encarregado de executar a ação de busca e apreensão do boletim nas sedes municipal e estadual do PT teria separado um exemplar para ler no recesso de seu lar.
De acordo com a curiosa nota publicada no site do TRE-RS, "foram apreendidos 306 boletins", equivalente a dizer que não foram apreendidos cerca de 39.694 impressos.
Agora, com a publicidade gratuita adquirida graças à truculência judicial, os boletins do PT porto-alegrense passam de mão em mão, disseminando a verdade sobre os desvios milionários ocorridos na gestão de José Fogaça.
Caso um desses impressos – agora clandestinos – ainda não tenham chegado até você, eis aqui uma nova oportunidade para se informar sobre a bandalheira envolvendo a prefeitura e o prefeito que quer ser governador.

quarta-feira, 24 de março de 2010

ATENTADO AO DIREITO DE INFORMAR: JUIZ MANDA APREENDER PUBLICAÇÃO QUE DENUNCIA FALCATRUAS DO GOVERNO FOGAÇA



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Na tarde de ontem, terça-feira, por ordem do Desembargador Marco Aurélio dos Santos Caminha, juiz do TRE-RS, foi cumprido um “mandado de busca e apreensão” nas dependências das sedes municipal e estadual do Partido dos Trabalhadores, bem como no gabinete da Bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre. Expedido em caráter liminar, para atender ao choramingo do PMDB local, o documento ordenou o recolhimento sumário de todos os exemplares remanescentes de um Boletim Informativo do PT porto-alegrense, publicado e distribuído há duas semanas. A publicação, que você pode ler na íntegra aqui, reproduziu as denúncias da Polícia Federal e do Ministério Público de que um esquema criminoso instalara-se na Secretaria Municipal de Saúde, desviando cerca de 10 milhões de reais do Programa Saúde da Família na capital gaúcha.
A ordem do magistrado não esclarece os motivos que o levaram à tresloucada decisão de vilipendiar a liberdade de expressão.

terça-feira, 23 de março de 2010

100 ANOS DE PERDÃO PARA O HOMEM DOS NERVOS DE AÇO

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No último dia 19, a Folha publicou “artigo” de Roberto Jefferson, já que a Folha publica qualquer coisa – inda mais se servir aos seus desígnios golpistas. Ocorre que o opúsculo de Bob Jeff fora, todo ele, construído sobre um “texto-base” enviado por um “colaborador petebista”, informação convenientemente omitida pelo signatário do libelo.
Não surpreende, agora, a notícia de que o texto que Jefferson tomou como seu, por sua vez, tenha sido fruto de vergonhosa usurpação: o verdadeiro autor das linhas – e das ideias – é ninguém menos que o filósofo e astrólogo Olavo de Carvalho.
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Clique aqui para ler a divertida retratação de plágio feita pelo “advogado, cantor amador e motociclista”, guiada pelos seus instintos mais primitivos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

ATO PÚBLICO EM DEFESA DO SUS EM PORTO ALEGRE

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Você que vive em Porto Alegre, anote: nesta quarta-feira, dia 24, às 17h, na frente da Prefeitura (praça Montevidéu), grande ato público em defesa do SUS e contra a bandalheira que tomou conta da Saúde no município. Venha cobrar de José Fogaça - o prefeito que quer ser governador - o paradeiro dos 10 milhões de reais surrupiados, garfados, subtraídos, desviados, espoliados, esbulhados e roubados do Programa Saúde da Família.
A convocação é da CUT-RS, CTB-RS, Intersindical e do Fórum de entidades em defesa do SUS. Para ouvir o fonograma da campanha, que está sendo exibido nas rádios da cidade, clique aqui.

CASO NARDONI: SERRA DEVE INAUGURAR MAQUETE DO JULGAMENTO











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Depois de inaugurar a maquete da ponte que ligará Santos ao Guarujá – obra que sequer teve a licitação iniciada, o governador Zé Chirico deverá comparecer hoje ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, para lançar, oficialmente, a réplica em miniatura do edifício London e do apartamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, em cerimônia que antecederá o início do julgamento do casal.
Diante da pouca repercussão de sua agenda de ontem, 21, quando inaugurou o Outono, o tucano exigiu de sua assessoria a presença de José Luís Datena, seu chegado da Rede Bandalha.

sábado, 20 de março de 2010

SERRA INAUGURA OUTONO E ACABA COM AS ENCHENTES EM SÃO PAULO

Sem alarido, e em cerimônia discreta, o ainda governador paulista Zé Chirico inaugurou, há pouco, a maquete de sua obra mais emblemática. “Com o lançamento do Outono, estamos resolvendo, definitivamente, todos os problemas causados pelo verão petista e acabando de vez com os alagamentos na capital” – disse o tucano, enquanto tentava se esquivar das folhas mortas que insistiam em cair sobre sua brilhante cabeça.

VALE A PENA VER DE NOVO: SOLAR DAS TARAS PROIBIDAS

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Para saber mais sobre a obra, clique aqui.
Para saber mais sobre o talentoso protagonista, clique aqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

DEPUTADO LAVA A ALMA DO CLOAQUEIRO


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Deu no blog Tomando na Cuia, de Kiko Machado:
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O deputado Dionilso Marcon (PT) criticou, na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (16), a conduta do jornalista Giovani Grizotti, da RBS. “Este jornalista tem se prestado ao papel de perseguir os movimentos sociais e os parlamentares. Faz isso com os sem terra, com as trabalhadoras rurais, com os caminhoneiros e, agora, com os deputados”, afirmou.Marcon foi abordado na entrada do plenário pelo jornalista, que queria saber por que o parlamentar deu presença na sessão da última quinta-feira e se retirou. “Como não havia votação, registrei a presença e fui para uma reunião no plenarinho com mais de trinta entidades. O trabalho parlamentar não se dá só na hora das votações. Trabalhamos dentro e fora da Assembleia”, explicou o petista.Segundo Marcon, a abordagem feita por Grizotti foi agressiva e desrespeitosa. “Sofri uma agressão moral, que reflete preconceito deste jornalista com os mandatos parlamentares”, assinalouA mesma cobrança foi feita pelo jornalista a outros deputados. A deputada Leila Fetter (PP) e o deputado Alexandre Postal (PMDB) também usaram a tribuna para criticar a postura do jornalista.

terça-feira, 16 de março de 2010

O NOVO MODO DE AGIR DOS LADRÕES EM SÃO PAULO

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Em São Paulo, no momento do roubo, os bandidos já não falam mais "isto é um assalto".
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Agora, eles dizem: "é outro".

domingo, 14 de março de 2010

ZERO HORA E FOGAÇA: NO LIXO, A VERDADE

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Se você visitou este Cloaca News no dia 23 de setembro de 2009, decerto tomou conhecimento do caderninho que encontramos em um latão de lixo, na portaria dos fundos da sede do tabloide gaúcho, com anotações feitas, presumidamente, durante um reunião de pauta com editores e colunistas daquela gazeta.
Nosso achado, a propósito, ocorreu no dia seguinte à publicação, por aquele diário, de escandalosa reportagem sobre as “estratégias do MST”, baseada integralmente em supostas anotações feitas “à mão” em um caderno escolar “de 26 páginas” encontrado em um recipiente de lixo no estacionamento do INCRA.
Por ocasião de nossa postagem naquele 23/09, reproduzimos fac-símiles de três páginas de nosso achado, e, em uma delas, lia-se, à guisa de instrução normativa, a singela recomendação sobre a prefeitura de Porto Alegre: “aliviar Fogaça”.
Pois não é que os editores e colunistas de Zero Hora estão cumprindo à risca o combinado naquela reunião?
Basta relembrar que, tão logo estourou a denúncia da Operação Pathos, de que quase 10 milhões de reais foram desviados da Saúde de Porto Alegre, o jornalzinho do Grupo RBS tratou imediatamente de sepultar o assunto, publicando a notícia em pé de página, sem qualquer destaque, e cavilosamente distorcida. Clique aqui para reler o que publicamos no dia 24 de janeiro último, sobre a exemplar cobertura jornalística que Zero Hora fez sobre o escândalo.
Pois, agora, a situação de José Fogaça, o Pacificador do RS, complicou-se ainda mais. Descobriu-se que o hiperativo prefeito da capital gaúcha fora alertado pelo Ministério Público Estadual, em 2007, de que o contrato feito pelo governo municipal com o Instituto Sollus estava eivado de irregularidades, e que, daquele jeito, ele estaria dando carta branca para a gatunagem do dinheiro público. Fogaça assinou, de próprio punho – com carimbinho e tudo – documento em que declarava-se ciente das recomendações do MPE sobre as falcatruas iminentes.
Diante de provas tão cabais e irrefutáveis sobre a conduta desidiosa do prefeito Fogaça em relação ao esquema criminoso que se instalou em seu governo, a bancada de vereadores do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre preparou um libelo, fartamente documentado, e o entregou ao Ministério Público Federal. O ato ocorreu nesta última quinta-feira, dia 11. O documento, publicado aqui, em primeira mão, pede a responsabilização de Fogaça por ato de improbidade administrativa.
Cazzo! Isso não é notícia??? Para os editorialistas, editores, chefes de reportagem e colunistas de Zero Hora, não. Caso não acredite, aceite o desafio: revire este monturo digital e encontre um link, unzinho que seja, com algum registro – uma linhazinha que seja – sobre o tema.

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Aproveite e rememore conosco as circunstâncias desta imagem, colhida em 16 de agosto de 2007.
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Na foto, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (então no PPS), e o diretor-presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, assinam contrato de cedência da Usina do Gasômetro – o cartão-postal da cidade – para a corporação mafiomidiática fazer sua festa-exposição de aniversário, durante 78 dias, entre 1° de setembro e 18 de novembro daquele ano. Tudo na faixa, em nome da liberdade de imprensa.

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Agora, Fogaça quer ser o governador do Rio Grande do Sul. É provável que, na negociação da blindagem, esteja a cedência da ala residencial do Palácio Piratini para a colunista-abelha de Zero Hora economizar no vale-transporte. Ali, pelo menos, a mobília é novinha. E a lata de lixo é de última geração: já vem com fragmentadora de papéis.

quinta-feira, 11 de março de 2010

EXCLUSIVO: LEIA A REPRESENTAÇÃO FEITA AO MPF CONTRA JOSÉ FOGAÇA

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Clique aqui para ler, na íntegra, em primeiríssima mão, o documento entregue agora há pouco ao Procurador-Chefe da Procuradoria-Geral da República – 4ª Região, em Porto Alegre. A peça solicita a adoção de providências visando a responsabilização do Sr. José Alberto Fogaça de Medeiros, Prefeito Municipal de Porto Alegre, pela prática de atos de improbidade administrativa, sem prejuízo de outras cominações legais cabíveis.

SAI DE BAIXO: CASA DE FOGAÇA COMEÇA A RUIR


Representação no Ministério Público Federal pede Ação de Improbidade Administrativa contra o prefeito de Porto Alegre

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Na tarde dessa quinta-feira, 11, a bancada de vereadores do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre protocolará representação no Ministério Público Federal pedindo a responsabilização do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), por ato de improbidade administrativa.
Na peça, que será entregue ao Procurador-Chefe da Procuradoria-Geral da República – 4ª Região e à Procuradoria de Justiça do Ministério Público Estadual do RS, estão apontadas todas as falcatruas ocorridas no processo de contratação e de prestação de serviço do Instituto Sollus, desde 2007, bem como anexados todos os documentos comprobatórios das fraudes.
Se você leu o que publicamos aqui, em 24 de janeiro, já sabe que o Instituto Sollus – uma organização de alta picaretagem – manteve convênio, sem licitação, com a Secretaria Municipal de Saúde, entre 2007 e 2009. O resultado foi o desvio de mais de R$ 9,6 milhões, dinheiro que seria originalmente destinado ao Programa de Saúde da Família na capital gaúcha.
Já em 2007, Fogaça fora alertado por vários órgãos e entidades – entre eles, o próprio Ministério Público – sobre a inidoneidade do Sollus, mas não considerou as recomendações. Entre os documentos anexados à Representação, figura uma notificação enviada ao prefeito pelo MPE, assinada por ele próprio como “ciente” do aviso.
José Fogaça pretende abdicar de seu cargo ainda esse mês para candidatar-se a governador do Rio Grande do Sul. A julgar pelo nervosismo e pelo descontrole de seu líder na Câmara, o ainda prefeito está mesmo em maus lençóis. Se for denunciado à Justiça e condenado – e tudo indica que assim será –, Fogaça poderá ter sua candidatura impugnada e seus direitos políticos suspensos por alguns anos.

terça-feira, 9 de março de 2010

REPÓRTERES NO PELOURINHO

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Por Leandro Fortes, do Brasília, eu vi
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A direção da Folha de S.Paulo, simplesmente, autorizou a um elemento estranho à redação (mas não aos diretores), o sociólogo Demétrio Magnoli, a chamar de “delinquentes” dois repórteres do jornal, autores de matéria sobre a singular visão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) da miscigenação racial no Brasil. Vocês, não sei, mas eu nunca vi isso na minha vida, nesses 24 anos de profissão. Nunca. Por tabela, também o colunista Elio Gaspari, que desceu a lenha no malfadado discurso racista de Demóstenes Torres, acabou no balaio da delinquencia jornalística montado por Magnoli.

Das duas uma: ou a Folha dá direito de resposta aos repórteres insultados (Laura Capiglione e Lucas Ferraz), como, imagino, deve prever o seu completíssimo manual de redação, ou encerra as atividades. Isso porque Magnoli, embora frequente os saraus do Instituto Milleniun, não entende absolutamente nada de jornalismo e confundiu reportagem com opinião. A matéria de Laura e Lucas nada tem de ideológica, nem muito menos é resultado de “jornalismo engajado” (contra o DEM, na Folha??). A impressão que se tem é que houve falha nos filtros internos da redação e deixaram passar, por descuido ou negligência, uma matéria cujas conseqüências aí estão: o senador Torres, sujeito oculto da farsa do grampo montada em consórcio entre a Veja e o STF, virou, também, o símbolo de um revisionismo histórico grotesco, no qual se estabelece como consensual o estupro de mulheres negras nas senz alas da Colônia e do Império do Brasil.

A reação interna à repercussão de uma matéria elaborada por dois repórteres da sucursal de Brasília, terceirizada por Demétrio Magnoli, é emblemática (e covarde), mas não diz respeito somente à Folha de S.Paulo. O artigo “Jornalismo delinquente”, publicado na edição de hoje (9 de março de 2010), na página de opinião do jornal, nada tem a ver com políticas de pluralidade de opiniões, mas com intimidação pura e simples voltada para o enquadramento de repórteres e editores, e não só da Folha, para os tempos de guerra que se aproximam. A recusa de Aécio Neves em ser vice de José Serra deverá jogar o DEM, outra vez, no vácuo dos tucanos, a reviver a dobradinha iniciada entre Fernando Henrique Cardoso e o PFL, de triste lembrança. O imenso mal estar causado pela fala de Demóstenes Torres na tribuna d o Senado Federal, resultado do trabalho rotineiro de dois repórteres, acabou interpretado como inaceitável fogo amigo. Capaz, inclusive, agora, de a dupla de jornalistas correr perigo de empregabilidade, para usar um termo caro à equipe econômica tucana dos tempos de FHC.

Demétrio Magnoli, impunemente, chama a reportagem da Folha de S.Paulo de “panfleto disfarçado de reportagem”, afirmação que jamais faria, e muito menos a publicaria, sem autorização da direção do jornal, precedida de uma avaliação editorial e política bastante criteriosa. O fato de se ter permitido a Magnoli, um dos arautos da tese conceitualmente criminosa de que não há racismo no Brasil, insultar dois repórteres e o principal colunista da Folha, em espaço próprio dentro de uma edição do jornal, deixa a todos – jornalistas e leitores – perplexos com os rumos finais da velha mídia e de seu inexorável suicídio editorial em nome de uma vingança ideológica, ora baseada em doutrina, ora em puro estado de ódio racial e de classe.

sábado, 6 de março de 2010

A MISÉRIA MORAL DE EX- ESQUERDISTAS


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Por Emir Sader . . .. . .
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Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão. O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.
Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.
Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.
Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.
Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.
Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.
Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandando no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.

O ÚLTIMO DIA DA REVISTA VEJA

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sexta-feira, 5 de março de 2010

RECEITA PARA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

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Por Urariano Mota 
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“Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil”, assim começava o esclarecedor texto de Bia Barbosa, no site Carta Maior, esta semana. Por isso, decido expor aqui uma receita para a liberdade de expressão que nos salve de Stalin na imprensa brasileira. Como toda boa receita de bolo, há que se começar pelos ingredientes. Que são saudáveis:
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O povo, com todos seus tentáculos Fascismo, com o nome de Princípio Ativo do Capital Mão forte, para o golpe Democracia, no gênero defesa do mercado Liberdade, para quem sempre a possuiu Ovos de crocodilo, para as lágrimas Ovos de serpente, para o veneno
E farofa, muita farofa, de preferência pronta na saliva.
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Modus operandi, ou modo de fazer o cremoso criminoso:
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Na batedeira dos noticiários, bata as claras dos ovos de serpente primeiro, bem unidas, a ponto de se tornarem venenosas só de serem vistas. Faça o mesmo com as claras dos ovos de crocodilos, que devem ficar no ponto do close de lágrimas na imagem e na tinta de pesar dos obituários. Acrescente o açúcar de voz melosa, suave, beatífica, de apresentadoras que de tão boazinhas, puras e pulcras viram santas no Vaticano. Bata por mais 3minutos em cada flash de exposição dessa matéria. Agora ponha as gemas de crocodilos e serpente em deliciosa mistura, junte a Democracia do mercado, Liberdade da classe mais A do Brasil, mais o Princípio Ativo do Capital, que jamais se chamará de Fascismo, e, para dar o gosto e o sabor do passado, da tradição que não falha, agite a mistura com Mão Forte, com golpes rápidos e de surpresa, à semelhança dos ladrões e assaltantes. Isso até formar uma massa homogênea, unida, submetida pela força e pela persuasão da força. Por último, ponha o fermento bem armado e bata e bata, e bata, e golpeie. Despeje a massa numa forma de classe média bem untada de valores familiares e de nossa classe contra o resto do mundo. Asse em frigideiras de reputação bem aquecidas, até fazer a massa dourar pela aceitaçãodo fogo. Reforce o fogo.
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Os ingredientes da cobertura são simples: farofa e os ovos de serpente que sobraram.
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Modus operandi da cobertura:
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Retire as claras para que sejam batidas às escuras, em off. Deixe-as respirar em papel de jornais e revistas, bem expostas na sala durante o tempo dos informativos na televisão. Depois, adorne a cobertura com a frase “eu tenho medo”, em todos os espaços livres da liberdade de expressão. Sirva-a com palavras dramáticas e lágrimas de Regina Duarte. . Sei que a esta altura devem estar perguntando: e o povo, e o povo com todos os seus tentáculos, como está escrito lá em cima nos ingredientes? O que fazer com o povo? Ora, o povo entra nesta receita por figuração estética. É simples. Usa-se o povo e se joga fora. Esta é a nossa receita para a liberdade de expressão, conforme o seminário promovido pelo Instituto Millenium. Jornalistas, editores e donos do pensamento em geral poderão ter com ela a paz de evitar a eleição da Dilma Roussef. É possível que a receita não seja digerível por estômagos mais humanos. Mas com certeza dará um belo bolo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

PROMOTOR DE JUSTIÇA FAZ APOLOGIA DA TORTURA


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O veterinário e advogado paulista Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo, promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, acaba de parir um olente troçulho, travestido de artigo “jurídico-científico”. A peça encontra-se abrigada em um certo Jornal Carta Forense, periódico de circulação dirigida, com “textos que visam fortalecer o desenvolvimento intelecto-cultural de estudantes e jovens operadores do direito”.
Não queremos estragar seu dia. Por isso mesmo, sugerimos que você vá logo aos parágrafos finais do opúsculo.
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Admissibilidade da Tortura? Talvez
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O ser humano impõe tormentos ao seu semelhante, isto é um fato. Em maior ou menor grau, não há um único capítulo da história em que o suplício não possa ser encontrado, praticado por inúmeras formas e em nome dos mais variados ideais. Derivado do latim tortura, a ação de torturar significa literalmente torcer, forçar ou, em sentido bastante amplo, infligir grande sofrimento físico ou moral a outrem. Nessa linha de raciocínio, e tomando o vocábulo em seu sentido não técnico, torna-se fácil perceber que o ato de infligir deliberada e conscientemente sofrimento a outrem está presente em inúmeras atividades humanas, muitas das quais lícitas e moralmente justificáveis. O médico, por exemplo, movido pelo juramento de preservar a vida a qualquer preço, tortura impiedosamente quando mantém, por meios artificiais, a vida de paciente terminal e desenganado que, em meio a dores excruciantes, implora que a natureza siga seu curso. Os amantes podem se torturar em nome da liberdade pessoal e do princípio da adequação sexual. Basta ver o número de lojas especializadas e sites da Internet dedicados a práticas sadomasoquistas. Os professores e pais torturam pupilos e filhos sob a intenção de educar. Se essas são todas atividades lícitas e reconhecidas, falemos da ilegalidade. Os criminosos torturam barbaramente suas vítimas quando sequestram, matam, estupram, ofendem, agridem e não são especificamente apenados pelo sofrimento infligido, salvo eventual majorante por meio cruel, presente em alguns poucos tipos penais. Não é, portanto, a simples existência de um sofrimento humano imposto pelo semelhante ou a ilegalidade da conduta que definem a tortura repudiada. É preciso mais. As Convenções internacionais contra a tortura, da ONU e da OEA, mencionam expressamente que a figura se dirige aos agentes públicos. No Brasil, signatário dos diplomas internacionais, a Constituição Federal, no art. 5º, inc. XLIII, incluiu a tortura como crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, equiparando a figura ao tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, ao terrorismo e aos definidos como crimes hediondos, deixando a definição para o legislador ordinário, que pouco inovou com a Lei 9.455/97. Interessante verificar que, entre as críticas feitas ao diploma pátrio, a mais severa diz respeito ao fato de ter definido crime comum, e não próprio, como acenam as convenções e tratados internacionais. Fica claro, destarte, que não é o sofrimento humano ou a ilegalidade que tornam a tortura desprezível, mas o seu uso sistemático pela máquina estatal, o seu caráter institucional. Essa posição é lógica e decorre de uma realidade histórica bem conhecida, ligada, sobretudo, aos regimes totalitários. A aversão generalizada à tortura, aquilo que a torna talvez a mais desprezível de todas as atividades humanas se deve, assim, não apenas à barbárie que ela representa ou ao sentimento humanitário de solidariedade às vítimas, mas, e principalmente, ao fato de ter, ao longo da história, sido aplicada regularmente contra inocentes para garantir a perpetuação de uma ideologia, de uma pretensa supremacia racial, de um poder político ou eclesiástico. Se, sob esse aspecto, torna-se impossível defender ou mesmo admitir, ainda que excepcionalmente a tortura, forçoso é reconhecer que nas últimas décadas, o mundo vem assistindo, perplexo, uma escalada de violência sem precedentes, cujo marco simbólico foi o atentado ao World Trade Center, que não apenas destruiu as torres mais altas de Manhattan, mas demonstrou que nenhuma nação está a salvo de um ataque covarde, sorrateiro, monstruoso e de dificílima ou quase impossível prevenção. Chegamos a uma situação extrema em que o Estado encontra-se totalmente impotente para lidar com as ameaças externas e internas com as formas tradicionais de controle, o que, como bem aponta Habermas leva ao descrédito ou ao excesso. Não se trata de defender ou buscar uma justificativa para a tortura, mas de reconhecer o limiar de uma realidade nova, inusitada e perigosa, que coloca em risco o próprio conceito de Estado de Direito e que pode reclamar uma revisão de nossos limites éticos.
. Três aspectos merecem consideração. . Dissemos que o que torna a tortura desprezível é o seu caráter institucional (todas as demais formas são toleradas). Isso nem sempre é verdadeiro. Basta verificar que boa parte dos grandes críticos da tortura aceita, e eventualmente idolatra, conhecidos líderes totalitários com amplo histórico de desrespeito aos direitos humanos. Como não é possível tachar alguns torturadores de inimigos da humanidade e outros de progressistas simplesmente porque apresentam viéz ideológico similar, verifica-se que a tortura é bem mais telerada do que se pensa e a questão é muito mais política do que ética. Também não se trata de definir um modelo econômico para a tortura, uma simples relação entre o sofrimento imposto e a informação que se pretende obter, uma mera ponderação de custo/benefício (ticking-bomb argument), como definem e criticam Wisnewski e Emerick (The ethics of torture. New York: Continuum, 2009), mas o reconhecimento de uma situação nova e de que os mecanismos atualmente utilizados pelo Estado não são suficientes para impedir atentados terroristas. Compreendendo o caráter único do terrorismo, que reclama respostas não convencionais, Jakobs asseverou: "Quem não presta segurança cognitiva suficiente de um comportamento pessoal, não só não pode esperar ser tratado ainda como pessoa, mas o Estado não deve tratá-lo como pessoa". (Direito Penal do Inimigo. Noções e críticas. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2005). Em terceiro lugar, de se perquirir sobre a existência de algum direito ou garantia individual que possa sobrepor, incondicionalmente, o similar coletivo. Cremos que não. Como ensina Alexandre de Moraes "os direitos humanos fundamentais, dentre eles os direitos e garantias individuais e coletivos consagrados no art. 5º da Constituição Federal, não podem ser utilizados como verdadeiro escudo protetivo da prática de atividade ilícitas..." e prossegue: "os direitos e garantias fundamentais consagrados pela Constituição Federal, portanto, não são ilimitados, uma vez que encontram seus limites nos demais direitos igualmente consagrados pela Carta Magna" (Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2009, p. 33). Fosse outro o entendimento, teríamos de enfrentar o paradoxo hipotético extremo de ter de sacrificar toda a humanidade para garantir o direito de silêncio ou a integridade de um único ser humano, o que não seria razoável nem lógico. Até mesmo as Convenções internacionais mencionadas, depois de definir a tortura, excepcionam as dores, penas ou sofrimentos consequentes de sanções legítimas ou medidas legais, apontando para a legitimidade de medidas extremas em casos extremos. Gostaria de deixar claro que em nenhum momento defendemos o uso da tortura, prática desprezível e que atenta, como nenhuma outra, contra a dignidade humana, até porque se trata de fato típico perante o ordenamento jurídico. Pretendemos, apenas, demonstrar, com a finalidade de propiciar o bom debate jurídico, que vivemos momentos que talvez reclamem soluções inovadoras e a revisão de nossos princípios e dogmas. É preciso, como ensinaram Albert Schweitzer e Mahatma Gandhi, "lançar nosso olhar para a humanidade" e reverenciar a vida a qualquer custo. Fica, entretanto, a dúvida sobre se os que torturaram para impedir um ataque terrorista não estariam utilizando estas mesmas máximas, para impedir que prevaleçam os que nenhuma reverência tem pela vida de milhares de inocentes. Brian Innes inicia sua "História da Tortura" com o seguinte questionamento: "A tortura é uma vil e mórbida invasão dos direitos e da dignidade individual, um crime contra a humanidade em relação ao qual não pode haver qualquer justificativa. Ou pode?" (The history of torture. New York: St. Martin's Press, 1998, p. 7).Os que estiverem no interior de uma aeronave sequestrada, ao lado de sua família, a caminho da morte, que respondam se desejam sacrificar suas vidas pelo direito à integridade física do terrorista. Todo o resto é hipocrisia e farisaísmo.
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O Cloaca News agradece a colaboração de Vicente Cardoso de Figueiredo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O JORNALISTA DO SENHOR JESUS


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Do blog Viva Babel
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 O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio deve fornecer carteira de identidade de jornalista a Edir Macedo, fundador da Igreja Universal – esta foi a decisão do desembargador Fernando Marques, do TRF da 2ª Região, para o recurso por ele julgado. Macedo tenta obter esse documento há algum tempo. Ele tem um registro especial de jornalista colaborador e, anteriormente, o Sindicato negou-lhe a carteira sob o argumento de não haver o registro profissional. Macedo requereu na Justiça a habilitação, perdeu em primeira instância em 2001, entrou depois com um recurso no TRF. A decisão saiu em agosto de 2009. Quando o STF extinguiu a necessidade do diploma para exercício da profissão, o TRF acatou o pedido. O Sindicato foi informado agora em fevereiro e entrou com uma petição, na qual afirma que cumprirá a decisão, e informa as exigências para a expedição do documento, entre elas o registro profissional no Ministério do Trabalho. O Sindicato questiona o reconhecimento, pela Justiça, do registro de colaborador, que não existe na lei, e lembra que, sem necessidade do diploma, qualquer pessoa pode tirar o registro profissional. Não é mais necessário diploma, mas o registro ainda é necessário.
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A notícia é do Jornalistas & Cia.

terça-feira, 2 de março de 2010

PÉSSIMAS NOTÍCIAS

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Destacado para o sistema de rádio-escuta deste Cloaca News, nosso estimado leitor Cláudio E. nos envia seu relatório das emissões de ontem, segunda-feira. . Eu juro que ouvi. Eram aproximadamente 8:15h (01/03), no programa Gáucha Atualidade, com o "anchorman" André Machado, juntamente com as inolvidáveis Abelhinha e a futura senadora do PP, Ana Amélia. Eis senão quando, André abre o programa assim:

Bom dia, etc. (…) Começamos o programa com uma série de más notícias: assassinato do Eliseu, terremoto no Chile e PESQUISA DO DATAFOLHA…

segunda-feira, 1 de março de 2010

O MISTÉRIO DA RUA HOFFMANN

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Enquanto o tabloide Zero Hora apressa-se em apresentar sua tese para fortalecer mais uma empulhação, o blog RS Urgente, com toda a serenidade, levanta apenas duas singelas questões sobre o assassinato do Secretário de Saúde de Porto Alegre: por que e como?
Recomendamos, também, a leitura deste tocante necrológio, verdadeiro réquiem para um santo homem, cujo exemplo seguirá “iluminando os caminhos incertos e espinhosos das novíssimas gerações”. Assim seja.

A GRANDEZA DE JOSÉ SERRA

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